31.12.07

Vespas no século XIX





Tenho-me baldado um pouco aqui à Horta. Essa tendência continuará até à segunda semana de Janeiro, quando voltarei a ter disponibilidade para prosseguir este importante trabalho. Até lá, deixo-vos com uma pérola da Horta antiga para começarem 2008 bem dispostos e mais cultos: sabiam que as primeiras Vespas foram construídas no século XIX com restos de aviões?

28.12.07

Um Vietbodge é posto a nú

Descobri um link para os que ainda não acreditam na sucatice suprema dos poios polidos importados do Vietnam. Encontram-se na net fotografias detalhadas das sucatices mecânicas realizadas pelos nossos amigos do Oriente, mas as visualizações das sucatices estruturais são raras.

Este tipo australiano teve o desprazer de restaurar um destes poios polidos e- Oh! Surpresa!- tanto o motor como o quadro foram para o lixo. Atentem bem nas fotos do quadro decapado que foi soldado a prtir de cinco (!!!) porções de quadros separados. Entretenham-se a inventoriar os quilómetros de soldaduras terceiro-mundistas que percorrem toda a extensão do quadro em múltiplas direcções. E as borrachinhas do descanso são amarelas, claro. É ver aqui.

24.12.07

Feliz Natal!

A Horta deseja-vos a todos um excelente Natal. Aproveitem-no bem, pois será o último. Segundo o meu plano de dominação mundial, para o ano estaremos a gozar a Grande Celebração Universal da Magnificência de Bob. É um pequeno preço a pagar para nos livrarmos da praga de Pais Natal pendurados nas varandas.

Entretanto, as prendas começam a chegar. Fui presenteado com uma pequena GS cromada com relógio de quartzo, o sonho de todos os Mods fervorosos. Irá fazer um par perfeito com o mesmo modelo de GS em branco e rosa que eu já possuía. Apenas mais uma adição para a deslumbrante frota miniaturizada de Ranger Bob. Ho ho ho!

21.12.07

"Mode from USA"

Aqui está uma foto da última Cafezada: o pneu suplente da Carina que por lá andava, da reputadíssima marca Kings Tire,- cof cof- ostentava a inscrição "Mode from USA". Qual o seu significado?

É difícil dizer. Se a ideia é identificar o país de fabrico como os Estados Unidos, então os Americanos que o fabricaram teriam acertado na maior parte da gramática. Assim, esta não faz sentido. A não ser que toda a companhia fosse constituída por indianos iletrados, à excepção do CEO. Duvidoso.

Suponhamos hipoteticamente que "mode" quer dizer moda. O pneu representa uma moda, então. E essa moda é... Pneus de borracha? Pneus redondos? Pneus de borracha redondos de tom escuro? Que giram? Não vejo nada que consiga agitar o mundo da moda... Temo que os fabricantes de acessórios e componentes para scooters de localização oriental/ asiática/ indiana estejam a produzir peças que são desenhadas e fabricadas por pessoas que não sabem falar Inglês convenientemente e que julgam que conseguem enganar os Ocidentais em algo tão básico como o país de fabrico. De certa maneira, é assustador...

20.12.07

Vespa na TV

Nada de especial: para quem tiver o canal Hollywood, no dia 23 às 22.00 horas vai dar o filme "Alfie e as mulheres" com o Jude Law, onde ele usa uma Vespa para andar de um lado para o outro. Na foto ele está com cara de mongo e tem um retrovisor empenado...

Para quem estiver interessado nas aparições do nosso veículo preferido no pequeno e grande ecrã, recomendo uma visita à Internet Movie Cars Database, onde podem procurar por Piaggio Vespa, por exemplo. Experimentem também procurar por Piaggio Ape.

19.12.07

Agarrou

Estive a fazer uns recados na Baixa e dirigia-me para Matosinhos. Tinha acabado de passar pelo viaduto dos Produtos Estrela quando um energúmeno dois carros à minha frente num Mercedes último-modelo decide atirar-se da faixa da esquerda para a saída do aeroporto à última da hora, numa manobra louca.

O dia estava frio e eu vinha devagar. Ainda tinha o Mercedes no pensamento quando o motor mudou completamente de rouco, sem aviso, como se tivesse ficado sem gasolina. Foi esse o meu pensamento durante uma décima de segundo. Logo a seguir a PX começou a travar sozinha, cada vez mais violentamente. Isto não é falta de gasolina- pensei eu- é um agarranço! Abri a mão esquerda para agarrar a embraiagem, e apertei-a com força ao mesmo tempo que o pneu traseiro começava a chiar. Tudo isto demorou menos de um segundo.

O motor calou-se e eu concentrei-me em encostar em segurança. Não tive problemas nesse departamento, felizmente. Mal cheguei à berma, larguei um pouco a embraiagem para garantir que o pistão ficava livre. Dei ao kicks e ela pegou sem problemas. Notava-se um pouco de dificuldade em aguentar o ralenti. Dirigi-me lentamente para casa, e sofri mais 3 ou 4 episódios semelhantes de paragens soft de motor. Até hoje, nos mais de 100.000 kms que fiz em Vespa, tinha agarrado apenas uma vez, na Rally 180 madura a cair de podre. Vindo da Horta antiga já com uns 15 minutos de auto-estrada, o motor estaria bem quente. Na VCI, na pequena descida antes dos radares, abri o punho completamente e deixei-a dar tudo o que tinha. Foi a primeira vez que puxei assim por ela. No fim da descida, o velho motor desistiu. Foi o meu único agarranço. Até hoje.

Chegado a casa, medi a compressão a quente: um perdigoto abaixo de 100 psi, comparada com os 125 psi de uma medição recente. Algo deve ter mudado dentro do cilindro. Como eu ia devagar e não estava calor, suspeitei do auto-lube. Comecei a coscuvilhar nas zonas mecânicas e libertei o tubo de alimentação de óleo: completamente seco! Sem óleo as coisas não funcionam. A causa não está no grupo térmico nem na injecção automática de óleo, mas sim no depósito de óleo. Não sei o que é: pode ser sujidade, um tubo dobrado, uma bolha de ar, alguma coisa esquisita e simples. Não estou tão chateado quanto pensei que iria ficar. Uma avaria mecânica grave em 60.000 kms é um ratio muito respeitável. Tenho pena que o meu esforçado pistão acabe a sua longa e brilhante carreira por causa de algo estúpido como o óleo não passar pelo tubo, mas guardarei um lugar de honra para ele na minha secretária.

Vou fazer mistura manual com o copinho, para já, e vou atestar o depósito de óleo até cima para conseguir visualizar se o nível de óleo desce ou não. O pistão, mesmo ferido, deverá continuar a rolar. Pelo menos estou a contar com isso, baseado na robustez impressionante da mecânica P. Depois, logo se verá. (Tunes, não te aconteceu algo parecido? Qual foi a causa?)

18.12.07

Video killed the radio star

Fiquei verdadeiramente surpreendido com todo o feedback posistivo que recebi logo depois do lançamento de [P Power], o primeiro vídeo da Horta. Os vossos comentários extremamente lisonjeiros estilhaçaram completamente, com requintes de malvadez, o recorde anterior de número de comentários. O vosso agrado foi transmitido com claridade e intensidade. O número de visitas aqui ao estaminé também disparou, mas o facto de eu ter postado o vídeo na ISBBS ajudou um coxe. ;-)

Os meus colegas da Patocycles também curtiram o vídeo e já me disponibilizaram uma câmara de filmar "de capacete" Oregon Scientific ATC-2000. Esta Action Cam pequena e leve pode ser montada num capacete, guiador ou de várias outras maneiras. Tem uma memória interna de 32MB, ou pode levar um cartão de 2GB possibilitando várias horas de gravação num formato até 640x480, descarregáveis via USB. É um brinquedo/ ferramenta deveras interessante, e seria excelente para gravar corridas ou algo semelhante. Consigo imaginar um Vespa Clube ou um grupo de amigos a juntarem-se e a comprarem uma destas. Vejam os vídeos que se podem criar neste site dedicado à Action Cam ATC 2K.

A fasquia subiu muito. Raras são as vezes em que a sequela suplanta ou sequer se compara ao original. O próximo não contará com a vantagem do efeito surpresa nem do factor novidade. O próximo terá que ser mais que [P Power]: terá que ser [P Porn]!

17.12.07

A minha cruiser

Eu já vos avisei acerca da posta ocasional centrada na minha outra fixação, bicicletas alternativas. Graças a uma sorte do caraças e através de peripécias apenas transmissíveis convenientemente em pessoa, consegui adquirir os restos de uma imitação nacional da Sirla das típicas cruisers americanas, por uns míseros 15 euros. Fiz-lhe uma pintura inspirada nos anos 40 com patina falsa, montei um cubo Sachs Torpedo de 3 velocidades com travão de contra-pedal que um velhote trouxe da Alemanha, adicionei um selim velho de 5 euros, mais algumas peças low-cost, um truque aqui e outro acolá, e ficou pronta: mega-cruising fun.

Quem tiver imaginação pode divertir-se muito com bicicletas. Existem tantos tipos e variações diferentes que as ideias para projectos aparecem em sucessão interminável. Os custos e prazos são uma fracção dos que exigem as scooters clássicas. Além disso, aqui no Porto a pequena cena de apreciadores de biclas exóticas começa a ganhar força. A minha próxima cruiser já está em doca seca e vai ser radical. Acreditem que vai virar cabeças na Marginal.

16.12.07

A venda de Vespas: uma tragicomédia dramática em 1000 actos

Ouvi duas histórias sobre negócios de vendas de Vespas que me fizeram rir. Não aquele riso saudável de verdadeira alegria, mas aquele risinho cinzento e frio que é a expressão física inevitável quando não podemos fazer nada acerca da situação.

História 1.
Um velhote tinha uma T5 à venda por 500 euros (perdi-a por 2 semanas, enfim...). Um comprador chega ao pé do dono, não sabia o valor pretendido nem perguntou, e ofereceu logo 1500 euros. O dono aceitou. Tem agora outra Vespa à venda por... 1500 euros.

História 2.
Interessado: "Boa tarde. Eu estou a ligar por causa do anúncio de venda de uma 50s a 450 euros".
Vendedor: "Olhe, eu já a vendi por 450 euros, mas se você me der mais pode vir cá buscá-la."
I: "Não vai dar, o meu limite é 400 euros."
V: "Pode ser, venha cá buscá-la."

15.12.07

A arte da dominação mundial

Este negócio da dominação mundial é duro. Um gajo levanta-se cedo, dá-lhe forte o dia inteiro, chega a casa no fim do dia todo lixado das costas, e as pessoas não nos dão valor. Assim, foi com enorme satisfação que vi a actividade da dominação mundial retratada com mestria e elegância nesta fabulosa ilustração do homem da Carina, Mr. Aveiro 98, sim ele mesmo, Coriscada. Inspirado pelos relatos do regresso do almoço do ScooterPT, eis a sua criação que apresento com reverência no meu humilde blógue.

14.12.07

Barbie Vespa



Nesta época dos brinquedos, em que as crianças sofrem uma lavagem cerebral de anúncios coloridos e brilhantes a porcarias plásticas de curta esperança de vida, vêem-se sempre alguns com scooters.

Eu apanhei este numa publicidade não endereçada, uma ET verde-pistacchio da Barbie. Se a ET viesse noutra cor, talvez eu até considerasse a sua adição à minha colecção de miniaturas; e se a Barbie ganhasse 10 quilitos, um par de tatuagens, algumas cicatrizes nos joelhos e um pouco de óleo debaixo das unhas, eu até compraria uma para fazer companhia ao Ranger Bob.

Edit: só reparei agora, o assento da ET tem um cinto de segurança! Deve ser para a Barbie anoréxica não levantar vôo com a corrente de ar quando atingir os 15 km/h...

13.12.07

Folga da vela

Há algum tempo atrás no ScooterPT afirmei que as velas NGK vinham todas de fábrica já com a folga dos pólos afinada a 0,6 mm- correcta para a generalidade das Vespas- porque tinha lido isso no site da NGK numa qualquer época passada.

Como não consegui reencontrar e validar a informação, decidi fazer um teste prático. É sempre bom duvidarmos e questionarmos as coisas. Porque é que isto é assim? Quem me garante? Qual é a prova? Teste-se em caso de dúvida! Teste-se em caso de certeza também!

Apropriei-me de um molho de velas NGK novas: 3 x B7HS (uma delas não muito recente), 1 x BP7HS (pólo saliente) e 1 x B8HS. Requisitei o meu fiel apalpa-folgas: pode ter mau aspecto mas faz bom serviço. Consegui inserir exactamente a lâmina de 0,60 mm em todas as velas; não consegui inserir a lâmina de 0,65 mm em nenhuma. Está assim comprovada a folga de 0,6 mm de fábrica nas velas NGK. Instalem-nas sem ansiedades e percorram quilómetros sem problemas.

12.12.07

Rapariga da scooter

Passei por ti na longa e solitária estrada da vida. Os teus olhos azuis viajavam na direcção oposta, para um destino diferente. Adeus, rapariga da scooter. Boa viagem.




11.12.07

Prova do Litro na Scooting

A revista Scooting de Dezembro traz a minha reportagem da Prova do Litro. Consegui fazer aparecer a expressão "Little Trouble Boy", o que me fez ganhar uma aposta que tencionarei cobrar no futuro próximo ehehe.

Também por lá aparecem o Paulo V. em grande destaque na 50s "Professor Bambo", os Mortáguas, e o Manel das Vespas entre outros. Se procurarmos bem, também por lá anda a Lambegreta do Admin: já é a segunda vez! No fim, uma menção aos "massacrados Tunes e Jony". Soindes as nossas bitches.

10.12.07

Master Blaster revela tudo

A Horta teve o prazer de MasterBlasterizar um motor de Vespa VL2 para um colega da zona de Guimarães. À medida que as micro-esferas de vidro embatiam no alumínio a grande velocidade, a sujidade e oxidação desapareciam por magia revelando marcações e pormenores há muito soterrados pela passagem do tempo e dos quilómetros.

Os carters anunciavam a sua proveniência com orgulho, com letras salientes e perfeitas de fonte invulgar. A seta apontava para um local da superfície de travagem no cubo dianteiro: talvez uma marca de referência para algum processo de torneamento do cubo? A face inferior da culaça apresentava duas marcações sobrepostas, uma delas com os números 8 e 56 (provavelmente mês e ano de fabrico) ao lado de um logotipo Piaggio extremamente simplificado. Várias outras marcações e números podem ser encontrados por quem se der ao trabalho de procurar. Eu acho piada a estes pequenos pormenores: se comprarmos algo hoje em dia, a marca mais emocionante que poderemos encontrar será um autocolante "Made in China" e um código de barras indecifrável. Iei.

9.12.07

Almoço de Natal do ScooterPT

Foram cinco os bravos do Norte que se reuniram numa fria e húmida madrugada iniciando viagem em direcção à Figueira da Foz, para participarem no Almoço de Natal do fórum ScooterPT. Bob, SS e Pap em PX, RT em T5, e Nuno SS em GTS.

Com os nossos fatos de chuva e luvas empreendendo uma batalha desesperada contra o frio cortante, iniciámos uma viagem hesitante a princípio, regular logo depois com a chegada do Sol e do piso seco. Em Aveiro realizou-se o rendez-vous com mais malta, incluindo uma Lambretta e uma Carina, o que nos limitou o ritmo a partir desse ponto. Se o Governo gastasse uma fracção do dinheiro que investe em radares e campanhas de prevenção rodoviária no restauro de algumas dezenas de Carinas, as mortes na estrada desapareceriam: a totalidade do trânsito nunca ultrapassaria os 50 km/h! [evil]

Encontro na Figueira, já com a lista preenchida: LTB, Kait/Kate, Marrazes, Hugoliveira, Vespoxi, Coriscada, Renator, NI, o homem da Bairrada, Chef em enlatado, e mais 2 ou 3. A Horta entregou a sua última encomenda especial, uma tampa de válvula pimp Gueto-Tuning a uma cliente de Leiria City, produto 100% customizado e não disponível no seu revendedor habitual. Notem que esta não é uma Hello Kitty normal. A ausência de laçarote e metade dos bigodes testemunha uma Hello Kitty vadia, da rua, forte e dura, capaz de mastigar vidro e engolir pregos. Hard-core Kitty. Lá tentámos subir a serra, mas entrou uma mosca para o carburador da T5, o que obrigou à sua abertura para que a mosca pudesse sair. Viveram-se momentos de convívio fraternal.

O restaurante! Comida. Conversa. Afixação dos cartazes XL com o logotipo do encontro criado pelo Coriscada. Sobremesa. Passeio até à Figueira com umas 18 máquinas para inspecção do pôr-do-Sol e mais alguma conversa. As horas avançavam e o pessoal começou a quebrar formação de maneira regular e sincronizada. O núcleo duro do Norte rebocou o pessoal de Aveiro até ao seu código postal, não sem antes ter deixado de fazer uma paragem rápida nas obras para deixar sair umas moscas de dentro do escape de origem Aveirense. Ah, e começou a chover.

Em plena A29, de noite e a chover, RT decide que tem que verter águas, arranjando para tal efeito uma desculpa completamente esfarrapada que o motor já não trabalhava ou algo parecido. Ao menos o homem escolheu um sítio com uma ponte para nos abrigar e iluminação pública abundante. Isto é que é avariar como um profissional! Hardcore scooterist, props respekt broda. O Bob prontamente sacou da lanterninha e da chave de fendas de carro, e lá deixou sair mais uma mosca do carburador desportivo italiano de meados dos anos 80. Com os mecanismos calibrados, cobriu-se o resto da distância num pulinho e ainda deu para ver o fim da telenovela.

7.12.07

Scooter spotting - lifting de matrícula

Não é todos os dias que se vê uma Vespa com a matrícula por cima do farolim! Esta é uma daquelas edições especiais dos 60 anos da Vespa baseada na LX, não é? Com banco de couro, guiador amaricado e várias outras paneleirices.

Talvez devido a acidente ou avaria, parte da secção traseira que, entre outras funções, suporta a matrícula em posição adequada, desapareceu. O dono desenrascado foi obrigado a fixar a incontornável placa identificadora noutro sítio. "Olha aqui um porta-couves mesmo a jeito! Que se lixe a iluminação obrigatória pelo Código da Estrada."

A alternativa assustadora é o dono ter realizado esta modificação a um veículo com considerável valor de colecção e monetário voluntariamente, por considerá-la esteticamente agradável... Glup! Bate na madeira. É inquestionável o ganho no ângulo de saída: Trial machine!

6.12.07

Instalações deficientes

É altura de estilhaçar a aura de felicidade e harmonia criada pelo lançamento do meu primeiro vídeo, e lidar com a realidade fria e agreste das instalações da Horta. O Bunker, centro de operações e suporte logístico essencial, inundou outra vez. À primeira chuvada forte, pimba! Fica o chão todo coberto de terra e lixo arrastados da rua. Felizmente desta vez os esgotos não foram envolvidos no assunto. Uma varridela rápida reuniu com facilidade meia dúzia de pazadas de terra, como ilustra a primeira foto.


Na segunda foto podemos testemunhar a preocupante degradação estrutural da minha base de operações avançada. Rachas horizontais atravessam as paredes de uma ponta à outra. É como se o raio do edifício estivesse a afundar pelo chão adentro. Algum aspirante a engenheiro civil bebeu de mais na noite anterior e faltou à aula sobre estabilidade de solos às 8 da manhã. Enfim, um gajo trabalha com o que tem. Lá se vai conseguindo fazer alguma coisa com piada.

5.12.07

[P Power] - o vídeo

O primeiro e melhor vídeo da Horta encontra-se agora online. 3,86 MB de deliciosidade visual e sonora, e os melhores 2 minutos e 44 segundos de sempre das vossas vidinhas patéticas. A Horta conversou em exclusivo com Bob, o director/ realizador/ produtor/ editor/ argumentista/ duplo/ camera-man/ senhora da maquilhagem deste filme épico.

Horta: Bob, pode dizer-nos qual é o tema desta sua obra?
Bob: PX RULES!!! A melhor Vespa alguma vez fabricada! Documentário hard da escola de Seattle fim anos 60 encontra-se com Reality TV dura e crua com um toque de neo-drama pós modernista.
H: Então estamos a falar de uma homenagem à PX, certamente. É estranho, pois a acção parece centrar-se no acto de conduzir e não na máquina em si.
B: Topa-me: melhor que uma PX, só andar de PX. Profundo, hein? Yah. Na boa. Tou lá. Onda nice. Pedro Abrunhosa.
H: Que dificuldades técnicas é que encontrou ao trabalhar neste meio nunca antes explorado por si?
B: Segurar o raio da câmara em posições esquisitas! Eu até teria tirado fotos das engenhocas McGyverianas que usei, mas nesse caso a máquina não apareceria na foto, topas? Foram, verdadeiramente, algumas das sucatices mais mal amanhadas, feias e perigosas de toda a minha carreira. Na cena do descanso a roçar, a máquina ficou presa ao pneu suplente com umas abraçadeiras da loja dos 300. A lente ficava a uns milímetros do chão quando o descanso roçava. Foi por isso que eu só o deixei "lamber" o chão suavemente- condução de precisão, meu. Na cena da suspensão, a máquina estava amarrada na ponta de uma bengala, segura pela bota! Na cena a seguir, pode-se ver a balançar um dos meus sistemas de estabilização de imagem que falhou. Hard core, meu. Topas? Na boa. Peace. Chill out.
H: E ficou contente com o produto final?
B: Yah, cem por cento, cinco estrelas, do top, ouve meu, 'tás a ver? Muito melhor que o Moped Dance, e quase ao mesmo nível que o Zundapp de 3. 'Tá bué da baril, mas deixo os prognósticos para o público.
H: Para quando a sequela?
B: Não tenho planos imediatos. Os três dias de filmagens de [P Power] deixaram-me esgotado, física e emocionalmente. Especialmente com o raio do Movie Maker a encravar todos os 10 minutos. É verdade que montes de cenas não foram incluídas na montagem final, ou aparecem muito cortadas, por isso há material de sobra. Muitas filmagens de TT foram para o lixo por terem ficado tremidas. Várias cenas na auto-estrada com a máquina amarrada ao porta-couves dianteiro também foram cortadas por serem assustadoras. Talvez para o ano, se o público mostrar interesse. Na boa. Props. Yo, broda.
H: Muito obrigado pelo seu tempo, Bob. Ficamos agora com esta magnífica obra de arte, [P Power], na sua estreia mundial.
B: Yah, tá-se bem soce. Ei, tens alguma coisa que se fume, meu? Na boa?

EDIT: Vídeo também disponível no Youtube.

4.12.07

P-Power party @ OdiCandles Power Performance


Esta foi a imagem capturada recentemente (pelo Ilde/ LTB?) nas instalações logísticas da conceituada organização OPP. Cinco pêxizers alinhadas milimetricamente, para deleite dos privilegiados observadores. "Esta é a minha garagem de sonho", dizia um. Quem somos nós para discordar...

Pegando na deixa, a Horta realizou um vídeo de homenagem à PX que se encontra em fase de acabamento, e cuja estreia mundial será amanhã, neste mesmo sítio e nesta mesma hora. Não percam!

3.12.07

We fix bike, no?

"BORIS IF YOU ARE READING THIS YOU WILL DIE AT THE HANDS OF MY MANY FULLY HAIRY RACE DRIVER MEN."

(Edit: parece que o Blogger desencravou, a Horta já tem ralentim de novo)

2.12.07

Automobilia em Aveiro

No Sábado fomos todos ao "2º Salão Automóvel Antigo-Clássico e Sport" ou, como eu lhe chamo, a feira de Dezembro. Às 8 da manhã, os Três Alternativos nas suas montadas P-Power e derivados, tomaram a direcção Sul. Se as primeiras edições da feira estiveram algo fracas, neste ano já se apresentava bem composta, e sem dúvida a merecer a visita. Um pavilhão tinha carros antigos, e o outro tinha a sucata. Passei 97% do tempo neste último. Não comprei nada de interessante, pois a crise é lixada.



Por lá andavam várias Vespas à venda com preços e qualidade de restauro habituais; alguns negociantes de peças novas e usadas; moooontes de amigos e conhecidos, nota máxima; a SX150 que eu vi em Matosinhos à venda por 1750 euros; e os malditos restauros vietnamitas do IC2, que merecem um parágrafo isolado.

Pude examinar de perto esses Viet-bodges, e digo-vos que são o vosso pior pesadelo. Quilos de massa em todo o lado, manchas de ferrugem a virem à superfície pelo meio da massa e tinta, parafusos e porcas ferrugentas nos sítios escondidos, amortecedores velhos disfarçados para parecerem novos, ventiladores com as alhetas todas amassadas, bujões de óleo enormes, tapetes da PX, acessórios e porcarias montadas que parecem de origem numa casa de banho, pneus CHing-Chong, inacreditável. Tenho pena de quem as comprar.

30.11.07

Vespino spotting

Aqui está um spotting especial para celebrar a chegada do fim de semana, um Vespino! Coisa rara pelas nossas paragens, hein? O banco está marcado "Vespino", o topo do guiador remete para a PK, os pedais (!!!) exibem o símbolo hexagonal da Piaggio, e por baixo das ranhuras da buzina à frente havia um espaço hexagonal para um símbolo da Piaggio em falta. As cores é que... bem... :-P

29.11.07

Ainda a Regularidade



Os meus colegas da Patocycles puseram no seu blog uma menção à "Patocycles/ Horta das Vespas/ Bob rules Mexe sucks Team", e à sua gloriosa participação na Prova de Regularidade Guimarães-Lisboa.

Isto não tem nada a ver com agradar aos patrocinadores. Para qualquer coisa relacionada com bicicletas, acessórios e assistência técnica, é lá que eu vou. Altamente recomendados à malta do Porto. E vocês não vão acreditar no tamanho da cadela que anda por lá! (o crédito da foto que aparece no blog é de jdteixeira)

28.11.07

Rotação de frota

A minha Rally 180 forneceu-me vários milhares de quilómetros de transporte relativamente fiável e extremamente divertido, enquanto a PX estava no estaleiro. Quando a PX regressou ao seu estatuto de Vespa número 1, a Rally ficou encostada com um pistão marado. Virei os meus esforços para a VBB e consegui desencravar-lhe os documentos e pô-la a andar. Consegui, finalmente e a muito custo, ter duas Vespas a andar.

Isso representa uma proporção de 1 scooter operacional em cada 6, o que é deveras desanimador. A minha frota tem mais potencial que isso, e merece uma proporção de operacionalidade superior a 1/6! Voltei os meus esforços para a Rally, fazendo-lhe um seguro, um polimento e algumas reparações essenciais. Na primeiríssima vez que ela trabalhou com o pistão novo, constatei que o quadro estava podre demais para continuar a andar. Depois de todo aquele trabalho, encostei-a de novo: ainda não era desta que tinha 3 scooters a andar.

Uma rotação de frota impunha-se. A minha Lambretta DL150, que esteve guardada na garagem de um amigo a acumular pó durante anos, já tinha sido transferida para a base avançada e iniciado o processo de operacionalidade. Numa decisão radical, passei a DL das escuridões inóspitas e selvagens do fundo da garagem cá para a frente, arrumei e varri tudo, e transferi cuidadosamente a Rally para o Bunker. Foram 5 quilómetros interessantes: de noite, a chover, sem kicks, e com o pistão novo na sua segunda sessão de funcionamento. Tinha que andar devagar por causa da chuva, do quadro podre e do pistão novo, mas não podia andar muito devagar para não deixar a Rally sem kicks ir abaixo nem deixar o óleo extra na mistura sujar a vela!

Correu tudo bem graças às minhas superiores habilidades de condução, e a Rally encontra-se agora depositada no Bunker para desmontagem e armazenamento a longo prazo, com vista a restauro forçado por motivos de podridão extrema em prazo a definir. Agora, é tentar expulsar os gremlins da DL e, quem sabe, pela primeira vez na vida, ter 3 scooters a andar ao mesmo tempo. Uma proporção de operacionalidade de 1 para 4 era mesmo bom...

27.11.07

ET two tone


Têm uma ET para andar no dia-a-dia? As laterais estão um pouco arranhadas? Querem dar-lhe um toque distinto e pessoal? Façam como este colega!

Uma lata de tinta em spray, um pouco de fita-cola, e aí está uma pintura a dois tons caseira que disfarça os arranhões e permite distinguir a nossa montada no estacionamento do supermercado. Acho que ficou fixe.

26.11.07

O último lote de pesquisas no Google

A Horta quer que os seus leitores comecem a semana relaxados e bem humorados, para serem produtivos e felizes. Desse modo, apresentamos um apanhado das mais recentes frases bizarras que depositaram os seus respectivos criadores no presente blógue depois de estes as terem inserido no Google. "A realidade é mais estranha que a ficção". Qual é a vossa favorita?
  • "xixi de cao nas rodas de mota"
  • "scooter 3000 euros velocidade maxima"
  • "compro documentos casal super boss"
  • "o que fazer com as lamas de estar"
  • "comprar mota enxada"
  • "fotos de vespistas modelo 2007"
  • "limpar parafuso vespa"
  • "vendo ape tuning"
  • "fazet ter hortinha costume"
  • "tinta usada na mesa de ping pong"
  • "construir bicicletas de madeira"
  • "pinturas em carrinhas tuning"
  • "clister a venda"

25.11.07

Exposição Vespa em Felgueiras

Ontem dei um pulo a Felgueiras para ver a "Exposição clássica de Vespas Nobrand-Felgueiras 2007", organizada pelo Vespa Clube de Portugal. Saí ao início da tarde, e soube mesmo bem fazer uma horita de estradas nacionais. Pouco trânsito, muitas curvas e paisagem. Um pouco de frio, mas nada de grave. O motor até agradece.

Chegado às piscinas municipais, estavam logo ali as Vespas à entrada. O carro Vespa 400 do sr. Pinheiro Torres, a GS150 do Mário das Vespas, uma P125X "30 anos", uma ACMA, uma 50ss, uma FNGL, e uma selecção variada dos modelos mais populares. Aí uma dúzia no total, mais alguns banners, posters e uma coleccção completa de miniaturas.

Para o caminho de regresso escolhi a auto-estrada pois estava a ficar escuro e frio. O céu estava limpo e cristalino, com uma mão-cheia de nuvens fofas espalhadas ao acaso. O pôr do Sol transformou-se numa exibição magnífica de tons laranjas intensos, que se reflectiam no lado de baixo das nuvens, contra o azul límpido. Mesmo à minha frente, durante um quarto de hora. E quando olhei para trás, uma Lua cheia de claridade e definição impressionantes tinha acabado de surgir por trás do horizonte, iniciando a sua escalada nocturna. Só esses quinze minutos valeram os 120 quilómetros.

24.11.07

Stander de scouters





Aparentemente, vendem scouters neste stander. Também vos devem poder ajudar se tiverem problemas na fruqueta ou no ralentim da vossa Sprinter.

23.11.07

A tecnologia dos feeds ao serviço da Horta

Recentemente fui apresentado ao Google Reader e à maravilha da internet que são os feeds. Em vez de gastarmos montes de tempo a visitar todos os nossos sites e blogs favoritos a ver se algum deles tem novidades, podemos simplesmente subscrever o feed e todas as novidades aparecerão centralizadas numa única página. Supimpa.

Basta procurarmos um link ou botãozinho que diga RSS ou Atom (dois modelos diferentes de feed ou subscrição), adicionar à nossa lista de subscrições, e esperar que as novidades e updates sejam comodamente apresentados no Reader. Depois podemos seleccionar essa informação com um único click, e enviá-la para a nossa página pública, criando o nosso próprio feed! Esta é a minha, e está lá o link para o Horta-feed, caso desejem subscrevê-lo.

Na coluna à esquerda repararão que a secção "Hortas" foi modificada, apresentando agora os últimos resultados do meu feed, seleccionados de todas as fontes nacionais e estrangeiras de que me consegui lembrar. Se quiserem sugerir alguma, estejam à vontade. Apenas verão material suculento de interesse ao Vespista clássico hardcore, e um ou outro cartoon ocasional do Dilbert. Já não precisam de esquadrinhar a net à procura da good stuff, basta darem um salto à Horta: é um autêntico p(Horta)l scooterista! (algo forçado, não?...)

22.11.07

Arrghhhh! Outro recorde! 3000€

Mas que raio... Estão a brincar comigo? Só pode!... Isto agora é todos os dois dias??!! Esta Vespa "50 TS" (WTF?) de 1978 está descrita como "Excelente estado, completamente restaurada".

Esta senhora de Viseu, para além de estar confusa acerca da designação correcta do modelo da sua Vespa e de tirar péssimas fotografias com o telemóvel, julga que uma 50s vale o mesmo que todas as contas do pintor, estofador, loja de peças e mecânico juntas. Nooooot! Ainda bem que as fotos são fracas e não permitem extrair muita informação, senão ainda me dava um troço e teriam que arrancar os meus dedos frios e rígidos do teclado. Mesmo a esta distância, dá para ver que alguém imaginativo pintou o topo do farolim para se parecer com o farolim de uma large-frame. Como uma TS. Aaaaahhhnnnnn????? Três mil euros???

Pinturas a dois tons que metam as jantes e o estofo ao barulho raramente são bem sucedidas. Esta não é uma dessas ocasiões. (obrigado ao Super-Bock pelo envio do link)

21.11.07

A cor branca e a última PX

Num estabelecimento comercial do Porto, encontra-se uma PX "edição especial 30 anos" na montra, acompanhada por uma automática e por uma PX das "boas". Parei para olhar um pouco e tirar uma foto. Estranhamente, o raio da edição especial parecia menos feia que nas fotos da Piaggio. De facto, até se apresentava minimamente aceitável para os meus padrões rigorosos.

De novo na rua, parado num semáforo, essa ideia teimava em não me abandonar: mas porque é que não parece tão feia? O que mudou? Tentei visualizar na minha mente a imagem da montra de onde tinha acabado de sair. O que está diferente? O que causa esta sensação tão forte de incongruência? Foi difícil concentrar-me, já que os carros atrás de mim apitavam incessantemente, entre gritos de "mexe-te, ó palhaço! Já está verde há dois minutos!", até que descobri: o exemplar da montra não tinha pneus de faixa branca, e isso faz um mundo de diferença.

Não é impressão, mania, desgosto ou tique. O meu subconsciente concorda comigo. Estou convencido que pneus de faixa branca ficam horrorosos em 93% das scooters em que são montados, e não peço desculpa a ninguém por isso. Habituem-se.

[O filme da semana é Mister Roberts. Já não se fazem filmes de guerra como antigamente.]

19.11.07

Parrot Power: video evidence

No seguimento dos comentários acerca da Vespa TT do Papagaio, o Guilherme enviou um vídeo do dito a descer umas conhecidas escadas à beira-mar, cá no Porto. Urban Vespa assault freestyle de produção nacional, só aqui na Horta!


Também redescobri no Youtube outro vídeo da Vespa do Papagaio a ser utilizada de modos criativos. Reparem nos pneus de taco cor-de-rosa, eu sabia que os tinha visto nalgum lado!


18.11.07

Recorde de preço na classe 50s

Foi estabelecido novo recorde de preço na classe 50s, partilhado ex aequo por dois exemplares: 2500 euros. Pois é, porta-chaves a 2000 euros já não incomodam ninguém, o número da moda é 2500. Para quando os 2800?

No exemplar rosa nem vou tocar, a bem da minha sanidade mental. O espécime azul, por outro lado, conseguirá proporcionar um parágrafozito aqui ao pasquim do je. Foi anunciado como "Restauro de qualidade, só visto. 2500 euros não negociável [sic]". Com uma data de fabrico de 1978, não estamos a falar de nenhuma raridade inatingível. A designação de restauro de qualidade também me confunde quando é óbvio que os frisos do chão apresentam comprimentos e localizações criativas. Ah! Já percebi! Os frisos foram chegados ao lado para dar espaço à fita cromada que corre ao longo do chão, e que passa para o guarda-lamas, contornando-o por completo. Os inegáveis ganhos estéticos compensam largamente, numa escala de várias ordens de grandeza, o desrespeito pela originalidade. Aliás, era assim que a Piaggio devia ter feito se percebessem alguma coisa do assunto. Agora sim, já concordo com o texto utilizado no anúncio: "só visto". Bllléerggghhh.

Reparem que não disse nada acerca dos pneus de faixa branca. Foi necessária uma dose massiva de auto-controlo. Mais auto-controlo, aliás, e já conseguiria mover objectos com a mente. Estilo arrancar frisos cromados olhando apenas para uma foto.

17.11.07

Ape spotting

A caça do dia da minha bem usada objectiva de 2.1 megapixel é este Ape 50 do Pingo Doce, estacionado à frente da sua base de operações. As laterais apresentavam inúmeras pancadas e arranhões, provas inequívocas de uso intenso e continuado. Deve ter piada andar de Ape; agora fazê-lo o dia inteiro, dia após dia, nem tanto.

[O filme da semana é The Blues Brothers, uma comédia de 1980 com dois dos meus comediantes favoritos, John Belushi e Dan Aykroyd. O filme está carregado até às bordas de citações inesquecíveis, perseguições de carros fantásticas, e actuações de lendas como a Aretha Franklin e o Ray Charles. Basta dizer que até sair a sequela, este filme deteve o recorde mundial do maior número de carros destruídos num filme. O final é deliciosamente apoteótico.]

16.11.07

100ª posta: DIY Ciclo-Tuga no seu melhor

Para comemorar a 100ª posta da Horta, aqui vão umas fotos enviadas pelo Coriscada. Salvé, colega. Enviem as vossas fotos, notícias, press releases, bitaites, sugestões, críticas e avultados donativos monetários para o email ao lado, a Horta agradece.
  • Motorizada e rodas de sucata: grátis
  • Eléctrodos e discos de rebarbadora: 10 euros
  • Fazer uns drifts de moto-4 num pátio cheio de estrume de vaca: priceless

15.11.07

Porta-luvas em 50s






Capturei este exemplar de 50s à frente do Edifício Transparente, ostentando um porta-luvas adicionado. Até estava com bom aspecto.

14.11.07

Alerta! Restauros vietnamitas!

Um pouco abaixo de Leiria tive o desprazer de encontrar estas duas Vespas em exibição proeminente ao lado da Nacional. Os sinais típicos que indicam a proveniência asiática destes "restauros" estavam lá, bem visíveis: a pintura de dois tons, os embelezadores cromados, a mistura de peças de vários modelos, as borrachas de descanso amarelas, a ausência de matrículas, etc. Em muitas comunidades scooteristas estrangeiras, o flagelo dos restauros vietnamitas é bem real e estes sinais indicadores são sobejamente conhecidos. Não comprem estas Vespas!

As probabilidades de um restauro de origem asiática ter um nível horrorosamente baixo de qualidade, e até de ser inseguro e perigoso de conduzir na estrada, são extremamente altas. Podem parecer bonitas e bem recuperadas a 5 metros de distância, mas por debaixo da pintura brilhante são um cancro mecânico e um jamboree de sucatice terceiro-mundista. O vosso pior pesadelo! Os únicos restauros asiáticos que se distinguem com qualidade semelhante à Ocidental são os do ScootRS. Quase tudo o resto é de evitar como a peste.

Os "Viet bodge" (sucatices Viet) são Vespas (e Lambrettas) italianas importadas para países asiáticos, normalmente o Vietnam, nos anos 50 e 60 quando foram vendidas novas. Durante décadas foram abusadas como veículos de carga e trabalho nas piores condições imagináveis, sendo mantidas a trabalhar graças a sucatices verdadeiramente horripilantes. Quando já deram tudo o que tinham para dar e mais ainda, são decapadas à mão, duas ou três porções de quadros diferentes são soldadas umas às outras no chão de uma oficina suja por um gajo descalço de cócoras, toda a chapa é coberta com uma camada espessa de betume para esconder os defeitos e as soldaduras, o motor que estiver no topo da pilha é ressuscitado com peças completamente gastas e perigosas, e tudo é finalizado com uma pintura nos tons da moda e com montes de acessórios brilhantes e borrachas coloridas.

Era apenas uma questão de tempo até algum comerciante mais empreendedor mandar vir algumas no contentor para Portugal e aproveitar a moda e a elevada procura. Cabe a todos vocês espalharem o aviso acerca dos restauros vietnamitas. Não comprem estas Vespas! "Mas são tão bonitas, e não podem ser assim tão mal restauradas!". Para terem uma ideia do que vos espera se adquirirem um destes poios polidos, peguem em 3000 euros em notas de 100, queimem-nas e peçam a alguém para vos dar um pontapé nos tomates com muita força. É ainda pior do que isso! Eu avisei.

13.11.07

Horta na Scooting


A revista Scooting deste mês traz uma menção ao melhor blógue Vespista da minha rua deste lado, entre o talho e a esquina, porque do outro lado também há uns muita fixes. A Horta é fixe, ponto de paragem obrigatório, Bob tem uns abdominais fantásticos, blá blá blá, a cena do costume. Mais à frente aparecem quatro páginas sobre a Regularidade e a Resistência made in Horta.

"É um pequeno passo para um Bob, mas um salto gigante para a dominação mundial."

12.11.07

Prova do Litro 07 e acessórios

É oficial, eu não me oriento em Lisboa. O terramoto devia ter sido há uns 20 anos atrás, para que hoje estivesse tudo ordenado em quarteirões paralelos e perpendiculares, fáceis de navegar. E as ruas deviam todas ter números. Ainda por cima à noite, no meio do trânsito de 6ª feira. Fónix! Aquilo só mesmo de GPS e lança-chamas.

Para a Prova do Litro deste ano, Bob esteve magnificamente bem instalado na zona mais chique de Odivelas Sul, graças à cortesia do Admin, da Rute, e da Luna. Pouco depois da chegada do ferry a Tróia, as baterias recarregáveis da minha máquina sofrem mega-tilt e eu fico a montante do rio da caca sem um remo. Salvou-me o LTB com o empréstimo altruísta da sua máquina poderosa. A prova em si foi espectacular, num cenário e meteorologia ideais, com muito mais a acontecer do que aquilo que eu conseguirei descrever. Por isso, nem farei um grande esforço.



Um pouquinho de geocaching, um jantar no italiano, uma visita aos amigos, risota com as fotos, sabotagens de cachimbos, o pessoal a carregar sobre o atrelado das castanhas sempre que este parava nas imediações, as sessões do costume de Jony-bashing, saltos nas tampas de esgoto, reflexões sobre o "stáche" do LTB, atravessar a ponte à noite, assinar a 50s(ucata) do PV na companhia do Professor Bambo, brincar com a cadela, deixar as PêXizes todas alinhadinhas, e muitos outros num fim de semana de quatro dias memorável.

Na segunda-feira de manhã ainda tive tempo para me embrenhar nos impenetráveis meandros da imprensa especializada nacional e receber outra oferta de emprego. À vinda fui almoçar com o Teletubbie Vespoclube de Leiria (TVL p'rós amigos), visitar uma SX150 na sucata, e depois foi sempre colado à traseira dos TIRs por aí acima. Até ultrapassei uns 2 ou 3, foi a loukura total. "Já dormi na valeta".

Edit: mais fotos aqui.

8.11.07

Diga não ao azul-cueca!

Caríssimos leitores, amigos, colegas scooteristas, pessoas que vieram ter a este blógue por engano já que o que realmente pretendiam do Google era instruções sobre como construir uma horta de legumes no terraço:

É com um sentimento de extrema gravidade que eu me pronuncio sobre o que considero ser uma autêntica doença que floresce insidiosamente no nosso meio, tendo já atingido as fronteiras do catastrófico. Não só os efeitos visíveis desta Peste Negra visual são, por si só, plenamente merecedores de longa série de horrorosos superlativos, mas a capacidade que esta praga possui de se propagar de maneira invisível e escondida é absolutamente aterradora.

Eu, Ranger Bob, farei frente à ameaça que todos vós ignoram miseravelmente e que nos ameaça consumir nas suas mandíbulas fétidas e pútridas. Lutarei com todas as minhas forças até ao meu último suspiro, plenamente consciente que nunca existiu nem existirá, em toda a História da Humanidade, causa tão justa e valorosa quanto a minha: parem de pintar as vossas Vespas de azul-claro!

Azul-claro, azul-bebé, azul-céu, azul-cueca. A Besta tem muitos nomes. Está no meio de nós e não há um que se indigne e lute. Todos a alimentam e propagam. Pois basta! A luta começa aqui e agora. Povo! O que há no azul-cueca que vos hipnotiza e arrasta para esse limbo de dor e sofrimento, onde o nervo óptico arde num fogo eterno de tonalidade azul celeste e o proprietário da scooter clássica vive num mundo irreal e odioso de falso contentamento?

Conheço a poderosa força que se encontra aprisionada dentro dos vossos genes do mau-gosto. Compreendo o sentimento de impotência e resignação que irrompe no vosso âmago perante a luta titânica que se avizinha. Confiem em mim, meus amigos, quando vos digo para lutarem; juntos, conseguiremos travar a Besta. Resistam aos vossos impulsos azul-cueca com toda a força do vosso ser. Distribuam os vossos esforços mutantes para outras tonalidades pirosas. O vermelho-chiclete-Gorila. O verde-chiclete-Gorila. O amarelo-chiclete-Gorila. Uma infinidade de tons metalizados e pérolas de máxima azeiteirice. Pinturas a dois tons. Estofos em couro. Pneus de faixa branca. Cromados! Céus, os cromados! Cromem os vossos descansos e tampas de ventilador abundantemente. Apliquem quilómetros de tubagens reluzentes às linhas puras e elegantes da vossa Vespa, transformando-a num escaparate disforme de canalizações brilhantes. Dispersem os vossos esforços maléficos por outras áreas do mau-gosto e conseguiremos roubar o poder à maldição degradante que nos aterroriza. O seu jugo infernal será quebrado e nós seremos livres, de novo. Livres!

Pois o Homem é capaz de realizações magníficas: a tecnologia, a filosofia, a poesia, a dança, a escultura, o amor. Porque não é capaz de ver mais cores? Porque não é capaz de vencer a Besta? Basta quereremos, irmãos. Digam não ao azul-cueca!