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5.4.11

Micro-agarranço

Desculpem lá mas ontem não houve posta. Tenho andado a pensar no Apocalipse que vai significar o Fim do Vespismo Nacional (F.V.N.) em 21 de Dezembro de 2012 (2.D.2.) e fiquei tão deprimido que passei o dia inteiro no sofá a comer bolachas de chocolate e a ver episódios antigos do American Chopper.O fim aproxima-se e os sinais são evidentes! É Apes que não conseguem pôr a roda no chão, é a West Coast Customs a blingar Vespas (sem holofotes, duh)... Impossível não se ficar afectado.

Até a mecânica absorve as más vibrações que flutuam pelo éter e se queixa de modo dramático e inesperado. Vinha eu da Estrela na IC todo contente quando, sem aviso nenhum, senti uma pancada no motor que me empurrou um pouco para a frente e o motor hesitou durante 1 ou 2 segundos. O meu pensamento imediato foi que tinha partido um segmento. A bicha parecia continuar a funcionar com normalidade por isso vim com calma até casa que já estava perto. Eventualmente dei um pulo ao Sam para que ele realizasse uma biópsia.

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Já ouvi boatos que se pode tirar o cilindro deixando um perno no sítio, mas isso deve ser só com o barril "d'orige" - o Penhasco tem alhetas mais pujantes.

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Ora então o que é que temos aqui?...

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Apenas um arranhãozito no pistão, o cilindro estava imaculado. I like very nice! Os segmentos continuam tesos, não há fuga de gases, nada de estragos secundários, a vela tem boa cor. Sweeet. Suponho que fui atingido por um micro-agarranço, discreto no eixo temporal, que ataca apenas durante duas décimas de segundo. Se quiserem agarrar, esta é a melhor maneira de o fazer. O Penhasco com 20.000 kms continua teso, siga a Marinha.

Noutro plano contabilístico, faltam 627 dias até ao Apocalipse e pretendo cumprir os meus deveres exemplarmente até essa data fatídica*. Um desses deveres é manter actualizada a Tatuagem Indicadora de Status Scooterista (T.I.S.S.) que cumpre a importantíssima tarefa de sinalizar a todos os que se cruzam com os meus punhos ("Trovão" e "Relâmpago", como eu lhes chamo) qual é a moda do momento. E neste momento é o Apocalipse que está na berra. Ou Pokalipx, se forem adolescentes a enviar um SMS.

POKALIPX
Faltam 627 dias para o Apocalipse (Póki para os amigos)

* nem por isso (n.p.i.).
    

3.12.10

Novo kit Polini 133cc

A Polini renovou o seu kit para as smallframe 125 ao dar-lhe uma culaça nova e o nome "Racing".

Polini 133cc

O cilindro e pistão permanecem os mesmos, a culaça é que foi mudada: a geometria da câmara de combustão foi optimizada e a compressão aumentada, e foram adicionadas alhetas de ventilação no lado inferior para melhorar o arrefecimento.

Aparece também um anel de cobre a servir de junta que não só elimina a fuga de gases mas também serve como um excelente condutor de calor. O cilindro em ferro tem um diâmetro de 57mm e 6 transfers, e o pistão de alumínio tem dois segmentos cromados. A culaça pode ser comprada em separado, para quem quiser fazer um upgrade económico.



Os preços indicativos são 176€+IVA para o kit completo e 49€+IVA para a culaça. Também existe uma versão Evolution mais sofisticada que possui cilindro em alumínio e revestimento anti-fricção no cilindro e no pistão, e uma versão extrema Reed Evolution com admissão por lamelas.

14.10.10

O barrote original - SS180

A segunda Vespa clássica mais rápida de todas (a Rally 200 é a única que a suplanta, 7 anos depois) com uma velocidade indicada de 105 km/h, cortesia do seu majestoso barrote de 62mm de admissão ao cilindro.

Super Sport

SS180 cylinder


(Tag secreto: "Projecto Águia")

2.6.09

Dude, where's my freio?

Eu sabia que tinha perdido compressão quando agarrei há ano e meio mas nunca pensei que os estragos fossem tão... visuais. Em baixo podem ver que desapareceu um dos freios da cavilha do pistão! Não só o pistão está diligentemente arranhado a toda a volta como apresenta várias mordidelas e crateras interessantes em sítios variados.


Foto: Powered By Sam

E, sem freio a segurar a cavilha, o que é que a impede de se chegar ao lado e roçar na parede do cilindro criando um Canal do Panamá metálico a toda a altura do meu "barrote de Pontedera"? Nada. Este cilindro morreu.


Foto: Powered By Sam

Apesar destes danos graves o maquinão continuava a trabalhar e a comer quilómetros: pegava bem, aguentava o ralenti, tinha força, enfim- fazia tudo o que tinha que fazer, e fê-lo durante mais de um ano. Morria só um bocadito nas subidas mas isso ficará explicado amanhã.

PX = granito

9.2.09

Rodagem à bruta

Como fazer rodagem Vespa? <--- br="" busca="" de="" ihihihi="" isco="" motores="" para="">
Até hoje apenas tive a oportunidade de realizar duas rodagens, uma na GTR e outra na PX. Ambas seguiram a mesma filosofia: 500kms a andar devagar seguidos de 500kms a andar nas calmas. Ambas se revelaram aparentemente bem sucedidas. A estratégia de andar muito devagar ao longo duma grande distância parece fazer sentido, e os autocolantes de rodagem das Vespas antigas até mencionam 2000 quilómetros como o período crítico.

Pois este tipo tem uma ideia diferente. Dar-lhe gás logo no início. Passo a explicar: a potência de um motor de combustão interna depende grandemente da vedação eficaz da câmara de combustão, efectuada em parte pelos segmentos que estão em contacto com a parede do cilindro. Sem vedação, a explosão dissipa-se e não é convertida em movimento. Até aqui tudo bem.

Quando são novas, as superfícies das peças metálicas possuem uma certa rugosidade resultante dos processos de fabrico. Durante a rodagem a fricção entre peças adjacentes elimina essa rugosidade. Os motores antigos possuíam superfícies mais ásperas, que originavam bastante fricção e calor; assim, o motor tinha que ser pouco esforçado durante o início de vida. Ora acontece que a tecnologia de fabrico actual proporciona peças com superfícies muito mais lisas, com uma menor rugosidade que desaparece rapidamente.

É agora que fica esquisito. Essa rugosidade superficial funciona como uma lima que ajusta a superfície exterior dos segmentos à parede do cilindro, de maneira a que encaixem perfeitamente e haja uma boa vedação. Ora, como essa rugosidade desaparece rapidamente nos motores modernos, existe uma pequena janela de oportunidade para "assentar" correctamente os segmentos. Quão pequena? O gajo no site diz 30 quilómetros.

Se pouparmos um pistão novo nos primeiros quilómetros, os segmentos limitam-se a andar para cima e para baixo perdendo rugosidade, e a janela de oportunidade desaparece num instante: a vedação não ficará perfeita e ficaremos com um motor lento. A ideia é puxar pelo motor (seguindo um certo plano) nos minutos iniciais para que a pressão da explosão empurre intensamente os segmentos contra a parede do cilindro (o efeito de mola dos segmentos exerce pouca pressão contra o cilindro) de maneira a que estes acamem antes que se perca a rugosidade. Nos motores antigos a rugosidade extra oferecia um período de ajuste prolongado que se proporcionava a rodagens longas, mas tal já não acontece.

Até aqui é tudo teoria sacada da internet, com a validade (ou falta desta) inerente. Talvez o pessoal das corridas esteja mais familiarizado com este tipo de rodagem que o pessoal das deslocações diárias ou dos restauros, e possa comentar. No entanto, a coisa pode não ser completamente descabida. Há algum tempo atrás estava eu a ler relatórios de investigações de acidentes de aviação (sim, eu sei, tenho hobbies esquisitos) e deparei-me com um estudo técnico sobre a rodagem de motores de pistão para a aviação geral. Como há vidas envolvidas, o assunto foi estudado ao "promenor", de maneira científica e objectiva. Ora uma das conclusões importantes era a necessidade de evitar temperaturas altas durante a rodagem (não forçar o motor) e de, simultaneamente, aplicar uma carga considerável no motor para acamar correctamente os segmentos. Andar a pisar ovos era tão mau quanto forçar a mecânica.

E se acham que tudo isto é complicado, esperem até eu vos falar do dinamómetro de 5 euros! :-) Não sei se estou interessado em fazer uma rodagem "de avião" numa scooter minha, talvez algum de vocês seja mais aventuroso?


Foto não relacionada de cilindro agarrado

[Humor: tenho curtido Chad Vader- Day shift manager- "It's Randy! Randy!"]

2.10.07

Brinquedo novo

Depois de vários meses soterrado no fundo da minha secretária, estreei hoje o meu medidor de compressão que comprei na última feira de Aveiro. A correcta estanquicidade dos segmentos e a saudável compressão resultante são indispensáveis para um bom funcionamento do motor. Sim, podemos carregar no kicks para ter uma ideia da compressão dum motor, mas este aparelhómetro não foi caro e põe de lado todas as adivinhações e apalpamentos.

A PX foi a cobaia, e o resultado foi 125 psi a quente. Para um motor de origem saudável, a compressão deverá ser da ordem dos 120-130 psi. O meu pistão com 60.000 kms em cima alimentado a óleo do Continente surpreendeu-me! Há já algum tempo que noto uma falta de frescura e de vitalidade na auto-estrada que começam a irritar-me. Afinal não deve ser do grupo térmico (alerta de expressão técnico-arrogante!), talvez seja do escape... 60.000 kms de carvão de óleo do Continente... Hhhmmmm... [pensativo]

Qualquer valor abaixo dos 100 psi é preocupante. Abaixo dos 80 psi e morremos nas subidas. Abaixo dos 60 psi a mota provavelmente nem pegará. Agora tenho que aplicar este teste a toda a minha frota. O problema é que costuma ser realizado com o motor quente e a maior parte dos meus trambolhos nem sequer funciona. Hhhmmm... [extremamente pensativo]. Terei que tirar as minhas conclusões à temperatura ambiente.

10.4.07

A minha Rally verde-escarro

Ora então a minha Rally 180 de tonalidade "verde-adeiramente" hortícula repousava já há muito tempo no canto da garagem, com um grande buraco no lugar do cilindro. A sua extrema maturidade mecânica acabou por levar o melhor da minha velha amiga, levando-a a encostar graças a uma desintegração parcial do pistão que a impedia de passar dos 60 à hora. Mas continuava a pegar bem, a aguentar o ralenti, a gastar pouco e a ter força. Os mais veteranos poderão lembrar-se da minha máquina de tais ocasiões tais como um épico episódio de Vespa Surfing (a explorar com mais detalhe posteriormente), de várias visitas a Leiria, dos dedos oleosos do Mexe marcados no avental, e de uma breve mas memorável aparência na televisão (ai a menina da NTV!).

Consegui recentemente localizar um escape novo por uns meros 25 euros, com o adorável feitio de bexiga de porco. O dono anterior tinha tentado adaptá-lo a uma Sprint sem sucesso, tendo para o efeito cortado uma das chapas de fixação e a ponteira. Utilizando o escape velho e putrefacto como guia, recoloquei as peças amputadas no seu sítio com a ajuda da minha (falta de) capacidade de soldador. O dedo na foto está a esconder uma soldadura particularmente horrível, mesmo quando comparada com alguns abortos seriamente disformes que eu tenho produzido.

Algumas bufadelas de preto de alta temperatura e siga para o pistão. A medida 64.1 é a última rectificação oficial para a Rally 180. No entanto, já observei pistões de concorrência marcados para este modelo com medidas como 65.1, 64.25 e 64.75. Poderá ainda existir esperança para o meu cansado cilindro. Notem que a rectificação não conseguiu eliminar completamente o "calo", ainda se nota um anel de desgaste logo abaixo da boca do cilindro. Após discussão com o Vasco, chegámos à conclusão que o defeito era menor, não devendo apresentar diminuições apreciáveis na compressão ou durabilidade. "Isto até trabalha a biqueiros", foi a expressão usada.

A culassa tinha todo o carvão acumulado desde a última grande revisão ao motor que deve ter sido feita ainda os números de telefone tinham 6 algarismos, e apresentava umas picadelas causadas pelos bocados de pistão e segmento desaparecidos anteriormente. Uma sessãozita com a lixa e uma passagem rápida pelo Master Blaster puseram a agulha no verde. Até a vela de sucata ficou limpinha! Gostaria de dizer que ela pegou à primeira, mas tal não aconteceu. Depois de diagnosticada e rectificada uma bolha de ar no tubo da gota, aí sim ela pegou à primeira. De empurrão pois então, já que a bicha não tem kicks. Ela tinha, mas há muitas luas atrás o kicks começou a moer. Quando fui proceder à sua substituição, deparei-me com os dentes do veio soldados, provavelmente para remediar um kicks moído, o que funcionou temporariamente. Enquanto o motor não for aberto para trocar o veio, fica o kicks novo na gaveta e tem-se cuidado para evitar vergonhas no meio do trânsito.

Basicamente, ela já ronca de novo com alma e vigor, pronta a fazer quilómetros... Mas não no futuro próximo. Já me tinha esquecido do estado lamentável em que se encontra o quadro, com uma fractura feia a sair dos podres horrorosos no lado do túnel, provavelmente potenciados pelos pousa-pés típicos. Vai ser uma ou duas voltinhas só para tirar foto e depois armazenagem a longo prazo enquanto tento localizar o Chapeiro dos Chapeiros, digno e capaz de enfrentar o desafio que é a minha Rally putrefacta. Haja chapeiro e tudo se conserta. Fé, meu irmão.