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16.4.14

O Apocalipse 2.0 está confirmado!

Lembram-se da FL2 que deflectiu o Apocalipse Scooterista anterior? Da Vespa Com Maior Número de Catadióptricos da Comunidade Scoterista Clássica Nacional (V.C.M.N.C.C.S.C.N) que nos salvou a todos?


Pois este anjo da guarda, este protector divinal, este guardião da comunidade virou para o Lado Negro. Degenerou numa automática plástica pintada à trincha.


É verdade que a top case continua guarnecida com um número abundante de catadióptricos e com uma Nossa Senhora de Fátima, mas o mal já está feito e é irremediável.



"Sim, Bob, este é um acontecimento extremamente grave e dramático, mas daí até concluíres que o Apocalipse 2.0 se reveste de certeza inabalável constitui um salto lógico insustentável." Pois, só que apenas 30 metros à frente da V.C.M.N.C.C.S.C.N 2.0 deparei-me com esta cena.


Viram? Viram?


Isto é literalmente um sinal do apocalipse. Se dúvidas restassem, informo-vos que me inscrevi no OLX. Prontos. Nada a fazer.

Pouco se sabe acerca deste novo Apocalipse, mas é certo que terá chassis tubular. Outra informação que a Horta pode adiantar com confiança é a cor oficial do Apocalipse 2.0, que será o Laranja Crise de Meia Idade (L.C.M.I.)  ;)


Outro dado confirmado é que o Apocalipse 2.0 não será filmado com GoPros, mas antes com uma máquina de acção específica do Grupo Piaggio.


Se precisam de perguntar o preço então é cara demais para vocês. E aqui está a simulação em azul-cueca, de nada.


      

13.3.13

Nunca mais é 1995

O ano corrente de 1994 já começa a chatear. O futuro é que interessa. Sendo assim, troquei um conto de réis em moedas de 20 escudos e comecei a enfiá-las na ranhura do super-computador da Horta o mais depressa que as minhas unhas compridas me permitiam, e gastei todos os créditos a correr uma simulação de como será o Vespismo nacional daqui a 20 anos, em 2014. Este foi o resultado:

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Basicamente será um grupo de palhaços a andar em scutras pintadas em cores que não combinam enquanto Vespas asiáticas invadem a nação.

Não liguem, estou só triste por não poder ir à Serra da Estrela com o VCL no próximo fim-de-semana. Talvez possa contratar o Moço de Recados para ir por mim e tirar fotos... Entretanto, do outro lado do Atlântico, os Americanos têm gasolina a 3 cêntimos por galão e podem dar-se ao luxo de comprar um autocarro para irem ao AmericanoVespa:



Aqui na terrinha, o Scooterismo Clássico permanece embrionário e sub-desenvolvido, e continua a ser possível ver muitas Sprintérs a serem usadas como veículos de uso diário pelos seus rústicos e campestres donos, como esta.

Foto de Miguel e/ou Sérgio

Belo capacete futurista, mas não dou mais de 20 contos por tudo.
   

5.3.13

A estrada continua ou outra metáfora igualmente apropriada

Bolas, já é Março!?

Se estão a ler isto - uma posta nova num bloguér dedicado à Cena Scooterista Clássica Nacional (C.S.C.N.) - é porque a Cena Scooterista Clássica Nacional (C.S.C.N.) ainda não acabou. Mas... e o Apocalipse? Não acabou com tudo, como previsto inúmeras vezes pelo super-computador da Horta?

Nim.

O super-computador ainda está a trabalhar nesse problema (ou encravou, amanhã de manhã vejo se a ampulheta continua a rodar) mas o que acho que se passou é que o Scooterismo Nacional fez reset para 1994, como comprova este vídeo que postaram recentemente no Facebookér da Horta, entitulado "Super Vespa do Paixão - Charca da Urra ":


Potente. Tenho que ir em peregrinação a Charca da Urra.

Mas a questão permanece: porque é que não acabou tudo? Porque é que continuamos cá? Porque é que as pessoas continuam a gostar de pneus de faixa branca? A minha resposta é que o Apocalipse foi deflectido pela Vespa Com Maior Número de Catadióptricos da Comunidade Scoterista Clássica Nacional (V.C.M.N.C.C.S.C.N), esta magnífica FL2.

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Se forem de inclinação científica, a explicação tem a ver com buracos negros, a dualidade onda/partícula da luz visível e a elevada área reflectora. Se, por outro lado, forem de inclinação espiritual, a explicação foi a intervenção divina da Nossa Senhora da Top Case, também ela devidamente reflectorizada nos pés e no peito.

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Sim, porque a Nossa Senhora não estava lá há um ano atrás!

Assim de repente estas fotografias parecem estar meio desfocadas ou tremidas mas o que se passa na realidade é que, em 1994, as máquinas fotográficas digitais ainda eram muito primitivas. E, dado que retrocedemos tanto no tempo, aproveito para anunciar que compro Vespas 150 e Rallys até 30 contos. Acreditem que isto das lambretas antigas vai pegar.
   

10.2.11

Capacete a combinar

Como regra geral, ter um capacete a combinar com a Vespa é um crime contra o bom gosto. Neste caso particular, no entanto, abrirei uma raríssima excepção. A patine geral, as letras GTI, a miríade de deliciosos tons azuis, as peças em falta tanto na scooter como no quico, que harmonia perfeita!

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9.9.09

Amarelo e preto significa perigo

A Horta está a passar por uma mini-hibernação causada por uma necessidade de pagar as contas. Enquanto as rotações não sobem, fica aqui esta fotografia duma Vespa que costuma estar à beira da estrada numa pequena localidade aqui na região do Porto. Obrigado ao Pedro que a enviou! A isto se chama "colaboração dos leitores" e não mata ninguém... wink



Presumivelmente esta Sprint é propriedade de algum cavalheiro mais idoso que a customizou e adornou ao seu gosto, de modo bastatnte inocente e naif. Eu acho que as riscas têm pinta e até curto a fita adesiva amarela e preta a demarcar as extremidades mais salientes e perigosas do veículo. As buzinas já me fazem festas no sentido errado mas, no geral, é uma Vespa bem disposta e, até, discreta considerando as recentes tendências estéticas. Gostei. Bem jogado, caro Cavalheiro Mais Idoso. Dê-lhe forte com a fita adesiva.

9.7.09

PK com atrelado

Acho que nunca mostrei esta... Uma PK reluzente e bem tratada, acoplada a um atrelado das couves grandalhão, para os lados de Ovar se não estou enganado. A combinação apresentada provavelmente não é legal mas conforta-me a alma ver que é mantida a tradição dos atrelados de trabalho nas Vespas nacionais.


"On second thought", porque não aproveitar para reunir todas as fotos de atrelados aqui? Fazer assim uma grande orgia de rebocamento leguminoso. Saquem do couro preto e do óleo Johnsons para bebés!



(pic by Coriscada)

As rodas grandes vencem 3 para 1, e a PK necessita dum pára-brisas para se integrar na multidão.

Edit: esqueci-me desta, se bem que o atrelado de castanhas esteja vocacionado para a diversão e não para qualquer actividade rural genérica. :-)

5.12.08

A minha Sexta-feira

Primeiro quero agradecer todos os vossos comentários relativos ao vídeo [Azul Cueca], aqui e no ScooterPT. Diverti-me muito a fazê-lo e, se pude alegrar um pouco o vosso dia, ainda melhor. Obrigado por verem! Alguém disse que era um "hino"; tinha piada se as pessoas começassem a gravar as suas próprias actuações do [Azul cueca]. Que acham? É um desafio! Prometo que ponho na Horta.

Hoje fui fazer uma pequena excursão de enlatado para tratar duns assuntos em terras mais a Sul. Primeiro, fui visitar a fábrica de capacetes Nexx. Eix ca'categoria! Ranger Bob gostou muito e apresentará relato ilustrado em tempo oportuno.



Em seguida fui visitar um garageiro para desencravar uns documentos duma Vespa que já estavam pendentes há cinco anos. Cheguei lá às 11 da manhã e bati com o punho fechado no balcão: "Sr. Fernando, isto não passa de hoje, ligue ao homem. Então ligue à mulher. Não faz mal, eu espero. Mas o homem tem que parar para almoçar, não?! Eu vou ter com ele! Então combine lá. Vamos embora que você sabe o caminho." Às 13 já estava tudo resolvido. Pimba! Para um procrastinador crónico como eu foi uma autêntica vitória pessoal encerrar um stress de meia década graças a acção pessoal e decisiva. Props para o Rui Multi-marcas e o Paperino que me ajudaram a regularizar a situação.

Nestes trilhos menos viajados, a anos-luz de distância das estereotípicas urbes modernas, tive a sorte de observar mais um espécime de Scooterium Ruralis Lusitaniae. Em essência, uma Vespa a ser usada como transporte e ferramenta diária, da maneira mais pura possível, em oposição a acessório de moda. Há sempre tempo para parar e conversar com o compadre...



Façam o favor de notar o cesto de vime duplo para levar as pencas e hortaliças, habitual nesta zona. Este maquinão cumpre serviços exemplares e- choque! surpresa!- não está restaurado. É verdade, uma Vespa também funciona com a pintura baça e com uns toques na chapa. Quem diria, ein? Eu tentei transmitir-vos este conceito desafinando propositadamente no [Azul cueca], essa imperfeição harmónica funcionando como uma metáfora sofisticada para ilustrar a futilidade do restauro, mas creio que falhei na transmissão bem sucedida da mensagem. Bem, creio que terei que desafinar ainda mais. :-)

11.5.07

Bunker/ Fauna

A Horta mantêm a sua política de forte investimento em equipamentos e infraestruturas. Assim sendo, foi adquirido um alvo de dardos e montado no Bunker à altura e distância regulamentares de campeonato.

O meu sonho sempre foi ter uma garagem com sofá e mesa de ping-pong. Os dardos são um passo na direcção certa, e um colega até me ofereceu um sofá usado, e o uso da sua carrinha para o ir levar. Infelizmente, o problema das inundações invernais coloca um entrave em tão onírica oferta. Um dia...

O Coriscada enviou-me uma foto de mais um excelente exemplar de Scooterium Ruralis Lusitaniae (ver outros exemplares), avistado nesse magnífico viveiro/ reserva natural que é a região de Aveiro. Está lá tudo, mesmo o penico vintage. E até acredito que aquela seja a pintura de origem...

24.3.07

6+2 Horas de Resistência Vespa

Nunca tendo assistido a uma prova de Resistência Vespa anteriormente, é com excitação e ansiedade que me levanto da cama e inicio o já familiar trajecto Porto-Leiria. É sempre a mesma coisa, 200 kms, 3 horas, um depósitozito. Ou será que não?

Ali ao pé de Cacia, quando a EN109 desemboca no IP5, as torres da linha de alta-tensão têm cada uma um ninho de cegonhas no topo. Pois as bichas andam todas atarefadas nas limpezas da Primavera e uma delas passa majestosamente à minha frente, carregando uma mão cheia de erva no bico. Um bico cheio de erva, portanto. Mais à frente, é um falcão que se cruza comigo, levando um ratito morto para servir de refeição. Ainda mais à frente, cruzo-me com outro animal típico do parque vespista nacional, infelizmente cada vez menos observável no seu habitat natural: a Vespa Coçada De Agricultor Idoso Com Atrelado E Pára-Brisas (nome científico Scooterium Ruralis Lusitaniae). Podem ver outro espécime aqui.

Chego a Leiria e tento ligar ao LTB para irmos todos para a almoçarada. Uma voz feminina repete mecanicamente que o utilizador não está disponível, eufemismo para inexistência de rede. Enquanto fumo uns cigarritos em compasso de espera, reflicto sobre o convite irrecusável que o LL me fez há 40 horas atrás e que fui obrigado a recusar, com imensa pena, devido a problemas incontornáveis de logística: um lugar numa equipa completamente chave-na-mão. A única coisa que eu tinha que fazer era aparecer e pilotar a Sprint 166 preto-fosco. Atiro a beata ao chão com violência. "Raios!... Bem, para o ano há mais...".

Comunicação conseguida com o LTB, sou redireccionado directamente para o kartódromo onde a prova já decorre com máxima intensidade e onde o catering Maia acalma o meu estômago esfomeado. Logo à chegada, o CDI da minha PX é usado para diagnosticar a Vespa da equipa do Jony, que estava comatosa. Não era do CDI, provavelmente seria do prato que no entanto já tinha sido substituído e, mesmo assim, não funcionava. Mais tarde, a Vespa conseguiu regressar à pista, se bem que com performances modestas.

Toca a subir e descer as boxes a cumprimentar a malta. Ena, tantos Bitubos. As paragens nas boxes para troca de piloto ou reparações mecânicas imprevistas de maior ou menor dificuldade sucedem-se com refrescante regularidade, o que combinado com a acção na pista fornece motivos de constante interesse e emoção a todos os espectadores. Siga a tirar fotos, é o que eu faço, raio de máquina estás mesmo a dar as últimas.

A pista parece divertida de fazer numa Vespa normal, quanto mais num dos maquinões super-preparados com elevado potencial de encorrilhamento de asfalto que por lá andam. Rapidamente ganho o hábito de tapar os ouvidos sempre que vejo a 50s cinzenta, aquilo parece o Concorde a passar na recta e não me refiro ao aspecto nem à velocidade. Também ganho o hábito de olhar com atenção antes de me mexer pelas boxes, os pilotos estão sempre a passar e não creio que haja limite de velocidade. Alguns espectadores não concordam comigo e deambulam distraídos indiferentes ao perigo. Talvez seja esta a única falha grande da organização.

Olho com atenção para as várias Vespas e divirto-me a observar os pormenores e as várias filosofias de preparação, e estilos de condução. Olho com redobrada atenção sempre que passa a Sprint preto-fosco do Lazy Team, com uma elegância insuperada por qualquer outra. Até o barulho do escape era contidamente poderoso, sem necessitar de berrar aos 4 ventos para anunciar com firmeza e confiança a sua passagem. Não posso evitar, sou um gajo de Sprints.

O dia progride impulsionado à força de rotações dos pequenos motores italianos e até o Sol é obrigado a baixar e a desaparecer. Com as luzes do kartódromo ligadas, já se começa a olhar para o relógio e para o écran das classificações com maior frequência e preocupação. Jogam-se os últimos cartuchos, dá-se tudo por tudo. É agora ou nunca, só temos que temer o próprio medo. 10 minutos antes do fim, o Faveca sai bastante largo na entrada da recta. Já outros tinham feito o mesmo com efeitos interessantes nos espectadores, mas conseguiram recuperar logo e voltar ao preto. O Faveca vai lançado pela berma com a traseira a rabiar e creio que roçou em todas as pilhas de pneus ao longo de 20 metros, flirtando descaradamente com o desastre. Aos pinchos, recupera habilmente o controlo e segue como se não se tivesse passado nada. Mãezinha. Foi o meu momento do dia.

Acabam as 8 horas, ganha um dos foguetes de Cabeço Verde, siga a arrumar. As massas de ferramentas, peças, capacetes e fornecimentos variados que se encontravam espalhadas descuidadamente no chão desde manhã desaparecem num piscar de olhos, sugadas por uma procissão de carrinhas que se dirige qual seta certeira para o jantar em Leiria. Vazio e silencioso, o kartódromo parece ainda ressoar com o barulho dos escapes sobre-aquecidos, debaixo de um fino véu de fumo azulado que se dissipa lentamente sob a luz amarela dos holofotes. Apenas algumas anilhas, bocados de cabos e uma ou outra mancha de óleo provam a existência da corrida. Já acabou.

Morfagem industrial, noitada no bar sob o alto patrocínio sonoro do Professor X, abancamento cortesia de Kat e LTB, decisão do núcleo old-school de promover o Tunes de newbie a membro do núcleo old-school (passando o Jony a ser a nova bitch), alvorada tardia conjugada com mudança da hora proporcionando almoço às 4 da tarde, expedição de recolha de peças com o Bibi, mini-passeio com o Marrazes e o Renato, siga para o Porto antes que fique muito escuro. Minhas fotos aqui. "Só pode ter sido do óleo, trocámos tudo do retentor para fora!"

(um agradecimento especial à Kait e ao Little Poser Boy pelo empréstimo do sofá e pela hospitalidade, e ao LL pelo convite extremo)

8.2.07

Mods no Maxime, que queriduchos

Mais um mega-festão VespaGang obrigou à deslocação do vosso webmasterbloguer favorito da margem Norte do Norte até à margem Norte do Centro. Saída Sábado às 10 da manhã, umas pinguitas no início, de resto seco. Até Aveiro é um pulinho, mais 60kms e estamos na Figueira, mais 60 e estamos em Leiria. Paragem rápida para fotografar cena típica do Vespismo profundo: uma 50s com o farolim original mas com guarda-lamas de PK, pára-brisas XL e atrelado das couves country. Penico de plástico sebento completa o quadro. Excelente.

Meia horita na Batalha para morfagem de bolachas e esticamento de membros inferiores. Um cavalheiro avisa-me que a minha PX "é das boas, essa vai onde as motas grandes vão!". Sou forçado a concordar. Mais 80kms e estamos perto. Começa a doer o rabo, um bocadito de auto-estrada e pronto, já chegámos, sem grande sofrimento. Houve só aquele palhaço da carrinha que me ultrapassou por dentro numa saída da auto-estrada, acéfalo dum raio. São 16 horas e sou reencaminhado para o Museu do Automóvel Clássico de Montachique, mais 20 chill-ómetros. À chegada, a PX começa a trabalhar "rouco" e perde o ralenti, como se o ar estivesse sempre aberto. "Isto ou é algo muito complicado ou é algo muito simples", penso eu. Escolho a última opção pois sei que a minha PX só vai avariar no ano 2033, já visitei o futuro onde pude confirmar esta informação.

Depois de ficar a cheirar a diesel transferido do Séries para o Volvo do óleo sintético, ponho-me a caminho para o jantar pré-party onde se reúnem todos os colunáveis. A coisa já se está a compôr. Duas embalagens de pó de talco para bebé são examinadas com atenção. Deslocação gradual das massas para o Maxime, onde uma mão cheia de Vespas começa a cobrir o passeio à frente da porta que é o meu destino final. Entro e prego um susto à menina do bengaleiro quando lhe pouso um capacete, um casaco de mota, um impermeável, umas calças de frio do Lidl e duas camisolas em cima do balcão e lhe digo, enquanto faço um gesto abrangente com ambas as mãos, "isto é meu".

O Professor X faz a sua magia dentro do aquário com a mesa dos botõezinhos, enquanto a malta aperta mãos, beija bochechas, põe a conversa em dia, e se vai hidratando com regularidade. Às 00.30 em ponto, os The Poppers sobem ao palco e fazem mais um fã. Fiquem a conhecer a banda-revelação do ano em http://www.thepoppers.net/. Dizem os entendidos que o som estava mega-eca e que os jovens ainda podem dar mais rotação, se assim for "sai de baixo". O DJ Milkshake protegeu a retaguarda com mais uns sons consensuais que puseram todos a dançar. Ah, então é para isso que serve o pó de talco... 4 da manhã, xixi cama. O Mauro aka Little Trouble Boi tirou umas fotos não-horrorosas, podem vê-las no incontornável blog do VespaGang. Mais dois indicadores de temperatura Gueto-Bobtronic foram distribuídos para testes aprofundados.

Almoço light, passeio dominical do núcleo duro, "olha que giro tantas Ps, e são tão simpáticos, até deixam aquela Vespa mais antiga andar com eles", eheh. Visita a miradouros e pontos de interesse turístico variados, "I'm not a f*cking tourist", desculpem lá o fumo, alapamento sério na casa das pizzas e batimento prolongado de papo. O Jony furou no pior sítio de toda a Grande Lisboa e não tinha pneu suplente, nem maneira de o colocar graças ao JL. Vou já mandar vir 3 para mim... Nooooot! A malta resolveu. T5 racer com pneuzinho de faixa branca, devia ter tirado foto, poupa no Cif poupa e o X-Man esgana-te com a gravatinha de pele de gazela. Investigação à minha PX no Hotel Maia, era apenas o filtro de ar e um gigler desapertados.

Monday morning: wakey wakey, hands off the snakey (mais alguém gosta de My name is Earl?). Descoberta do óleo semi-sintético do Carrefour, 2 litros a 5€30, desejável. Deslocação a Caneças para mais um Original-almoço e investigação incisiva de inventário. Visita ao Manel das Vespas, scooter mechanique extraordinaire, e inspecção do Apecar do Triunvirato. Está com um fílingue mesmo poderoso, espero que faça fumo em breve e deixe de servir de armazém de peças. Regresso: até Leiria faz-se bem, mas depois começa a custar. Estradinha nacional, muitos TIRs, fica de noite, está frio, já é um pouco complicado. Ainda não percebi bem mas quando chego à zona de Leiria meto-me sempre por uma estrada diferente da que usei para baixo, tenho que fazer a viagem de dia para ver em que sítio é que estou a falhar. Ah caraças que agora está a ficar mesmo frio, ainda bem que vou dormir a Ílhavo com a famelga, são menos 80kms.

Quarta de manhã, visita ao Vidal Stand e constatação de muitos restauros Vespa em progresso "fora as que estão na pintura!". A moda Vespa parece uma maré que não pára de encher, para quando o colapso? Saltinho de Ílhavo para o Porto, sempre a chover. Sem problemas, excepto um sustito que apanhei numa saída da A-qualquer coisa quando o pneu da frente de repente resolve mexer-se um palmo para o lado. Kenda = não há milagres. As minhas luvas novas impermeáveis são tão impermeáveis quanto papel de cozinha. Vim lá de baixo ainda mais carregado do que fui, que fenómeno esquisito. Pneu traseiro está oficialmente careca, durante as próximas semanas vai ser sempre parar a deixar risco no chão, "para acabar de gastar". Consumo dos últimos 800kms: os 3.3 do costume.

(investigação no Carrefour da Arrábida revela que só está disponível a embalagem de 1 litro a 4€20, inserir smiley triste aqui)