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18.6.12

Instruções finais para operação do MasterBlaster 3000

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Agora que o guito já caiu na minha conta bancária, é chegada a altura de eu o informar de tudo o que está errado no MasterBlaster 3000.

  • tivemos que cortar as pernas para ele caber na carrinha por isso a altura de trabalho deve ter ficado muito baixa. Acho que vai ser necessário aparafusar umas calhas de aço às pernas ou algo do género, desenrasque-se.
  • do lado direito há um tubo que serviria para ligar um aspirador caso houvesse muito pó dentro da cabina que dificultasse a visibilidade, mas nunca o fiz. É apenas um coto vestigial, de momento.
  • a pistola de ar que serviria para limpar as peças e o interior da máquina fica com o gatilho preso por causa das micro-esferas de vidro e deixa de ter qualquer utilidade. Mando uma segunda pistola de ar por descarga de consciência à qual, muito provavelmente, acontecerá o mesmo.
  • do lado direito da janela há um ganchinho que serve para pendurar a pistola de ar e tirá-la da zona de trabalho. Como sou muito preguiçoso, nunca o uso e a pistola de ar inútil fica a estorvar permanentemente.
  • as micro-esferas de vidro que foram com o MasterBlaster são das "finas" e já devem estar gastas, por isso talvez sirvam só para experiências ou talvez não, é testar. Recomendo das "médias" quando for comprar novas.
  • como o Bunker era um bocado húmido, o material abrasivo ficava meio colado às paredes do fundo e não caía até ao tubo de aspiração. Quando isso acontecia eu dava uma pancada pélvica à máquina para descolar as sacanas. Ou abanava o tubo de aspiração, isso também dá.
  • vai um bocal suplente para a pistola de decapagem. Acho que já alarguei um deles na minha busca de máxima eficiência, mas não faço a mínima ideia de qual será o diâmetro mais adequado para o seu compressor. É meter uma bucha e/ou alargá-lo.
  • por baixo da máquina há uma saída conveniente para trocar o material. Isso não é um defeito mas a fita adesiva que está lá por perto para tapar as fugas do silicone encolhido é.
  • vê aquela mancha preta na parede do fundo, mesmo à frente da pistola? Quando se está a decapar e se pára durante mais de uns 10 segundos, aparece água no tubo por condensação. Quando se recomeça a decapar a pistola cospe umas manchas de água preta que suja as peças todas :(. Desse modo, sempre que eu parava um pouco recomeçava com a pistola apontada para a mancha até sair a água toda. Não sei se o mesmo acontecerá aí em baixo mas fica o aviso.
  • antes de abrir a porta tem que soprar as micro-esferas todas de frente da porta senão caem ao chão. Eu devia ter instalado uma calhazinha por baixo para as apanhar mas não o fiz, limito-me a soprar antes. Isto é IMPORTANTE porque as micro-esferas são como mini-berlindes e escorregam que é uma coisa parva. Nunca deixe micro-esferas no chão, confie em mim.
  • o vidro é normal, não é temperado nem algo do género. Evitar bater-lhe com peças pesadas.
  • de resto está tudo bem e a pintura até é fixe.
        

12.6.12

MasterBlaster 3000 na capital: uma fotonovela em 3 actos

Vivemos em tempos pejados de sinais do iminente Apocalipse Scooterista Vindouro (A.S.V.), e um desses funestos marcadores acabou de se desenrolar em toda a sua espectacularidade apocalíptica no próprio coração da Horta, o Bunker: o MasterBlaster 3000 foi enviado para Lisboa ao abrigo de um contrato de leasing.

Aqui era o pouso do MasterBlaster 3000 (M.B.3.)...

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E aqui o M.B.3. está pronto para subir as escadas.

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E aqui o senhor das entregas (a.k.a. Kate Moss) está a cortar 20 centímetros de cada perna porque senão o M.B.3. não caberia na carrinha. Como são pernas de madeira, basta regar um bocado depois em Lisboa que elas crescem de novo, certo? Não percebo muito de plantas, ao contrário do que o nome deste blogue internético possa sugerir.

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E aqui o M.B.3. chegou ao topo das escadas.

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E aqui o M.B.3. está justinho dentro do seu transporte, para além de se poder visualizar o rabo do senhor das entregas. Ainda bem que cortámos 20 centímetros às pernas e não 15 centímetros, como certas medições iniciais de alguém que não se ajeita bem a medir comprimentos de compartimentos de carga de carrinhas sugeriram.

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E aqui está uma Lambretta DL200 de origem que o senhor das entregas deixou temporariamente à guarda do Bunker porque já não cabia na carrinha e que, segundo ele, será resgatada em Julho. Um bocado surreal trocar uma caixa de madeira por uma DL200, sim, mas creio ser um efeito secundário da aproximação do fim. Numa notícia não relacionada, sou capaz de ter uma Lambretta DL200 de origem de usocapeão para vender no início de Agosto. Ainda vai a tempo de ser "restourada" antes do Apocalipse.

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18.11.10

Lista de espera

Chega o Inverno e o pessoal mete-se todo nos restauros - o Master Blaster até está com lista de espera!

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 Consigo ler a vossa mente: são cubos duma motorizada nacional

É interessante constatar a disparidade de números entre motores de Lambretta e Vespa que me aparecem para ser tratados (Lambretta muitíssimo à frente tendo em conta o número de espécimes existentes). De novo a observação que os Lambrettistas vivem e tratam as suas scooters de modo díspar dos Vespistas.

E no topo da foto, os meus pneus Continental. :-) Estão a ver como não sou um extremista dos S83?

3.6.10

Yamaha sux!

Não é por mera ironia que 100% dos membros do LIICET (Lambretta Invicta Irónico Club Extreme Team) possuem Hondas. A superioridade mecânica dos produtos do sr. Soichiro é indiscutível para os crentes da marca da asa estilizada, mas isso não impede o Master Blaster de blasterizar produtos inferiores, depois de terem sido marcados como tal. E agora que eu encurtei o tubo de sucção, aquilo está a bombar majesticamente!



28.7.09

And now for something completely different...


clicar = maior


Com reverência ao XKCD.com, a melhor banda desenhada dos Universos conhecidos: "Warning: this comic occasionally contains strong language (which may be unsuitable for children), unusual humor (which may be unsuitable for adults), and advanced mathematics (which may be unsuitable for liberal-arts majors)."

6.9.08

Master Blaster does it again

Que posso dizer? Os ianques curtem os flame-jobs. Depois de ter side destacado pela Make:, o Master Blaster foi mencionado agora no Toolmonger, "the web's first tool blog". O site em si é muito americano-cêntrico, mas de vez em quando lá aparece alguma coisa interessante, como os limpadores de velas.




18.3.08

w00t!

O MasterBlaster foi um dos meus projectos mais bem sucedidos. Teve a dificuldade certa para ser um desafio grande, mas sem dar dores de cabeça. A sensação de realização que provém da construção com as nossas próprias mãos duma máquina que resolve eficazmente um problema é difícil de explicar a quem não seja adepto da bricolage, e esteja habituado a comprar tudo.

Assim sendo, fiquei todo contente quando a revista Make: deu o destaque do dia ao MasterBlaster. Foi uma recompensa inesperada à minha iniciativa e trabalho árduo. É que eu consigo ser extremamente preguiçoso e procrastinador, às vezes... Mas não ficou por aqui! Saíram ontem os resultados do concurso Flickr pool da Make: e o MasterBlaster foi um dos finalistas! Ganhei uma conta "pro" de 6 meses do Flickr! w00t! A partir de hoje, vou pôr flame jobs em tudo!



(amanhã falamos sobre o Flickr...)

11.2.08

MasterBlaster goes to Hollywood

Os tipos da revista Make: deram destaque ao Master Blaster no seu site (ver aqui), o que me fez muito feliz. Stylish paint job, indeed! O MasterBlaster 3000 é uma de apenas duas cabines de decapagem caseiras conhecidas na cena scooterista nacional, e a única a usar 100% de madeira reciclada.


Poucos são os que se apercebem da dependência total e insidiosa do consumismo. Hoje em dia, compra-se tudo. Já ninguém põe sequer a hipótese de fabricar ou criar aquilo de que precisa. Quando algo se avaria ou fica desactualizado ou com mau aspecto, vai logo para o lixo e compra-se novo. Como os tipos da Make: demonstram de inúmeras maneiras, é possível criarmos as nossas máquinas/ ferramentas/ veículos/ brinquedos/ tudo o resto e deixarmos de ser escravos das lojas e das indústrias; é possível combatermos a obsolescência planeada dos objectos descartáveis que nos são impingidos; é possível lutarmos contra o establishment consumista graças a umas bricolages à maneira. Deslocarmo-nos numa scooter com 30 anos é um bom começo. Let's stick it to the man transformando lixo em luxo.

10.12.07

Master Blaster revela tudo

A Horta teve o prazer de MasterBlasterizar um motor de Vespa VL2 para um colega da zona de Guimarães. À medida que as micro-esferas de vidro embatiam no alumínio a grande velocidade, a sujidade e oxidação desapareciam por magia revelando marcações e pormenores há muito soterrados pela passagem do tempo e dos quilómetros.

Os carters anunciavam a sua proveniência com orgulho, com letras salientes e perfeitas de fonte invulgar. A seta apontava para um local da superfície de travagem no cubo dianteiro: talvez uma marca de referência para algum processo de torneamento do cubo? A face inferior da culaça apresentava duas marcações sobrepostas, uma delas com os números 8 e 56 (provavelmente mês e ano de fabrico) ao lado de um logotipo Piaggio extremamente simplificado. Várias outras marcações e números podem ser encontrados por quem se der ao trabalho de procurar. Eu acho piada a estes pequenos pormenores: se comprarmos algo hoje em dia, a marca mais emocionante que poderemos encontrar será um autocolante "Made in China" e um código de barras indecifrável. Iei.

10.4.07

A minha Rally verde-escarro

Ora então a minha Rally 180 de tonalidade "verde-adeiramente" hortícula repousava já há muito tempo no canto da garagem, com um grande buraco no lugar do cilindro. A sua extrema maturidade mecânica acabou por levar o melhor da minha velha amiga, levando-a a encostar graças a uma desintegração parcial do pistão que a impedia de passar dos 60 à hora. Mas continuava a pegar bem, a aguentar o ralenti, a gastar pouco e a ter força. Os mais veteranos poderão lembrar-se da minha máquina de tais ocasiões tais como um épico episódio de Vespa Surfing (a explorar com mais detalhe posteriormente), de várias visitas a Leiria, dos dedos oleosos do Mexe marcados no avental, e de uma breve mas memorável aparência na televisão (ai a menina da NTV!).

Consegui recentemente localizar um escape novo por uns meros 25 euros, com o adorável feitio de bexiga de porco. O dono anterior tinha tentado adaptá-lo a uma Sprint sem sucesso, tendo para o efeito cortado uma das chapas de fixação e a ponteira. Utilizando o escape velho e putrefacto como guia, recoloquei as peças amputadas no seu sítio com a ajuda da minha (falta de) capacidade de soldador. O dedo na foto está a esconder uma soldadura particularmente horrível, mesmo quando comparada com alguns abortos seriamente disformes que eu tenho produzido.

Algumas bufadelas de preto de alta temperatura e siga para o pistão. A medida 64.1 é a última rectificação oficial para a Rally 180. No entanto, já observei pistões de concorrência marcados para este modelo com medidas como 65.1, 64.25 e 64.75. Poderá ainda existir esperança para o meu cansado cilindro. Notem que a rectificação não conseguiu eliminar completamente o "calo", ainda se nota um anel de desgaste logo abaixo da boca do cilindro. Após discussão com o Vasco, chegámos à conclusão que o defeito era menor, não devendo apresentar diminuições apreciáveis na compressão ou durabilidade. "Isto até trabalha a biqueiros", foi a expressão usada.

A culassa tinha todo o carvão acumulado desde a última grande revisão ao motor que deve ter sido feita ainda os números de telefone tinham 6 algarismos, e apresentava umas picadelas causadas pelos bocados de pistão e segmento desaparecidos anteriormente. Uma sessãozita com a lixa e uma passagem rápida pelo Master Blaster puseram a agulha no verde. Até a vela de sucata ficou limpinha! Gostaria de dizer que ela pegou à primeira, mas tal não aconteceu. Depois de diagnosticada e rectificada uma bolha de ar no tubo da gota, aí sim ela pegou à primeira. De empurrão pois então, já que a bicha não tem kicks. Ela tinha, mas há muitas luas atrás o kicks começou a moer. Quando fui proceder à sua substituição, deparei-me com os dentes do veio soldados, provavelmente para remediar um kicks moído, o que funcionou temporariamente. Enquanto o motor não for aberto para trocar o veio, fica o kicks novo na gaveta e tem-se cuidado para evitar vergonhas no meio do trânsito.

Basicamente, ela já ronca de novo com alma e vigor, pronta a fazer quilómetros... Mas não no futuro próximo. Já me tinha esquecido do estado lamentável em que se encontra o quadro, com uma fractura feia a sair dos podres horrorosos no lado do túnel, provavelmente potenciados pelos pousa-pés típicos. Vai ser uma ou duas voltinhas só para tirar foto e depois armazenagem a longo prazo enquanto tento localizar o Chapeiro dos Chapeiros, digno e capaz de enfrentar o desafio que é a minha Rally putrefacta. Haja chapeiro e tudo se conserta. Fé, meu irmão.

4.4.07

Alguma movimentação, uma confissão

Dei um pulinho ao Bunker para ir fazer um molde do formato do nariz da Sprint para levar ao chapeiro (o meu nariz está deformado) e tirei uma foto. Aproveito para mostrar o resultado de uma experiência que fiz com o Master Blaster usando areia. Podem ver que a boca do cilindro e o interior do colector de escape ficaram cirurgicamente limpos (já está a ganhar alguma ferrugem depois de várias semanas) mas a areia não tinha força para limpar a crosta espessa que se acumula nas alhetas (mau). Com um compressorzito de 25 litros, não há milagres grandes, apenas milagres pequenos. To be continued.

Enquanto estava no Bunker, encontrei um vizinho meu, provavelmente a maior aranha que já vi. Tirei-lhe uma foto e fugi o mais depressa que pude, gritando como uma menina. Já me tinha recomposto quando cheguei ao chapeiro e juntos investigámos as diferenças entre dois modelos de estrado de substituição para Sprint. O modelo de baixo foi o escolhido. As "cruzes" não estão tão perfeitas mas as travessas e as abas de ligação ao quadro são melhores, ficou esse. O chapeiro também disse que se ia casar ("hoje já devia estar a entregar convites"), espero que ele me pegue na Sprint antes da cerimónia, senão...

E enquanto estava no PC a escrever isto tudo, a minha mãe oferece-me um clip para papelada com uma ET muito nice, marca Funky Land made in China. Vou fazer uma confissão. Nunca andei em scooters automáticas nem nunca senti curiosidade pelo Lado Negro. No entanto, recentemente, tenho tido a vaga sensação que talvez exista uma pequena possibilidade de, em determinadas e especiais condições, uma pessoa não se sinta completamente mal-disposta ao conduzir uma acelera sem mudanças. O que eu estou a tentar dizer é que se me aparecesse um velhote com uma ET4150 com apenas 3000 quilómetros a pedir 150 euros por ela, eu não o expulsaria à pedrada e talvez até falasse com ele durante 5 minutos. Demorei mais de 10 anos a não vomitar sempre que passava uma ET. Talvez daqui a 10 anos o mesmo deixe de acontecer com as LX e as GT. ET4 150... Nem soa muito mal... E até têm dois frisozitos para se distinguirem das restantes ETs da plebe...

26.2.07

Update Sprint

No dia 11, limitei-me a varrer o chão no rescaldo da inundação do dia 10. Quando a água desaparece, o chão de cimento fica coberto com uma fina película de terra que tenho que varrer. Deve ser pela rugosidade do chão, mas é impossível varrer completamente a terra. Sempre que varro, ela aparece. É como se brotasse do chão.

No dia 12, regressei à tarefa interrompida, o esgravatamento exaustivo dos carters, a fim de retirar a crosta de terra. Mas quem é que abre um motor sujo, senhores!!?? No dia 12A, dei um pulinho ao Bunker só para pegar num prato de bobines de Sprint em bom estado para o enviar para a Capital, a fim de ser rebobinado para 12 volts pelo Nico (?) do VCL, vamos a ver o que sai daí.

No dia 13, sujeitei os meus carters e demais peças de alumínio às micro-esferas de vidro, com os resultados já divulgados. A caixa do carburador estava muito "comida" pela oxidação, por isso troquei-a por outra igual saída do bendito armário de peças. Até tem as mesmas marcações do escudo rectangular da Piaggio e um algarismo 3.

Com os carters limpos, já pude dar uma boa olhadela à procura de stresses. Pode-se ver, por exemplo, uma série de "amassadelas" espaçadas regularmente ao longo da aresta de uma das superfícies de encosto dos carters. Ou seja, alguém abriu o motor à força de chaves de fenda grande. Brutos!! O meu lindo motor!! Que apanhem uma doença de pele tropical!! Também se pode ver que falta um pouco de alumínio na "parede" à volta do prato de bobines. Acho que não vou mexer aí.

No dia 13A, dei um salto ao soldador com o guiador para reparar o buraco grande, as roscas, e duas ou três "bocas" na aresta frontal. A foto mostra uma das roscas inferiores estragada e uma das falhas na aresta. Depois ponho fotos das zonas reparadas.

No dia 14 construí metade de um suporte de motor, como já noticiei. Estou à espera da feira de Espinho no primeiro fim de semana do mês para comprar uma broca de 11mm e acabar aquilo (aparecem lá vários velhotes a vender todos os tipos de ferramentas). Entretanto, a Sprint está parada no chapeiro à espera de um chão novo que nunca mais chega. E é isso. A quilometragem total anunciada no dia 8 estava errada. Os 70kms eram apenas das viagens à Anticor e ao chapeiro. A esses deveriam adicionar-se 176kms de idas ao Bunker. Os totais actuais são de 344kms e de 57h15m.

28.1.07

Dia 9 - upgrade do Master Blaster

O meu Master Blaster 2000 afigurava-se-me algo deselegante. Cada placa de contraplacado reciclado tinha uma tonalidade diferente. A frente era a cabeceira da cama que eu tinha quando era puto (largura total do Master Blaster = largura total de cama de criança dos anos 70); o topo e traseira eram prateleiras que estavam na Horta antiga; a porta foi aproveitada de uma loja de móveis de cozinha quando o meu emprego antigo se mudou para lá; a placa da janela também veio de um móvel velho; e as pernas foram aproveitadas dumas estantes putrefactas que estavam na Horta nova. Era necessário um je ne sais quoi especial que unisse o Master Blaster num tema comum. Qual é a maneira universal de adicionar mega-pontos de estilo a um objecto? Um brutal flame job. Assim se realizou o upgrade do Master Blaster de 2000 para 3000.

Guia rápido para flame job à maneira:
  • tapar a zona a não pintar e a zona de chamas com fita adesiva de papel larga. A base das chamas não precisa de ser tapada;
  • desenhar as chamas sem pressas, tem que ficar bem. Descarregar imagens da net e copiar;
  • cortar o contorno das chamas com x-acto afiado, tentar fazer curvas suaves;
  • retirar máscara das chamas;
  • aplicar cor mais clara. Várias demãos finas são sempre melhores que uma demão carregada;
  • entrar em pânico quando tinta de spray não conseguir pintar contraplacado com 20 anos de idade;
  • aplicar cor média;
  • aplicar cor mais escura só para acentuar extremidades;
  • fazer correcções;
  • retirar toda a fita de papel;
  • traçar por cima dos contornos da chama com um marcador de tinta de cor contrastante, estilo vermelho ou verde-claro. Isto fará as chamas muito mais vivas, e tapará qualquer imperfeição no contorno resultante de um corte anguloso ou de fugas de tinta.

23.1.07

Dia 8 - progresso

Ah que sensação! Olhar para o retrovisor do Punto e ver uma massa de metal italiano encostada às costas do meu banco, a vibrar e a gemer com cada irregularidade do piso mal-conservado, totalmente nua de tinta ou ferrugem. Os tipos perderam-me o arame que segura a bateria mas também estava todo comido de ferrugem (ando a dizer isto muitas vezes, começo a notar um padrão) e eu tenho outro em bom estado. A unidade Master Blaster 2000 entrou online às 1656 zulu de 22 de Novembro de 2006, os primeiros testes foram promissores. E à noite fui apresentar-me ao chapeiro XPTO que me recomendaram e suplicar-lhe que tomasse conta da minha menina. Ah, e o chão afinal está um nojo e tem que ser novo. Que surpresa... (sarcasmo). Uma inspecção mais detalhada do material decapado revelou que as superfícies de travagem dos cubos estão em bom estado, o que me leva crer cada vez mais que a minha Sprint tem, na realidade, poucos quilómetros. O descanso exibe as tradicionais extensões agrícolas para descarga da electricidade estática.



Os mais observadores entre vós repararam que o amortecedor traseiro foi com a mola montada. O raio do parafuso não se queria mexer e eu queria mesmo levar aquilo e já era tarde e às tantas até vai ser novo por isso foi mesmo assim. Mas convém ir tudo desmontado, senão é sucatice. Na decapagem estava lá uma VBA com as bichas e instalação ainda dentro do quadro e forqueta completa com guarda-lamas para decapar. Que raio de restauro pode sair daqui? O que nasce torto dificilmente se endireita.



Tempo total gasto até agora: 44h30m
Quilómetragem total efectuada: 70km (sem contar transporte inicial)
Dinheiro total investido: estou a fazer a lista mas acho que não a vou somar ;-)

Master Blaster has arrived




Dias 7A, 7B, 7C, 7D, e 7E- Construção de cabina de decapagem Master Blaster 2000. Mais fotos no meu Flickr.

Dia 7F- Acabamentos de madeira exótica na unidade Master Blaster. Também fui à decapagem buscar o metal, 3 dias depois da data prevista de entrega para compensar algum atraso, mas mesmo assim não estava pronto. Já estava decapado mas ainda faltava metalizar. Bah.