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10.5.17

O meu relógio novo

A coisa má de se ter uma garagem atafulhada de peças de sucata é que se tem a garagem atafulhada de peças de sucata. A coisa boa, no entanto, é que dá para fazer disto.

Vespa wheel clock
 
Vespa wheel clock
 
Vespa wheel clock

Talvez fique mais elegante com uma roda 8". Tenho que procurar na sucata.
     

1.7.16

Abertura oficial da época

Bom dia. Informo que vi a primeira Vespa azul-cueca do Verão o que significa que a Época Scooterista (E.S.) está oficialmente aberta (O.A.). É de notar que a tendência de pintar o Capacete a Condizer (C.C.) está a evoluir para Reservatório Invulgar de Plástico a Condizer (R.I.P.C.).

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Consequentemente, realizei a Cerminónia Celebratória de Abertura de Época Scooterista (C.C.A.E.S.) que consiste na instalação de um pneu novo (S83, claro) e na lavagem do motor. #todobabado #nojeira #umafugaqualquer #nãoseideonde #deveserimportante #talvez #nãosei

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Para mais informo que o acessório oficial da nova época é este, o saco SIP Classic...


...e que a scooter oficial da nova época é esta, a Yamaha 04GEN.



É estilo uma 946 Armani só que ainda mais feia. Já agora, não garanto compatibilidade entre o acessório oficial e a scooter oficial. Ou então a scooter oficial pode levar com 3 ou 4 sacos ao mesmo tempo, quem sabe. Eu compraria uma mas o número de caracteres do nome não é divisível por 8 o que significa que eu não poderia actualizar a minha Tatuagem Indicadora de Status Scooterista (T.I.S.S.). * E isso é inaceitável.

*esta piada é acessível apenas aos possuidores de conta Horta Premium
    

11.5.12

Sapatos novos na PX

A PX - ou, como eu lhe chamo, a "PX" - precisou de pneus novos. Não há prémios para quem adivinhar o modelo que escolhi.

Desapertei as porcas todas com os dentes e arrependi-me de não ter usado uma chave 13 pois as rodas estavam bastante badalhocas.

fresh wheels 1

Assim sendo, gastei 50 cêntimos na lavagem de carros.

fresh wheels 2

As jantes encontravam-se "piores que o chapéu de um trolha" no departamento da pintura (já devia ser tinta do século passado) por isso uma refrescadela estética impôs-se.

fresh wheels 3

Donuts velhos fora e uma esfrega vigorosa cortesia de uma presença perene no pódio das Melhores Ferramentas Alguma Vez Inventadas (M.F.A.V.I.), a escova de arame. Se a batermos com força no cimento salta faísca.

fresh wheels 4

Spraizadela com cinzento-alumínio resistente ao calor. As minhas rodas estão agora protegidas até uma temperatura de 690º C, e nem é por ter sido a tinta mais barata da prateleira. Não senhor. As vantagens dinâmicas do prateado de alta temperatura ainda são pouco conhecidas do grande público.

fresh wheels 5

Confesso que sonho com um par de reluzentes jantes de alumínio não-ferroso mas sou muito forreta para concretizar tal aspiração. Talvez um dia uma loja me patrocine... De preferência antes do Apocalipse.
  

22.10.10

Mudança de época

Chegou a época fria. Consigo fazer tal afirmação pois as minhas calças já exibem a temida Dupla Faixa Húmida no Rabo das Calças, e também porque os meus parafusos começam a adoptar cores Outonais. Espero que não caiam todos como acontece às folhas das árvores de tons idênticos...

rusty screw

A concentração elevada de humidade associada à época vindoura obrigou-me a reavaliar o estado do piso dos meus pneus (ou a ausência do mesmo, em certos casos) e a proceder à aquisição de dois donuts pneumáticos frescos. Não há prémios para quem adivinhar o modelo que o Ranger Bob escolheu...

S83 love

24.5.10

Piercings pneumáticos

A moda irritante deste Verão parece ser piercings para pneus. Se bem que eu tenha capturado uma das aparições mais precoces deste fenómeno em 2002, num daqueles campings old-school de Inverno, ...


... o Laprell, que mora do outro lado do Atlântico, bateu-me aos pontos com a mais recente encarnação deste incompreensível acessório de moda scooterista.

Uma broca! Fiz uns cálculos rápidos no super-computador da Horta e, dado que passámos de um prego para uma broca em 8 anos, o meu modelo matemático indica que deveremos ter rebarbadoras espetadas nos pneus em 2018. Esse deverá ser um Verão interessante...

26.1.10

Reciclagem de pneus

Desde a última arrumação que a minha garagem possui separação de lixos: Vespas para um lado, Lambrettas para o outro! [rim shot] Agora a sério, tenho um saco para o lixo tradicional, um para papel e outro para plástico, uma caixa para metal (que já existia), e ainda a garrafa do óleo velho. Faltava apenas tratar da pilha de pneus velhos que já me dava pelo peito!

Como eu descobri após uma curta viagem de bicicleta, pneus não são aceites nos Ecocentros :-\. Acho que o normal é as oficinas ficarem logo com os pneus velhos quando são trocados e tratarem elas da reciclagem; é por isso que se paga o ecovalor...


Pois bem, existem empresas como a ValorPneu que aceitam pneus usados (entre outros resíduos) gratuitamente para reciclagem, e cujos pontos de recolha estão espalhados por todo o Continente e Ilhas. No entanto, o processo não se revela tão imediato como dar um pulo ao Ecocentro ao fim-de-semana e esvaziar a bagageira. Eis a lista de passos:
  • descobrir uma empresa que esteja perto (fácil de fazer na internet);
  • entrar em contacto para confirmar a documentação necessária e marcar a entrega;
  • obter uma fotocópia do nosso cartão de contribuinte;
  • obter um impressozito básico fornecido pela empresa em formato electrónico;
  • obter uma GAR, ou Guia de Acompanhamento de Resíduos. Este último papel é o único que tem truque, já que é pago. Não sei se a INCM ainda vende os impressos em papel mas o impresso electrónico está aqui (ajuda para preenchimento aqui, o código LER para pneus usados é o 160103). Custa 43 cêntimos, e eu paguei usando um cartão de crédito virtual MBNet que criei na hora (não gosto de cartões de crédito!). A GAR apareceu na minha caixa de correio instantaneamente;
  • imprimir os documentos todos;
  • ir descarregar os pneus nas instalações acordadas.
Eu completei a lista hoje e o processo é bastante rápido, incluindo pesagem do carro antes e depois. A menina do balcão não gostou das minhas "cópias" da guia e queria que eu comprasse outro impresso em papel; tive que explicar que se tratava de um documento digital e, após um par de telefonemas para os superiores, a coisa passou. É tristemente claro que a lei do menor esforço dá prioridade a passar pelo pinhal no Domingo de manhã e a colocar o lixo na berma da estrada, mas fazer as coisas correctamente dá outra satisfação. Se quiserem, já sabem como.

16.11.09

Forqueta fresca


Já tenho a PX em casa com o "rabo" da forqueta totalmente reconstruído e pronto para mais duas décadas de serviço. Aproveitei o entusiasmo para trocar o pneu traseiro careca por um Michelin S83 novo (pareceu-me muito mais pesado que o Sava!). Seguiu-se pequeno passeio celebratório pelo rio acima e um haiku na minha métrica favorita 5-7-5 e com a tradicional referência à estação do ano.

À frente e atrás
Borracha francesa nova.
Pode vir a chuva.
Francesa de fabrico Sérvio, pronto. É a globalização.
    

21.9.09

Fiz uma quadra em Espanha

"Mete uns Zippy", ouço eu
Pela vigésima vez.
Para mim só há um pneu:
É o ésse oitenta e três.

25.6.09

15.4.09

A evolução do azul-cueca

Nestes difíceis tempos económicos que atravessamos é possível observar os efeitos da crise em variados níveis, incluindo no fenómeno azul-cueca. Muitos Vespistas não têm cash flow suficiente para revestir por completo uma large frame no malfadado tom, o que resulta numa cuequificação parcial:


Mas não desesperemos pois já surge gota no fundo do depósito. Os sinais da retoma económica começam a exibir-se, tal como o desaparecimento dos classificados da Super dos 6000 euros, indicação clara da sua venda após longo período de exposição pública. Com a economia de boa saúde os Vespistas poderão novamente restourar as suas Sprinters sem poupar no azul-cueca, e calçá-las com o melhor pneu de faixa branca que o dinheiro pode comprar, o Sava MC22 Elegance.


Este pináculo da tecnologia Eslovénia não só tem faixa branca, a companheira espiritual do azul-cueca, mas também ostenta um piso de carácter bastante desportivo: já não é necessário gastar tempo e dinheiro a meter g'anda barrote no motor quando podemos ter pneus que enganam os outros a pensar que temos g'anda barrote no motor. Outra vantagem é o facto deste MC22 existir apenas em medidas métricas e não na habitual configuração 3.50x10", o que distrairá o engenheiro da inspecção o suficiente para não notar os números de quadro martelados. Além disso, o raio do pneu chama-se "Elegance". Quem é que no seu perfeito juízo não quererá montar uns pneus de faixa branca "Elegance" na sua Sprinter azul-cueca com acessórios cromados?

Esta futura omnipresença do azul-cueca que assim se adivinha terá efeitos na cena scooterista nacional e nos próprios scooteristas. Da mesma maneira que o homo sapiens irá evoluir até se parecer com uma espécie albina de extra-terrestres pegajosos com longos dedos e cérebros pulsantes, também o scooterista evoluirá para um formato novo e inesperado:
  • a sua pele absorverá os pigmentos da tinta azul-cueca acabando por adquirir a mesma tonalidade;
  • para contrabalançar a pele azul, o vestuário usado será predominantemente branco para sustentar o efeito "pneu de faixa branca";
  • a procura insaciável por scooters cada vez mais exclusivas obrigará a LML a comprar uns moldes Piaggio no eBay e uns contentores de motores de cortador de relva a 4 tempos para assim poder lançar reproduções da GS150 a 1.499 euros;
  • finalmente, depois de 96% do parque scooterista se ter afogado no tsunami azul-cueca, os scooteristas em busca de status ver-se-ão obrigados a transitar para a segunda cor mais berrante da lista, o amarelo.
Estou certo que estas transições evolucionárias serão aparentes daqui a 4 ou 5 gerações; no entanto, graças ao super-computador também utilizado para modelar pneus de scooters clássicas, foi possível à Horta revelar já hoje uma simulação gráfica daquilo com que se parecerá um scooterista nacional típico no ano 2109:


Não é necessário um doutoramento em genética evolucionista para concluir que todos terão então que actualizar a sua tatuagem indicadora de status:



3.4.09

Com câmaras Antero à vontade eu acelero

Descobri recentemente (até que enfim aleluia!) a causa duma sucessão de furos deveras desconcertante que teve lugar durante o início do ano. Acho que furei mais nos últimos 6 meses que nos 6 anos antecedentes! O meu pneu Sava B14 sofria de algum tipo de herpes gangrenoso num dos flancos interiores que eventualmente furava as câmaras. Este pneu semi-novo, graças a este defeito de fabrico invulgar, foi assim relegado para funções meramente artísticas.

Eu ia ilustrar esta posta com aquela fotografia duma Sprint (?) azul-cueca com um atrelado azul-cueca que estava à venda nos classificados do costume, vocês viram-na? Ia photoshopar uma pilha de câmaras de ar no atrelado e lamentar-me acerca da necessidade de adquirir tal veículo para poder transportar a minha quota semanal de câmaras mas, misericordiosamente, não consegui re-encontrar a dantesca ilustração nas internétes.

Armado com um Sava B14 novo e decidido a colocar todas estas problemáticas pneumáticas à venda no OLX, procedi então à aquisição duma câmara de ar com o mais elevado nível de qualidade que é humanamente possível incorporar numa rodela toroidal de borracha, a câmara Antero.


As câmaras de ar Antero, como indicado na etiqueta dot-matrix-retro-chic, são armazenadas e/ou fabricadas na cave, como fino champanhe, para proporcionarem o máximo de sabor e frescura ao sortudo proprietário, ou seja, eu (parte-se do princípio que a cave das Indústrias Antero não inunda, claro). Assim, equipado com um pneu Eslovénio que está apenas um degrau abaixo do modelo Elegance disponível em gloriosa versão faixa branca, e com uma câmara de ar Antero armazenada e/ou fabricada num espaço fresco e afastado da luz solar directa, estou convencido que não furarei mais.

18.3.09

World domination FAIL

Quando eu uso fita adesiva para tapar furos depois de ter furado o pneu sobresselente e me terem vendido uma câmara de ar de válvula direita sem eu notar e a Assistência em Viagem querer enviar o veículo para a oficina mais próxima ao Domingo e não o ocupante, eu certifico-me que a cor da fita combina com o layout da Horta. Isto é falhar com estilo.


Não tentem fazer isto em casa. Eu sou um profissional treinado.

15.3.09

Porque caem os aviões

Os aviões são desenhados, construídos, pilotados e mantidos de maneira a que seja praticamente impossível a um único erro ou avaria colocar em perigo a segurança do vôo. Existe uma série de linhas de defesa que protege o avião, como folhas à volta duma couve. E a coisa até funciona bastante bem.

Num assunto não relacionado, hoje de manhã saí para passear e até apanhei aquele semáforo à saída de casa que está sempre vermelho em verde. "Bom presságio", pensei eu. Bem, mais ou menos. Para os lados de Espinho, numa estrada estilo via-rápida, furou a traseira. Aquilo abanou um bocado, como sempre, mas parei sem problema. "Já tive a minha emoção para este fim de semana", certo? Errado.

Primeira linha de defesa contra um furo: o pneu sobresselente. Pois foi mesmo este que furou, já que o pneu "oficial" anda furado há um mês e eu tenho tido preguiça de lhe trocar a câmara. Lá se foi a primeira linha...

Segunda linha de defesa contra um furo: câmara de ar sobresselente. Vocês não pensaram que eu andava à selvagem, sem pneu para trocar, pois não? Aquando do último furo comprei logo uma câmara que foi atirada para o porta-luvas, onde já lá estava a minha velha bomba de ar. Juntos estes dois elementos faziam a vez do pneu suplente, com a única desvantagem de adicionarem alguns minutos à reparação. Pego na câmara de ar, tiro-a da embalagem, e olho para a válvula em todo o seu esplendor erecto e linear. Não acredito nisto, deram-me uma câmara com a válvula direita na loja! Lá se foi a segunda linha...

Terceira linha de defesa contra um furo: a assistência em viagem. Raras vezes utilizei a assistência em viagem, mas considero-a uma ferramenta imprescindível. É a última e a mais segura de todas as linhas de defesa, a salvação quando tudo falha. "Fáxabôr, quero assistência", "sim senhor qual é a matrícula?, e onde é que o senhor está?, e qual o seu contacto? Ok, então é um transporte para a oficina", "não não, é para a residência", "a sua assistência em viagem só cobre o transporte do veículo para a oficina mais próxima, e não os ocupantes", "EIN? Hoje é Domingo, as oficinas estão fechadas! E eu, vou a pé? Esqueça." Eu tinha uma assistência em viagem mega-xunga e nem o sabia. Lá se foi a terceira linha de defesa...

Para que haja um acidente de avião, uma cadeia de pequenas falhas deve suceder-se numa sequência bizarra, contornando as várias linhas de defesa uma a uma. É como os buracos num queijo Suíço alinharem de tal maneira que se consegue ver através do queijo. Qualquer uma destas linhas de defesa tem a possibilidade de quebrar a cadeia de falhas mas, contra todas as probabilidades, tal não acontece. O resultado é aviões amassados e o Bob encalhado numa via rápida.

Agora que o mal estava feito, comecei a pensar na aterragem de emergência. Como sair dali? Lembrei-me dum velho truque utilizado por um amigo durante o Período Mesozóico do BTT nacional: enrolar fita adesiva de caixote à volta da câmara de ar. A minha saca das ferramentas tinha um rolo de fita eléctrica verde e foi mesmo isso que fiz - não se riam! - , enrolar fita adesiva à volta do furo. E funcionou! A câmara aguentou pressão (bendita bomba de bicicleta com 25 anos de idade) e o Bob saiu dali para fora!

Durante 10 minutos, pelo menos, até aquilo dar o berro por completo. Suponho que o furo da câmara deve ter evoluído catastroficamente para um rasgão, mas não antes de eu ter saído da via rápida e ter conseguido chegar a um posto de abastecimento onde pude observar a equipa do F. C. Porto a ir dar um passeio matinal. Finalmente sem opções, fiz algo que nunca sequer contemplei, em 11 anos de scooterismo clássico extremo: liguei à minha mãe e pedi-lhe para me vir buscar. Espero que a PX ainda lá esteja amanhã...

5.6.08

Manutenção adiada

Antes de ir aos Chaços, achei por bem realizar alguma manutenção há já muito tempo adiada. Como o meu cabo de embraiagem também tinha partido, acompanhando os dois cabos de mudanças que também falharam no espaço de 2 ou 3 semanas, senti que a PX me estava a dizer que precisava de alguma atenção. Para começar, troquei o pneu traseiro.


Eu não sou um grande fã da manutenção preventiva. Eu ando até dar problemas, depois faço mais 5.000 kms, e só depois é que mexo. Mas isso não é desculpa para andar com um pneu tão careca quanto o meu! "Façam o que eu digo, não o que eu faço". Portantos lá saiu o VeeRubber clone do S83 e lá entrou um Sava que estava guardado para a minha Sprint. É triste que o restauro da Sprint esteja tão parado que já começo a usar as peças para outras coisas...

7.4.08

Crazy Bob

Há uma marca alemã de pneus de bicicleta, a Schwalbe, que tem um modelo que se chama... Bem, vejam vocês mesmos...



A marca também tem pneus para scooter: o Raceman tem bom aspecto, e até existe um Iceman com 150 pitões! Interessante também é o relato da viagem Alemanha-Portugal-Alemanha realizada por um alemão numa Honda Bali 50cc. Mal chegou à costa Portuguesa, deu meia volta e voltou para casa. Doh!

13.2.08

Pneus do amor

Aparentemente, amanhã é Dia dos Namorados ou uma treta do género. Mais um dia prostituído e deformado pelo consumismo desenfreado e pelos seus lacaios, as corporações frias e gananciosas (sim, acho que devemos todos deixar crescer barba, viver numa cabana no meio do mato, e colocar bombas nas universidades e nas linhas aéreas). Numa demonstração inequívoca de génio e criatividade transbordantes, eu, Ranger Bob, apresento agora uma fascinante e trabalhosa ligação entre o tema das scooters clássicas e o Dia dos Namorados: pneus do amor.



Consigo imaginar os engenheiros taiwaneses debruçados sobre o terminal do seu super-computador Cray, à espera que os pesados cálculos do novo modelo virtual de performance de pneus terminem. Finalmente, a mensagem "Finished - rendering profile..." aparece no monitor e o grupo de técnicos em camisas de manga curta comprime-se inconscientemente na direcção do monitor. Uma imagem simulada de pneu começa a aparecer de cima para baixo, lentamente. Catorze pares de olhos fixam-se silenciosamente na imagem, como se pudessem acelerar o seu aparecimento com a força da visualização intensa. Aos poucos, o novo piso revolucionário que porporcionará tracção extrema a milhões de scooteristas clássicos é revelado em toda a sua glória: coraçõezinhos trespassados por uma seta com cupidos rechonchudos de lado! Os engenheiros guincham entusiasmados e trocam apertos de mão vigorosos. No dia seguinte, as acções da Michelin e da Continental caem vertiginosamente. Um empresário dos sapatos de São João da Madeira compra as duas empresas falidas e usa-as para ressuscitar a marca Mabor General, produzindo pneus com sandes de leitão e com o galo de Barcelos no piso, que obtêm algum sucesso no mercado Ibérico.

Tenho dois destes pneumáticos montados na minha DL, como novos. Qualquer leitor com descuido total pela segurança rodoviária em geral e pela sua segurança pessoal em particular, e que ache que seja divertido rolar na via pública com estes pneumáticos queriduchos, pode fazer-me uma oferta. Eu insultá-lo-ei em primeiro lugar, e vender-lhe-ei estas duas magníficas obras de arte borracho-circulares em segundo lugar.

21.12.07

"Mode from USA"

Aqui está uma foto da última Cafezada: o pneu suplente da Carina que por lá andava, da reputadíssima marca Kings Tire,- cof cof- ostentava a inscrição "Mode from USA". Qual o seu significado?

É difícil dizer. Se a ideia é identificar o país de fabrico como os Estados Unidos, então os Americanos que o fabricaram teriam acertado na maior parte da gramática. Assim, esta não faz sentido. A não ser que toda a companhia fosse constituída por indianos iletrados, à excepção do CEO. Duvidoso.

Suponhamos hipoteticamente que "mode" quer dizer moda. O pneu representa uma moda, então. E essa moda é... Pneus de borracha? Pneus redondos? Pneus de borracha redondos de tom escuro? Que giram? Não vejo nada que consiga agitar o mundo da moda... Temo que os fabricantes de acessórios e componentes para scooters de localização oriental/ asiática/ indiana estejam a produzir peças que são desenhadas e fabricadas por pessoas que não sabem falar Inglês convenientemente e que julgam que conseguem enganar os Ocidentais em algo tão básico como o país de fabrico. De certa maneira, é assustador...