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5.3.13

A estrada continua ou outra metáfora igualmente apropriada

Bolas, já é Março!?

Se estão a ler isto - uma posta nova num bloguér dedicado à Cena Scooterista Clássica Nacional (C.S.C.N.) - é porque a Cena Scooterista Clássica Nacional (C.S.C.N.) ainda não acabou. Mas... e o Apocalipse? Não acabou com tudo, como previsto inúmeras vezes pelo super-computador da Horta?

Nim.

O super-computador ainda está a trabalhar nesse problema (ou encravou, amanhã de manhã vejo se a ampulheta continua a rodar) mas o que acho que se passou é que o Scooterismo Nacional fez reset para 1994, como comprova este vídeo que postaram recentemente no Facebookér da Horta, entitulado "Super Vespa do Paixão - Charca da Urra ":


Potente. Tenho que ir em peregrinação a Charca da Urra.

Mas a questão permanece: porque é que não acabou tudo? Porque é que continuamos cá? Porque é que as pessoas continuam a gostar de pneus de faixa branca? A minha resposta é que o Apocalipse foi deflectido pela Vespa Com Maior Número de Catadióptricos da Comunidade Scoterista Clássica Nacional (V.C.M.N.C.C.S.C.N), esta magnífica FL2.

Untitled

Se forem de inclinação científica, a explicação tem a ver com buracos negros, a dualidade onda/partícula da luz visível e a elevada área reflectora. Se, por outro lado, forem de inclinação espiritual, a explicação foi a intervenção divina da Nossa Senhora da Top Case, também ela devidamente reflectorizada nos pés e no peito.

Untitled

Sim, porque a Nossa Senhora não estava lá há um ano atrás!

Assim de repente estas fotografias parecem estar meio desfocadas ou tremidas mas o que se passa na realidade é que, em 1994, as máquinas fotográficas digitais ainda eram muito primitivas. E, dado que retrocedemos tanto no tempo, aproveito para anunciar que compro Vespas 150 e Rallys até 30 contos. Acreditem que isto das lambretas antigas vai pegar.
   

22.3.11

Acne catadióptrico

(a posta de hoje é dedicada à malta de Lisboa, que até consegue agarrar a andar de bicicleta)

Ainda estão interessados em pintar a vossa Vespa no tom azul-cueca da iluminação acessória, certo?

Tarde demais! Essa tendência já chegou e partiu mais depressa que uma Lambretta Inglesa. Faróis adicionais são tão Fevereiro! A nova tendência vem de Matosinhos e foi capturada digitalmente pelo Sam. Reflectores. Muitos.

reflective FL2
Foto do Sam

Eu contei mais de 50 reflectores afixados a esta pacata FL2! É uma quantidade épica que destrói o recorde prévio detido por este Ape, mas que é conseguida  apenas com a ajuda da área suplementar da top-case e com uma fuga pouco significativa para as laterais do veículo. Esta nova tendência de Março promete mudar a dinâmica de stocks das agências Norauto nacionais, com camiões TIR carregados de faróis a darem meia-volta para irem buscar carregamentos urgentes de reflectores ainda morninhos do molde.

Vamos fazer o resumo, então: os reflectores são os novos faróis adicionais (a taxa de câmbio é 13 reflectores para 1 farol), as top-cases são os novos porta-couves, e o acne catadióptrico é o novo azul-cueca da iluminação acessória. Para evitarem a hora de ponta na Norauto, eu vou-vos revelar já, em exclusivo total, a tendência de Abril: autocolantes de águia, daqueles grandes que se punham nos capôs dos carros. Uma top-case XXL é aconselhada.
    

20.1.11

O senhor de idade e a sua FL2

Eu tinha-me aventurado a pé numa zona da cidade que não conhecia bem. Era um sítio cinzento e feio, polvilhado com bairros sociais deprimentes, e em cada esquina um grupo de jovens com os capuzes das sweatshirts puxados para cima falava alto.

Um senhor de idade destapou a sua FL2 precariamente armazenada no jardim e observou atentamente o prato eléctrico, tentando descobrir uma avaria invisível pelo poder da contemplação. Por acaso eu tinha a GoPro no bolso e disparei uma chapa subreptícia.

fl2

Não sei se a avaria foi consertada. Suspeito que o motor ferido foi novamente tapado com o cartão e ficou à espera de outro round. Desejo sucesso ao senhor de idade no seu empreendimento de devolver esta scooter à estrada, e conto regressar ao lugar deste avistamento para descobrir se a Vespa continua parada no jardim.
     

5.4.08

"Identifique-se!"

Outra curiosidade da Automobilia. Este cavalheiro, desejoso de aumentar o índice de reconhecimento da sua FL2 (?) como sendo uma Vespa autêntica e clássica, decidiu aparafusar um disitintivo script clássico ao guarda-lamas. Se ele o pusesse ao contrário, estilo AICNÂLUBMA, para impressionar o condutor precedente pelo espelho retrovisor, isso sim é que teria pinta. Mesmo assim, as risquinhas vermelhas e os reflectores moldados transportam este humilde veículo vários degraus acima na escada social do parque motorizado de Musgueira de Baixo. Pimp it!

14.1.08

Outra TT urbana

Bob phone home! Agora que a nave-mãe me devolveu a casa, posso continuar o meu trabalho em direcção ao domínio mundial armado com um PC e uma máquina fotográfica do início do século. E começo já com mais um capítulo do livro "Adolescentes com rebarbadoras" (outro aqui).


Por onde começar? Esta FL2 estava parada à frente de minha casa, a desafiar-me para eu a fotografar. Os cortes são bastante básicos (não confundir com discretos) mas o verdadeiro mérito está na escolha das cores e no banco modificado. Desconfio que a escolha das cores nunca existiu, e apenas foram usados restos de tinta que lá andavam na garagem, e que combinam bem se formos daltónicos à noite durante um eclipse total.

Mas a pintura é apenas superficial. O banco revela verdadeira capacidade de engenharia, habilidade manual, imaginação inovadora e um motor fraco que não aguenta com passageiros. Bastante descascada, esta FL2 apresenta um mini-farolim traseiro e guarda-lamas gueto. Estranhamente, os piscas dianteiros mantiveram-se apesar dos traseiros terem ido para um sítio melhor. No geral, esta máquina escapa muito à justa com uma avaliação positiva. Recomendo uns pneus de taco urgentemente para eliminar o factor poser.

6.11.07

TT todos os dias

E na secção de Scooter Spotting desta semana, apresento-vos a Vespa TT que serve como transporte diário escolar a algum adolescente entusiasta dos formatos de competição fora de estrada.

Este exemplar parece-me ostentar um nariz de FL2, mas o resto é ireconhecível para qualquer pessoa que não possua um doutoramento em Arqueologia da Universidade de Pontedera. Os cortes radicais e os tubos de reforço não deixam dúvidas em relação ao que é anunciado pelo desaparecimento de grande quantidade de peças estéticas: esta é uma máquina de TT puro e duro. Os pneus de estrada são a única concessão a esta filosofia, e demonstram uso regular no ambiente urbano.

As cores são positivamento horríveis, com um misto de rosa vomitado em cima de um preto gorduroso. Também se pode observar um surto inexplicável de cor no amortecedor traseiro, e um boneco qualquer dos desenhos animados pendurado do cabo da vela (???). O motor apresenta uma tonalidade e textura típicas de uma tábua das obras. O autocolante "Mountain Biking UK" demonstra que o proprietário tem extremo bom gosto na selecção de revistas de bicicletas de montanha, ou que só comprou aquela porque trazia autocolantes.

Se é verdade que as crianças são o futuro, então o futuro do parque Vespista nacional será PKs e FL2s cortadas, misturadas com algumas LX em estado imaculado. Estas últimas pertencerão a raparigas, sem dúvida.

[A música do dia é Rescue Me. Sabiam que não é da Aretha Franklin? Pois, eu também não sabia...]