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31.10.16

Rui Heinkel, venha buscar a sua prenda

Parece que o Rui Heinkel faz anos, por isso fiz-lhe uma prenda. Como é patente a sua inclinação pouco saudável por scooters germânicas de índole náutica, decidi-me por uma interpretação "retro" de um reclame com o logótipo Heinkel antigo.

retro Heinkel logo sign

A madeira do fundo é de um caixote de fruta que encontrei na rua e as letras foram feitas em contraplacado que o Aki estava a deitar fora.  Montes de pedigree, portanto. O aspecto envelhecido não é para dar classe, é mesmo para disfarçar os defeitos.

retro Heinkel logo sign

É incontornável, no entanto, que o blógue do Rui Heinkel tem 38 postas dedicadas à Lambretta mas apenas 24 dedicadas à Heinkel. Talvez deva antes ser Rui Lambretta...

Imagem via Scooterlounge
    

3.1.11

De Heinkel até à Alemanha

Esta é para arquivar no ficheiro "viagens épicas". O Klaus e o José, nas suas Heinkel 103A2, foram a rolar até à Alemanha no Verão passado para participar no 27° Encontro Internacional da Heinkel, o Heinkeltreffen.

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O itinerário aproximado passou por Vila de Rei, Salamanca, S. Sebastian, Limoges, Estrasburgo, Bensheime e, finalmente, Olpe, a 80km a Leste de Colónia. Foi mais de uma semana na estrada para percorrer os 3000km de distância, a uma velocidade de cruzeiro que roçava os 80 e com etapas diárias de 400/500km.

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Ao pé de Bordéus o regulador da mota do Zé avariou e a solução foi comprar uma bateria de automóvel que fez o resto da viagem no estrado. O Klaus partiu um perno da jante de trás e, noutra ocasião, teve um problema com o carburador que lhe custou quase duas horas. Mesmo assim fizeram 600km nesse dia!

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Os dois bravos Henkelistas chegaram tranquilamente a esta concentração "espectacular" onde encontraram mais 600 participantes, canecas de cerveja a euro e meio, e um prémio com o seu nome. Poderão ler toda a aventura na revista Topos e Clássicos de Janeiro, já nas bancas, e ver as restantes fotos aqui ou aqui em slideshow. Respect!
 

11.5.10

As plaquinhas Simotal

Conta a lenda que, há muito tempo atrás, as Heinkels eram importadas pela Simotal. Não faço ideia porque é que a senhora se chamava Simotal (acho que deve ser um nome Chileno ou Peruano ou algo do género), e muito menos porque é que insistia em marcar as Heinkels que vendia com uma plaquinha com o seu nome, geralmente na área adjacente ao guiador.



A malta das Heinkels adora estas plaquinhas e espumam-se todos com elas, de tal maneira que até as reproduzem para as adicionar aos seus restauros. No entanto, gostava de os ver a reproduzir esta! Ahah! Já não é tão fácil, pois não? Talvez se ligarem para o 776319 eles ainda tenham algumas plaquinhas NOS...

12.12.08

103A1

Eu tenho uma relação amor/ódio com restauros. Basicamente, eu amo odiar restauros.

Assim, quando ouvi falar duma Heinkel restaurada em exposição na loja da Ascari, senti algo nem de longe parecido com entusiasmo pois só há uma coisa pior que um restauro de atrelado, é um restauro para exposições. Felizmente que este não é o caso, pois não só esta Heinkel 103A1 de 1960 cumpre os meus critérios mínimos de qualidade de restauro, mas também não é nenhuma "trailer queen": esta vetusta senhora anda regularmente e até cumpriu uma pequena passeata chamada Lés-a-Lés, onde realizou 1500kms em 30 horas (edit: aqui em PT). Ora ISSO é um restauro. (o capacete a combinar é que é... enfim... ^-^ )


Mas o que é que poderá ter motivado este episódio de exposição pública? Eu conheço o dono e sei que ele não está interessado em fazer inveja com as suas scooters (eu sei, há pessoas esquisitas! Para que é que serve uma colecção de scooters, então?!...) e nem está interessado em ofertas de compra, por isso desenvolvi uma teoria alternativa. É o efeito "ninho de cuco", onde as scooters mais fortes empurram as mais fracas para fora do habitat. É para prevenir este efeito que mantenho um rácio Vespas/Lambrettas na minha colecção nunca inferior a 2, não é por gostar de Lambe-gretas. Para compreensão total deste fenómeno criei assistência audio-visual :


E agora a parte áudio: "Nããããããããããããããããoooooooooooo.... (a diminuir de volume gradualmente) - SPLAT! Sim, eu sei que não pesco nada do Gimp. Foram as minhas primeiras transparências, ok? Não tenho ficado exactamente deslumbrado com a qualidade das vossas contribuições photoshopadas...

26.2.08

Confissões de um pecador

Esta mensagem pungente materializou-se na minha caixa de correio e achei por bem partilhá-la com todos vocês, na intenção de afastar os jovens dos maus caminhos. Mais dramática se torna por lidar com uma scooter germânica normalmente associada com classe, elegância e sofisticação. O conhecido protagonista identificou-se, mas vou dizer que a mensagem é anónima pois dá mais pinta. Imaginem aquelas silhuetas pretas das testemunhas que não querem aparecer na televisão, e leiam esta triste história com uma voz distorcida electronicamente.

Pelos meus 20 anos, fartinho de levar coça de tudo o que era DT’s, RZ’s e sucedâneos, decidi que havia de arranjar maneira de fazer a Heinkel arrastar os seus 150Kg mais depressa que aqueles mosquitinhos zumbidores. E arranjei: culassa rebaixada, pistão com as saias cortadas, carburador maior e outros pozinhos, a agora conhecida como Floribela* andava que se fartava, levando-me a comportar como qualquer vulgar motoqueiro jagunço, mas mais depressa ainda. Foram dias de glória imensa, mas poucos dias.

Uma bela noite, a subir D. João IV, bem depressinha e todo contente a atirar fumo aos mosquitos furiosos que não se conformavam em aceitar a superioridade evidente da Heinkel, curiosamente mesmo em frente a um concessionário da Vespa que ainda agora lá está embora fechado, a magnifica germânica bufou, resfolegou, deu um estrondo e parou!

Biela partida, cambota empenada, cárter furado e o dono %&##”$%&& e apeado, claro. Uma parte do resultado encontrei-o agora e não podia deixar de o partilhar contigo. Continuo a procurar o resto.

Chamo a atenção não só para a reduzida altura do pistão que, recordo-me, foi cortado com um serrote, qual mini-saia, a aba partida pela biela na sua saída furiosa, e as várias “pancadinhas” que as válvulas iam dando no pistão.

Mas andava… e muito.

Afinal não são só as Vespas que avariam.
* Nome fictício para protecção dos envolvidos