17.1.07

Dia 3 - ainda na desmontagem

Ao terceiro dia saltaram fora o balon esquerdo, a porta do balon, as letras traseiras e a tranca de direcção que teve de ser brocada (não há chave). Também tentei desmontar as jantes mas as porcas nem se mexeram. Bala para cima e tenta-se depois. E assim se passaram umas horitas a lutar contra parafusos enferrujados e a arranhar os dedos.



O perno posterior do balon do motor (que fixa a traseira do balon ao quadro) desapareceu nalguma altura da vida desta Vespa e foi substituído por um parafuso, uma porca e uma anilha. Farmer bodge! Para me alegrar, o balon ainda trazia a golpilhazinha de origem que prende a borracha do balon lá atrás. Me gustan mucho las mariconices originales. Também as letras traseiras estavam presas com os freios originais. Já comprei destes freios, foi mais fácil do que pensei. Não há desculpa para rebitar as letras no sítio!



O meu guarda-lamas está todo podre e irrecuperável. Tenho um guarda-lamas novo de concorrência mas não é exactamente igual. O de origem apresenta um rebordo bem marcado à frente e dos lados, enquanto que no de concorrência esse rebordo quase que nem se nota. Outra coisa a resolver.



A tampa do ventilador (a de cima) tem os furos de fixação partidos. Tenho mais 4 ou 5 no armário mas metade delas também estão assim. A outra metade tem os furos direitos mas estão todas amassadas L. Mais um item na lista de compras. O poço do depósito tem bom aspecto excepto lá em baixo, onde continuam a aparecer lascas carcomidas de aço ferrugento. A cor de origem, um cinza metálico, vê-se bem na esquerda do quadro, entre o cinza-ferrugem e o cinza-traineira-protector-de-interiores.


Dia 2 - desmontagem continua

Desmontei os frisos do bacalhau (parafusos calcinados), fecho do balon do motor, frisos do chão, bichas e todas as peças do guiador. O gancho de bagagem não quis sair, graças a parafusos calcinados. Tive que brocar as cabeças dos ditos. Também comecei a desmontar a forqueta.

O guiador possui, por baixo, quatro furos roscados M8. Nesses furos, estavam fixos uns ferrolhos enormes para segurar o retrovisor e talvez um pára-brisas, graças a um conjunto de parafusos grandes e muito mal-encarados. Depois de sair isso tudo, deu para ver que três desses furos tinham sido alargados, para além de terem a rosca em mau estado. Um desses furos foi tão mexido que acabou por abrir um buraco no topo do guiador. Acho que o guiador ainda se salva, mas terá tudo que ser reparado.

Dia 1 - desmontagem

Este é o relato do dia 1 do restauro. Na realidade o dia 1 ocorreu em Outubro, tenho que recuperar o atraso do blog em relação ao trabalho já efectuado. Quando os relatos ficarem em real-time eu aviso e fazemos um networking dos uploads via multitasking online.

Procedi à desmontagem do depósito, amortecedor traseiro, instalação eléctrica, matrícula, farolim, descanso, bacalhau, cabo do ar, rectificador e fechadura da mala. Os frisos de alumínio do chão ainda estão fixos com os rebites de alumínio de origem. É um bom sinal, quantos mais parafusos e fixadores de origem eu encontrar, menores são as possibilidades de a Vespa ter sofrido uma reparação grande ou repintura, devido a acidente ou causa semelhante. Os batentes de forqueta do quadro parecem razoáveis, mas o melhor é verificar a brecagem com a forqueta no sítio mais tarde.

Muitos parafusos estavam completamente imobilizados pela ferrugem e tiveram que sair à rebarbadora. Os parafusos do descanso eram um de cada nação, o que significa que já foram mexidos. Fartei-me de tirar lixo de bicharada e insectos. Algo me diz que esta Vespa, depois de desmontada, não foi guardado num armário da sala de jantar, embrulhada num paninho que não deita pêlo. Também saiu muito metal ferrugento de dentro do túnel, mau sinal!

O farolim é o de origem e está em bom estado, excepto por uma das “hastes” que suporta a lâmpada dos mínimos estar partida. Tenho alguns farolins no armário que posso usar, mas esta avaria dá-me mesmo a desculpa que preciso para um projecto Bob-trónico. Me aguarda.