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3.9.18

Bob tenta pôr a sua Lambretta a andar, parte I

Há muito tempo, numa terra distante, comprei uma Lambretta (ou cinco, mas vamos falar desta). Consegui pô-la a andar mas o motor estava muito gasto. O depauperado propulsor foi ao Neca e sofreu uma reconstrução total. Trouxe-o para casa, montei-o no sítio, mas a torneira não deitava gasolina que se visse e isso bloqueou as actividades. Até ao fim-de-semana passado, quando peguei numa torneira nova de substituição (só demorei dois anos a encomendá-la...) e desci à garagem.

 
A torneira duma Lambegreta desmonta-se muito mais facilmente que numa Vespa, basta uma chave 19 pelo lado de fora. Ora não sei porque razão eu parti do princípio que o depósito estaria vazio ou quase, mas rapidamente verifiquei que tal não era o caso quando me vi obrigado a lidar inesperadamente com dois litros de combustível em fluxo gravítico, a metade dos quais não jorrou directamente para o chão. #cérebroempontomorto


Quando digo "combustível" estou a ser generoso. Era um líquido de origem fóssil, verdade, mas estava de tal modo fermentado e podre que duvido seriamente ser capaz de qualquer tipo de combustão. A cor era laranja e o cheiro picante entrava pelo nariz e continuava a subir até fazer arder os olhos pelo lado de dentro. Só aguentei mais meia hora na garagem.


Não sou especialista em Lambrettas mas creio que o depósito não deveria estar cheio de terra?!... Parece terr... ah porra não é terra, é ferrugem. Quantidades indescritíveis de ferrugem. Comecei a perceber porque é que a minha torneira antiga não funcionava... Bem, acho que o depósito vai ter que sair para ser limpo. E eu a pensar que era só uma horita até ter o bicho a roncar, duh. Toca a desmontar, não é hoje que a Lambretta faz fumo.
 

Vocês não estão bem a ver o lodo de óxido de ferro que saiu do depósito. Parecia bolo de chocolate, daquele molhadinho.


Ando a estudar electrólises e banhos de vinagre e chocalhamento de gravilha/parafusos/corrente de mota, mas sem conclusões sólidas até ao presente. Por acaso alguém tem um depósito de Lambegreta barato? Sem bolo de chocolate dentro? Não preciso da torneira, obrigado, mas tenho uma levemente usada para vender, é só passar um paninho.


Bem, a parte II aparecerá aqui. Ainda este ano seria fixe.
    

9.8.16

A Pior 50s Do Mundo

"Vendo uma 50s podre, sem documentos. Tudo o que se mexe está agarrado e tudo o que não se mexe está podre. Escusam de me dizer para a colocar no lixo pois foi de lá que ela veio. :)"

"Quero limpar o alpendre, vem buscar a tua Vespa." Há muitos anos, o meu pai arrastou para casa este putrefacto exemplar de 50s que encontrou depositado no lixo. Bastaram dois segundos para conceder o benefício da dúvida ao proprietário prévio e à sua reforma pragmática da peça em questão.

Carregada* às 17 horas da tarde, atirada para o mini-bunker às 19, vendida e colocada na carrinha do comprador às 22. Não posso dizer que vá ter saudades dela.

rotten Vespa

rotten Vespa

rotten Vespa

rotten Vespa

rotten Vespa

rotten Vespa

rotten Vespa

* coube com facilidade na mala de um Fiat Punto, em virtude da flexibilidade extra adquirida pela zona central do chassis nalgum canto esquecido de um campo de batatas ao longo de vários e húmidos anos
      

9.3.11

Foto do dia

A foto do dia de hoje não pode ser embebida aqui no blógue por motivos técnicos, mas essa é uma bênção disfarçada pois significa que a poderão apreciar em tamanho grande no vosso monitor.

Se tomarem em conta a minha predilecção por Super Sports e por pinturas coçadas/ ferrugentas/ preto-foscóides, então compreenderão porque é que tive um acidente de roupa interior quando esta imagem apareceu no meu ecrã. Talvez seja ainda mais pornográfica que o raio da GS Kaneban. Oh yeah baby, a ferrugem é o novo preto-fosco e a SS é a nova GS.