13.10.17

Bob tenta estofar um banco de Vespa, parte 1

O estofo da PX está todo rachado graças aos vincos que aparecem por baixo das coxas, e tal tem impreterivelmente que ser remediado antes do Inverno! "Não pode ser assim tão difícil fazer uma capa nova", pensei eu, "já fiz uma bolsa de ferramentas e tudo."

Uma ida à baixa depois, encontrei-me proprietário de um belo pedaço de napa castanha.


Para desmontar o banco é só desapertar os parafusos da dobradiça. Para retirar a capa de tecido é necessário remover umas dúzias de agrafos, levantando-os ligeiramente com uma chave de fendas primeiro, e puxando-os com um alicate segundo.

A meio do processo decidi que precisava de comprar um agrafador. Já vi estofos colados mas desconfio que não dará para esticar bem a capa, agrafos serão preferíveis #palpite. Há mais uns parafusos pequenos que fixam a fechadura e, por trás desta, encontra-se uma chapa ferrugenta. :\


A dobradiça está rebitada à base de plástico e tem que ser retirada para se obter acesso aos agrafos do nariz do banco, que estão escondidos pela dita. Quando chegar a altura da remontagem, só poderei re-rebitar a dobradiça depois dos agrafos estarem colocados - pelo menos os do nariz.

Nesta foto nota-se uma "saia" preta que existe em todo o perímetro da capa na zona inferior onde ela dobra para dentro do banco, e que também está presente na capa antiga (vê-se bem na primeira foto). Não sei para que serve, talvez seja para facilitar a dobra ou para o interior do banco ficar todo preto... De qualquer modo, é uma característica que irei eliminar.
 

Sai a dobradiça e pode sair a capa. O interior de espuma está só pousado na base de plástico e a desmontagem está completa.
 

Posso agora desfazer as costuras da capa para a reduzir aos seus painéis básicos: o grande do meio, um pequeno à frente no nariz, e o painel de trás que é o que todos vêem quando passo por eles com o meu g'anda barrote.


Fiz moldes dos três painéis.


A seguir viria a parte da costura mas a máquina avariou instantaneamente, facto ao qual eu posso não ser completamente alheio #fail. Montei tudo outra vez, prendi a capa antiga dos ETs com meia dúzia de agrafos (era a única que ainda estava inteira), e levei a máquina de costura à loja.

Talvez haja uma parte 2.

(não tenho uma tag para banco ou assento, incrível)
    

28.9.17

Mini-review do kit de machos do Lidl


O bom:
- é barato, 12€99 creio. Comprei este kit mais pelas pegas para girar os machos e as tarrachas, já que comprar as pegas separadamente custaria o mesmo que o kit inteiro;
- tem um de cada. A lista de medidas incluídas cobrirá praticamente todas as necessidades de mecânica geral, e até inclui a obsoleta medida M7 que era utilizada nos parafusos do motor e do depósito das Vespas antigas.

O mau:
- a qualidade do metal. As letras HSS não são vistas em lado nenhum e, consequentemente, assume-se que o aço será do tipo "chinesium", mais quebradiço e menos durável que o aço utilizado em ferramentas de corte decentes;
- cada medida apresenta um único macho. Os machos costumam vir em conjuntos de três, com um macho cónico para iniciar o corte, um macho "normal", e um terceiro de acabamento ou de ponta cortada para furos cegos.

O veredicto:
- recomendado com condições. Comprem um destes se não tiverem nada do género, pois é um ponto de partida barato e abrangente, muito útil para limpar e consertar roscas. Se tiverem que roscar a sério ("roscar a sério", parece algo indecente), comprem o conjunto de três machos da medida que precisam (apenas 3 ou 4 euros numa loja de ferramentas) e usem as pegas do Lidl. Não se esqueçam de aplicar óleo e recuar com regularidade para evacuar as aparas.
  

11.9.17

Há 15 anos: 2ª concentração de Vila Real

Já só faltam quatro postas da série "Há 15 anos" contando com esta, e vou despachá-las todas nesta semana. Não serão no dia correcto, por culpa da hibernação estival, mas andam lá perto mais mês menos mês. Beijinhos!



 








6.7.17

Visita ao Vespa Clube de Guimarães

Visitar o Vespa Clube de Guimarães já estava na minha lista de coisas a fazer há alguns meses e felizmente - talvez incentivado pelas boas novas da concentração mundial em Guimarães em 2020 - risquei o raio da tarefa na sexta-feira à noite.

Como diz a parede, este clube dá realmente a sensação de ser uma grande família, com boa disposição e hospitalidade em abundância. Para além disso, há ainda um esforço meritório de solidariedade social - o VCG ajuda o próximo, em vez de ser só copos e quilómetros. Isso compensa em parte as cadeiras de cor azul-cueca.

O clube e os seus sócios não são estranhos a longas viagens de Vespa, como o atestam várias fotos nas prateleiras, e existe um livro onde estas são registadas para a posteridade. Boa ideia! Ah, e também há uma icónica escultura duma Vespa em pedra à frente da sede. #selfiespot

Os vespistas vimaranenses estavam ocupados a ultimar os preparativos para a concentração grande deste fim-de-semana, de nome À Conquista, que esgotou as 250 inscrições disponíveis, mas ainda houve tempo para pão-de-ló. Calorosos cumprimentos, colegas, e voltarei a Guimarães no Sábado para espreitar o vosso ajuntamento que se afigura épico.