31.1.10

Horta @ Omni

Os colegas da Omniwear mandaram uma posta no seu blog dando um toque aqui à Horta, e dizendo que somos os "gurus da coisa". Embora não me considere como líder espiritual de ninguém, é verdade que tenho poderes sobre-humanos.

Horta @ Omni

Não é a primeira vez que a Horta aparece nas páginas desta conceituada marca nacional, e espera-se que não seja a última. (não se esqueçam que eu estou a dar um boné Omni Servizio! Basta pedi-lo!)

30.1.10

"Domibodge"

Já todos vimos na net fotografias que demonstram a verdade escondida por debaixo da tinta colorida e dos cromados brilhantes dos Vietbodges, mas é raro poder ver um ao vivo com esse detalhe. Hoje tive o desprazer de contemplar um bodge autenticamente dantesco em todo o seu esplendor, não Asiático mas originário da República Dominicana.

Mas a República Dominicana está a 20.000 quilómetros da Ásia, dizem vocês; há provas fotográficas abundantes que estamos a lidar com a mesma categoria de sucatice universal que se vê na Ásia. Voltando às fotos, devo dizer que estas não conseguem transmitir completamente a dimensão da podridão e a quantidade louca de remendos gangrenosos que afligiam esta pobre Vespa.

"Vietbodge" from the Dominican Republic
O guarda-lamas nem foi para decapar, de tão podre que estava. Uma camada absurdamente espessa de betume tornava-o lisinho e bonito de se ver, como acontecia ao resto das peças de chapa.

"Vietbodge" from the Dominican Republic
Esta "colecção de cromos" nem era metade dos problemas na traseira. Os remendos estavam simplesmente pousados por cima da chapa podre; espreitando por baixo viam-se os buracos respectivos, cada um deles mais disforme e assustador que o outro. Toda a zona da matrícula era um grande remendo, e o topo por trás do depósito estava todo afundado, com um buraco enorme no meio, e uma chaporra soldada a tapar tudo.

"Vietbodge" from the Dominican Republic
A zona do distintivo do avental, com uns nacos de chapa em cima. O betume espesso escondia tudo, incluindo as costuras e vincos típicos dum quadro de Vespa que ficaram completamente enterrados e invisíveis.

"Vietbodge" from the Dominican Republic
Um bocadito do chão. Assim de repente conto 5 remendos diferentes e dois tipos de solda. Não preciso de mostrar como estava por baixo, pois não?

"Vietbodge" from the Dominican Republic
O balon esquerdo era lixo. Em vários sítios era só buraco - devem ter ficado sem remendos...

"Vietbodge" from the Dominican Republic
Esta fez-me rir: o suporte do estofo do banco foi feito com fio eléctrico e bicha de travão velha!

Alguns continuam a achar que é uma boa oportunidade mandar vir uma Vespa de terras distantes, e têm o direito à sua opinião. Eu não vejo razão para preferir mandar vir uma máquina estrangeira duvidosa quando, pelo mesmo preço, podemos mandar fazer um restauro nacional a uma Vespa nacional, e acompanhar o processo com os nosso olhos. Sejam exigentes quando comprarem uma Vespa restaurada, qualquer que seja a sua origem!

[Edit: As jantes! Estavam podres E soldadas!]


26.1.10

Reciclagem de pneus

Desde a última arrumação que a minha garagem possui separação de lixos: Vespas para um lado, Lambrettas para o outro! [rim shot] Agora a sério, tenho um saco para o lixo tradicional, um para papel e outro para plástico, uma caixa para metal (que já existia), e ainda a garrafa do óleo velho. Faltava apenas tratar da pilha de pneus velhos que já me dava pelo peito!

Como eu descobri após uma curta viagem de bicicleta, pneus não são aceites nos Ecocentros :-\. Acho que o normal é as oficinas ficarem logo com os pneus velhos quando são trocados e tratarem elas da reciclagem; é por isso que se paga o ecovalor...

Tire recycling

Pois bem, existem empresas como a ValorPneu que aceitam pneus usados (entre outros resíduos) gratuitamente para reciclagem, e cujos pontos de recolha estão espalhados por todo o Continente e Ilhas. No entanto, o processo não se revela tão imediato como dar um pulo ao Ecocentro ao fim-de-semana e esvaziar a bagageira. Eis a lista de passos:
  • descobrir uma empresa que esteja perto (fácil de fazer na internet);
  • entrar em contacto para confirmar a documentação necessária e marcar a entrega;
  • obter uma fotocópia do nosso cartão de contribuinte;
  • obter um impressozito básico fornecido pela empresa em formato electrónico;
  • obter uma GAR, ou Guia de Acompanhamento de Resíduos. Este último papel é o único que tem truque, já que é pago. Não sei se a INCM ainda vende os impressos em papel mas o impresso electrónico está aqui (ajuda para preenchimento aqui, o código LER para pneus usados é o 160103). Custa 43 cêntimos, e eu paguei usando um cartão de crédito virtual MBNet que criei na hora (não gosto de cartões de crédito!). A GAR apareceu na minha caixa de correio instantaneamente;
  • imprimir os documentos todos;
  • ir descarregar os pneus nas instalações acordadas.
Eu completei a lista hoje e o processo é bastante rápido, incluindo pesagem do carro antes e depois. A menina do balcão não gostou das minhas "cópias" da guia e queria que eu comprasse outro impresso em papel; tive que explicar que se tratava de um documento digital e, após um par de telefonemas para os superiores, a coisa passou. É tristemente claro que a lei do menor esforço dá prioridade a passar pelo pinhal no Domingo de manhã e a colocar o lixo na berma da estrada, mas fazer as coisas correctamente dá outra satisfação. Se quiserem, já sabem como.

25.1.10

Pistol Pete

O Pete Cervantes é um tipo simpático que mora para os lados de Santa Cruz, Califórnia. Gosta de viajar, de fotografia e de Vespas, sendo que esta última paixão já tem 25 anos de idade. No seu Flickr podemos encontrar montes de fotos giras de concentrações nos Estados Unidos e na Europa, que Pete insiste em documentar com o seu olho fotográfico.

Também conhecido como Pistol Pete, o nosso colega tem planos para nos visitar por ocasião do Vespa World Days em Fátima, atravessando o Atlântico para não perder essa grande festa. Enquanto não chega a data, ficamos com uma selecção das suas fotos para nos inspirar e combater o mau tempo.


[Edit: aqui em tamanho maior, recomendado]

22.1.10

Resistência em Leiria

Amanhã parece que vai haver um convívio de Resistência extracampeonato em Leiria, para aquecer o ano novo. Passem por lá se estiverem na zona. Se não estiverem, fica aqui uma reportagem reciclada dos 300kms de Abrantes (?) para cortar a fome.



18.1.10

A fábrica da LML

Acabadinho de chegar à internet, um vídeo da fábrica LML! Vêem-se 3 máquinas a 4 tempos no início, as prateadas. O que não se vê é muita actividade e pessoas a mexerem-se como se tivessem um trabalho para fazer. Será a hora do almoço?



14.1.10

O Ralf da SIP é meu amigalhaço

Depois de uma foto minha ter aparecido numa newsletter da SIP Scootershop sem autorização, entrei em contacto com a SIP e um dos chefões, o Ralf Jodl, explicou-me que já tinha mandado chicotear o seu webmaster. Muito cordialmente, ofereceu-se ainda para fazer algo para me compensar ao que eu imediatamente retorqui com um berro primordial de "carters cromados!" Felizmente o meu impecável bom gosto tomou as rédeas da situação e, em vez de cometer algum erro imperdoável relacionado com peças tuning gratuitas, decidi antes cravar-lhe uma entrevista.


Entrevista ao Ralf da SIP

Idade: 35.
Comida favorita: Todos os tipos de pasta.
Filme favorito: "Four Rooms", Quentin Tarantino.
A tua primeira scooter: Vespa PX80.
A tua última scooter: Vespa SS 180.
A tua scooter favorita: Vespa GS 160.
Clássica ou automática? Definitivamente CLÁSSICA [capitalização do entrevistado]
Cromado ou preto-fosco? "Chrome won't bring you home, matt-black will bring you back".
Estrada favorita para scooterizar: A travessia de montanha Brenner de Innsbruck na Áustria para a Itália, a estrada velha. Já a fiz mais de 40 vezes em Vespa, simplesmente a melhor.


Hobbies para além das scooters: Mercedes clássicos.
Como é que entraste no scooterismo? Eu queria mobilidade quando fiz 16 anos. Todos na escola tinham uma Vespa e era muito "moda" na altura, por isso eu precisava de ter uma também. Rapidamente descobri a cena enorme, a música e tudo o mais ao redor do scooterismo.
Como nasceu a SIP? O meu sócio Alex e eu queríamos peças tuning mais sofisticadas para as nossas Vespas mas ninguém tinha mais nada para venda além das peças Polini ou Malossi comuns. Assim começámos a viajar para Itália e a trazer peças especiais de pequenas oficinas de tuning, e a desenvolver os primeiros produtos nós próprios como o escape SIP Performance, o assento desportivo em fibra SIP e outros.
Qual é o segredo do sucesso da SIP? Quando começámos suponho que era aquilo que procurávamos: performance e estilo, peças especiais para scooters, peças de carroçaria feitas à mão, tudo o que precisas para tornar a tua scooter num objecto muito individual. Hoje em dia é também a variedade de peças que oferecemos. Temos em stock mais de 30.000 itens diferentes para scooter! E também a nossa capacidade de entregar imediatamente, temos um armazém enorme e o nosso objectivo principal é ter cada item em stock para os nossos clientes.
Que scooter terias se só pudesses escolher uma? Continuaria com a minha Rally 200 de todos os dias.


Todos temos histórias engraçadas sobre scooters ou viagens, conta-nos uma das tuas. Em Junho fui aos Estados Unidos à concentração Amerivespa em Los Gatos, perto de São Francisco. Num passeio atravessámos a ponte Golden Gate; passados 100 metros a minha Vespa P começou a fazer barulhos esquisitos e eu virei a torneira da gasolina para a reserva, mas nada aconteceu, o motor não voltou a pegar. Eu parei na ponte Golden Gate, no meio do trânsito maluco. Não foi muito divertido com todos os carros e camiões a passarem perto e sem berma para sair da estrada. Passados alguns minutos três carros de polícia bloquearam todas as três faixas e pararam todo o trânsito na ponte. Que imagem! Um pronto-socorro veio e rebocou-me para o outro lado da ponte, sem pagar nada! Verifiquei a gasolina no outro lado e, após alguma pesquisa, descobri que a minha máquina engraçada tinha uma torneira invertida: a posição C de fechado era a reserva e a posição R de reserva era fechado... Com duas quicadas a Vespa estava a trabalhar novamente...


Todos querem que a sua Vespa ande mais depressa. Tens alguns conselhos sobre tuning? Mantenham a fiabilidade para não perderem a diversão.
Qual é a tua opinião sobre as scooters LML e o seu novo modelo a 4 tempos? Sinceramente não são para mim. Mas ao fim e ao cabo é mais uma Vespa na estrada, de algum modo.
Se pudesses, o que mudarias na cena scooterista? Nada, a cena é como é e eu gosto dela.
Que coisas com pinta é que poderemos esperar da SIP no futuro? Nós não dormimos. Estamos agora a trabalhar num projecto custom baseado numa Vespa VBB, e estamos a introduzir uma nova série de amortecedores SIP Performance. [aqui e aqui]
Qual é a tua opinião de Portugal? Conheces algumas palavras em Português? "Elogios!"

13.1.10

Lone Wolf

Uma vez vi um motoqueiro que tinha um colete com os dizeres "Lone Wolf Motorcycle Club".

Se ele é um lobo solitário, porque é que se juntou a um clube?

9.1.10

LML roda 12

Já circulam em PT algumas LMLs a 4 tempos, mas a Horta traz-vos uma novidade ainda maior, em exclusivo mundial: um modelo com rodas de 12 polegadas! Desconhece-se ainda se existirá uma versão em dois tons mas já se sabe que o espaço habitualmente reservado para o pneu suplente, agora pequeno demais para comportar o pneumático alargado, será utilizado para guardar produtos de limpeza de faixas brancas. A Horta aguarda ansiosamente por informações sobre a velocidade máxima desta nova scooter.

LML Fail

7.1.10

Amortecedores alemães avançados



Via 2strokebuzz chega uma das maiores novidades para pilotos de Vespas clássicas de sempre, o desenvolvimento dum amortecedor dianteiro decente. Esta peça permite regular o efeito de amortecimento hidráulico na compressão em 16 passos. Geralmente a regulação hidráulica nos amortecedores que a permitem actua só na extensão, ou então na extensão e compressão simultaneamente; se estes amortecedores realmente permitirem regular a compressão eficientemente, então poderão curar o afundanço horroroso típico que acontece quando se trava numa Rally ou Sprint e pôr a dianteira da nossa velha máquina a funcionar de maneira mais moderna.

Os novos amortecedores gabam-se de construção de qualidade alemã (marca BGM) e de compatibilidade com qualquer Vespa clássica de amortecedor dianteiro separado da mola, sem necessitar de modificações: Rally, Sprint, GT, GTR, TS, GS 150 e GL. Isto deverá incluir as máquinas de roda 8, estilo Supers e VBBs. O que faz sentido se o amortecedor original for o mesmo, e assim de repente acho que é.

Já estão disponíveis para entrega, com um preço a partir dos 97 euros; a versão cromada exige uma taxa de mau gosto de 30 euros adicionais. E, por favor, não se esqueçam que uma peça ratatá não é remédio milagroso para uma forqueta empenada ou má manutenção.