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29.7.08

Jovem, curte a tua scooter

Parecia que a moda de usar Vespas na publicidade tinha terminado o ano passado, e que a mania de pintar todas as Rally de amarelo também já estava extinta há uns 7 ou 8 anos. Parecia! No Centro do Porto, a prova em contrário. Ver a scoota mais de perto é aqui.


17.3.08

[Rally strip]

Ambrósio, apeteceu-me algo especial: o segundo vídeo da Horta, [Rally strip]. Tem melhor aspecto no disco que pela net, mas cá vai.

EDIT: Vídeo também disponível no Youtube.




O Sherlock Holmes ficava sempre chateado quando o pressionavam a explicar o raciocínio por detrás das suas deduções fabulosas; a reacção dos ouvintes era, invariavelmente, algo do estilo "mas claro, é tão simples". Algumas coisas deveriam ser mantidas em segredo, para não perderem o encanto. Mesmo assim, como sou um gajo fixe, vou explicar o processo de criação de vídeos time-lapse para quem estiver interessado. Até é bastante fácil, na realidade.

Podem ler um tutorial aqui, ou usar a minha versão reduzida: peguem num portátil velho e numa webcam foleira emprestada (obrigado ao Rui Heinkel pela sugestão); descarreguem o programinha Timershot (está no fundo da página) que tira e guarda fotografias da webcam a um intervalo escolhido; descarreguem o programinha JPGVideo que pega nas fotos todas e as transforma em vídeo AVI. Já está! Depois podem massajar tudo no MovieMaker que vem com o Windows (vade retro!) XP. Também usei o SUPER para converter entre formatos, especialmente ficheiros FLV "emprestados" do Youtube.

Já tenho mais dois projectos no lume, um dos quais é segredo e mandará a casa toda abaixo. Não ficará tijolo sobre tijolo! O outro é um time-lapse duma viagem grande de Vespa. Infelizmente, a bateria do meu laptop Jurássico há muito que faleceu. Assim estou dependente de alguma alma caridosa que me empreste o seu laptop para fazer 160 quilómetros de estrada nacional pendurado numa mochila na PX. Então, quem quer contribuir para o próximo Horta-vid?

28.11.07

Rotação de frota

A minha Rally 180 forneceu-me vários milhares de quilómetros de transporte relativamente fiável e extremamente divertido, enquanto a PX estava no estaleiro. Quando a PX regressou ao seu estatuto de Vespa número 1, a Rally ficou encostada com um pistão marado. Virei os meus esforços para a VBB e consegui desencravar-lhe os documentos e pô-la a andar. Consegui, finalmente e a muito custo, ter duas Vespas a andar.

Isso representa uma proporção de 1 scooter operacional em cada 6, o que é deveras desanimador. A minha frota tem mais potencial que isso, e merece uma proporção de operacionalidade superior a 1/6! Voltei os meus esforços para a Rally, fazendo-lhe um seguro, um polimento e algumas reparações essenciais. Na primeiríssima vez que ela trabalhou com o pistão novo, constatei que o quadro estava podre demais para continuar a andar. Depois de todo aquele trabalho, encostei-a de novo: ainda não era desta que tinha 3 scooters a andar.

Uma rotação de frota impunha-se. A minha Lambretta DL150, que esteve guardada na garagem de um amigo a acumular pó durante anos, já tinha sido transferida para a base avançada e iniciado o processo de operacionalidade. Numa decisão radical, passei a DL das escuridões inóspitas e selvagens do fundo da garagem cá para a frente, arrumei e varri tudo, e transferi cuidadosamente a Rally para o Bunker. Foram 5 quilómetros interessantes: de noite, a chover, sem kicks, e com o pistão novo na sua segunda sessão de funcionamento. Tinha que andar devagar por causa da chuva, do quadro podre e do pistão novo, mas não podia andar muito devagar para não deixar a Rally sem kicks ir abaixo nem deixar o óleo extra na mistura sujar a vela!

Correu tudo bem graças às minhas superiores habilidades de condução, e a Rally encontra-se agora depositada no Bunker para desmontagem e armazenamento a longo prazo, com vista a restauro forçado por motivos de podridão extrema em prazo a definir. Agora, é tentar expulsar os gremlins da DL e, quem sabe, pela primeira vez na vida, ter 3 scooters a andar ao mesmo tempo. Uma proporção de operacionalidade de 1 para 4 era mesmo bom...

10.4.07

A minha Rally verde-escarro

Ora então a minha Rally 180 de tonalidade "verde-adeiramente" hortícula repousava já há muito tempo no canto da garagem, com um grande buraco no lugar do cilindro. A sua extrema maturidade mecânica acabou por levar o melhor da minha velha amiga, levando-a a encostar graças a uma desintegração parcial do pistão que a impedia de passar dos 60 à hora. Mas continuava a pegar bem, a aguentar o ralenti, a gastar pouco e a ter força. Os mais veteranos poderão lembrar-se da minha máquina de tais ocasiões tais como um épico episódio de Vespa Surfing (a explorar com mais detalhe posteriormente), de várias visitas a Leiria, dos dedos oleosos do Mexe marcados no avental, e de uma breve mas memorável aparência na televisão (ai a menina da NTV!).

Consegui recentemente localizar um escape novo por uns meros 25 euros, com o adorável feitio de bexiga de porco. O dono anterior tinha tentado adaptá-lo a uma Sprint sem sucesso, tendo para o efeito cortado uma das chapas de fixação e a ponteira. Utilizando o escape velho e putrefacto como guia, recoloquei as peças amputadas no seu sítio com a ajuda da minha (falta de) capacidade de soldador. O dedo na foto está a esconder uma soldadura particularmente horrível, mesmo quando comparada com alguns abortos seriamente disformes que eu tenho produzido.

Algumas bufadelas de preto de alta temperatura e siga para o pistão. A medida 64.1 é a última rectificação oficial para a Rally 180. No entanto, já observei pistões de concorrência marcados para este modelo com medidas como 65.1, 64.25 e 64.75. Poderá ainda existir esperança para o meu cansado cilindro. Notem que a rectificação não conseguiu eliminar completamente o "calo", ainda se nota um anel de desgaste logo abaixo da boca do cilindro. Após discussão com o Vasco, chegámos à conclusão que o defeito era menor, não devendo apresentar diminuições apreciáveis na compressão ou durabilidade. "Isto até trabalha a biqueiros", foi a expressão usada.

A culassa tinha todo o carvão acumulado desde a última grande revisão ao motor que deve ter sido feita ainda os números de telefone tinham 6 algarismos, e apresentava umas picadelas causadas pelos bocados de pistão e segmento desaparecidos anteriormente. Uma sessãozita com a lixa e uma passagem rápida pelo Master Blaster puseram a agulha no verde. Até a vela de sucata ficou limpinha! Gostaria de dizer que ela pegou à primeira, mas tal não aconteceu. Depois de diagnosticada e rectificada uma bolha de ar no tubo da gota, aí sim ela pegou à primeira. De empurrão pois então, já que a bicha não tem kicks. Ela tinha, mas há muitas luas atrás o kicks começou a moer. Quando fui proceder à sua substituição, deparei-me com os dentes do veio soldados, provavelmente para remediar um kicks moído, o que funcionou temporariamente. Enquanto o motor não for aberto para trocar o veio, fica o kicks novo na gaveta e tem-se cuidado para evitar vergonhas no meio do trânsito.

Basicamente, ela já ronca de novo com alma e vigor, pronta a fazer quilómetros... Mas não no futuro próximo. Já me tinha esquecido do estado lamentável em que se encontra o quadro, com uma fractura feia a sair dos podres horrorosos no lado do túnel, provavelmente potenciados pelos pousa-pés típicos. Vai ser uma ou duas voltinhas só para tirar foto e depois armazenagem a longo prazo enquanto tento localizar o Chapeiro dos Chapeiros, digno e capaz de enfrentar o desafio que é a minha Rally putrefacta. Haja chapeiro e tudo se conserta. Fé, meu irmão.

1.4.07

Vespamobilia

A Vespamobilia é um dos meus eventos favoritos do ano. Podemos chafurdar na sucata suja e conversar longamente com amigos de sítios longínquos. Este ano, por alguma razão, a feira teve poucos expositores e visitantes, ficando aquém das últimas edições, que recordo como vibrantes e extremamente bem-sucedidas.

Pessoas mais inteligentes que eu poderão descobrir as razões e, espero, corrigi-las para que este evento volte a ter o volume e a animação a que me habituou. É verdadeiramente um evento único e necessário no panorama Vespista. Fico ansiosamente à espera da próxima edição.

Nesta edição pus as mãos numa cambota nova para a Sprint e num pistão novo para a Rally 180 que, dependendo dum transplante de pistão bem-sucedido, apresentarei na próxima actualização hortícula. Ao fim do dia ainda houve tempo para uma visita-relâmpago ao Bunker pelo Maia, Jony e Tiago Malossi, onde tiveram um contacto inicial com os prazeres infinitos da Master Blasterização.