29.5.07

Circuito da Boavista 2007

É já em Julho, de 6 a 15, que vai decorrer o Circuito da Boavista, este ano ainda com maior diversidade de corridas, desde Touring Cars modernos até ao Campeonato de Clássicos, passando por Fórmulas 1 dos anos 50, 60 e 70. As protecções já estão a ser montadas na Boavista e no Parque da Cidade. Como moro a 200 metros da chicane da Rua da Vilarinha, não tenho desculpa para faltar. Podem ver mais informação em http://www.circuitodaboavista.com/, se bem que o site seja algo confuso. Quatro rodas são duas rodas a mais, mas toleráveis por dois fins-de-semana.

Este ano a chicane vai desaparecer e os veículos viram à direita no fim da Vilarinha. Um pouco depois viram à esquerda num "arruamento novo" para, então, regressarem à Circunvalação no sentido descendente. Ao pé da Alfândega está lá um micro-carro Messerchmitt (?) dentro de uma vitrina XXL em exposição, a anunciar o evento. A foto não é grande coisa, mas conta a intenção. Podem ver o Bob e a ponte da Arrábida no reflexo.

Códigos MaxMeyer desvendados?

Tradução liberal de um post de Dave Dry no grupo Yahoo Vespa-Sports:

"A publicação dos livros Vespa Tecnica foi recebida como o capítulo final da história daquela marca famosa, que estava em falta. Infelizmente, à medida que os livros eram fornecidos a conta-gotas aos fãs da Vespa, a realidade da situação revelou ser diferente. Alguns dos produtos da fábrica Piaggio tinham sido deliberadamente- ou assim parecia- ignorados, e existiam notas técnicas que levantavam mais problemas. Entre estes destacavam-se, sem dúvida nenhuma, as notas sobre as cores de pintura usadas. Estas cores indicadas no fim de cada secção de modelo eram listadas como `Max Meyer colour code: XXXX' e estes códigos tornaram-se notórios em virtude do simples facto de nenhum fornecedor de tinta os conseguir converter nalgum código de cor significativo.

Recentemente, o véu de obscuridade poderia ter sido levantado com a firma Max Meyer a ser absorvida pelo gigante americano PPG (N.T.: O site
www.maxmeyer.com salta para o site da PPG). Assumia-se que a nova companhia iria estandardizar os códigos de cores e que tudo seria revelado... Infelizmente, de novo, tal não aconteceu... Os códigos de cores Vespa Tecnica não tinham significado algum para os fornecedores de tinta PPG! (N.T.: Existem revendedores MaxMeyer em Portugal, pelo menos em Coimbra e Aveiro, onde me informaram que poderiam fornecer tinta segundo os códigos originais. Nunca experimentei, no entanto). Entra em cena Colin Judd, mestre da oficina de pintura e, agora, detective da pistola de tinta! Colin dedicou a sua vida ao restauro de pinturas em carros clássicos e tem um forte interesse no género das scooters. Quando lhe mostraram os livros Tecnica e estando um bocado baralhado acerca dos códigos de cores, Colin usou um processo lógico para revelar o enigma dos códigos...

Pegando na Vespa SS180 como um exemplo, esta saía da fábrica em três cores que eram indicadas no livro Tecnica da seguinte maneira:
• Branco Hawthorne - Max Meyer Colour Code: 1. 298. 1715.
• Vermelho - Max Meyer Colour Code: 1. 298. 5847.
• Azul Pavão (Peacock Blue) - Max Meyer Colour Code: 1. 298. 7220.

O Colin conseguiu ver um padrão óbvio na partilha do `1' e nos três dígitos seguintes em cada código. Após folhear os livros Tecnica, tornou-se também óbvio que o primeiro dígito, `1', era às vezes `2', mas neste caso, apenas para tons metalizados. Por exemplo, a Rally 200 tinha uma cor indicada como:
• Branco Lua Metálico (Mettalic Moon White) - Max Meyer Colour Code: 2. 268. 0108.

Isto fez vibrar uma corda em Colin, já que ele sabia que um acabamento metalizado necessitava de duas camadas, e não apenas a camada única de um acabamento não-metalizado. A verificação de outros códigos metálicos nos livros deu a entender que o primeiro dígito - `2' - referia-se ao número de camadas necessárias para obter aquela tonalidade de cor em particular.

Os três dígitos seguintes eram sempre os mesmos na sequência de números para cada um dos modelos, num dado período temporal. Foram assim vistos como sendo códigos de produto ou de lotes indicando uma determinada série de produção (N.T.: Acho que ele quer dizer que estes dígitos apenas se referem ao ano de criação/ produção da tinta, não tendo nada a ver com a cor propriamente dita).

Isto deixou Colin com os últimos quatro dígitos... Ele tinha o grosso catálogo de cores da PPG à frente dele mas, infelizmente, cada código de cor na secção Piaggio tinha apenas três dígitos. Após algumas consultas com os seus contactos na PPG e algum coçar de cabeça... Fez-se luz!... Ignore-se o primeiro dígito do grupo de quatro e o código combina perfeitamente com o catálogo PPG...Uau!! Como exemplo, o pouco usual Azul Pavão com o seu código Max Meyer 1. 298. 7220 aparece no catálogo PPG com o código 220, sendo tranquilizadoramente descrito como Blu Pavone (Azul Pavão).

Colin tinha descoberto o código das cores!"

Adorei esta história e gostaria de pagar um Sumol ao Colin. É prova luminosa que não há nenhum problema que não possa ser resolvido, nem nenhuma desculpa para se cortarem cantos. Basta querer e usar a cabeça.

E já agora, a frase da semana: "O sr. Santos da Casa das Luvas deu-me esse Fiat 1500. Deu-me o carro e dois sacos de laranjas."

[Edit: vejam o update!]