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16.11.11

Em directo da Horta!

Mais uma reparação em directo da Horta, com som surround e em Cinemascope! A foto do antes:

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  • 14.00: Partida!
  • 14.02: o banco já saiu mas um dos parafusos caiu para dentro do quadro. Começa bem...
  • 14.05: pensei que ia ser uma seca monumental desapertar as porcas 10 da fixação inferior do porta-couves porque ficam escondidas por trás das nervuras de reforço do fundo do quadro, mas aparentemente não as apertei completamente da última vez por isso já não é preciso. :-\ 
  • 14.12: é preciso tirar a sonda da gasolina para sacar o depósito, certo? De qualquer maneira o depósito já saiu. 
  • 14.14: o parafuso regressou a casa! 
  • 14.15: à procura da golpilha perdida da torneira da gota usando um pisca-pisca traseiro de bicicleta como iluminação. A luz vermelha torna o interior do quadro num cenário surreal
  • 14.19: desisti de procurar a golpilha e porque é que tenho insectos mortos dentro da minha Vespa?
  • 14.23: nunca achei piada ao raio do sistema do cabo do ar, acho que tenho que ir ao lado do carburador para tentra enfiar aquilo de novo no sítio
  • 14.28: cabo do ar desengatado cá atrás, quero casar-me com o meu alicate de pontas. Será que ainda vou a tempo de ver a Battlestar Galactica às 15.20 ou estou a ser muito optimista? 
  • 14.36: o raio do puxador do ar é um puzzle chinês! 
  • 14.39: www.google.pt/search?q=how+to+install+vespa+choke+cable 
  • 14.49: ai a minha vida... 
  • 15.01: deve haver algo de errado com o meu cabo, parece comprido demais (faz uns ésses desnecessários dentro do quadro). Não sei como é que foi instalado inicialmente, mas agora está a revelar-se impossível. O loopfinal do lado do carbuirador também não passa pelo furo de entrada na caixa do carburador o que me daria um bocadinho mais de folga para o cabo aparecer à frente e poder engatar no puxador. Consigo metê-lo até uns 2 ou 3mm da saída mas mais não. Medida radical: cortei um pouco da espiral exterior para ter mais folga no cabo
  • 15.16: LIKE A BOSS !!! 
  • 15.19: bem, o ar parece estar 95% pronto ---> intervalo para xixi e ficção científica 
  • 16.10: round 2!
  • 16.17: cabo do ar já está - tive que fazer uma tala com um bocado de mangueira à saída do tubo do puxador porque a espiral agora se encontra cortada aí mas, ei, uma sucatice por dia dá saúde e alegria. Assumo as minhas decisões com frontalidade
  • 16.22: achei um freio de torneira de gasolina na minha caixa de peças, vamos ver se serve
  • 16.25: já tenho torneira, woo-hoo! :-)))) 
  • 16.31: o banco e o depósito estão no sítio e apertados - o banco abre e fecha e não há nenhuma poça de gasolina no chão. Soa bem! 
  • 16.35: carburador fechado e ferramentas arrumadas, pronto para test-drive (nota mental: comprar cabo de ar do tamanho correcto para trocar na próxima ocasião). Fotos mais ao fim da tarde. Obrigado pela companhia, malta!
O rescaldo: o cabo do ar deve ter um bocadito de fricção e o mecanismo do choke no carburador não recolhe completamente. Anda lá perto mas o motor funciona como se tivesse o ar ligado. Estou convencido que o cabo é excessivamente comprido e ficarei muito surrendido se aquele for mesmo o comprimento correcto. Vou tentar adquirir outro e depois logo se vê. Basicamente continuo sem choke funcional. :( A sensação geral é de frustração, o equipamento deveria funcionar melhor e não me obrigar a assucatar.

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Que comecem os jogos

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Bicho morto às 2 horas

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Não consegui folga suficiente para montar o puxador e por isso fiz desaparecer um pouco de espiral

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Finalmente o cabo saiu da toca! Agora que penso nisso, a outra extremidade (com o lacinho) devia sair da caixa do carburador para dar mais folga mas não a consegui fazer passar pelo buraco. O alumínio incha com a humidade??...
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Com a espiral mutilada, uma sucatice foi necessária para manter a coisa alinhada. Poderia ter feito o corte noutro sítio, numa zona mais recta... A rectificar.
   

21.12.10

Vietbodges avistados

O Sam enviou-nos algumas fotos de telemóvel de um encontro imediato que teve com um par de Vietbodges, aqui no Porto. Não tenham dúvidas de que esta é apenas uma pequena amostra das sucatices mirabolantes que se podiam observar nestas fraudes rolantes. Cubos de fabrico asiático? Inédito!


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Bela golpilha e trabalho de zincagem... Not!

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A última é a melhor. Estão a olhar para a porca do cubo traseiro, que é basicamente o componente que impede uma das rodas de saltar fora em andamento. Em vez duma golpilha a atravessar uma porca castelada, temos uma porca vietnamita baixa com uma anilha pousada por cima e um parafuso Philips empenado a sodomizar o eixo da roda. Alguém quer dar 4500 euros por uma destas Vespas? E sabendo que noutros países como a Alemanha custam menos de metade?

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 Fotos de Sam
 

28.5.09

Um guarda-lamas perfeitamente normal



Não há nada de errado com este guarda-lamas. A sua simetria e alinhamento parecem-me perfeitamente adequados. Também aprecio o rebordo que forma um T invertido perfeitamente esculpido em betume; era assim que a Piaggio devia ter feito as coisas em primeiro lugar.

9.4.09

Usar e abusar

O bom velho Ape 50. Lembro-me sempre da história do meu irmão que estava a fazer o exame de condução da carta de carro quando um Ape 50 faz uma curva apertada mesmo à frente dele, inclina-se perigosamente, abre-se a porta do passageiro e começa a cair uma velhota de lá de dentro. Juro que sim.

O Ape 50, esse portentoso menir de granito do cromeleque do transporte popular lusitano, pode ser usado...


Via o congelado Portugueses ao Volante

(g'anda nível, ó yeah!) ... ou abusado. É preciso reparar o diferencial? Não há problema, chefe. Põem-se aqui umas botijas de gás a segurar e um tubo de alumínio para ter a certeza que não tomba, isto trabalha-se aqui que é uma maravilha. É claro que há sempre uma garrafa de cerveja por perto (vêem-na?): álcool, reparações mecânicas e veículos em equilíbrio precário são um trio inseparável. A questão importante que se coloca aqui é: "mine" ou terço de litro?


Arquivos da Horta, ano de 2002

E para finalizar em beleza, nada melhor que uma visita rápida ao tag Ape 50 no Portugueses ao Volante, que insistem em tratar o bicho como "AP50". Podia ser pior, podiam insistir em "Áper"... ou "Áper 50 125 Veloce Sport"... Ok, eu calo-me.

16.3.09

inserir título aqui

Há algum tempo atrás caiu-me esta foto na caixa do correio, enviada pelos colegas marafados do Vai5 - valeu, bacanos. Yo props represent, you da shizzle. Já vos disse que o Vai5 merece visita diária e regular de todos os interessados em análise sócio-política inovadora e fotos de motorizadas marafadas. Podeis e deveis lá ir, e digam que foi o Bob que vos mandou.

Quando eu vi a foto pela primeira vez, pensei logo "fosganhe-se lá prós restauros do garageiro da esquina com as legendas fora do sítio e os pneus terceiro-mundistas!" mas depois houve algo que fez clique. O que é que isso interessa!? Estas Vespinhas estão ao Sol, estão a passear, provavelmente na companhia de amigos, e não há muitos defeitos que eu possa apontar a isso. ...cerveja! Provavelmente houve consumo de cerveja e eu não sou apreciador. Mas fora isso, não há nada de errado com esta foto. E tu, quando é que foi a última vez que enviaste algo para a Horta? Têm que ser os gajos das motoretas, é? Cambada de apreciadores de cerveja...



13.1.09

RecupChaço v1.03

Há uns dias atrás andava eu a chafurdar nos classificados virtuais quando pisei num anúncio de venda duma Carina. Intrigado pela mancha rectangular na lateral do veículo, cliquei na foto para visualizar uma imagem maior. Tratava-se duma janela cortada no balon para sabe-se lá qual efeito. O ponteiro do rato deslizou para cima da invulgar abertura e, logo a seguir, apareceu uma mensagem do meu computador: "Fechar janela". Seguiu-se sonora gargalhada.


Depois de me recompor dos efeitos de tão inusitado e acutilante sarcasmo digital, pus-me a pensar como seria bom poder rectificar à distância todos os defeitos dessas scooters que pululam no mercado cibernético... Se existisse um programa de computador que permitisse, com alguns toques no teclado, corrigir atentados ao mau gosto e às regras básicas da mecânica a partir do conforto de nossa casa... Bastaria fazer right-click e...

5.4.08

"Identifique-se!"

Outra curiosidade da Automobilia. Este cavalheiro, desejoso de aumentar o índice de reconhecimento da sua FL2 (?) como sendo uma Vespa autêntica e clássica, decidiu aparafusar um disitintivo script clássico ao guarda-lamas. Se ele o pusesse ao contrário, estilo AICNÂLUBMA, para impressionar o condutor precedente pelo espelho retrovisor, isso sim é que teria pinta. Mesmo assim, as risquinhas vermelhas e os reflectores moldados transportam este humilde veículo vários degraus acima na escada social do parque motorizado de Musgueira de Baixo. Pimp it!

22.2.08

As Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente

Lembram-se deste tipo, que se esqueceu de retirar as borrachas da bateria antes de mandar o quadro para pintar? Pois achei um caso semelhante, apresentando pormenores interessantes em quantidade e variação suficientes para justificarem uma segunda visita a tão incompreensível fenómeno. Sim, roubei descaradamente esta foto dum fórum vespista nacional. Se o autor respectivo desejar crédito, terei todo o gosto em fazer-lhe a vontade mas recomendo contra.

Por onde começar? Por onde começar? Vou imaginar que a tonalidade escolhida é na realidade algum branco copiado dum Ford Fiesta comercial, e que apenas parece azul-cuequesca na foto por causa do flash. A sucatice primordial, aquela que me atraiu como o cheiro de pão fresco e estaladiço acabado de sair do forno barrado com manteiga depois de 16 horas sem comer, é a tampa do rectificador pintada. Porque é que esta peça não foi retirada antes da pintura? Simples! A sua extracção necessita de três ferramentas especiais de fábrica da Piaggio extremamente raras e indisponíveis ao amador profissional: um polegar, um indicador, e um Q.I. acima de 30.

E, mesmo que a tampa fosse retirada do seu sítio tendo sido gastos nessa tarefa uns incomportáveis 7 segundos, o que dizer do rectificador que se esconde por baixo? Aquele que está fixo ao quadro por uma única e intimidante porca de 8mm ou algo semelhante? Nem pensar em separar o que as Divindades de Pontedera uniram! As Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente contam a história de como o semi-deus Ascanio subiu aos montes para roubar a espada do terrível ogre Vietbodge e como, com o seu metal precioso, fundiu o primeiro quadro Vespa com o rectificador incorporado. Os Espíritos Métricos ficariam horrivelmente enfurecidos se o Homem tentasse separar o que Pontedera uniu. Uma maldição avassaladora assolaria todas as garagens durante 70 dias e 70 noites. Primeiro, uma chuva de areia decaparia todos os centímetros quadrados do quadro. Em seguida, uma chuva de zinco cobriria todo o seu aço. Por fim, uma camada de tinta brilhante revestiria esse metal, e nada mais que metal. Seria o Fim do Mundo, o Armagedão. Pois o quadro e o rectificador são um! Amaldiçoado seja o que os tentar dividir, e os seus filhos, e os cães dos seus filhos, e as pulgas dos cães dos seus filhos. "E ao vigésimo terceiro dia, Paolo apertou uma porca de orelhas com o polegar e o indicador. E essa porca selou o altar do Sagrado Rectificador para sempre. O que foi unido, jamais seja desmontado. Pinte-se por cima dos plásticos, das borrachas e dos parafusos."- Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente, Livro de Ascanio, Capítulo VSB, versículos 13-17.

Ah sim, um dos furos das borrachas também é maior que os outros (?????) e o tabuleiro da bateria desapareceu. Ou são mais sucatices, ou deve ter sido algum protótipo secreto de competição da Piaggio com refrigeração e sistema eléctrico modificados. É, deve ser um protótipo.

22.1.08

Guarda-lamas de substituição rápida

A última Cafezada foi prolífica em diversão, convívio e fotografias de sucatice. Uma das pérolas captadas como uma série de zeros e uns etéreos foi este pormenor do guarda-lamas da 50s podre do PV. Estamos a observar uma tira de metal galvanizado que cobre um largo rasgo longitudinal e centrado na secção traseira do guarda-lamas, fixo com parafusos de madeira alinhados aos pares. Confesso que me foi impossível descortinar a utilidade ou razão desta modificação logo na altura, tendo o dono do veículo sido obrigado a vir em meu auxílio intelectual. "É para se poder tirar fora o guarda-lamas sem desmontar a forqueta."

A simplicidade brilhante da configuração do conjunto direcção/suspensão presente na dianteira dos nossos veículos favoritos acarreta uma pequena desvantagem: para se remover o guarda-lamas, é necessário retirar a forqueta do quadro. Esta modificação parece contornar tal inconveniência, bastando para tal retirar os parafusos e a chapa adicional. Mesmo que tal operação se revele prática ou vantajosa, qual seria a justificação do habilidoso que sonhou e implementou este sistema para necessitar de um guarda-lamas de substituição rápida?

Será que ele tinha um guarda-lamas de Domingo, mais bonito que o de semana? Um micro-clima localizado na extremidade da garagem com chuva ácida? Algum cão descomunalmente grande com apetite por peças salientes de chapa moldada? Todas estas situações são extremamente far fetched, prova da incompreensibilidade do fenómeno aqui apresentado. O caso será encerrado, com a classificação "insolúvel".

28.12.07

Um Vietbodge é posto a nú

Descobri um link para os que ainda não acreditam na sucatice suprema dos poios polidos importados do Vietnam. Encontram-se na net fotografias detalhadas das sucatices mecânicas realizadas pelos nossos amigos do Oriente, mas as visualizações das sucatices estruturais são raras.

Este tipo australiano teve o desprazer de restaurar um destes poios polidos e- Oh! Surpresa!- tanto o motor como o quadro foram para o lixo. Atentem bem nas fotos do quadro decapado que foi soldado a prtir de cinco (!!!) porções de quadros separados. Entretenham-se a inventoriar os quilómetros de soldaduras terceiro-mundistas que percorrem toda a extensão do quadro em múltiplas direcções. E as borrachinhas do descanso são amarelas, claro. É ver aqui.

14.11.07

Alerta! Restauros vietnamitas!

Um pouco abaixo de Leiria tive o desprazer de encontrar estas duas Vespas em exibição proeminente ao lado da Nacional. Os sinais típicos que indicam a proveniência asiática destes "restauros" estavam lá, bem visíveis: a pintura de dois tons, os embelezadores cromados, a mistura de peças de vários modelos, as borrachas de descanso amarelas, a ausência de matrículas, etc. Em muitas comunidades scooteristas estrangeiras, o flagelo dos restauros vietnamitas é bem real e estes sinais indicadores são sobejamente conhecidos. Não comprem estas Vespas!

As probabilidades de um restauro de origem asiática ter um nível horrorosamente baixo de qualidade, e até de ser inseguro e perigoso de conduzir na estrada, são extremamente altas. Podem parecer bonitas e bem recuperadas a 5 metros de distância, mas por debaixo da pintura brilhante são um cancro mecânico e um jamboree de sucatice terceiro-mundista. O vosso pior pesadelo! Os únicos restauros asiáticos que se distinguem com qualidade semelhante à Ocidental são os do ScootRS. Quase tudo o resto é de evitar como a peste.

Os "Viet bodge" (sucatices Viet) são Vespas (e Lambrettas) italianas importadas para países asiáticos, normalmente o Vietnam, nos anos 50 e 60 quando foram vendidas novas. Durante décadas foram abusadas como veículos de carga e trabalho nas piores condições imagináveis, sendo mantidas a trabalhar graças a sucatices verdadeiramente horripilantes. Quando já deram tudo o que tinham para dar e mais ainda, são decapadas à mão, duas ou três porções de quadros diferentes são soldadas umas às outras no chão de uma oficina suja por um gajo descalço de cócoras, toda a chapa é coberta com uma camada espessa de betume para esconder os defeitos e as soldaduras, o motor que estiver no topo da pilha é ressuscitado com peças completamente gastas e perigosas, e tudo é finalizado com uma pintura nos tons da moda e com montes de acessórios brilhantes e borrachas coloridas.

Era apenas uma questão de tempo até algum comerciante mais empreendedor mandar vir algumas no contentor para Portugal e aproveitar a moda e a elevada procura. Cabe a todos vocês espalharem o aviso acerca dos restauros vietnamitas. Não comprem estas Vespas! "Mas são tão bonitas, e não podem ser assim tão mal restauradas!". Para terem uma ideia do que vos espera se adquirirem um destes poios polidos, peguem em 3000 euros em notas de 100, queimem-nas e peçam a alguém para vos dar um pontapé nos tomates com muita força. É ainda pior do que isso! Eu avisei.

26.4.07

As novidades e as fotos da praxe

Horta é fixe! Pelo menos é o que acha o Professor X do VespaGang. Ele escreve: "O Vespa Gang recomenda leitura atenta. A Horta é um verdadeiro laboratório. Tudo se transforma e recicla. A experimentação aliada aos ensinamentos da velha escolha fazem deste espaço o caldeirão de poção mágica que nos dá estranhos poderes. O druída chama-se Bob.". Obrigadinho meu, o cheque já está no correio. Aqueles adoráveis tele-tubbies do preto-fosco que se intitulam Amigos da Vespa de Alcabideche conseguiram, para deleite supremo da minha pessoa, ressuscitar o site deles e recomendar a Horta na secção de links: "o adorável Mundo Vespa do fantástico Bob". Ena! Fantástico, eu? Vou já imprimir para mostrar à mamã!

Para quem gosta a SÉRIO do motor de combustão interno, aqui fica um link a ler com atenção. Será que um velhote indiano consegue, com alguns rasgos num pistão, mudar radicalmente a eficiência de um motor? Será este o Santo Gral tecnológico do século XXI? E se realmente funciona, o facto de se manter ignorado não provará uma maléfica conspiração das companhias de petróleo que tiranizam a economia global? Alguém tem um pistão velho para experimentar? Mandem fotos!

A nova Lambretta sempre vai para a frente. Depois de ter sido apresentada em 2005 e a coisa ter morrido em 2006, parece que aquilo lá pegou de empurrão. Não a podem chamar de Lambretta senão têm os advogados à perna. Se quiserem fotos, procurem por l-series, sou preguiçoso. Até nem é muito feia, mas deve custar um MP3 e meio. Não obrigado, eu compro-as em Espinho baratas :-). Ok, agora espero um pouco enquanto vocês fazem piadas acerca do motor Piaggio...

"E motas!? Você gosta de motas!?". Se não perceberam a piada, então devem ter menos de 25 anos de idade. As motas que me agradam são uma ínfima percentagem das que já foram fabricadas, mas esta está lá no topo (aviso: o site tem um par de imagens totalmente despropositadas de meninas com pouca roupa, poderá não ser adequado para visualizar no emprego). Chama-se Isto Omega, lembrem-se porque vão querer tatuar esse nome. É preciso inovar, pensar do lado de fora da caixa, esticar o envelope, quebrar os limites, radical horizontal Morangos com Açúcar esplanada na Foz uau! O gajo é um génio e não é preciso dizer mais nada. LIN - DA !!! Vou já comprar uma casaca preta e uma cartola. (não se esqueceram de ir à página 2, pois não?)

Segundo o meu blog favorito, a DGV morreu. Finito, kaput, "no mas". Eu gostava da dêgêvê, rolava bem da língua... A ver a cagada que vai sair daqui... Haja saudinha.


Jamaica-rat-scoota-man, outra sucatice da VBB, e uns pneus metrosexuais (felizmente não existem em medidas Vespa, ufa). Ah, e a feira de Espinho não desiludiu. Broca de 11mm e macho M7 novos por 1 euro e 80. Para a próxima lá estou, ainda ando à procura de uma esmeriladora baratucha.

11.4.07

Fotos variadas II

Algumas fotos variadas... Uma Rally restaurada com um interruptor de travão por cima do motor (para avisar que o balon caiu na auto-estrada!!??), uma cruzeta desfeita (aauuuuu!), e um restauro asiático daqueles em que se dão ao trabalho de soldar 3 bocados de quadro para fazer um e cobrir tudo com massa e betume, mas não encurtar o descanso para roda 10 porque é complicado. E já que a malta também curte os clássicos de 4 rodas, apanhei esta 4-éle "papa-móvel" pintada de fresco num delicioso verde-bronze, como os primeiros Séries. Yum-yum! Para finalizar, mais uma sucatice da minha VBB, uns encostos dos calços de travão "engrossados". Quando os calços se gastam, uma visita ao Ti Manel das Favas que tem um maçarico é muito mais simples que comprar uns calços novos. Engenharia Mecânica Agrícola Aplicada nacional no seu melhor.


10.3.07

Saturday Scootering II + VBBob

Repetiu-se o encontro informal de scooteristas do Norte aqui no Porto. De novo, o pessoal reuniu-se Sábado às 14.30 na rotunda da anémona, ao pé do edifício transparente. De novo esteve bom tempo e todos se divertiram. O número de participantes diminuiu mas, sendo apenas a segunda edição da "cafezada", 'tá-se bem. A malta há-de ganhar o hábito. Vai haver outro dia 7, apareçam.

Não tirei muitas fotos (apenas a esta ponteira de escape peculiar) e já não me lembro bem de quem foi, mas sei que foi a estreia pública da minha VBB. Depois de longos anos em armazenagem à espera do desencravamento dos documentos, a coisa lá se resolveu e mais um par de pneus roda 8 acariciam o asfalto nacional (e o paralelo, e a terra, e a bosta de cão, e os trilhos dos eléctricos, e o raio do buraco que já lá está há 3 anos, ande soi óne, ande soi óne.

Fotos do estado inicial em baixo. Reparem nas buzinas de ar (duas!!) atrás do avental, no retrovisor rectangular XL, e na abraçadeira disforme que agarra na base do guiador. O escape montado apresentava um design artesanal de secção oval, e foi habilmente construído em aço inox. O fusível foi soldado para aumentar a sua durabilidade (ainda bem, não sei porque não os fazem mais resistentes [irónico]). As letras LT da matrícula são feitas em madeira!! Estão tão perfeitas que só me apercebi disso recentemente, e porque a tinta está a estalar. Letras em madeira, uau...




Não vos mostro uma foto da face inferior do estrado porque está bastante podre, ainda ficavam com pesadelos. Também há corrosão grave nas laterais do túnel, no sítio do pousa-pés. A minha Rally também trazia pousa-pés e também está muito maltratada exactamente no mesmo sítio, entre o pousa-pés e o túnel. Será que há relação causa-efeito entre os dois?

Já com os documentos em ordem, seguiu-se uma limpeza completa e verificação mecânica. Pneus novos, cabos novos, óleo novo, verificar travões e luzes, o básico. A pintura foi polida e ficou com um tom e uma patine adoráveis, se bem que a cor já não seja a original. Tirei o suporte de pneu suplente que "corta" muito as belas linhas da traseira da VBB e fabriquei um estilo GS, entre as pernas. Saiu bastante bem, estou contente- "já são muitos anos a virar frangos!". Não sou grande apreciador de palas nas Vespas, mas decidi deixar ficar os dois exemplares que dizem "Vespa" na minha VBB. Dão-lhe uma certa elegância e são testemunho do seu passado em ambientes rurais.


As buzinas foram logo a primeira coisa a sair fora quando a comprei (junto com o retrovisor, escape e pousa-pés) deixando vários furos de fixação no avental e na coluna. Por baixo das capas amovíveis dos bancos encontram-se os estofos originais, mas estão remendados por se terem rasgado. Lavei as capas e recoloquei-as, gosto bastante das suas cores de preto e castanho. Também aprecio muito o emblema do avental que, creio eu, se refere a uma companhia de seguros. Notem que o emblema já dispõe de dois furos para sua fixação (imediatamente por cima da primeira e última letra), mas que o dono anterior decidiu fazer outros dois furos para segurar o bicho. Enfim, são só mais dois...

Outro pormenor absolutamente delicioso são as riscas "à la electronique" nos balons, estando o lado esquerdo ornamentado com os dizeres VESPA numa fonte bastante moderna para a época. Mais 5 kmh de velocidade de ponta. Apesar da sua extrema maturidade mecânica, este exemplar de um dos mais perfeitos modelos da nossa marca italiana preferida pega e acelera com uma vontade e gosto surpreendentes para a sua idade. Adoro a minha bêbêbê.

20.2.07

Sucatice


Apareceu-me uma sucatice que nunca tinha visto antes. Numa GL, alguém decidiu soldar os terminais das espirais (os copinhos metálicos que ficam nas extremidades) à chapa do guiador que serve de batente às mesmas espirais. Porquê? Apenas podemos conjecturar...

23.1.07

Dia 8 - progresso

Ah que sensação! Olhar para o retrovisor do Punto e ver uma massa de metal italiano encostada às costas do meu banco, a vibrar e a gemer com cada irregularidade do piso mal-conservado, totalmente nua de tinta ou ferrugem. Os tipos perderam-me o arame que segura a bateria mas também estava todo comido de ferrugem (ando a dizer isto muitas vezes, começo a notar um padrão) e eu tenho outro em bom estado. A unidade Master Blaster 2000 entrou online às 1656 zulu de 22 de Novembro de 2006, os primeiros testes foram promissores. E à noite fui apresentar-me ao chapeiro XPTO que me recomendaram e suplicar-lhe que tomasse conta da minha menina. Ah, e o chão afinal está um nojo e tem que ser novo. Que surpresa... (sarcasmo). Uma inspecção mais detalhada do material decapado revelou que as superfícies de travagem dos cubos estão em bom estado, o que me leva crer cada vez mais que a minha Sprint tem, na realidade, poucos quilómetros. O descanso exibe as tradicionais extensões agrícolas para descarga da electricidade estática.



Os mais observadores entre vós repararam que o amortecedor traseiro foi com a mola montada. O raio do parafuso não se queria mexer e eu queria mesmo levar aquilo e já era tarde e às tantas até vai ser novo por isso foi mesmo assim. Mas convém ir tudo desmontado, senão é sucatice. Na decapagem estava lá uma VBA com as bichas e instalação ainda dentro do quadro e forqueta completa com guarda-lamas para decapar. Que raio de restauro pode sair daqui? O que nasce torto dificilmente se endireita.



Tempo total gasto até agora: 44h30m
Quilómetragem total efectuada: 70km (sem contar transporte inicial)
Dinheiro total investido: estou a fazer a lista mas acho que não a vou somar ;-)