27.2.08

Estacionamento de Sprint - Director's cut

Lembram-se de eu ter falado dum estacionamento de Sprint num filme antigo? Pois o Nuno Lourenço, grande seguidor da Horta e Mestre de todas as internets e ciências audiovisuais, estendeu a sua possante mão em direcção ao éter e capturou em imagem móvel aquilo a que eu me referi, evitando-me a humilhação patética de estar a descrever uma cena sem apresentar um correspondente vídeo ilustrativo.

Se ignorarmos por um instante que em Agosto de 62 ainda não existiam Sprints, poderemos então deliciarmo-nos com todas as gotas de sumo suculento que são possíveis de espremer deste fruto rechonchudo e sumarento que cresceu na Horta, graças ao produtor de estrume que é o Nuno Lourenço. Hmmm, isso não soou muito bem...



Primeiro está o méne a perseguir as motas da polícia pela avenida fora, já de si uma situação inversa e caricata. Depois, ele corta à esquerda sem sinalizar de maneira alguma a sua mudança de direcção, transposição de faixa contrária ou estacionamento e imobilização iminentes. À homem, portanto. E depois, o estacionamento. O estacionamento, senhores! Reparem como ele encaixa habilmente o estrado da Vespa no passeio, sem sequer necessitar de confirmação visual que o conjunto resultante está estável. Muito pelo contrário! Antes sequer de largar os punhos, já está ele a olhar fixamente para o telefone em cima do balcão, tentando marcar os números com a força da mente para adiantar trabalho. Demonstrando a rectidão de trajecto de uma seta medieval e a precisão dum míssil ar-navio de fabrico francês, ele dirige-se ao telefone com a rapidez dum teletransportador onde não perde tempo a monopolizar o o dito aparelho sem sequer pedir ao patrão para pôr o contador de impulsos a zero, ou pedir uma água sem gás, na ânsia de saber o resultado da equipa de andebol feminino da Maria Odete. À homem, portanto.

As Sprints transformam gajos em homens, desde 1962.