Mostrar mensagens com a etiqueta galeria dos horrores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta galeria dos horrores. Mostrar todas as mensagens
19.10.11
30.1.10
"Domibodge"
Já todos vimos na net fotografias que demonstram a verdade escondida por debaixo da tinta colorida e dos cromados brilhantes dos Vietbodges, mas é raro poder ver um ao vivo com esse detalhe. Hoje tive o desprazer de contemplar um bodge autenticamente dantesco em todo o seu esplendor, não Asiático mas originário da República Dominicana.
Mas a República Dominicana está a 20.000 quilómetros da Ásia, dizem vocês; há provas fotográficas abundantes que estamos a lidar com a mesma categoria de sucatice universal que se vê na Ásia. Voltando às fotos, devo dizer que estas não conseguem transmitir completamente a dimensão da podridão e a quantidade louca de remendos gangrenosos que afligiam esta pobre Vespa.
Mas a República Dominicana está a 20.000 quilómetros da Ásia, dizem vocês; há provas fotográficas abundantes que estamos a lidar com a mesma categoria de sucatice universal que se vê na Ásia. Voltando às fotos, devo dizer que estas não conseguem transmitir completamente a dimensão da podridão e a quantidade louca de remendos gangrenosos que afligiam esta pobre Vespa.
O guarda-lamas nem foi para decapar, de tão podre que estava. Uma camada absurdamente espessa de betume tornava-o lisinho e bonito de se ver, como acontecia ao resto das peças de chapa.
Esta "colecção de cromos" nem era metade dos problemas na traseira. Os remendos estavam simplesmente pousados por cima da chapa podre; espreitando por baixo viam-se os buracos respectivos, cada um deles mais disforme e assustador que o outro. Toda a zona da matrícula era um grande remendo, e o topo por trás do depósito estava todo afundado, com um buraco enorme no meio, e uma chaporra soldada a tapar tudo.
A zona do distintivo do avental, com uns nacos de chapa em cima. O betume espesso escondia tudo, incluindo as costuras e vincos típicos dum quadro de Vespa que ficaram completamente enterrados e invisíveis.
Um bocadito do chão. Assim de repente conto 5 remendos diferentes e dois tipos de solda. Não preciso de mostrar como estava por baixo, pois não?
O balon esquerdo era lixo. Em vários sítios era só buraco - devem ter ficado sem remendos...
Esta fez-me rir: o suporte do estofo do banco foi feito com fio eléctrico e bicha de travão velha!
Alguns continuam a achar que é uma boa oportunidade mandar vir uma Vespa de terras distantes, e têm o direito à sua opinião. Eu não vejo razão para preferir mandar vir uma máquina estrangeira duvidosa quando, pelo mesmo preço, podemos mandar fazer um restauro nacional a uma Vespa nacional, e acompanhar o processo com os nosso olhos. Sejam exigentes quando comprarem uma Vespa restaurada, qualquer que seja a sua origem!
[Edit: As jantes! Estavam podres E soldadas!]
[Edit: As jantes! Estavam podres E soldadas!]
9.12.09
Sinoblocos paridos: episódio 47
Outra vez? Esta nem precisa de risquinho vermelho... As pessoas realmente andam nestas Vespas? (e sou só eu a achar que é preguiça estar a fazer furos numa pintura fresca?)
31.7.09
Adição Italiana à Galeria dos Horrores
É um facto estabelecido que muitos garageiros nacionais dedicam bastante esforço e criatividade à arte de desmontar o menos possível antes da pintura. Manetes, bichas, instalação eléctrica, guiador e guarda-lamas, motor, pedais de travão, até borrachinhas que saem à mão, todos estes componentes podem ficar no sítio durante aquela recuperação de A a Z de refinado rigor.
É desconcertante, no entanto, constatar que tais procedimentos minimalistas são partilhados por garageiros de além-fronteiras, alguns deles situados no berço transalpino do nosso veículo de eleição. Pois quando dei um pulinho a Itália fui contemplado esta dramática visão:
Esta adição Italiana à Galeria dos Horrores inaugura um novo precedente para um componente que não precisa de ser desmontado antes da pintura (CQNPDSDADP): o retrovisor. Ignore-se o facto de ser o componente mais acessível da Vespa inteira estando à altura de trabalho ideal, e de poder ser desmontado com qualquer chave inglesa de fraca qualidade; não, é muito trabalho estar a girar aquela porca. Se fosse só ir lá com o dedo como nas borrachinhas da bateria talvez ainda merecesse o esforço - agora ter que desapertar uma porca! Xiiii tá qéto, bota mas é tinta para cima.
Eu estaria a ser negligente na minha missão de educar e entreter a CSCN se não mencionasse o facto da cor escolhida ser o azul-cueca. O "AC people" é boa gente, sabem que eu não tenho nada contra o azul-cueca e que gosto de brincar com eles mas, digamo-lo com frontalidade, começa a surgir um padrão. :-) Ou, como se diz na língua de Rossi, dire che con la testa un modello comincia ad emergere.
(será que vou receber comentários anónimos em Italiano?... posso ricevere commenti anonimi in italiano?)
27.5.09
Distintivos perfeitamente normais
Não há nada de errado em colocar um distintivo traseiro na frente duma Vespa, mesmo que sejam de modelos diferentes. É um look bastante criativo que refresca as linhas monótonas e cansadas das Sprints antigas.
2.4.09
150... ... ... Sprint.
Julgava eu que a era dos mecânicos cegos a colocarem distintivos com luvas de boxe durante terramotos já tinha acabado... Aparentemente estava enganado, como me acontece amiúde, porque a malta continua a espremer toda a latitude e nuances espaciais possíveis duma tarefa simples como colocar os distintivos certos na posição certa, que é única, exacta e imutável. Ou não. Aparentemente este cavalheiro aproveitou (alguma da?) a furação já existente o que pode ter parecido uma boa ideia na altura mas que, digamo-lo com frontalidade, gerou resultados desastrosos.
22.10.08
Horta Quizz #2
A Horta vai entrar em modo minimalista durante as próximas duas semanas, pois estou a crashar do ginseng. Deixo-vos o segundo Horta Quizz para se entreterem.
Qual é o "horror" preferido de Bob numa Vespa restaurada? Reflictam e cliquem na resposta. Se acertarem, verão o bicho em toda a sua glória; mas, se falharem, horror!, perderão o apetite durante vários dias! Foram avisados.
Qual é o "horror" preferido de Bob numa Vespa restaurada? Reflictam e cliquem na resposta. Se acertarem, verão o bicho em toda a sua glória; mas, se falharem, horror!, perderão o apetite durante vários dias! Foram avisados.
a) Parafusos incorrectos
b) Excesso de betume
c) Sinoblocos paridos
d) Furos desnecessários
22.6.08
Mais uma
Com a chegada do tempo quente, elas começam a sair à rua. Pintura de dois tons ainda fresquinha, cromados de concorrência a brilhar, estofos novos. Ai não, é a malta da esplanada toda a olhar. As rodas estão alinhadas? O que interessa??!! Desde que apontem em direcção geral semelhante...
Depois de ter capturado o espécima supra-visionado no estacionamento do shópingue, dei um saltinho à Galeria dos Horrores da Horta antiga (aqui e aqui) e resgatei a minha colecção vetusta de fotos representativas daquele "bodge" que, sem dúvida nenhuma, tem um lugar perene no meu Top 3 de preferidos: a roda traseira descomunalmente torta. No campo do restauro de motociclos clássicos, a perpendicularidade sempre foi sobre-valorizada. Não concordam?...
30.5.08
Tugabodge @ Automobilia
Esta Vespa 50s, restaurada profissionalmente por um stander especializado com oficina e autocolantes e tudo, estava à venda na Automobilia. Notam algo de errado?
A forqueta está toda empenada para trás! Eu, que não sou especialista nem profissional, nem sequer completei um único restauro de Vespa e uso óculos, consigo notar que a forqueta está toda torta ao longe. E os senhores especializados que cobram bom dinheiro por este serviço não conseguem??!! Basta querer ver, é o que eu digo. É claro que esta Vespa rapidamente levou com um papelinho a dizer 'vendida', pois o Verão aproxima-se e um gajo tem que ir ao café, certo? Desde que tenha cromados e pneus de faixa branca...
Não só a forqueta estava consideravelmente dobrada para trás, mas também estava dobrada ligeiramente para o lado. De novo, o Bóber Pitosga não teve dificuldades em constatar tal facto simplesmente olhando para o veículo de frente, um procedimento altamente técnico só possível de realizar na fábrica em Pontedera. Mesmo que um mecânico experiente não detecte uma forqueta empenada durante o processo de desmontagem, algo inverosímil e assustador, o facto da roda ficar tão recuada dentro do guarda-lamas novo durante a montagem é uma pista flagrante e incontornável de que algo está seriamente errado.
Não visível na foto é a textura da perna da forqueta, repleta de crateras de corrosão que a tinta brilhante não conseguiu esconder, e que revelam uma vida passada bastante agreste. É necessária muita humidade para fazer uma cova de ferrugem num tubo espesso de forqueta!
O que vale é que vai deixar de haver gasolina e todos estes charutos vão ficar parados nas garagens e arrumos, fora de vista.
Não visível na foto é a textura da perna da forqueta, repleta de crateras de corrosão que a tinta brilhante não conseguiu esconder, e que revelam uma vida passada bastante agreste. É necessária muita humidade para fazer uma cova de ferrugem num tubo espesso de forqueta!
O que vale é que vai deixar de haver gasolina e todos estes charutos vão ficar parados nas garagens e arrumos, fora de vista.
4.4.08
WTF
Na última Automobilia andava por lá este quadro à venda. Gosto de pensar que sou possuidor de inteligência e imaginação desenvoltas, mas try as I might não consigo descortinar a justificação que alguém terá apresentado para cortar um quadro da maneira que esta fotografia ilustra. Talvez a matrícula estivesse totalmente podre... E, numa qualquer realidade alternativa, talvez faça sentido cortar uma janela para inspeccionar a fixação do amortecedor... Mas e o rectângulo por trás do farolim?... Não compreendo...
Num parágrafo off-topic, permitam-me mencionar o falecimento de Sir Arthur C. Clarke, há alguns dias atrás. Esta mente brilhante era um dos meus heróis modernos e deixou uma herança cultural e ideológica enorme. Provavelmente conhecê-lo-ão como apresentador duma série de televisão sobre mistérios do universo (aquela caveira de cristal dava-me arrepios quando eu era puto), ou como escritor de ficção científica e autor de "2001: Odisseia no Espaço", livro que deu origem a um dos melhores filmes de sempre. O que às tantas não sabem é que Arthur C. Clarke foi um dos proponentes da utilização de satélites em órbita geo-estacionária como retransmissores de telecomunicação. A fronteira entre ficção científica e ciência costuma ser apenas temporal, e podem agradecer a este senhor da próxima vez que estiverem a ver a bola na SporTV.
Farei a minha humilde homenagem à sua obra lendo pela terceira vez o livro "Encontro com Rama", um dos meus preferidos. Se o leram, sabem que o número é simbólico e apropriado. Que descanse em paz.
26.2.08
Confissões de um pecador
Esta mensagem pungente materializou-se na minha caixa de correio e achei por bem partilhá-la com todos vocês, na intenção de afastar os jovens dos maus caminhos. Mais dramática se torna por lidar com uma scooter germânica normalmente associada com classe, elegância e sofisticação. O conhecido protagonista identificou-se, mas vou dizer que a mensagem é anónima pois dá mais pinta. Imaginem aquelas silhuetas pretas das testemunhas que não querem aparecer na televisão, e leiam esta triste história com uma voz distorcida electronicamente.
* Nome fictício para protecção dos envolvidos
Pelos meus 20 anos, fartinho de levar coça de tudo o que era DT’s, RZ’s e sucedâneos, decidi que havia de arranjar maneira de fazer a Heinkel arrastar os seus 150Kg mais depressa que aqueles mosquitinhos zumbidores. E arranjei: culassa rebaixada, pistão com as saias cortadas, carburador maior e outros pozinhos, a agora conhecida como Floribela* andava que se fartava, levando-me a comportar como qualquer vulgar motoqueiro jagunço, mas mais depressa ainda. Foram dias de glória imensa, mas poucos dias.
Uma bela noite, a subir D. João IV, bem depressinha e todo contente a atirar fumo aos mosquitos furiosos que não se conformavam em aceitar a superioridade evidente da Heinkel, curiosamente mesmo em frente a um concessionário da Vespa que ainda agora lá está embora fechado, a magnifica germânica bufou, resfolegou, deu um estrondo e parou!
Biela partida, cambota empenada, cárter furado e o dono %&##”$%&& e apeado, claro. Uma parte do resultado encontrei-o agora e não podia deixar de o partilhar contigo. Continuo a procurar o resto.
Chamo a atenção não só para a reduzida altura do pistão que, recordo-me, foi cortado com um serrote, qual mini-saia, a aba partida pela biela na sua saída furiosa, e as várias “pancadinhas” que as válvulas iam dando no pistão.
Mas andava… e muito.
Afinal não são só as Vespas que avariam.
22.2.08
As Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente
Lembram-se deste tipo, que se esqueceu de retirar as borrachas da bateria antes de mandar o quadro para pintar? Pois achei um caso semelhante, apresentando pormenores interessantes em quantidade e variação suficientes para justificarem uma segunda visita a tão incompreensível fenómeno. Sim, roubei descaradamente esta foto dum fórum vespista nacional. Se o autor respectivo desejar crédito, terei todo o gosto em fazer-lhe a vontade mas recomendo contra.
Por onde começar? Por onde começar? Vou imaginar que a tonalidade escolhida é na realidade algum branco copiado dum Ford Fiesta comercial, e que apenas parece azul-cuequesca na foto por causa do flash. A sucatice primordial, aquela que me atraiu como o cheiro de pão fresco e estaladiço acabado de sair do forno barrado com manteiga depois de 16 horas sem comer, é a tampa do rectificador pintada. Porque é que esta peça não foi retirada antes da pintura? Simples! A sua extracção necessita de três ferramentas especiais de fábrica da Piaggio extremamente raras e indisponíveis ao amador profissional: um polegar, um indicador, e um Q.I. acima de 30.
E, mesmo que a tampa fosse retirada do seu sítio tendo sido gastos nessa tarefa uns incomportáveis 7 segundos, o que dizer do rectificador que se esconde por baixo? Aquele que está fixo ao quadro por uma única e intimidante porca de 8mm ou algo semelhante? Nem pensar em separar o que as Divindades de Pontedera uniram! As Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente contam a história de como o semi-deus Ascanio subiu aos montes para roubar a espada do terrível ogre Vietbodge e como, com o seu metal precioso, fundiu o primeiro quadro Vespa com o rectificador incorporado. Os Espíritos Métricos ficariam horrivelmente enfurecidos se o Homem tentasse separar o que Pontedera uniu. Uma maldição avassaladora assolaria todas as garagens durante 70 dias e 70 noites. Primeiro, uma chuva de areia decaparia todos os centímetros quadrados do quadro. Em seguida, uma chuva de zinco cobriria todo o seu aço. Por fim, uma camada de tinta brilhante revestiria esse metal, e nada mais que metal. Seria o Fim do Mundo, o Armagedão. Pois o quadro e o rectificador são um! Amaldiçoado seja o que os tentar dividir, e os seus filhos, e os cães dos seus filhos, e as pulgas dos cães dos seus filhos. "E ao vigésimo terceiro dia, Paolo apertou uma porca de orelhas com o polegar e o indicador. E essa porca selou o altar do Sagrado Rectificador para sempre. O que foi unido, jamais seja desmontado. Pinte-se por cima dos plásticos, das borrachas e dos parafusos."- Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente, Livro de Ascanio, Capítulo VSB, versículos 13-17.
Ah sim, um dos furos das borrachas também é maior que os outros (?????) e o tabuleiro da bateria desapareceu. Ou são mais sucatices, ou deve ter sido algum protótipo secreto de competição da Piaggio com refrigeração e sistema eléctrico modificados. É, deve ser um protótipo.
Por onde começar? Por onde começar? Vou imaginar que a tonalidade escolhida é na realidade algum branco copiado dum Ford Fiesta comercial, e que apenas parece azul-cuequesca na foto por causa do flash. A sucatice primordial, aquela que me atraiu como o cheiro de pão fresco e estaladiço acabado de sair do forno barrado com manteiga depois de 16 horas sem comer, é a tampa do rectificador pintada. Porque é que esta peça não foi retirada antes da pintura? Simples! A sua extracção necessita de três ferramentas especiais de fábrica da Piaggio extremamente raras e indisponíveis ao amador profissional: um polegar, um indicador, e um Q.I. acima de 30.E, mesmo que a tampa fosse retirada do seu sítio tendo sido gastos nessa tarefa uns incomportáveis 7 segundos, o que dizer do rectificador que se esconde por baixo? Aquele que está fixo ao quadro por uma única e intimidante porca de 8mm ou algo semelhante? Nem pensar em separar o que as Divindades de Pontedera uniram! As Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente contam a história de como o semi-deus Ascanio subiu aos montes para roubar a espada do terrível ogre Vietbodge e como, com o seu metal precioso, fundiu o primeiro quadro Vespa com o rectificador incorporado. Os Espíritos Métricos ficariam horrivelmente enfurecidos se o Homem tentasse separar o que Pontedera uniu. Uma maldição avassaladora assolaria todas as garagens durante 70 dias e 70 noites. Primeiro, uma chuva de areia decaparia todos os centímetros quadrados do quadro. Em seguida, uma chuva de zinco cobriria todo o seu aço. Por fim, uma camada de tinta brilhante revestiria esse metal, e nada mais que metal. Seria o Fim do Mundo, o Armagedão. Pois o quadro e o rectificador são um! Amaldiçoado seja o que os tentar dividir, e os seus filhos, e os cães dos seus filhos, e as pulgas dos cães dos seus filhos. "E ao vigésimo terceiro dia, Paolo apertou uma porca de orelhas com o polegar e o indicador. E essa porca selou o altar do Sagrado Rectificador para sempre. O que foi unido, jamais seja desmontado. Pinte-se por cima dos plásticos, das borrachas e dos parafusos."- Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente, Livro de Ascanio, Capítulo VSB, versículos 13-17.
Ah sim, um dos furos das borrachas também é maior que os outros (?????) e o tabuleiro da bateria desapareceu. Ou são mais sucatices, ou deve ter sido algum protótipo secreto de competição da Piaggio com refrigeração e sistema eléctrico modificados. É, deve ser um protótipo.
12.2.08
Faz-me confusão
Sabem o que me faz confusão? O Capitão Iglo. Ele vive sozinho numa ilha isolada, acompanhado por três dúzias de raparigas e rapazes de tenra idade. É ele que os alimenta; quando o homem aparece com comida, a miudagem fica felicíssima. Não há nenhum outro adulto à vista. Onde é que estão os pais destas crianças? Porque é que eles deixaram os seus filhos ao cuidado dum velho marinheiro que passou as últimas décadas fechado num navio com companhia exclusivamente masculina?
É isso e algumas fotografias visíveis por todos no site "em remudolação [sic]" duma empresa nacional que, alegadamente, efectua "um serviço especealizado [sic] em restauros de Vespas antigas": pedais de travão pintados! Não um, mas três. Um hat-trick de sucatice comercial que impulsiona este feito múltiplo a um nível tal dentro da escala de intensidade da Galeria dos Horrores que facilmente poderá ser classificado como um "clássico". Lembrem-se: estes tipos estão a cobrar por isto. Pelos vossos milhares de euros eles deveriam oferecer profissionalismo, experiência, conhecimento, rigor e qualidade de mão de obra. Na realidade, temos pedais de travão pintados.

Sou o primeiro a reconhecer que retirar o pedal de travão, por um lado um processo simples que envolve empurrar um único pino, por outro lado pode revelar-se uma maratona de frustração mecânica e de imobilidade ferrugenta. No entanto, o processo de restauro duma Vespa ou de qualquer outro veículo clássico não incide só sobre as operações fáceis. Por estranho que pareça, também incide sobre as operações difíceis! Se esta empresa que se auto-denomina de especializada (ou algum outro grafismo alternativo) não consegue retirar vários pedais de travão (não estamos a falar de um caso isolado), isso leva-me a pensar sobre que outras coisa é que eles não conseguem fazer. Que outros atalhos incompreensíveis é que a comunidade de restauradores/recuperadores/garageiros habilidosos tomará, e que ficarão escondidos por debaixo de uma pintura brilhante e de um farolim de concorrência em plástico?
É isso e algumas fotografias visíveis por todos no site "em remudolação [sic]" duma empresa nacional que, alegadamente, efectua "um serviço especealizado [sic] em restauros de Vespas antigas": pedais de travão pintados! Não um, mas três. Um hat-trick de sucatice comercial que impulsiona este feito múltiplo a um nível tal dentro da escala de intensidade da Galeria dos Horrores que facilmente poderá ser classificado como um "clássico". Lembrem-se: estes tipos estão a cobrar por isto. Pelos vossos milhares de euros eles deveriam oferecer profissionalismo, experiência, conhecimento, rigor e qualidade de mão de obra. Na realidade, temos pedais de travão pintados.
Sou o primeiro a reconhecer que retirar o pedal de travão, por um lado um processo simples que envolve empurrar um único pino, por outro lado pode revelar-se uma maratona de frustração mecânica e de imobilidade ferrugenta. No entanto, o processo de restauro duma Vespa ou de qualquer outro veículo clássico não incide só sobre as operações fáceis. Por estranho que pareça, também incide sobre as operações difíceis! Se esta empresa que se auto-denomina de especializada (ou algum outro grafismo alternativo) não consegue retirar vários pedais de travão (não estamos a falar de um caso isolado), isso leva-me a pensar sobre que outras coisa é que eles não conseguem fazer. Que outros atalhos incompreensíveis é que a comunidade de restauradores/recuperadores/garageiros habilidosos tomará, e que ficarão escondidos por debaixo de uma pintura brilhante e de um farolim de concorrência em plástico?
4.2.08
"Há merdas que um gajo, prontos!"
Hoje estou chateado e tenho que descarregar em alguém. Aproveito a frase extremamente descritiva de certas situações incompreensíveis que acabei de ouvir na rua para título desta posta.Por cima do tabuleiro da bateria nas Sprints e afins existem três aberturas circulares destinadas a receberem três bolachas de borracha. Estas peças de borracha impedem a bateria de roçar no quadro quando estiver presa, e ajudam a fixá-la. No quadro recém-pintado da fotografia, alegadamente em processo de restauro, duas das peças não foram retiradas e acabaram pintadas num adorável tom de azul-cueca.
Eu apresento-vos as seguintes afirmações:
a) pintar peças de borracha numa Vespa representa um dos mais elevados níveis de sucatice;
b) as peças de borracha indicadas saem à mão em 3 segundos;
c) qualquer garageiro/ mecânico/ especialista em restauro que manda um quadro para pintar sem retirar duas peças de borracha que não deveriam estar pintadas e que saem à mão em 3 segundos tem problemas de controlo de qualidade;
d) no futuro próximo, a tinta em cima da borracha começará a estalar e a descascar, e por baixo da peça encontra-se um anel de chapa não pintada;
e) alguém cobrará várias centenas de euros por este trabalho de restauro;
f) alguém pagará várias centenas de euros por este trabalho de restauro.
Meus, basta olhar! É só empurrar com o dedo e aquilo sai! (e os furos da matrícula estavam todos tapados- serei só eu a pensar que é errado fazer furos em chapa pintada, quando é possível fazê-los antes da pintura?)
31.1.08
Sinoblocos crónicos
Consigo visualizar a cena na minha cabeça. Um Vespista novato, depois de muito ansiar por uma Vespa daquelas antigas que tinha visto a passar na rua e que pareciam muito divertidas e giras, lá consegue encontrar uma num negociante que não esteja completamente podre e cujo preço seja inferior a 4000 euros. Mais ou menos enganado, o nosso Vespista dirige-se imediatamente à sua próxima paragem, o mecânico que lhe foi recomendado como sendo capaz de "recuperar" o seu delapidado clássico.
-"Boa tarde. É para recuperar esta Vespa, por favor."
-"Ora sim senhor. Vou desmontar todas as peças sem excepção e inspeccioná-las. As peças reaproveitáveis serão recondicionadas para ficarem como novas. Tudo o que estiver gasto ou podre será substituído- exceptuando, claro, os sinoblocos do motor. Estes componentes que realizam a ligação vital entre o chassis e o motor/suspensão traseira desempenhando um papel crucial na estabilidade e comportamento do veículo e que são feitos em borracha que se altera notoriamente ao longo de 40 anos a suportar todo o peso do veículo, do seu ocupante, e todos os choques e vibrações da estrada, esses serão intocados."
-"Parece-me bem. Fica entregue, então."
Eu compreendo que as pessoas gastem montes de dinheiro e esforço a "restaurar" uma Vespa duma ponta à outra, mas não troquem os sinoblocos (compreendo, mas não concordo). É uma operação que fica aquém da capacidade mecânica e da vontade dos recuperadores típicos nacionais. Mas é um restauro, ninguém disse que ia ser fácil. É como ter um lindo relvado tratado e um grande poio de vaca fumegante no meio. E esta Vespa andava com dois em cima, devia ser segura nas curvas e tudo.
-"Ora sim senhor. Vou desmontar todas as peças sem excepção e inspeccioná-las. As peças reaproveitáveis serão recondicionadas para ficarem como novas. Tudo o que estiver gasto ou podre será substituído- exceptuando, claro, os sinoblocos do motor. Estes componentes que realizam a ligação vital entre o chassis e o motor/suspensão traseira desempenhando um papel crucial na estabilidade e comportamento do veículo e que são feitos em borracha que se altera notoriamente ao longo de 40 anos a suportar todo o peso do veículo, do seu ocupante, e todos os choques e vibrações da estrada, esses serão intocados."
-"Parece-me bem. Fica entregue, então."
Eu compreendo que as pessoas gastem montes de dinheiro e esforço a "restaurar" uma Vespa duma ponta à outra, mas não troquem os sinoblocos (compreendo, mas não concordo). É uma operação que fica aquém da capacidade mecânica e da vontade dos recuperadores típicos nacionais. Mas é um restauro, ninguém disse que ia ser fácil. É como ter um lindo relvado tratado e um grande poio de vaca fumegante no meio. E esta Vespa andava com dois em cima, devia ser segura nas curvas e tudo.
30.1.08
A Galeria dos Horrores está de volta!
Sim, é verdade. Uma das secções mais emblemáticas da Horta antiga, a Galeria dos Horrores, está de volta. Reflecti muito sobre esta decisão, tanto quanto sobre a decisão original de criar a Galeria. Apesar de não estar completamente em paz com o facto de mostrar publicamente erros dos outros (telhados de vidro, apontar o dedo, e coisas do género), considero que é a decisão correcta.
Primeiro, estou convencido que a Galeria trará mais benefícios que malefícios. Recebo regularmente mensagens de leitores expressando gratidão por terem sido impedidos de cometer determinado erro básico nos seus restauros. Em segundo lugar, os erros que apresentarei não são pequenas falhas, mas sim sucatices desproporcionadas. Não são resultado da falta de recursos financeiros ou de conhecimentos pormenorizados, mas sim da falta de capacidades mecânicas elementares e da vontade de fazer bem. Não são incorrecções menores numa máquina que anda todos os dias, mas sim falhanços básicos em Vespas que sofreram ostensivamente um restauro profundo.
Eu não sou um especialista inquestionável, apenas um tipo que tenta fazer o melhor possível e aumentar a nossa sabedoria colectiva. Além disso, quando alguém monta um vidro do conta quilómetros de pernas para o ar, como é possível ficar calado?

Primeiro, estou convencido que a Galeria trará mais benefícios que malefícios. Recebo regularmente mensagens de leitores expressando gratidão por terem sido impedidos de cometer determinado erro básico nos seus restauros. Em segundo lugar, os erros que apresentarei não são pequenas falhas, mas sim sucatices desproporcionadas. Não são resultado da falta de recursos financeiros ou de conhecimentos pormenorizados, mas sim da falta de capacidades mecânicas elementares e da vontade de fazer bem. Não são incorrecções menores numa máquina que anda todos os dias, mas sim falhanços básicos em Vespas que sofreram ostensivamente um restauro profundo.
Eu não sou um especialista inquestionável, apenas um tipo que tenta fazer o melhor possível e aumentar a nossa sabedoria colectiva. Além disso, quando alguém monta um vidro do conta quilómetros de pernas para o ar, como é possível ficar calado?
Subscrever:
Mensagens (Atom)


















