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17.6.13

Número alarmante de casos de "Calças de Glória"

A presente meteorologia pós-Apocalíptica, com a presença intermitente mas constante de humidade balística, tem levado a um número alarmante de casos de "Calças de Glória". A comichão perineal tornou-se insuportável (consigo lidar com a humilhação e ostracização sociais, mas não com a comichão) e tive que improvisar uma solução para proteger o meu assentador da humidade balística. Olá, olha um saco do lixo.

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Sim, tenho enfiado um saco de lixo pelo banco acima para evitar "Calças da Glória". E, espelhando a vida real, o meu profiláctico precário não atinge cobertura completa. Sim, acabaram de ler uma piada de pila grande na Horta.
     

14.3.11

Top 13 dicas de Inverno

Agora que a Primavera e o bom tempo estão à porta é que a Horta publica uma posta sobre dicas para andar no Inverno com mau tempo. That's how we roll... 13 dicas significam que esta posta é 30% melhor que um típico Top 10. Se não têm pachorra para ler tudo, deixem-me só impressionar-vos com três pontos: baixa velocidade, distância de segurança, senso comum.
 Passeio à Serra da Estrela
 
Pneus em bom estado. Se o piso já tiver pouca altura, comprem-se uns pneus novos. Podem montar os vossos pneumáticos marginais novamente no Verão, se os quiserem rentabilizar ao máximo, mas andar com pneus gastos ou de marca Ching Chong no Inverno é má ideia.

Viseira limpa e sem riscos. Se a viseira do vosso capacete fechado estiver suja, lavem-na. Se tiver riscos, comprem uma nova. Sujidade e arranhões transformam-se num jamboree de encadeamento quando passam carros por nós no sentido contrário, geralmente numa estrada nacional escura e serpenteante a meio da noite.

Condução segura. O programa de condução tem que ser completamente reinstalado. A baixa aderência exige velocidades mais calmas e distâncias de segurança generosas. Linhas brancas, folhas de árvores, manchas no asfalto, tampas de saneamento, todas escorregam abundantemente. Os motoristas ficam com as janelas embaciadas e não nos conseguem ver com chuva.

Luvas boas. Precisam de um par de luvas de Inverno de qualidade. Comprem as melhores que puderem, para manterem as extremidades do corpo quentes e secas. Se as vossas luvas não forem grande coisa, arranjem um segundo par para usar na viagem de regresso.

Usem botas. Esqueçam os sapatinhos da moda, usem umas botas decentes. Não só serão mais resistentes à água e mais quentes, mas também protegem os tornozelos e os dedos em caso de acidente.

Boa visibilidade. Eu não lavo a minha Vespa mas passo um pano no farol e farolim com regularidade. Certifiquem-se que a vossa iluminação está toda a funcionar e que circulam com os médios acesos mesmo de dia (obrigatório pelo Código da Estrada). Uns reflectores extra também são boa ideia.

Travagem de teste. No início de cada deslocação, dêem umas patadas de intensidades variadas no travão traseiro para ficarem com uma ideia da força de travagem que fará bloquear a roda traseira. 

Acessórios. Aquele equipamento estranho das últimas páginas do catálogo pode ajudar bastante. Talvez um pequeno pára-brisas, uma saia de scooter para aconchegar as pernas, ou até umas capas de punhos. 

Capacete fechado. Os capacetes abertos já são perigosos durante o Verão, pior ainda durante o Inverno. Usem um integral e ganhem o hábito de pegar nele durante o ano inteiro. 

Nada de pele exposta. Capacete fechado, luvas e lenço no pescoço. O frio não é só desconfortável, mas também é cansativo e degrada os reflexos em viagens longas. Ir quente é ir seguro. 

Primeiras chuvas. As primeiras chuvas da época são as piores, pois o piso fica incrivelmente escorregadio quando a gordura acumulada ao longo da estação seca se mistura com as primeiras precipitações. A situação melhora à medida que o piso é lavado pela chuva. 

Chuva muito forte. Em caso de chuvada intensa ou granizo, devemos abrigar-nos debaixo de um viaduto/ponte ou numa bomba de gasolina. Tais condições extremas são geralmente de curta duração e rapidamente estaremos de volta à estrada. 

Tirar luvas. Ao tirarmos as luvas, especialmente com as mãos húmidas, temos que agarrar a ponta dos dedos para impedir que o forro interior se desloque e saia fora da sua posição. Se isso acontecer, poderá ser quase impossível voltar a vestir as luvas sem praguejar como um marinheiro alcoolizado.

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Com a ajuda de algum equipamento básico de qualidade é possível rolar o ano inteiro. No entanto, a dica mais importante talvez seja conhecer os limites. Se as coisas parecerem perigosas talvez o sejam; fique-se em casa, vá-se de enlatado ou metro, e viva-se para rolar no dia seguinte. Têm alguma dica de Inverno? Apitem nos comentários.
    

22.2.11

A menor concentração do mundo

O "Passeio de Ano Novo/ Carnaval" do ScooterPT, actividade consideravelmente movimentada no passado recente, teve uma edição bastante singular no último Domingo. Devido ao mau tempo, desentendidos e problemas de última hora, o total de participantes atingiu as duas unidades. E não houve almoço.

Suplantando o desconforto do frio e da chuva fica a satisfação da quebra de mais um recorde, da passagem de mais uma fronteira, da obtenção de mais uma medalha: a participação na menor concentração do mundo. Dois Vespistas. O Luís ganhou o prémio de "Vespa mais antiga" e "Vespista mais viajado", mas eu ganhei o prémio de "melhor Vespa" (a votação resultou num empate de 1 voto contra 1 voto, mas eu era o presidente do comité eleitoral e coube-me a tarefa de desempatar a votação).

 A Horta encontra-se entre máquinas fotográficas de momento por isso o registo visual aparece cortesia do blog Vermelho Sangue.
     

31.1.09

Mau tempo II

A posta de anteontem foi algo do género "yá eu é que sou bom porque ando à chuva e quem não anda à chuva é fraco". Ora isto foi um erro da minha parte. A Horta é lida por muitos scooteristas jovens e impressionáveis, e eu não os quero incentivar a andarem com mau tempo na ânsia de subirem alguns degraus na cadeia alimentar, sem considerarem noções elementares de segurança.

Essas noções passam a a ser consideradas por mim: andar com mau tempo é perigoso! A chuva torna os motoristas estúpidos, não conseguimos ver nada de jeito, os motoristas também não vêem nada, e a aderência emigra para a Austrália. Condições de chuva, vento e nevoeiro exigem muito mais que um impermeável e luvas de qualidade:
  • Uma scooter em perfeito estado de funcionamento, especialmente no que toca a travões, pneus e luzes;
  • Uma viseira de capacete limpa, não riscada e não embaciada;
  • Consciência total da reduzida tracção disponível, o que implica distâncias de segurança generosas;
  • Consciência total da reduzida visibilidade disponível, o que implica velocidades bastante lentas;
  • Dedicação total à segurança na estrada, em qualquer aspecto da condução.
Se falharem qualquer um destes pontos e se não estiverem dispostos a conduzir como uma velhinha artrítica, então não deveriam andar com mau tempo. Tenham cuidado lá fora.

29.1.09

Mau tempo

Não existe algo como "mau tempo para andar"; existe apenas mau tempo para andar sem impermeável.


Há uns dias atrás, na auto-estrada de noite, tive um momento surreal. A chuva intensa manifestava-se como uma série de ondas brancas fantasmagóricas que ondulavam dentro do cone de luz quase palpável projectado pelo farol; as luzes brancas e vermelhas da multidão de carros reflectiam-se mil vezes nas gotas de água da viseira; e eu existia imóvel, apenas dentro do capacete. Mas depois fiquei bom.


[Música: descobri recentemente a Leslie Feist.]

9.1.09

Neve

Nunca tinha andado de Vespa a nevar. Já apanhei com granizo (dói que se farta), mas nunca neve. Até hoje. Para comemorar a ocasião escrevi outro haiku, desta vez sem aldrabar a métrica. ;-)

No casaco preto
Pontinhos de neve branca.
A luz fica verde.