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28.9.17

Mini-review do kit de machos do Lidl


O bom:
- é barato, 12€99 creio. Comprei este kit mais pelas pegas para girar os machos e as tarrachas, já que comprar as pegas separadamente custaria o mesmo que o kit inteiro;
- tem um de cada. A lista de medidas incluídas cobrirá praticamente todas as necessidades de mecânica geral, e até inclui a obsoleta medida M7 que era utilizada nos parafusos do motor e do depósito das Vespas antigas.

O mau:
- a qualidade do metal. As letras HSS não são vistas em lado nenhum e, consequentemente, assume-se que o aço será do tipo "chinesium", mais quebradiço e menos durável que o aço utilizado em ferramentas de corte decentes;
- cada medida apresenta um único macho. Os machos costumam vir em conjuntos de três, com um macho cónico para iniciar o corte, um macho "normal", e um terceiro de acabamento ou de ponta cortada para furos cegos.

O veredicto:
- recomendado com condições. Comprem um destes se não tiverem nada do género, pois é um ponto de partida barato e abrangente, muito útil para limpar e consertar roscas. Se tiverem que roscar a sério ("roscar a sério", parece algo indecente), comprem o conjunto de três machos da medida que precisam (apenas 3 ou 4 euros numa loja de ferramentas) e usem as pegas do Lidl. Não se esqueçam de aplicar óleo e recuar com regularidade para evacuar as aparas.
  

16.1.17

James May é o melhor ser humano do Universo

James May é o melhor ser humano do Universo, e faz anos hoje. Parabéns, James! Se apenas o conhecem do Top Gear, então estão a perder montes de coisas fantásticas como o refrescante Man Lab ou o adorável Toy Stories. Ele NÃO é um cavalo de uma única corrida.

A última série dele é o The Reassembler onde, durante 30 relaxantes minutos, este farol brilhante de sabedoria e conhecimento se dedica à remontagem metódica de um objecto ou mecanismo icónico com uma narração lenta e tranquila, pontuada por deambulações filosóficas sobre parafusos ou ferramentas, ou uma breve história de algum acontecimento mecânico obscuro. É absolutamente delicioso e estranhamente hipnótico! Já vi todos e verei todos.

O episódio mais recente tem como paciente uma pequena Honda Monkey que, apesar de fugir à definição estrita de scooter, representa um conceito não estranho aos gostos dos scooteristas. De qualquer modo, são 30 minutos de James May a apertar porcas e parafusos calma e tranquilamente. Like!


     

6.10.16

Distinguished Gentleman's ride, uma tragédia em 3 actos

Participei recentemente no Distinguished Gentleman's Ride (DGR) do Porto. O movimento DGR toma a forma de passeios simultâneos organizados por todo o mundo onde os participantes primam pelo vestuário elegante e pelos motociclos clássicos, e tem como nobre missão o combate ao cancro da próstata e ao suicídio masculino (podem realizar um donativo aqui).

DGR Porto 2016

DGR Porto 2016

ACTO I - A Grande Aventura

No ponto de partida estava instalado um ambiente de festa e centenas de motas reluzentes e interessantes encontravam-se alinhadas para inspecção geral. Um começo auspicioso! Arrancámos uns 400 e, apenas três cruzamentos a seguir, fiquei ao lado de um cavalheiro que insistia em acelerar repetidamente o seu motor de alta cilindrada para que toda a rua ficasse informada do diminuto tamanho do seu pénis. Os amigos do cavalheiro pouco dotado serpenteavam entre faixas e tentavam roubar a chave de ignição uns dos outros em andamento. Ao mesmo tempo, eu era constantemente ultrapassado pela direita e pela esquerda por cavalheiros extremamente atrasados para uma consulta médica onde exporiam a sua dificuldade em avaliar distâncias de segurança laterais. Só precisei de uns poucos minutos disto para cortar à direita e ir sozinho até um ponto de encontro mais à frente. "Cavalheiros"...

DGR Porto 2016

DGR Porto 2016

ACTO II - O Herói Vacila

Cinco quilómetros depois reencontrei-me com o desfile. E, infelizmente, com o cavalheiro da Suzuki barulhenta e os seus hiperactivos companheiros. Respirei fundo e centrei os meus chakras. Na paragem seguinte tentei racionalizar a má sensação que me assolava. Dois ou três palhaços não se sabem comportar na estrada: é normal. Um idiota decide sacar cavalo (a sério!!??) no meio da procissão: há sempre algum exibicionismo despropositado. Muitos querem furar para chegar à frente, mesmo que prejudiquem o conforto e a segurança dos outros: não estão habituados a andar em grupo, não sabem. Uma fatiota pipi e uma mota cara não se traduzem automaticamente em classe ou em boas maneiras mas há que ser tolerante e compreensivo e zen, somos todos humanos, certo?

DGR Porto 2016

DGR Porto 2016

ACTO III - Miséria e Desespero

Fui ver as motas para esquecer as pessoas mas rapidamente voltou a sensação de náusea pois eram quase todas desinteressantes, banais, BMW GSs com malas de alumínio, ou pura e simplesmente feias. Encontramo-nos numa autêntica situação de "o Rei vai nu" no campo das motas customizadas pois são na sua maioria ostentativas, derivativas e deselegantes, e ninguém o assume. Olhei à volta e fiquei verdadeiramente triste com a rarefacção do bom gosto, e a idolatração da aparência em detrimento da essência.

O passeio nem ia a meio quando decidi voltar para casa. A minha mota estava bloqueada no estacionamento por isso revi todas as motas estacionadas para ter a certeza que não me estava a enganar e a deixar a minha má disposição guiar o meu julgamento. Não estava. Não planeio participar no Distinguished Gentleman's Ride em 2017 e tenho pena que seja assim.

Nota: este é um relato da minha experiência pessoal, e não uma condenação do evento DGR Porto ou do movimento DGR global; recomendo a todos a participação num passeio DGR e na causa meritória que apoia.
    

19.7.16

Dia de tó-colantes novos

Tó-colantes! A terceira melhor* invenção da Humanidade! Eu tenho um par deles novos, e o primeiro é do National Motorcycle Museum, nos States. É oval e tem cores bonitas.

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O segundo tó-colante está numa categoria tão elevada que mereceu montagem especial na tampa do porta-tralhas. Ichiban Moto é um pequeno construtor, também dos States, que cria vídeos hilariantes a gozar com a cena café racer e as customizações amadoras, e a generalidade das operações mecânicas. Se isso não fosse suficiente, os ditos vídeos conseguem ainda ensinar montes de técnicas e truques de oficina bastante avançados. Altamente recomendado!

Ichiban Moto rules

* as duas melhores invenções da Humanidade estão disponíveis apenas a subscritores da conta Horta Premium
   

7.11.14

Construindo um tuk-tuk de 600cc


Se não sabem quem é o Colin Furze então estão a falhar. Basta dizer que ele é um dos heróis pessoais da minha ilustre pessoa, e esta é uma soberba recomendação. Na sua pequena garagem, o Colin constrói coisas deliciosas como bicicletas a jato e aceleras que cospem fogo e motores a jato e poços da morte e a mota mais longa do mundo, tudo de modo acessível, divertido e com um flagrante desrespeito pelas normas básicas de segurança e higiene no trabalho.

Podem então começar a imaginar a minha surpresa e satisfação quando saiu o seu último vídeo onde ele enfia um motor de mota desportiva num tuk-tuk. Rock on, Colin. \m/ \m/

   

7.8.14

Nova colecção Joana das Vespas

Ui! Tanta coisa gira! Sweats com capuz, t-shirts de homem, t-shirts de mulher (com um corte moderno, asseguram-me fontes de confiança) e autocolantes pululam alegremente na nova colecção JV.

foto de Joana das Vespas

Podeis realizar a vossa avultada encomenda pelo facebook da Joana das Vespas ou pelo email joanadasvespas@gmail.com. Digam que foi o Bob quem os mandou e receberão uma pizza média grátis*.

* nem por isso.
       

17.7.14

O tuk-tuk voador

Lisboa é regularmente cruzada por triciclos turísticos com a sua carga de estrangeiros escaldados do Sol que são levados num circuito institucional por jovens guias de inspiração e simpatia variáveis. Pois agora existe mais um serviço desses, com a diferença de levar imediatamente um carimbo de recomendação da Horta.


A Tina nasceu nas Inglaterras mas é uma pessoa simpatiquíssima que se sente muito bem por terras lusas. Ela levar-vos-á a dar uma volta diferente por Lisboa num verdadeiro veículo Piaggio de três rodas, e bons tempos serão passados por todos certamente. "The Flying Took Tuk, is a small, local and friendly business that genuinely wishes to make your moment in Lisbon magical." Espreitem o tuk-tuk voador* em www.flyingtooktuk.com.


*garantia de voar não é contratual
   

9.9.11

Foto do dia

Foto de Paul Hart


Este é o meu compadre Paul "Vespamore" Hart. Ele tira umas fotos a veículos clássicos muito supimpas, com uma ênfase especial nas scooters clássicas. É visitar o site dele e uma entrevista a este fotógrafo amador mas talentoso que rola em Sprint Veloce.
     

24.1.11

Bob testa a Honda PCX 125

Na minha missão de descobrir o que é que o inimigo automático anda a fazer, tomei como alvo de reconhecimento a nova Honda PCX que parece andar a marcar muitos pontos no seu segmento. Não encontrarão aqui listas intermináveis de especificações, nem detalhadas análises técnicas, mas sim algumas observações resultantes de mais de 100 quilómetros efectuados num exemplar acabado de sair da caixa.

Honda PCX 125 test-drive

Começando com o aspecto, pode-se dizer que a Honda é bonita. É uma das raras scooters modernas que tolero, o que é uma recomendação elevadíssima! Parece maior do que é, mas mantendo-se visualmente leve. Apenas os pneus ligeiramente anoréxicos traem a sua verdadeira condição de oitavo-de-litro. O design fluido e as rodas tunning de 14 polegadas garantem que a PCX continuará atraente daqui a 10 anos; é verdadeiramente elegante em certos ângulos, e temo que as minhas fotos um pouco estouradas no branco não lhe façam justiça.

Honda PCX 125 test-drive

Depois dos primeiros metros hesitantes, a PCX revelou-se fácil e natural de pilotar. Graças ao choke automático, basta um toque no botão de arranque para estarmos a caminho de modo suave e silencioso: quase que não se ouve o barulho do motor e as vibrações são nulas.

Honda PCX 125 test-drive

O meu chassis sobredimensionado de metro e noventa coube sem grande drama no banco de baixa altura da Honda, mas gostaria de ter visto mais alguns centímetros de comprimento no banco e de largura no guiador para me sentir verdadeiramente em casa.

Não tive oportunidade de verificar o consumo alegadamente frugal - na casa dos dois litros baixos, segundo a publicidade - do propulsor de desenho recente injectado elecronicamente. Uma pequena ajuda ao baixo consumo é dada pelo vanguardista sistema Stop&Go que desliga o motor ao fim de alguns segundos de ralenti, ligando-o novamente de modo praticamente instantâneo quando se actua o acelerador.

Honda PCX 125 test-drive

É mesmo relaxante estar parado no semáforo com o motor desligado e, quando a luz fica verde, bastar girar o acelerador para se sair lançado. A PCX tem um excelente "disparo" e chega aos 50km/h em 3 segundos partindo com o motor parado. É como um lançamento de foguetão, eu podia passar o dia inteiro a fazer aquilo sem me cansar!

O sistema Stop&Go não entra em acção se o motor ainda estiver frio, e um sensor de peso no banco impede o motor de voltar à vida se não houver condutor sentado. Uma luz amarela intermitente avisa-nos que o sistema está actuado e um interruptor no punho direito permite desligá-lo, se preferirmos o funcionamento contínuo.

Honda PCX 125 test-drive

A partir dos 50 o motor começa a perder fôlego mas, mesmo assim, os triplos dígitos são alcançados sem grande problema. Não me posso pronunciar sobre a velocidade máxima pois a minha religão impede-me de puxar por um motor tão jovem - peguei no meu exemplar de teste com apenas 23 kms no mostrador. Pareceu-me que não tinha muito mais para dar a Leste dos 100 (posso estar enganado, com a minha mão de acelerador tímida e o motor novo), mas senti-me perfeitamente à vontade no meio do trânsito da auto-estrada.

Honda PCX 125 test-drive

Já que falei de auto-estrada, a PCX é bastante mais estável com ventos laterais que a Vespa PX. Fiquei surpreendido quando dei pelos meus joelhos a abanarem de um lado para o outro por força do vento e a scooter sempre direita, sem se mexer apreciavelmente.

Honda PCX 125 test-drive

O painel de instrumentos é básico, seguindo a filosofia simples e funcional desta 125. O odómetro e o indicador do nível de gota são digitais, e há uma luz avisadora da temperatura e outra do nível de óleo. Nesta zona também encontramos algum cromado mas, misericordiosamente, é pouco.

Honda PCX 125 test-drive

A qualidade de construção pareceu-me adequada (a PCX é fabricada na Tailândia), com apenas alguns pontos a terem uma sensação bastante plástica. Mas, ei!, isso é de esperar numa scooter económica que é feita de plástico. Por baixo do banco há lugar para um capacete integral e 3 litros de leite, e encontra-se ainda uma pequena cavidade sem tranca no "tablier" para telemóveis e coisas tais.

Honda PCX 125 test-drive

Curiosidade: o radiador está integrado no motor, e o motor de arranque serve função dupla como alternador, assim que o motor entra em funcionamento.

A PCX tem uma grande nódoa, no entanto. A suspensão traseira é muito seca e transmite vibrações e pancadas às costas de modo desagradável sempre que o piso deixa de ser liso. Não sei se o problema reside na qualidade dos dois amortecedores ou no reduzido curso traseiro de 75mm, mas fiquei desiludido. Saltei directamente da Honda para a minha PX e esta última não me pareceu mais desconfortável que a PCX, que é algumas décadas mais recente e possui rodas maiores.

Honda PCX 125 test-drive

As cores disponíveis são o branco pérola, o cinzento metalizado e o preto, sempre com o banco e os plásticos em preto. Os bancos e plásticos em castanho, que ficam lindos com a cor branca, não virão para Portugal. Há acessórios; vi uma com um vidro dianteiro grande e um top-case que lhe ficavam muito bem, davam-lhe "corpo".

Finalmente chegamos ao preço. Quanto estão habituados a pagar por uma scooter de qualidade Japonesa ou Europeia? Certamente muito mais que os 2550 euros com desconto incluído que vos pede a Mototur, chaves na mão. Este preço chega até a concorrer com muitos produtos originários da China e da Coreia que não possuem nem de longe a reputação do gigante nipónico. Bom e barato, quem diria!

Honda PCX 125 test-drive

Apesar de ter 4 mudanças a menos e 2 tempos a mais, eu recomendaria sem dúvida a Honda PCX a um amigo, com apenas uma hesitação. Se andarem muito em piso mau, experimentem-na antes de comprar para aferirem a compatibilidade da vossa espinha com a suspensão traseira da PCX. Não possui muitos gadgets para brincar mas acerta nos alvos todos: aspecto, qualidade, motor e preço. O inimigo é forte.

Honda PCX 125 test-drive

Deixo aqui um agradecimento especial ao Hélder da Mototur por ter possibilitado este test-drive. Localizada em Gaia, a poucos minutos do Porto, a Mototur merece uma visita para consultarem as vossas necessidades motociclísticas.
       

21.1.11

Bob testa uma Honda PCX

Porquê testar uma scooter moderna num blog orientado para os modelos clássicos? Bem, a resposta curta é que era grátis.

Honda PCX125 test-drive
Avintes é a Riviera do Norte de Portugal

A resposta comprida é que já arruinei a minha vida em 2008 e já, e além disso será bom treino para um test-drive super-mega-hiper-especial que vou fazer a médio prazo, se tudo correr como planeado. A Honda PCX tem feito ondas no charco das aceleras 125 graças à sua aparência moderna, motor de consumo frugal e preço extremamente simpático. É a candidata ideal para avaliar as forças do inimigo continuamente variável.

Honda PCX125 test-drive
Os motores a 4 tempos precisam de rodagem?...

Assim, não foi sem uma pequena dose de trepidação que ontem me desloquei à Mototur em Gaia e assentei o meu firme e escultural rabo numa Honda PCX125 com apenas 23.2 kms no mostrador, e me fiz à estrada. com uma máquina fotográfica sem cartão de memória e duas baterias descarregadas (duh!). O que aconteceu a seguir poderão lê-lo na Segunda-feira.
    

5.1.11

Metendo mais óleo

A Horta tem sido inundada com emails, mensagens e postais turísticos (é mentira, ninguém perguntou) todos portadores da mesma questão: qual é o óleo da Horta? Bem, eu usava uma fórmula especial extraída e misturada numa zona secreta da Arábia Saudita por raparigas virgens alimentadas a mel e sumo de tâmara, mas essa fonte secou. Recomendo agora o Putoline TT Sport sintético, com um PVP indicado de 8 euros. Bom e barato, que mais se pode querer?

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1.12.10

Capacete Nexx XR1R

É tempo de finalizar o teste do capacete Nexx XR1R! Podem ler as impressões iniciais e descrição aqui, antes de prosseguirem.

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O meu Nexx tornou-se um companheiro de viagem inseparável

Visibilidade. Excelente! O campo de visão é absolutamente panorâmico. É tão amplo, de facto, que fui obrigado a fazer a minha modificação do costume e adicionar uma "pala" de fita adesiva preta no topo da viseira para cortar o Sol.
O único obstáculo à visibilidade é o bloqueio da viseira na posição fechada (boa característica de segurança) que me irritou bastante ao andar com a viseira entreaberta - está ali uma mancha negra constante no nosso campo de visão. No entanto, agora que já estou habituado, quase que nem noto.

Conforto. Nota elevada. A minha única queixa é que aperta um pouco na testa mas cada cabeça é diferente e a minha tem que albergar um crânio sobre-desenvolvido. Estou muito satisfeito tendo em conta que não experimentei os vários tamanhos (o tamanho L foi escolhido por net) e que ainda não me dei ao trabalho de brincar com as extensas possibilidades de ajuste fornecidas pelas várias inserções almofadadas.
A leveza extrema ajuda muito nas viagens longas e é outro ponto forte no campo do conforto.

Barulho. Nos primeiros quilómetros o XR1R pareceu-me extremamente bem insonorizado, mas creio que isso se deveu ao contraste com o meu capacete antigo que já estava cheio de folga e deveras barulhento. Com o passar do tempo a minha opinião mudou e dou-lhe agora uma nota média. Muito silencioso aos 60km/h, nota-se o barulho do vento aos 80km/h, torna-se um pouco incómodo aos 100km/h.

Mau tempo. Sem queixas; a viseira é impermeável quando fechada e não notei tendência para embaciar.

Ventilação. Nota média. Está lá mas não me deslumbrou, estava à espera de mais.

Construção. Nota máxima! Todas as pecinhas importantes continuam no sítio e a funcionar como novas. Registo apenas dois problemas, ambos de gravidade quase nula: uma tampinha do furo do pinloc caiu (tive que o tapar com fita adesiva pois fazia barulho aerodinâmico) e a extremidade da fita de queixo desfiou um pouco.

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Furo do pinloc tapado com fita adesiva; em baixo à esquerda o pequeno papo preto que bloqueia a viseira na posição fechada

Fivela. O XR1R é um produto de gama alta, com uma vocação que pende para o pessoal das CBRs e os track days e o camandro. Nesse sentido, a fivela de anel duplo comum nos capacetes mais "racing" faz todo o sentido e é perfeita. Só que eu ando de Vespa no dia-a-dia, e aí a fivela torna-se extremamente irritante.
É fácil de abrir depois de lhe apanharmos o jeito, mas é chata de fechar, tarefa que se torna impossível então com luvas vestidas. A fazer recados na cidade é fastidioso ter que estar sempre a dar o nó para podermos levar o capacete na mão. Aliás, cheguei a deixá-lo cair uma vez por me ter recusado a repetir o processo pela enésima vez naquele dia.
Nota baixa para a fivela: não é um defeito do capacete, mas torna-se um defeito da maneira como eu o uso.

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Ponta da fita desfiada e a lenta fivela de anel duplo
 
Relação preço/qualidade. Dou-lhe uma nota boa, mas não excelente. Vale todo o dinheiro e mais (construção em triplo compósito de baixo peso e sistema de regulação de encaixe inédito, não esquecer), mas o preço a rondar os 200 euros é considerável.
Adoraria ver um XR1 "econo" com uma construção mais económica e uma fivela de encaixe rápido: campeão total de vendas!

Resumo: recomendado! (em branco fica liiiindo) Porquê mandar divisas para o estrangeiro quando podemos ter material lusitano de categoria mundial? Leiam uma segunda opinião no eloquente blog Offramp.

Blusão Drenaline Flexis

Depois de muitos quilómetros debaixo de Sol e chuva, eis a avaliação final do blusão Drenaline Flexis. As impressões iniciais e introdução encontram-se aqui.

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A Cuscas adora o Flexis, e eu também

Qualidade. Nota máxima! Pode ser Made in China mas continua na mesma condição do dia em que chegou. Os fechos e botões continuam perfeitos, e nem um único ponto saiu do sítio - estou muito contente.

Conforto. Nota positiva. Queixei-me a princípio que o blusão era rígido, mas essa sensação desvaneceu-se. O Flexis "cai" bem, e não abana com a deslocação do vento na estrada. Possui bolsos para todos os gostos bem como várias regulações para ser ajustado ao corpo de cada um.

Gola. Nota quase perfeita, se o velcro de fecho não fosse tão tímido. Sem queixas de conforto mesmo com o pescoço nu, peca por ter uma área de velcro muito pequena, defeito partilhado pelo meu casaco antigo de outra marca. Ao usarmos roupa com gola ou um cachecol, torna-se difícil fechar a gola e mantê-la fechada. Uma área de velcro maior resolveria este problema e impedir-nos-ia de termos que estar a fazer tiro ao alvo às cegas com dois rectângulos minúsculos de velcro.

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As inserções de velcro na gola funcionariam melhor se fossem maiores

Protecções. Nota assim-assim. As protecções dos ombros e cotovelos são substanciais mas a protecção das costas é apenas um bocado de espuma fina, parecendo-me pouco mais que simbólica. Existe um ajuste de aperto do casaco à volta do bícepe, mas a manga na zona do cotovelo é bastante folgada e a protecção nessa zona "flutua" muito (o meu casaco é XL, em tamanhos diferentes a situação poderá ser outra). Tenho dúvidas que, em caso de queda, as protecções do cotovelo se mantenham no lugar para cumprirem a sua função.

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A protecção do cotovelo e o ajuste de duas posições no bícepe

Verão. Nota assim-assim. Desconfortavelmente quente se estivermos parados no trânsito da cidade, razoável na estrada. No entanto, este não é um casaco de Verão.

Inverno. Nota má. Não tive problemas com o frio, graças ao forro destacável e à gola justa. Fiquei bastante desiludido, no entanto, pelo comportamento à chuva. A água não repousa em bolinhas em cima do nylon Cordura, sintoma comum nos materiais repelentes de água, mas tende antes a ser absorvida. A boa notícia é que o nylon não retém água - não "encharca" - e o revestimento impermeável interior não deixa passar a humidade. Assim, para um casaco cuja camada exterior não é impermeável, até nem nos molhamos muito. Os punhos e os cantos inferiores, por outro lado, já ensopam bastante por possuírem várias camadas de tecido sobrepostas. Um casaco impermeável separado é indispensável, na minha opinião.

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O teste da torneira

Resumo: recomendado, mas para condições temperadas. No Inverno a falta de resistência à água é uma desvantagem grande, e durante o Verão é incómodo para os mais sensíveis ao calor. É ideal para os restantes 6 a 8 meses do ano, exactamente como foi desenhado.

16.8.10

Desenvolvimentos sociais

Na minha infinita sabedoria, ocorreu-me que seria recomendável possuir um meio de propagação das minhas ordens e regulamentos agora que a Dominação Mundial © foi atingida. Após alguma pesquisa, achei um site minimamente apropriado para tal chamado Facebook, não sei se conhecem?... Assim, se já tivermos conversado em pessoa mais de cinco vezes, dou-vos permissão para tentarem entrar para a minha lista de súbditos.

Ainda na coluna de acontecimentos sociais, o Tiago do ScooterPT conseguiu recolocar a sua Rally 200 na estrada de modo fácil e económico graças ao velho truque de conversão do CDI mostrado na Horta antiga. Ele ficou tão contente que decidiu expressar a sua satisfação em formato GIF. Prefiro um banner animado a 10 mensagens anónimas!



Curiosidade: este é o segundo GIF animado na Horta, o primeiro é este.

26.7.10

Blusão Drenaline Flexis - primeiras impressões

Se não conhecem a marca nacional Drenaline, então estão a falhar. A Drenaline, segundo o site respectivo, "apresenta-se como uma marca de equipamento para desportos de acção, posicionando-se no mercado de acessórios para motos e motociclistas. Marca jovem, entrou no mercado em 2004 pelas mãos da MASAC, empresa com 51 anos e com sólida e conhecida actividade na área do motociclismo, sendo importadora nacional de marcas de prestígio mundial."

Para além de peças para motas off-road e quads, a Drenaline também apresenta uma gama completa de equipamento na forma de blusões, calças, botas, luvas, capacetes e mais, querendo tornar-se uma marca conhecida a nível internacional. E que melhor maneira de atingir esse nível de dominação que enviarem-me um casaco para testar?


Curiosidade: todos os pares de calças de Bob assentam-lhe mal

Este é o blusão Flexis para homem, em preto (também existe com os flancos em azul, cinzento e vermelho, e em corte de senhora), com um preço recomendado de 173.03€. Dos muitos blusões presentes no catálogo da marca de Cantanhede, o primeiro a chamar-me a atenção foi o blusão Atlas GT (estilo BMW-Touratech, 'tão a ver?) mas que não é adequado para um uso mais geral.

O Flexis encaixa muito melhor num uso multifacetado e foi esse modelo que o pessoal simpático da Drenaline me enviou. Construído com o conhecido e durável tecido Cordura, este recebe ainda um tratamento de Teflon para maximizar a resistência à água e à sujidade. Entre o tecido exterior e o forro encontra-se uma membrana Eyedry (estilo GoreTex, presumo) que alega capacidades impermeáveis e respiráveis.

O blusão Flexis pode ter sido desenhado em Portugal mas é feito na China, e bem feito: não encontrei nenhum problema de fabrico dando uma sensação geral de qualidade e solidez. Existe uma peça interior facilmente destacável para usar na estação mais fria, inserções reflectoras para segurança, e protecções interiores homologadas nos ombros, cotovelos e costas. As protecções de ombros e cotovelos possuem carapaças rígidas de plástico mas a protecção nas costas é uma placa de espuma espessa que, creio, será mais eficaz contra abrasão que contra impactos.

Ao vestir o blusão notei logo as mangas compridas que impedem queimaduras solares nos pulsos (falha grande no meu blusão antigo) e na rigidez geral da peça que acaba por não incomodar mas é algo que se estranha de início. Esta rigidez compensa a velocidades elevadas já que o tecido não entra naquela vibração aerodinâmica tão irritante; existe até um ajuste na zona dos bíceps para moldar a manga ao braço e contrariar ainda mais o fenómeno.

A zona da gola é suficientemente confortável para usar num pescoço nu. O número e posicionamento dos bolsos são adequados mas não existem aberturas para ventilação: estou convencido que nunca existirá um verdadeiro blusão de 4 estações (a não ser que custe 3 milhões de dólares e diga "NASA" na frente") e o Flexis (que não alega sê-lo) suporta a minha teoria já que é bastante quente nos dias de calor. Em condições mais temperadas comporta-se muito bem no termómetro mas os mais sensíveis às temperaturas altas deverão considerar um casaco específico para o Verão. Quanto ao comportamento em condições de chuva e frio ainda é uma incógnita; esperem pelo meu teste final no fim do ano. Até agora estou muito contente, desde que não fique preso no trânsito debaixo do Sol de Verão.

23.7.10

Aprende a andar de bicicleta no Porto

Às vezes tomamos a habilidade de saber conduzir um veículo de duas rodas como garantida e automática, mas tal está longe da verdade. Para as muitas e silenciosas pessoas que nunca experimentaram o prazer de pedalar, o pessoal simpático da Cenas a Pedal oferece cursos de condução de bicicleta profissionais e bem pensados.

A Ana e o Bruno estão baseados na zona da capital mas vêm em excursão ao Porto brevemente espalhar a Boa Nova Velocipédica. Falem com os amigos, família, vizinhos e namorada, inscrevam-se no curso e aproveitem esta oportunidade para aprender a andar de bicicleta! Toda a informação aqui.



20.5.10

Em caso de agarranço...

Esta próxima malha é dedicada àquele blog da Margem Sul que está fresquinho no pedaço mas que já anda a fazer ondas nesta poça rasa e fétida de jaguncice que é a blogosfera da cena scooterista clássica nacional (CSCN) barra vida, o OKesAgarrou. Sai um gráfico para a mesa do canto.

(inspirado em factos reais, realizado no Paint)

15.4.10

Capacete Nexx XR1R - primeiras impressões

Os colegas simpáticos da Nexx enviaram-me um dos seus modelos novos, o XR1R, para eu testar. Fiquei bastante impressionado com a dedicação desta firma nacional à qualidade e à inovação quando os visitei, e desconfio que todos aqueles que experimentarem o XR1R (ou XR1.R, como também parece ser chamado) ficarão com a mesma opinião.



ASPECTO E PESO
A minha primeira impressão do XR1R foi quando peguei no caixote que o cavalheiro da transportadora me entregou, e jurei a pés juntos que era impossível que contivesse um capacete, tão diminuto era o seu peso! O Nexx acusou 1350 gramas na minha balança (tamanho L - os tamanhos inferiores deverão pesar 1300 gramas) contra 1610 gramas do meu velho CMS GP4.

Este peso baixíssimo é uma grande vantagem do modelo e provém, em grande parte, da construção "Tri-Composite" da carcaça que reúne carbono, fibra de vidro e kevlar para aumentar a capacidade de absorção de choques e a resistência, bem como diminuir o peso de modo notório.

Quanto ao aspecto, sempre fui preconceituoso contra o design moderno - se fosse por mim, viveríamos todos nos anos 60. No entanto o XR1R consegue agradar-me com um aspecto fresco e moderno mas sem parecer um crânio alienígena radioactivo.

O fecho do capacete é do tipo anel duplo, como normalmente se usa em competição. Este tipo de fecho é considerado como mais seguro que o sistema de fivela que sempre usei mas menos prático pois demora algum tempo a fechar, especialmente com luvas calçadas. Algum treino deverá minorar este inconveniente.


QUALIDADE
A pintura é simplesmente perfeita e os acabamentos são excelentes nos sítios à mostra. Só nos recantos escondidos é que se encontram coisas como manchas de cola. A lista de características é extensa e inclui itens interessantes como porções de material reflector na zona visível do estofo e uma pequena aba que tranca a viseira na posição fechada.

Os sistemas de abertura da viseira de 2mm de espessura e das entradas de ar são realizados em plástico, com um funcionamento simples; veremos se surgem problemas de durabilidade. O forro é facilmente removível para ser lavado o que facilita muito a vida em comparação com capacetes de forro fixo.


CONFORTO
O XR1R é muito silencioso e tem soberba visibilidade - não se conseguem ver as arestas da abertura frontal em andamento. O argumento mais forte ao nível do conforto é o "Ergo Padding System", basicamente um kit de esponjas de 2 e 4 milímetros de espessura, que podem ser colocadas por baixo do forro individualmente para afinar o "encaixe" do capacete na nossa cabeça. É um autêntico Ovo de Colombo que não se vê nem em capacetes mais caros.

Existem duas entradas de ar no topo e mais uma no queixo, ajustáveis, e quatro saídas. A ventilação parece boa mas ainda não apanhei uma valente caloraça para o comprovar. Também reservo a minha avaliação do conforto geral porque estou a ter alguma dificuldade em adaptar-me a um capacete novo e justo depois de ter passado os últimos 2 anos com um penico completamente "açapado" e cheio de folga. Posso relatar com confiança, no entanto, que existe amplo espaço para usar óculos.


O preço recomendado do Nexx XR1R "Plain" (cor única, como este) é de 219.99 euros, mas desconfio que o preço real nas lojas será inferior - procurem um pouco e serão recompensados. Existem ainda outras versões do XR1R com decorações variadas a 249.99 euros, que elevam o número total de combinações de tonalidade e grafismo para 400 ziliões. Só os mais picuinhas é que não conseguirão encontrar um XR1R de que gostem! Existe ainda uma versão em carbono com um peso de 1200 gramas e forro Coolmax, se estiverem interessados em gastar 349.99 euros.

Este foi um primeiro contacto com o Nexx XR1R. Assim que tiver feito um número decente de quilómetros com o meu novo protector craniano, apresentarei um relatório mais aprofundado.

14.4.10

Novo portal Mota Clássica

"Já foi lançado o mais recente portal online dedicado às motos clássicas. Chama-se MOTA CLÁSSICA e promete ser um espaço de compartilha de informação. Se é um apaixonado pelas motas antigas, aproveite e compartilhe as suas ideias, fotografias, videos [sic], eventos, entre outros artigos que considere interessantes – o registo é GRÁTIS !"


É verdade, acabou de aparecer um site novo que parece querer juntar fotos, vídeos, classificados grátis e artigos submetidos pelos utilizadores. Como o terreno das motas clássicas é extremamente fértil, não duvido que este portal vá ter um mínimo de sucesso. Por outro lado, o conteúdo inicial parece ser bastante aleatório e consistir em material "emprestado" da internet. Se estiverem a contar apenas com material submetido pelos utilizadores, temo que a qualidade não vá subir.

Não consigo deixar de pensar que este site é apenas uma estratégia desta empresa para publicitar os veículos do tipo chinês que importam (scooters, quads, buggys, mini-motas...) mas não há nada de errado nisso se a comunidade das motas clássicas obtiver um recurso interessante e funcional. Dou-lhes o benefício da dúvida e desejo-lhes sorte.

5.3.10

Novo Vespa Clube do Ribatejo

O Sr. João acaba de formar o Vespa Clube do Ribatejo. Esta nova colectividade, com sede no Cartaxo, pretende colmatar uma falha existente no Ribatejo, mais concretamente em Santarém e concelhos limítrofes, e unir os Vespistas da zona. Ainda em rodagem, o VCR não irá organizar encontros para já estando ainda a angariar sócios. Se são da zona, os contactos estão na figurinha. Bons quilómetros, colegas!