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23.1.17

Bob constrói um armário de ferramentas - parte 4

Depois do desastre de visualização 3D mental em que parámos na sessão anterior, fui obrigado a pegar no instrumento de correcção universal, a rebarbadora. Uma sessão de rectificação dimensional e um ou dois discos de corte depois, o problema estava resolvido. Só desperdicei duas horas e só me magoei uma vez. Recompensei-me pela resolução não muito dolorosa deste problema espinhoso snifando um pouco de diluente.

homemade tool chest

Foi também por esta altura que eu descobri que a cantoneira do topo é de 25mm, apesar de eu ter pedido 20mm ao tipo da loja. :\ Sabotador dum raio.

A snifadela de diluente permitiu-me começar a cortar as gavetas sem me preocupar com a quantidade estúpida de trabalho que isso representa. (pude usar o armário semi-acabado como suporte das placas, o que foi bom, mas a largura da minha área de trabalho era pouco maior que a largura das placas, o que foi mau) Uma peça já está, só faltam 35.

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Se estão a pensar que não há grande relação entre corte de aglomerado e um blogue scooterista, fiquem sabendo que usei a minha esferomáquina da SIP para marcar os cortes. Desculpas aceites.

homemade tool chest

Nunca mais faço gavetas na minha vida!!! Pelo menos até ter uma garagem grande e uma serra de mesa...

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Montando gavetas...

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... com o olhómetro de precisão...

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...tentando não fazer burradas grandes...

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...e não correu muito bem. A escassa tolerância das corrediças não conseguiu absorver todas as minhas burradas inexactidões inerentes ao processo construtivo em questão. Tive que andar a inventar com anilhas mas pronto, 'tá feito. Se for necessário, mais tarde, tiram-se as gavetas e fazem-se uns espaçadores decentes.

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Nem se nota que foi rebarbada à bruta! Uma borradela de verniz e uns puxadores de gaveta hipsters depois, e está concluído este capítulo da minha vida. A minha garagem é um sítio melhor.

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20.1.17

Bob constrói um armário de ferramentas - parte 3

O meu armário de ferramentas artesanal está a funcionar tão bem que decidi aproveitar o entusiasmo e a energia cinética construtiva para gerar uma versão maior para baixo. Terá a mesma largura e profundidade, 80 centímetros de altura mais rodas, e também seis gavetas (mas mais altas). O OLX forneceu-me rodas reforçadas a 3 euros cada e o Bunker ofereceu um tubo quadrado potente que tinha o comprimento perfeito.

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O primeiro passo: soldar uma base rectangular.

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O segundo passo: cortar a base rectangular porque ficou toda torta. Soldá-la novamente na bancada em vez do chão porque a bancada é bastante menos desnivelada que o chão.

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O terceiro passo: cortar a base rectangular mais um pouco porque ainda estava meio torta e soldá-la novamente.

O quarto passo: mandar um "que se lixe, já está bom" e montar as rodas com parafusos M10.

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Respondendo favoravelmente a uma nova solicitação, o OLX alinhou-me com um lote catita de contraplacado (7.5 euros, bom negócio) e a Rua do Almada proporcionou a aquisição de cantoneira de 30mm (para os verticais) e de 20mm (para a base no topo).

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Soldei a base no topo tendo muito cuidado para ficar tudo quadrado, com sucesso parcial. Os perfis tiveram que ser entalhados nas extremidades para encaixarem; cortar as extremidades a 45 graus e soldar as resultantes arestas finas com eléctrodo pareceu-me uma boa receita para um desastre irrecuperável.

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Os verticais apontados no sítio. Não foi bonito tentar colocá-los todos perpendiculares, paralelos, alinhados e às distâncias certas. :\ Ainda pensei em cortar os painéis de aglomerado primeiro e usá-los como "esquadros" para garantir que os verticais ficavam no sítio, mas foi tudo à frente da máquina de soldar. Em retrospectiva, não teria sido uma má ideia.

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A levar a primeira "demão" de aglomerado que se tornará, espero eu, em parte estrutural e reforçante (reforçativa? refórcita? reforçamentosa?) do armário. Uns entalhes para acolher as porcas de fixação das rodas (não se vêem do lado de fora) e uma lambidela de verniz para prevenir contra derrames acidentais de Sumol e está a rolar.

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Pintura! Eu ia pegar no spray preto mas, imediatamente por trás, estava o spray azul a sussurrar que só se vive uma vez. Sim, a minha garagem é muito apertada. Posso queixar-me e resmungar e sonhar com uma oficina grande, ou então posso construir um armário de ferramentas ou dois.

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Não ilustrei este passo no relato do armário superior. As corrediças vêm preparadas com umas pequenas abas que encaixariam em aberturas no metal, num armário e gavetas metálicos. Só que o meu armário não é de metal e por isso tenho que partir as abas em 24 peças diferentes, limar as arestas em 24 peças diferentes, realizar furos em 24 peças diferentes, e limpar as limalhas metálicas que caíram para os rolamentos em 24 peças diferentes. E só então estou pronto a montar as corrediças. Poupar dinheiro dá trabalho...

homemade tool chest

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E então, subitamente, o DESASTRE! Excesso de confiança, distracção, mau karma, não sei. Eu sabia a espessura das corrediças de cabeça e fiz as contas para me certificar que havia espaço para a gaveta... mas as corrediças batem nas colunas e não conseguem sair. Duh. O pior é que acho que me lembrei deste pormenor quando comecei a pensar no armário, mas não consegui achar cantoneira de 20x30mm, costumam ser todas simétricas. Tive que comprar 30x30mm e lixei-me.

homemade tool chest

Conseguirá Bob recuperar deste beco sem saída estrutural? Ou será que três tardes inteiras de trabalho irão parar à reciclagem? Dulcineide descobrirá que Rovaldo é a sua irmã gémea? As respostas na Segunda-feira, exactamente aqui.
   

16.11.16

Bob constrói um armário de ferramentas - parte 2

(a parte 1 está aqui)

Como o armário é ligeiramente maior que o carrinho metálico que lhe vai servir de base, fiz uma estruturazita em madeira robusta para o apoiar. Há umas chapinhas de lado para o monstro não escorregar. (o "Monstro", gosto desse nome...)

DIY particle board toolchest

E aqui está o Monstro na sua nova casa, pela primeira vez. Tive que tirar as gavetas para conseguir pegar nele, é consideravelmente pesado.

DIY particle board toolchest

Ora as arestas do contraplacado* estão todas à mostra e são feias; podia ficar assim mas é como restaurar uma Vespa antiga e meter-lhe parafusos Allen, é mau karma. O que se faz em carpintaria é adicionar uma ripa de madeira sólida ao longo das arestas para as tapar e dar um aspecto acabado. E eu fiz algo semelhante. #todopipi

DIY particle board toolchest

O próximo passo é colocar as frentes falsas nas gavetas, que vão tapar muitas imperfeições e desalinhamentos. Se ficar tudo bem espaçado terei uma hipótese razoável de esconder o amadorismo do Monstro. A foto mostra a colocação da primeira frente falsa, na gaveta de baixo.

DIY particle board toolchest

E agora com todas as frentes já coladas e tudo funcional.

DIY particle board toolchest

Sweet! O passo seguinte foi adicionar duas pegas potentes de cada lado (passei uma fita de carga pelas pegas e por baixo do carrinho para garantir que o armário não tomba), montar uns puxadores de gaveta reciclados de um metro de carpinteiro antigo, e dar uma camada de verniz (a lata recomendava duas ou três camadas mas eu sou preguiçoso rebelde).

DIY particle board toolchest

Feito! Está a funcionar muito bem para já mas vamos ver como o contraplacado fino se aguenta a longo prazo com todo o peso. Calculo que exista uma probabilidade de 40% de ter que reconstruir algo nos próximos 2 anos.

Quanto a custos, gastei uns 30 euros para construir o "Monstro" o que representa um valor muito agradável até me lembrar que também estraguei umas calças de 30 euros. Bah. Por um lado tive sorte em achar material grátis e corrediças baratas, mas por outro lado fui eu que criei a minha sorte estando activamente à procura de madeira na rua e de corrediças no OLX e mexendo-me para os ir buscar. Quero receber algum crédito aqui, não foram só acasos aleatórios do Universo os responsáveis.

DIY particle board toolchest

A gaveta número quatro é a minha preferida. Talvez mais à frente eu faça um armário para baixo, mais alto que o carrinho actual, mas já seria necessária uma estrutura metálica. E, claro, autocolantes.

* Tecnicamente não se trata de contraplacado, mas sim de aglomerado; contraplacado é constituído por várias folhas alternadas, aglomerado é uma mistura de pequenos pedaços de madeira e cola.


[UPDATE: Acabei mesmo por fazer outro armário para baixo, ver aqui!]
    

1.11.16

Símbolo quadrado da Piaggio mega potente para a minha garagem

Ontem posso ter conspurcado a garagem com símbolos impuros de heresias teutónicas, mas hoje redimo-me e purifico o meu templo de divindade mecânica com este mega potente reclame retrô de pura patine artificial e artesanal totalmente hipster vintage do deslumbrantemente magnífico "símbolo quadrado" da Piaggio. Para mim é das coisas mais bonitas de todo o universo visual das Vespas antigas. E agora tenho um na parede. BAM! **deixa cair o microfone**

retro Piaggio logo sign

retro Piaggio logo sign

retro Piaggio logo sign

Untitled

   

1.1.16

Depois da Consoada, garagem arrumada

Mais uma voltinha em torno de uma esfera de fogo flutuante no vazio, iei! Energizado com o espírito festivo da quadra, desci até à garagem-satélite do meu domicílio urbano e porcedi a uma sessão de organização e limpeza, cujos resultados me deixaram agradavelmente surpreendido. Haverá algo mais simbólico da entrada num novo ano que reciclar as garrafas de óleo vazias que se escondem pelos recantos escuros?

PC262692

Agora só falta arrumar o Bunker mas isso é outra ordem de grandeza... Numa nota menos positiva, as rachas da garagem parecem maiores - acho que posso começar a guardar garrafas de óleo vazias (G.O.V.) dentro das paredes...

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Os servidores da Horta foram inundados de mails (I.D.E.) nos últimos dias com leitores a quererem saber o que é que eu recebi de prenda Natalícia. Pois direccionem os vossos globos oculares gordurosos nesta ilustração ilumino-digital:

PC307844

Táu! Mega-potente! É o Deadpool, meus. #thatshowiroll Um excelente ano para todos nós e ide rolar, meus filhos.

deadpool
      

28.5.15

Bob bricola boa bancada

Como se devem lembrar, ontem procedi a uma relocalização drástica do ferramental Hortícula. E para que fim? Para construir uma bancada de trabalho.

Ora então esta é a matéria-prima. Três pernas curtas de 1000mm, três pernas longas de 1800mm, cinco travessas de 820mm, e duas longarinas de 2440mm (tudo isto com uma secção de 100x40mm). Para o tampo queria uma placa de MDF de 2440x900x20mm, mas tive que me safar com duas placas de 1220mm. Encostado à parede está um painel de melamina reciclado com 2440x600mm.

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O primeiro passo é construir a estrutura do tampo com as duas longarinas a ensanduicharem as cinco travessas. O comprimento deste tampo é a medida bastante comum de 2440mm. E porquê comum? Porque é esse o equivalente métrico a oito pés nas medidas da Rainha de Inglaterra. Se tiverem uma pick-up Norte-Americana ficarão agradavelmente surpreendidos quando comprovarem que a caixa de carga foi desenhada para acomodar tábus e placas com os ditos oito pés de comprimento.

A largura é de 900mm. Eu gosto duma bancada bastante "profunda" porque tenho braços compridos para chegar até à parede; no entanto, uma medida de 700mm será mais convencional e poupa espaço de garagem.

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O desafio seguinte é adicionar altitude a esta armação, o que se revela complicado se estivermos sozinhos :\. Felizmente o meu carrinho e mala de ferramentas combinados tinham a altura certa para apoiar um lado enquanto eu aparafusava a primeira perna do outro lado.

A altura do tampo é de 1000mm. Esta é uma questão de gosto pessoal mas encorajo-vos a experimentarem uma altura superior à vossa primeira escolha. Muitas bancadas que se vendem nas grandes superfícies de bricolagem têm 80 e tal centímetros de altura, o que é manifestamente insuficiente para um homem de estatura típica.

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Agora com as pernas todas no sítio. Reparem que as três pernas mais compridas servem também de suporte para o painel de ferramentas. Como têm 10cm de "espessura" e estão afastadas da parede pelas longarinas, isso aproxima o painel de ferramentas ao utilizador e proporciona fácil acesso; se o painel tivesse sido colocado directamente na parede, estaria muito afastado por causa dos 90cm do tampo.

As pernas foram aparafusadas à estrutura do tampo com parafusos compridos. É preciso atenção com o espaçamento destes parafusos para não entrarem em conflito com os  parafuso das travessas; também não podem estar muito próximos das longarinas senão não há espaço para o berbequim os apertar. Eu devia ter tirado uma foto que ilustrasse esta situação mas é muito mais divertido se vocês descobrirem estes problemas ao vivo.

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Finaliza-se com a aplicação do tampo (recortado para encaixar nas pernas traseiras) e com o painel de ferramentas. O espaço vazio por baixo do painel será ocupado com conjuntos de gavetas organizadoras ou cubículos de arrumação.

Depois de se aparafusarem os painéis de MDF, toda a estrutura horizontal do tampo fica perfeitamente sólida. No entanto, as pernas oscilarão bastante já que não possuem nenhum reforço ou triangulação, devido a uma decisão consciente de design minimalista. Esta falha grave de rigidez é resolvida fixando a longarina traseira à parede com umas simples ferragens em L.
workbench

O último retoque foi  a colocação de uma prateleira a todo o comprimento por cima do painel de melamina, apoiada no topo das pernas de trás, para colocar as latas de spray preto-fosco. Falta só aparafusar uma extensão eléctrica à mão de semear e já 'tá. Uma variação possível desta bancada, se tivermos a certeza que ela não mudará de sítio, é dispensar por completo as pernas traseiras e prender a longarina de trás directamente à parede.

Como é a vossa bancada? Que truques é que empregaram na construção? Têm alguma sugestão para melhorar o meu desenho?