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13.4.16

Soldadura

Alguma vez vos aconteceu estarem a trabalhar na oficina, começarem a ver sangue nas ferramentas, perceberem então que se cortaram, esfregarem o sítio da fuga* com o pano nojento do óleo, enrolarem um bocado de fita isoladora no dedo e continuarem a trabalhar como se nada se tivesse passado? Pois, eu também não.

Bem, o que eu vos queria dizer é que finalmente as minhas soldaduras (soldações? soldagens? soldamentos? soldótipos?) deixaram de parecer bocados de ranheta seca e passaram a assemelhar-se a bocados de ranheta molhada. Uma grande evolução!

stick weld

A razão básica para tão demorada evolução prende-se com a extrema violência intrínseca ao processo, ora confiram. Bué metal! \m/


* os civis têm cortes e arranhões, os Vespistas têm fugas e deficiências de vedação
    

28.3.14

Compra de impulso

É raro fazer compras de impulso mas não inédito. Saquei isto no Leroy, por 39€99.


Notem autocolante "new old stock" dos Sakanas, para aumentar a penetração (ihihih). Tudo fica melhor com autocolantes.

"Bob, já sabemos que és fantástico e fazes tantas cenas fixes mas... Também soldas?" Sim, gosto de pensar que dou uns toques. E com um capacete digital de auto-escurecimento solar celular visual de alta tecnologia de soldadura de soldamento, ainda vou ser melhor. Progresso através do consumo.
     

17.9.10

Projecto Porta-couves para Pêxizer

Há muito que queria um P.C. (Porta-Couves) para trás para complementar o meu dianteiro que, apesar de extremamente prático, não gosta de cargas grandes (ficam a tapar o farol). As ofertas no mercado não me seduziram devido ao tamanho excessivo, às secções articuladas estapafúrdias e à insistência nos cromados. A única solução revelou ser customizar um P.C. para largeframes tipo Sprint e Rally.

the before shot

Como podem ver na foto do "antes", a fixação inferior é composta por uma travessa que une as duas pernas e da qual saem dois pernos M8 que entram nos furos originais para a matrícula Italiana. A travessa teria que ser cortada para trocar esses pernos para M6 (para não ter que estar a alargar furos no chassis, algo proibido pela minha religião) e para facilitar o encurtamento das pernas.

Este sistema de travessa com pernos afigura-se-me como simples e elegante. Mais simples que o sistema de chapa grande por trás da matrícula, mais área de contacto que ter apenas um olhal na extremidade esmagada de cada perna, e mais elegante que ficar com o parafuso à mostra. Como concordará qualquer pessoa que já tenha tentado desenhar uma estrutura ou mecanismo (estive envolvido profissionalmente no design de maquinaria industrial durante algum tempo), "simples e elegante" é uma combinação extremamente difícil de obter; o normal é "complicado e esquisito", e isso nunca funciona bem.

A fixação superior usa os mesmos três furos e foi só encurtada para chegar o porta-couves à frente e evitar o look "prancha de mergulho". As pernas também tiveram que ser encurtadas e dobradas para combinarem com o formato diferente do chassis, o que implicou muitas subidas e descidas da escada que dá para o Bunker. Uma visita ao soldador depois...

new rack

...tenho um PC, nem muito grande nem muito pequeno, discreto, robusto e ao meu gosto, com um custo total pouco mais que simbólico. Curiosidade: o meu PC dianteiro também necessitou de ser massajado para encaixar - acho que era um modelo para a PK - tornando a minha Vespa na única que conheço que anda com dois PCs "errados".

new rack

10.4.07

A minha Rally verde-escarro

Ora então a minha Rally 180 de tonalidade "verde-adeiramente" hortícula repousava já há muito tempo no canto da garagem, com um grande buraco no lugar do cilindro. A sua extrema maturidade mecânica acabou por levar o melhor da minha velha amiga, levando-a a encostar graças a uma desintegração parcial do pistão que a impedia de passar dos 60 à hora. Mas continuava a pegar bem, a aguentar o ralenti, a gastar pouco e a ter força. Os mais veteranos poderão lembrar-se da minha máquina de tais ocasiões tais como um épico episódio de Vespa Surfing (a explorar com mais detalhe posteriormente), de várias visitas a Leiria, dos dedos oleosos do Mexe marcados no avental, e de uma breve mas memorável aparência na televisão (ai a menina da NTV!).

Consegui recentemente localizar um escape novo por uns meros 25 euros, com o adorável feitio de bexiga de porco. O dono anterior tinha tentado adaptá-lo a uma Sprint sem sucesso, tendo para o efeito cortado uma das chapas de fixação e a ponteira. Utilizando o escape velho e putrefacto como guia, recoloquei as peças amputadas no seu sítio com a ajuda da minha (falta de) capacidade de soldador. O dedo na foto está a esconder uma soldadura particularmente horrível, mesmo quando comparada com alguns abortos seriamente disformes que eu tenho produzido.

Algumas bufadelas de preto de alta temperatura e siga para o pistão. A medida 64.1 é a última rectificação oficial para a Rally 180. No entanto, já observei pistões de concorrência marcados para este modelo com medidas como 65.1, 64.25 e 64.75. Poderá ainda existir esperança para o meu cansado cilindro. Notem que a rectificação não conseguiu eliminar completamente o "calo", ainda se nota um anel de desgaste logo abaixo da boca do cilindro. Após discussão com o Vasco, chegámos à conclusão que o defeito era menor, não devendo apresentar diminuições apreciáveis na compressão ou durabilidade. "Isto até trabalha a biqueiros", foi a expressão usada.

A culassa tinha todo o carvão acumulado desde a última grande revisão ao motor que deve ter sido feita ainda os números de telefone tinham 6 algarismos, e apresentava umas picadelas causadas pelos bocados de pistão e segmento desaparecidos anteriormente. Uma sessãozita com a lixa e uma passagem rápida pelo Master Blaster puseram a agulha no verde. Até a vela de sucata ficou limpinha! Gostaria de dizer que ela pegou à primeira, mas tal não aconteceu. Depois de diagnosticada e rectificada uma bolha de ar no tubo da gota, aí sim ela pegou à primeira. De empurrão pois então, já que a bicha não tem kicks. Ela tinha, mas há muitas luas atrás o kicks começou a moer. Quando fui proceder à sua substituição, deparei-me com os dentes do veio soldados, provavelmente para remediar um kicks moído, o que funcionou temporariamente. Enquanto o motor não for aberto para trocar o veio, fica o kicks novo na gaveta e tem-se cuidado para evitar vergonhas no meio do trânsito.

Basicamente, ela já ronca de novo com alma e vigor, pronta a fazer quilómetros... Mas não no futuro próximo. Já me tinha esquecido do estado lamentável em que se encontra o quadro, com uma fractura feia a sair dos podres horrorosos no lado do túnel, provavelmente potenciados pelos pousa-pés típicos. Vai ser uma ou duas voltinhas só para tirar foto e depois armazenagem a longo prazo enquanto tento localizar o Chapeiro dos Chapeiros, digno e capaz de enfrentar o desafio que é a minha Rally putrefacta. Haja chapeiro e tudo se conserta. Fé, meu irmão.

10.2.07

A magia do arco eléctrico

A Horta tem uma máquina de soldar nova. E para fazer a rodagem, um projectozito que já me andava na cabeça há muito tempo, um SIPorte de motor. Ao pé do aeroporto há uma empresa que vende aço usado ao quilo e arranjei lá uns discos. Mais 90 cêntimos de tubo na Rua do Almada e o descanso velho da minha PX e temos matéria prima. O tubo de 25mm ou coisa parecida entra certinho dentro do tubo do descanso, sweeeet.

Era fixe que funcionasse... Os tubos parecem um pouco anémicos... Enfim, pelo menos treino um pouco, algo que qualquer observador dos meus cordões de soldadura concordará ser extremamente necessário!