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5.2.14

A gasolina mais barata do Porto

É aqui, na Rua de Serpa Pinto. Poupo um euro em cada depósito de sumo de dinossauro, sweeeet.

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Obrigado, Rede Energia. Por favor patrocinem-me.
     

18.3.11

Dilemas fósseis

Parece que está em movimento uma tentativa de boicote a uma ou mais das grandes gasolineiras. Eu mencionei a minha opinião excêntrica e completamente desajustada do dogma colectivo do rebanho no passado, e venho mais uma vez enfiar a chave de fendas nessa cabeça de parafuso moída.

out of fuel

Boicotar uma gasolineira durante um dia é cuspir para o vento. É o mesmo que boicotar o nosso traficante de droga durante um dia para ele baixar o preço da heroína. No dia seguinte vamos lá comprar uma dose reforçada! Se querem gastar menos dinheiro em heroína, deixem de ser toxicodependentes. Se querem boicotar de modo eficaz todas as gasolineiras simultaneamente, então a solução é simples: consumir menos gasolina.

"Ah e tal mas eu tenho que fazer x kms por dia para ir para o trabalho e a única maneira é com o carro" - sim, concordo que há um problema grave de mobilidade no dia-a-dia de milhões, mas é um problema que não é responsabilidade da gasolineira A ou B. A culpa reside antes na sociedade moderna que está construída tendo como base o automóvel privado, um formato que está a funcionar cada vez pior como todos nós podemos testemunhar.

Armas anti-carro
A Vespa, o meu veículo primário há mais de uma década, vai começar a fazer menos quilómetros. Acabaram-se os 10.000 por ano. Exorto-os a fazer o mesmo, de bicicleta e de metro, pois assim poderemos castigar verdadeiramente as gasolineiras e melhorar a sociedade com um método absurdamente simples: consumindo menos gasolina. Torna-se cada vez mais claro quer o automóvel privado não faz parte do futuro da mobilidade urbana: quanto mais cedo se habituarem a isso menos vai doer. Eis um blog interessante com uma boa colecção de links, se estiverem prontos para largar o rebanho.
   

23.4.10

A avaria misteriosa

Pergunta: Qual é a avaria que faz o motor desligar-se em andamento, com faísca boa, voltando subitamente a trabalhar sem problemas 30 segundos depois de pararmos na berma da estrada apenas para voltar a morrer dois quilómetros à frente repetindo-se o ciclo interminavelmente? (dica: soprar os giglers e esguichar WD40 nas cenas eléctricas não fez nada)

Resposta: Furinho de ventilação da tampa do depósito entupido.


Pergunta: Qual é a pior altura para sofrer um furinho de ventilação da tampa do depósito entupido? (FVTDE)

Resposta: À vinda da Serra da Estrela quando
  • a noite acaba de cair,
  • está a chover forte e feio levando-nos a desconfiar de humidade no sistema eléctrico,
  • nunca nos aconteceu um FVTDE, possibilidade essa que só surgiria na nossa mente no dia seguinte num daqueles momentos "hahá",
  • ainda faltam 80 quilómetros de estrada nacional escura e fria, que seria percorrida dois quilómetros de cada vez. (abençoado colete reflector da Regularidade!)
O moral da história: se o vosso motor se desligar misteriosamente a intervalos regulares, não se ponham a desmontar o carburador/ignição apressadamente. Experimentem primeiro dar uma voltinha com a tampa do depósito aberta - nível baixo de gota no depósito aconselhado. Se o problema desaparecer, já sabem que umas sopradelas enérgicas são tudo o que vos separa da felicidade (Sprinters e tais também possuem furinho de ventilação). Bob dixit.

16.8.08

Gasolina cara, já!

Afinal não sou o único a pensar que a gasolina deveria subir de preço, o Primeiro Ministro Dinamarquês também pensa assim. É agradável termos a confirmação que não estamos loucos, e que ainda há esperança para a classe política...

9.8.08

A crise da gota

Eu tenho uma maneira de calcular a autonomia da reserva na PX: a partir do momento em que a luz da reserva já não se apaga num arranque em 1ª, ainda tenho 35 kms de gasolina. Ontem, já com o nível baixo, fiz as contas e calculei que ficaria sem gota quando o conta-quilómetros mostrasse 55 nas dezenas e unidades. Talvez tenha sido do pára-arranca na Baixa, mas fiquei sem gota aos 51, quatro mil metros antes do previsto. Não foi um problema pois os soluços apareceram 50 metros antes duma bomba, onde entrei já com o motor a desligar-se. Eu fico sempre sem gasolina 50 metros antes duma bomba- são muitos anos a virar frangos.

Procedi então ao abastecimento total do depósito. Foi de costa a costa, dos cascos até à rolha, de vapores até à bordinha, dos 0 aos 100. 11.41 euros. Novo recorde. (para os curiosos, são 7.8 litros, capacidade útil do depósito da PX).

Quando comecei a andar de Vespa nos anos 70 (cof cof) na minha GTR, punha 500 escudos de cada vez, que me davam para 90 e poucos quilómetros. Rapidamente mudei para quantias mais avultadas, para não estar sempre a parar na bomba: 800 e 900 escudos. Veio o Euro, e abastecimentos de 5 euros tornaram-se a norma. Logo a seguir, 6. Depois, 7. E 8. 9 euros. 10! Está toda a gente a passar-se com o preço da gota, na TV não se fala de mais nada. 10 euros e já sobra espaço! E agora, o novo recorde: 11.41 euros. Ou o meu depósito está a esticar (o que é pouco provável, pois a PX não tem problemas estruturais assim tão graves), ou o custo dos combustíveis está fora de controlo.

Como webmaster dum blog que orbita à volta de veículos consumidores de combustíveis fósseis, creio que sou obrigado a pronunciar-me sobre a dita crise de preços. É verdade que o pico da crise já passou, e a coisa deixou de ter interesse há já algumas semanas. Não disse nada na altura porque detesto modas: se todos o fazem, então eu não quero. Por alguma razão não fui ver o Titanic.



Este é a minha opinião, que possui exactamente a sua validade, nem mais, nem menos: os combustíveis não estão caros, os combustíveis são caros. Habituem-se! Se os carros andassem a platina, ninguém se queixaria do preço desse metal raro! Em substituição, todos se queixariam da inexistência de combustíveis e transportes alternativos. Porque não o mesmo com a gasolina?

A gasolina não deveria baixar de preço, nunca. Se subiu, não desce. É a maneira do povo apreender o conceito de combustível não-renovável. É a maneira de lhes chamar a atenção, pela carteira onde dói. Os preços elevados irão causar grandes agitações sociais e económicas? Sem dúvida. Mas quanto mais cedo, melhor. Se deixarmos estas agitações para mais tarde, vai tudo parecer um grande flashback Mad-Maxiano. Gasolina cara, já!