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| Foto de Lo Sfuso |
22.6.11
Bob testa a PX da revista Caras
Boas novas! O importador da Piaggio em Portugal, provavelmente atento às mais Recentes Tendências Blogófilas da Cena Scooterista Nacional (R.T.B.C.S.N.), decidiu enviar-me uma PX das "novas" para ser testada na Horta - um sinal certo do Apocalipse Scooterista Vindouro (A.S.V.).
Consequentemente, tenho 5 dias paraderreter à bruta efectuar um teste profissional e abrangente a esta bela PX125, que marca apenas 335 milhares de metros no seu esbelto odómetro. Desde já os meus agradecimentos à Conceição Machado Lda. e à Ciclo-Foz.
Consequentemente, tenho 5 dias para
No vasto universo nacional de avaliações e apresentações referentes à PX de 2011, existe uma que se salienta como a referência incontornável, o teste exaustivo feito pela revista Caras [edit: link morreu, este parece funcionar], que até inclui como banda sonora algo que não é o "I've got a feeling". Estava eu a rever o dito teste para roubar ideias comparar notas jornalísticas (sabiam que a PX tem "ignição electrónica ou de kick"?) quando noto a matrícula da PX da Caras:
| Imagem da revista Caras |
"63-LO-82? Será que...? Não, não é possível... Ainda falta ano e meio para o Apocalipse, não pode ser. Por favor, não pode ser! Ajudai-me São Pinasco!" Agarro no porta-chaves da "minha" PX com mãos trémulas e...
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É a mesma matrícula! O Bob está a testar exactamente a mesma Vespa que foi testada pela revista Caras! Esta coincidência kármica deveria despoletar uma actualização do Gráfico de Dominação Mundial (G.D.M.) mas acho que uma representação visual de um pé micótico com 7 dedos não se adequaria ao novo status de classe e elegância agora mesmo adquirido por este vosso estaminé blogacular. C'um raio, até se vê o porta-chaves no vídeo!
| Imagem da revista Caras |
Depois de me ter embebedado recuperado do choque, continuei a ver o vídeo do teste da Caras à "minha" PX, vídeo esse que reflectiu com precisão total os meus próprios planos para o teste a este escarlate veículo. Só preciso de arranjar uma câmara de filmar e uma grande quantidade de pessoas aleatórias para se sentarem de modo caricato em cima da Vespa.
Depois da PX, o Departamento de Testes da Horta irá tentar obter uma MLM. Diz que vem com roda 12.
| Imagem de ellasconducen.com |
21.6.11
Pontos de segurança
Na recente prova de Resistência em Abrantes, tive a oportunidade de ajudar a realizar as verificações técnicas às Vespas competidoras. Longe de serem um exame implacável que impõe regras rígidas, estas inspecções possuem uma componente de educação muito importante num desporto que se quer acessível mas seguro.
Se têm uma Vespa de corrida ou pensam construir uma, gastem alguns poucos minutos a verificar esta pequena lista de irregularidades comuns e entrem na pista com confiança e segurança (não dispensa consulta apurada do Regulamento Técnico :p ).
Se têm uma Vespa de corrida ou pensam construir uma, gastem alguns poucos minutos a verificar esta pequena lista de irregularidades comuns e entrem na pista com confiança e segurança (não dispensa consulta apurada do Regulamento Técnico :p ).
Arestas afiadas. Se cortarem o quadro, arredondem todos os vértices e protejam as arestas criadas com um friso de borracha ou soldando um arame ao longo do comprimento. Há algo cortante ou afiado que possa magoar numa queda?
Corta-corrente. O interruptor para desligar o motor deve estar no topo do guiador e ser facilmente actuável pelo piloto em andamento, se necessário. O interruptor também deve estar claramente identificado para poder ser desligado por qualquer um em caso de queda. E, claro, tem que realmente desligar o motor.
Extremidades do guiador. Outro pormenor aparentemente insignificante, mas fácil de remediar e importante para a segurança. As extremidades do guiador não devem ficar abertas, mas sim fechadas graças a um "peso" de guiador ou algum tipo de toco sólido.
Ponto de bónus extra-verificações: o equipamento pessoal de segurança tem que cumprir padrões mínimos por isso nada de luvas de bicicleta, botas abaixo do tornozelo e semelhantes; finalmente, é sempre boa ideia minimizar a quantidade de gasolina presente nas boxes e deixar os jerricans afastados da acção. Sejam rápidos, sejam seguros!
20.6.11
Dois Bobs entram num bunker...
Coisas estranhas se passam no bunker. Fui voluntariado à força para servir de modelo num projecto fotográfico de um amigo. Como adereço, peguei na primeira GS150 que me apareceu à frente. :-)
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| Foto de Nuno Dantas |
O processo fotográfico, por estranho que pareça, não envolve nenhum tipo de fotomontagem. Trata-se, sim, de uma exposição demorada de alguns segundos num ambiente escuro durante a qual se dispara um flash manualmente para imobilizar pedaços da imagem que se encontra em mutação segundo o efeito pretendido. Se ao menos existisse um vídeo do processo, seria mais fácil de compreender...
Hugo Cardoso, making-of from Nuno Dantas on Vimeo.
Dois Bobs na mesma foto? Se isso não é sinal do Apocalipse, não sei o que será.
17.6.11
Circuito da Boavista em Vespa
DOIS vídeos da Horta numa semana?! "What's the catch?" Bem, o segundo não é grande coisa do ponto de vista cinematográfico.
A pedido de vários leitores, fica aqui uma tentativa de volta completa ao Circuito da Boavista (a uns meros 2 minutos de minha casa) em cima duma Vespa, marcando a minha primeira vez com uma câmara de capacete. A zona da meta é toda em sentido contrário e, portanto, dificilmente exequível :-(.
A pedido de vários leitores, fica aqui uma tentativa de volta completa ao Circuito da Boavista (a uns meros 2 minutos de minha casa) em cima duma Vespa, marcando a minha primeira vez com uma câmara de capacete. A zona da meta é toda em sentido contrário e, portanto, dificilmente exequível :-(.
O Grande Prémio Histórico do Porto também mete motões ao barulho pela primeira vez este ano, na forma da exposição Spirit of Speed e desfile (Sexta e Sábado ao fim do dia, Domingo ao almoço).
16.6.11
Ferramentas improvisadas na Resistência
Um alavancómetro bem enjorcado para descolar os pneus das jantes...
...um compressor de embraiagens...
....e, claro, o tubo grande para desempenar guiadores.
15.6.11
O "Torpedo"
Quando me fui despedir dos Vespistas do Norte, estavam eles prestes a embarcar numa viagem monumental até à Noruega, foi impossível não reparar na Vespa do Vasco, um híbrido customizado em cinzento-mate que oscilava perigosamente entre o tunning teutónico e o "rat-bike". Com a minha curiosidade despertada, fui saber mais.
O Vasco montou esta Vespa propositadamente para servir de transporte até ao Vespa World Days, no longínquo Norte. O "Torpedo" - nome que surgiu naturalmente durante a viagem de vários milhares de quilómetros - segue um "conceito bruto" e uma filosofia de reciclagem. Em vez de encomendar muitas centenas de euros de peças cromadas, este conhecido Vespista do Norte virou-se antes para o seu armário de peças usadas e começou a montar.
A base do "Torpedo" é um quadro duma Vespa 150S Espanhola, que imita exemplarmente as linhas perfeitas da mítica GS160. Este chassis encaixou-se perfeitamente no tema geral já que foi uma peça dada que estava a apanhar chuva no pátio do Vasco. A sua cor original, um azul-escaravelho-metalizado horroroso e ferrugento, quase foi mantida mas felizmente um pintor amigo ofereceu uma borradela em cinzento-mate.
Uma PX dos Correios Espanhóis serviu de veículo dador e forneceu a forqueta e motor para este híbrido Ibérico. Um kit Pinasco 177 a soprar num escape de rendimento Pinasco gera uma velocidade confortável de 90 à hora nas rectas e um consumo frugal de 3 litros aos 100.
A proa exibe travão de disco e um amortecedor Bitubo, abrigados debaixo de um guarda-lamas autêntico de GS160. Este encontra-se descentrado evitando cortes ou papos necessários à criação de espaço para o amortecedor moderno. A suspensão dianteira foi ainda rebaixada para manter todo o conjunto equilibrado.
Esta Vespa foi acabada imediatamente antes do início da viagem. Exceptuando umas voltinhas de teste no pátio, o seu primeiro quilómetro foi à ida para a Câmara Municipal da Maia, para a cerimónia de partida. O descanso central, aliás, ainda nem tinha sido montado nessa ocasião; foi na bagagem e fez-se a sua instalação já na estrada. Apesar do período de testes inexistente, o "Torpedo" provou ser absurdamente fiável com apenas uma lâmpada fundida a ser registada na viagem até à Noruega!
A parte mais complicada do projecto foi a instalação eléctrica, já que o Vasco não queria abdicar de muitos confortos modernos. Para além das brilhantes luzes de 12 volt e uma sonora buzina adaptada ao receptáculo original, o piloto pode desfrutar de um farol suplementar, um suporte de GPS com alimentação e arranque eléctrico. Este último é comandado pelo canhão de uma empilhadora (solução criativa!) no topo do porta-luvas, que também serve de corta-corrente.
O "Torpedo" está 99% finalizado e pronto a rolar. Tudo funciona; tem boas suspensões, boas luzes, bons travões e até autolube. É confortável, fiável e possui uma estética distinta. Até o seu custo final foi bastante reduzido, tendo sido limitado praticamente à aquisição da PX dadora e a uma revisão geral ao motor. De um monte de peças usadas e recuperadas nasceu um Torpedo das estradas, baço de acabamento mas letal em eficácia.
14.6.11
Tudo sobre a LML 200 quatro-tempos
Recebi um email da internéte a avisar que as novas LML de 200cc a 4 tempos chegam em Julho aos concessionários Italianos. A esperada Star 200i possuirá um motor de três carters com uma árvore de cames, duas válvulas, pistão de 65.5x59.3mm, catalizador da era espacial e certificado Euro 3. Quanto ao chassis, presumo que será idêntico ao já existente na gama de quatro tempos.
Nas especificações técnicas não há nenhuma surpresa. Destaca-se a potência de 11.7 cavalos (8.6 KW A 6500 RPM) e o alegado consumo de 2 litros aos 100 (outra fonte oficial indica 1 litro para 60km!!!). O "i" na designação do modelo testemunha a presença de injecção electrónica, se bem que há relatos não-confirmados de versões"naturalmente aspiradas" com carburador (tudo é naturalmente aspirado se não tiver um turbo ou compressor) destinadas ao mercado da Grã-Bretanha. A injecção electrónica socorre-se de peças da Ducati e da Magneti Marelli, e tem sensores Lambda e essa tralha toda.
Update: O novo motor baixa o peso dos 121 quilos das unidades existentes para 118 quilos, o que dá sempre uma ajuda ao comportamento e à performance.
Há montes de cores - muitas delas novas - para todos os gostos que vão desde os discretos cinzentos-metalizados até aos roxos esquisitos e azul-cueca, passando pelo castanho-cocó e pelos populares mates.Estas cores todas poderão não chegar a Portugal, claro. Update: As minhas fontes indicam que deverão estar todas disponíveis! Os bancos brancos abundam.
As primeiras informações sobre a LML de cubicagem duocentenária falavam em "estética renovada". Na realidade, as alterações são apenas de pormenor - eu estava com a ideia de que seriam bastante mais substanciais. O conjunto do velocímetro tenta imitar o da PX e ganha uma luz avisadora de ponto-morto e outra luz avisadora de accionamento do travão - a sério?!!
O banco foi revisto; é agora alegadamente mais confortável e com aspecto mais vintage. Os punhos ganham umas cenices cromadas, o farol dianteiro é mais brilhante graças a um reflector novo, as molduras cromadas dos piscas transparentes foram renovadas, e o farol traseiro recebe uma óptica mais luminosa e reflector incorporado.
O novo propulsor de 200cc também possui algumas diferenças significativas em relação aos seus irmãos de 125 e 150cc. A alimentação do filtro de ar é feita por um tubo flexível de borracha, e a lubrificação da cabeça do motor também foi mudada, sendo efectuada por um tubo externo. Finalmente, a embraiagem é completamente nova; esta unidade de 5 discos possui uma tampa de pressão (o "empurrador" central) com rolamentos. Posso ter-me enganado a traduzir do Italiano mas parece que a embraiagem é montada não na cambota mas no veio secundário para aumentar a sua suavidade.
Se quiserem saber mais, é mandar um email ao pessoal simpático da lml.pt. A Star 200i vai fazer ondas grandes no nosso pequeno charco scooterista, e estas vão chocar contra as ondulações crescentes da reintrodução da PX. É melhor prepararmo-nos para surfar.
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| Fotos de LML Italia |
Nas especificações técnicas não há nenhuma surpresa. Destaca-se a potência de 11.7 cavalos (8.6 KW A 6500 RPM) e o alegado consumo de 2 litros aos 100 (outra fonte oficial indica 1 litro para 60km!!!). O "i" na designação do modelo testemunha a presença de injecção electrónica, se bem que há relatos não-confirmados de versões
Update: O novo motor baixa o peso dos 121 quilos das unidades existentes para 118 quilos, o que dá sempre uma ajuda ao comportamento e à performance.
Há montes de cores - muitas delas novas - para todos os gostos que vão desde os discretos cinzentos-metalizados até aos roxos esquisitos e azul-cueca, passando pelo castanho-cocó e pelos populares mates.
As primeiras informações sobre a LML de cubicagem duocentenária falavam em "estética renovada". Na realidade, as alterações são apenas de pormenor - eu estava com a ideia de que seriam bastante mais substanciais. O conjunto do velocímetro tenta imitar o da PX e ganha uma luz avisadora de ponto-morto e outra luz avisadora de accionamento do travão - a sério?!!
O banco foi revisto; é agora alegadamente mais confortável e com aspecto mais vintage. Os punhos ganham umas cenices cromadas, o farol dianteiro é mais brilhante graças a um reflector novo, as molduras cromadas dos piscas transparentes foram renovadas, e o farol traseiro recebe uma óptica mais luminosa e reflector incorporado.
O novo propulsor de 200cc também possui algumas diferenças significativas em relação aos seus irmãos de 125 e 150cc. A alimentação do filtro de ar é feita por um tubo flexível de borracha, e a lubrificação da cabeça do motor também foi mudada, sendo efectuada por um tubo externo. Finalmente, a embraiagem é completamente nova; esta unidade de 5 discos possui uma tampa de pressão (o "empurrador" central) com rolamentos. Posso ter-me enganado a traduzir do Italiano mas parece que a embraiagem é montada não na cambota mas no veio secundário para aumentar a sua suavidade.
Se quiserem saber mais, é mandar um email ao pessoal simpático da lml.pt. A Star 200i vai fazer ondas grandes no nosso pequeno charco scooterista, e estas vão chocar contra as ondulações crescentes da reintrodução da PX. É melhor prepararmo-nos para surfar.
13.6.11
Time-lapse na Resistência
Poedmos estar a atravessar uma época de feriados e mini-férias onde apetece carregar uma GTS vermelha com uma quantidade perigosa de tralha...
...mas a Horta continua a trabalhar. Baldei-me na Quinta-feira (não houve posta) mas vejam o que eu fiz! Um time-lapse com o pôr do Sol e o nascer do Sol nas boxes da Resistência de Abrantes! O astro-Rei também deu uma volta à pista.
E se gostam de vídeos de corridas, a SIP tem um fixe duma prova em França. Infelizmente sem banda sonora soviética.
8.6.11
As fotos da Rézy
A fotografia de acção é um pouco como cantar: todos o podem fazer mas poucos são verdadeiros artistas. A minha fotografia de acção é quase tão má quanto os meus dotes musicais (procurem por "vespa azul-cueca" no Youtube se não acreditam) mas há sempre algumas que se safam.
O resto das fotos da Resistência (Rézy para os amigos) aqui ou aqui em glorioso slideshow de fundo negro. (lamento mas não há relato; parece-se muito com trabalho não-remunerado visto do meu lado, e o raio das fotos já demoraram demasiado - nunca mais tiro 700 fotos duma vez!)
7.6.11
A morte de um motor?
Uma máquina pode ter alma? Eu acho que sim. A passagem do tempo imprime uma qualidade intangível a meros objectos que os eleva acima do plano meramente material, especialmente se se tratar de um elemento móvel ou motorizado. É debaixo dessa luz que considero as palavras do Jocha da equipa 64:
24h de Abrantes. Desta vez a 64 não cumpriu a sua missão. Depois de andar cerca de 22h a discutir o primeiro lugar com a equipa 33, equipada com um potentíssimo motor de 130cc, o velhinho (já com 7 anos e cerca de 300 HORAS em pista) motor de 75cc da 64 entregou a alma ao criador.
Pura e simplesmente explodiu o cárter tendo no entanto ficado todo o resto da mecânica intacta. Está a trabalhar normalmente só que com vários buracos nos carteres. Dá pra ver todo o seu funcionamento interno.
Obrigado velhinho 75cc pelas todas as alegrias que nos proporcionaste! Só nos resta a alegria de te teres finado com muita classe! Lutando por mais uma vitória."
| Foto de Sam (PBS) |
O ferimento é, sem dúvida, grave mas não fatal. O propulsor ferido ainda trabalhou normalmente a ritmo de corrida durante uma meia hora de condução até se notar a fuga de óleo, o que levou a uma inspecção mais profunda e à descoberta do buraco no carter. Ainda funcionava! As minhas fontes secretas dizem-me que a possibilidade de reencarnação para este esforçado companheiro, detentor de fiabilidade recordista, é muito real. É difícil matar um bom motor, e este era um dos melhores. Será ainda mais rápido.
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