Lambretta TV175 série II, no International Six Days of Trial.
7.1.11
Já que falei em Six Day Trial...
O Scottish Six Day Trial de 1959. Os homens eram homens e as scooters eram feitas de metal. Seis dias inteiros a pinchar em caminhos de cabras para descobrir quem fazia a máquina mais durável.
Links de Sexta-feira
- Os Vespistas do Norte rumo a Sanxenxo (vídeo)
- Relato do track-day pelo Vespa Team Almeirim
- A história do cemitério de motas num prédio abandonado
- Scooter + foguetes = transporte de super-heróis
- Vespa & Companhia testa uma saia Tucano Urbano Termoscud
- Documentário Vespa/ Lambretta número 7.359 (vídeo)
6.1.11
Equipa 59 - Vespa Team Almeirim / Vespáguias de Alpiarça
A Horta inaugura hoje mais uma espécie diferente de posta. Com a época de Resistências 2011 a prometer ser um sucesso ainda maior que no ano passado, decidimos dar-vos a conhecer melhor as corajosas equipas que se degladiarão no asfalto circular para nosso deleite. Para já começamos com a equipa 59 e, para verem a lista completa (ainda em construção), fica aqui a directoria dos esforçados colegas do VRP.
Foto de Vespa Team Almeirim
Nome da equipa: Vespa Team Almeirim / Vespáguias de Alpiarça
Estabelecida em: 2010
Localizada em: Almeirim – Alpiarça
Pilotos: Rudolfo Santos, Mário Figueiredo, Hugo Agostinho e Nuno Dias
Máquina:Vespa PK 50 FL2
Especificações: Banco rebaixado, jantes de alumínio, pneus slicks Heidenau, carburador 24mm
Preparador: Emanuel Almeida (Old Scooter)
Dono: Rudolfo Santos, Mário Figueiredo
Patrocinadores: Old Scooter / Heidenau
Pontos fortes: O peso
Pontos fracos: Nada a declarar
Comida favorita: Sopa de pedra e caralhotas com carne
Bebida favorita: Água das pedras
Lema da equipa: Nunca capotar a mota 2 vezes seguidas
Melhores resultados: 3º lugar classe 24 Horas de Abrantes 2010
Site: vespateamalmeirim.blogspot.com
5.1.11
Metendo mais óleo
A Horta tem sido inundada com emails, mensagens e postais turísticos (é mentira, ninguém perguntou) todos portadores da mesma questão: qual é o óleo da Horta? Bem, eu usava uma fórmula especial extraída e misturada numa zona secreta da Arábia Saudita por raparigas virgens alimentadas a mel e sumo de tâmara, mas essa fonte secou. Recomendo agora o Putoline TT Sport sintético, com um PVP indicado de 8 euros. Bom e barato, que mais se pode querer?

4.1.11
Já tens a tua Honda CN250 para 2012?
É a minha missão ter o dedo firmemente plantado no pulso da C.S.C.N. (Cena Scooterista Clássica Nacional) e comunicar-vos as tendências futuras para que possam estar preparados e sempre na moda. A minha missão antiga era ter o dedo firmemente plantado na cena dos gravadores de vídeo domésticos mas isso acabou depois de eu prever que o Beta derrotaria o VHS de forma célere e inequívoca.
Ainda nos campos das previsões, já sabem que 2011 será o ano das Lambrettas mas, e 2012? 2012 será o ano das Honda CN250. A CN, a.k.a. Helix/ Fusion/ Spazio, é uma maxi-scooter pioneira pré-clássica, confortável e ideal para longas viagens, e com um estatuto de culto no Japão. Mais importante, numa cena atulhada de Vespas de dois banquinhos restauradas, é algo diferente e fresco. Depois de um quarto de século de vida quase sem modificações, a qualidade do produto está comprovada. Já andei numa e ter-lhe-ia dado nota possitiva se o meu chassis de metro e noventa não fosse incompatível com o banco em degrau.
Honda CN250 com o raro spoiler de origem exclusivo do mercado Japonês
"Quero uma! Onde posso comprar?" Até há pouco tempo atrás era possível entrar num stander Norte-Americano (McStander) ou num stander Japonês (stander-san) e sair de lá com uma Honda CN nova. Essa opção já não é viável mas, via GostodeScooters, podemos noticiar que os Chineses (stander-fu) fazem-nas novas! Eis dois espécimes das LMLs orientais do Universo Honda (isso faz sentido?):
A CFMoto Fashion CF250 tem rádio e leitor de MP3 ("Luxurious Hi-Fi Audio system"), top-case integrada e seis cores à escolha incluindo amarelo e vermelho berrante. "Long seat bring you a confortable feeling, no matter you are the passenger or the rider". Se eu tivesse uma Fashion metia-lhe uns pneus Elegance...
Receoso que 15 pujantes cavalos sejam difíceis de dominar? A Dayang DY150T , acima apresentada num fundo azul-cueca não irónico, é a solução perfeita. Com 10 cavalos de potência e "the greatest torque" de 10.5 N/m para um peso de 154 quilos, a condução promete ser tão tranquila quanto a palete de cores disponíveis que abrange apenas o branco e o preto.
Assinatura grátis da Horta para a primeira foto duma CN em azul-cueca!
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3.1.11
De Heinkel até à Alemanha
Esta é para arquivar no ficheiro "viagens épicas". O Klaus e o José, nas suas Heinkel 103A2, foram a rolar até à Alemanha no Verão passado para participar no 27° Encontro Internacional da Heinkel, o Heinkeltreffen.
O itinerário aproximado passou por Vila de Rei, Salamanca, S. Sebastian, Limoges, Estrasburgo, Bensheime e, finalmente, Olpe, a 80km a Leste de Colónia. Foi mais de uma semana na estrada para percorrer os 3000km de distância, a uma velocidade de cruzeiro que roçava os 80 e com etapas diárias de 400/500km.
Ao pé de Bordéus o regulador da mota do Zé avariou e a solução foi comprar uma bateria de automóvel que fez o resto da viagem no estrado. O Klaus partiu um perno da jante de trás e, noutra ocasião, teve um problema com o carburador que lhe custou quase duas horas. Mesmo assim fizeram 600km nesse dia!
Os dois bravos Henkelistas chegaram tranquilamente a esta concentração "espectacular" onde encontraram mais 600 participantes, canecas de cerveja a euro e meio, e um prémio com o seu nome. Poderão ler toda a aventura na revista Topos e Clássicos de Janeiro, já nas bancas, e ver as restantes fotos aqui ou aqui em slideshow. Respect!
O Top 13 de 2010
Na transição entre anos é normal verem-se listas "Top 10". A Horta é 30% melhor oferecendo-vos uma lista Top 13 das melhores postas de 2010! Bem, não necessariamente as melhores mas as mais significativas. Bem, talvez isso também não... As que sobreviveram à minha selecção apressada e não muito aleatória, prontos.
- Pedro é atacado!
- "Domibodge"
- A Horta "spoofa" anúncio da BMW
- <--- Homens Meninos --->
- Vespa de desempanagem móvel do ACP número 326
- A ressurreição da DL
- Viagem no tempo: Porto-Vigo-Porto em 1987
- Dominação mundial atingida
- 100.000 quilómetros em PX
- Bob na AutoHoje
- LML FTW
- Vespa de corrida regressa a casa passadas duas décadas
- A Horta mete a quarta no dia 1
Gostaram de alguma que não aparece na lista? Apitem nos comentários. Bom ano para todos nós!
31.12.10
Pintura nova para um Ape velho
O meu vizinho dos Apes (não este, o outro) pegou no seu espécime preto reflectorizado ao extremo, já várias vezes avistado aqui no burgo, e deu-lhe uma makeover para a época que se avizinha. A nova pintura num alegre tom verde salienta agora todas as janelas e aberturas de ventilação adicionais mas, infelizmente, obrigou à remoção da épica colecção de reflectores. Pode ser que regressem...
Não me recordo se os quatro holofotes dianteiros já existiam pré-pintura mas ainda bem que lá estão agora, ficam super-potentes! As barras de tejadilho estilo Macos, essas, são uma adição recente e certamente que maximizam o potencial de tão versátil veículo.
A partir de quando é que se pode começar a restaurar Apes 50?...
Chakall e Pulga
Eu não vejo a SIC Mulher (dois minutos da Anatomia de Grey e dá-me vontade de comprar cortinados, xiça) mas, se visse, provavelmente gostaria do Chakall e Pulga - a minha mãe adora-o. Acho que o tipo é um chef Argentino que vive cá em Portugal e, neste programa gastronómico, percorre o país num Ape 50 à procura de ingredientes para cozinhar as especialidades de cada região.
O co-piloto é uma cadela obcecada por bitoques e o triciclo de trabalho é um Ape com uma traseira envidraçada que se transforma numa cozinha completa (no início da série a traseira era de lona, agora está mais Papa-móvel). Do pouco que vi fiquei com uma impressão de qualidade e leveza.
Link directo (atascanço aos 8:19!)
30.12.10
A Vespa no Paris-Dakar
Em 1986, quando surgiu a T5, foi planeada uma participação no Paris-Dakar como manobra publicitária. Prepararam-se três protótipos com base no novo modelo desportivo, mas que foram equipados com motores de PX200, menos frágeis para a tarefa. Essas três Vespas desapareceram, creio, e o modelo presente no museu Piaggio é uma réplica recente.
No entanto, já em 1980 uma equipa Francesa não oficial tinha inscrito um quarteto de P200 naquela que era apenas a segunda edição da mítica prova, numa época em que muitos dos participantes eram amadores com um sonho e um veículo normal modificado aos fins-de-semana. As quatro Vespas foram preparadas e reforçadas pela Piaggio em Pontedera, e seriam acompanhadas por cinco 5 Land Rovers de assitência, um dedicado a cada Vespa e o quinto a servir de armazém de peças.
Gostaria de dizer que as bravas Vespas portaram-se bem mas tal não foi o caso. Uma epidemia de furos, causada por sinoblocos não modificados que se autodestruíam rapidamente, foi agravada inicialmente pelos jipes de assistência que paravam só para o seu piloto designado. Os dias eram longos, e um piloto chegou às 8h20 da manhã quando a etapa do dia começava às 8h30! Noutra ocasião a noite caiu sobre as dunas quando ainda faltavam 150kms para a meta; a solução foi radical, carregar as Vespas nos jipes para não chegar tarde e sair fora de prova. Uma das Vespas partiu-se e os mecânicos soldaram uma barra de reforço VespaTT-style mas não adiantou muito já que a Vespa ficou em duas metades muito antes de Dakar.
Ainda assim duas Vespas chegaram ao fim da prova depois de percorrerem 10.000kms brutais através de sete países. Uma percentagem de sucesso de 50%, comparada com uma percentagem de apenas 37% para os restantes veículos. Nada mal para roda 10. A história completa (em Francês) e uma soberba colecção de fotos pode ser encontrada aqui.
"Deitei" a PX
Sábado de manhã, muito cedo. Bastante frio, mas céu limpo e ensolarado. Zona meio campestre de Gaia mas com o Porto à vista. Ruazita de paralelo inclinada a descer. Velocidade baixa. Carros com os vidros todos brancos de geada. Pequena curva à sombra. Cérebro não estava programado para procurar gelo na estrada nem reconheceu os sinais de alerta. Roda da frente bloqueia e PX cai para a direita. Bato com o cotovelo e depois com o rabo, mas não me magoo.
Ei! Aquilo é uma camada de betume?! Na minha Vespa?!!!
A PX, por outro lado, sofreu um pouco. Kicks partido, tampa do selector bastante amassada, tampa do ventilador ligeiramente amassada, fixação inferior da touca do cilindro partida. Os suspeitos do costume ficaram arranhados: balon, aresta do guarda-lamas, aresta do fundo do avental. A tampa do ventilador ficou a roçar em baixo e tive que a desmontar para dar umas pancadinhas numa mossa do tamanho duma moeda pequena (suspeito que causada pelo topo do kicks quando se soltou).
O meu banco não sofreu nada! Deixem-me tranquilizar-vos nesse aspecto e ser perfeitamente claro: o meu banco está bem. :-) Não tirei fotos do tombo, se bem que tal tenha sido contemplado brevemente na altura, mas o super-computador da Horta realizou uma simulação gráfica do evento. Cuidado com o gelo na estrada e bons quilómetros para todos nós.
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