Preciso de dizer alguma coisa? Não, pois não?
20.3.09
19.3.09
Scooter porn
Há dois tipos de scooter porn: a mecânica, e a orgânica.
Se clicaram em "orgânica" puderam visualizar uma página da publicação Motonotícia Casal nº 23 datada de Abril de 72, da responsabilidade da Metalurgia Casal, disponibilizada pelos colegas do Rodas do Viriato. Se me permitem citar um trecho da poesia "Quero" publicada na página 2...:
E como é preciso ilustrar esta posta, fui aos meus extensos arquivos de pornografia orgânica que metem scooters ao barulho, saquei um ficheiro à sorte, tapei os transfers e os puxadores do ar com o logótipo da Horta, e passei tudo para preto e branco. Se é a preto e branco, então só pode ser arte e nunca um artigo da Motonotícia.
Se clicaram em "orgânica" puderam visualizar uma página da publicação Motonotícia Casal nº 23 datada de Abril de 72, da responsabilidade da Metalurgia Casal, disponibilizada pelos colegas do Rodas do Viriato. Se me permitem citar um trecho da poesia "Quero" publicada na página 2...:
Quero,(está calor aqui dentro ou é impressão minha?...) O Último Tango em Paris, apesar de ser um filme de 1972, só foi estreado em Lusoland 5 dias depois da Revolução dos Cravos, por isso não sei onde é que a Ana - a autora - foi buscar estas ideias mas macacos me mordam se a rapariga não era levada da breca. Ah carago era cada amassanço atrás das salinas! Mais chocante ainda é o facto dos executivos da Metalurgia Casal permitirem tais conteúdos arriscados na sua publicação, mesmo ao lado da Demonstração de Resultados do Exercício de 1971 que nos revela a despesa de 834 contos de réis em encargos com publicidade. Aliás, corre o boato que a iniciativa de criação do automóvel Casal tinha como nome de código "Projecto Pussy Wagon".
Quero dizer o que se sente,
Quando numa cálida tarde de Verão,
Um homem e uma mulher se unem:
se penetram suavemente um no outro,
se sentem desfalecer
Só porque estão a nascer!...
E como é preciso ilustrar esta posta, fui aos meus extensos arquivos de pornografia orgânica que metem scooters ao barulho, saquei um ficheiro à sorte, tapei os transfers e os puxadores do ar com o logótipo da Horta, e passei tudo para preto e branco. Se é a preto e branco, então só pode ser arte e nunca um artigo da Motonotícia.
18.3.09
World domination FAIL
Quando eu uso fita adesiva para tapar furos depois de ter furado o pneu sobresselente e me terem vendido uma câmara de ar de válvula direita sem eu notar e a Assistência em Viagem querer enviar o veículo para a oficina mais próxima ao Domingo e não o ocupante, eu certifico-me que a cor da fita combina com o layout da Horta. Isto é falhar com estilo.
Não tentem fazer isto em casa. Eu sou um profissional treinado.
17.3.09
16.3.09
inserir título aqui
Há algum tempo atrás caiu-me esta foto na caixa do correio, enviada pelos colegas marafados do Vai5 - valeu, bacanos. Yo props represent, you da shizzle. Já vos disse que o Vai5 merece visita diária e regular de todos os interessados em análise sócio-política inovadora e fotos de motorizadas marafadas. Podeis e deveis lá ir, e digam que foi o Bob que vos mandou.
Quando eu vi a foto pela primeira vez, pensei logo "fosganhe-se lá prós restauros do garageiro da esquina com as legendas fora do sítio e os pneus terceiro-mundistas!" mas depois houve algo que fez clique. O que é que isso interessa!? Estas Vespinhas estão ao Sol, estão a passear, provavelmente na companhia de amigos, e não há muitos defeitos que eu possa apontar a isso. ...cerveja! Provavelmente houve consumo de cerveja e eu não sou apreciador. Mas fora isso, não há nada de errado com esta foto. E tu, quando é que foi a última vez que enviaste algo para a Horta? Têm que ser os gajos das motoretas, é? Cambada de apreciadores de cerveja...
15.3.09
Porque caem os aviões
Os aviões são desenhados, construídos, pilotados e mantidos de maneira a que seja praticamente impossível a um único erro ou avaria colocar em perigo a segurança do vôo. Existe uma série de linhas de defesa que protege o avião, como folhas à volta duma couve. E a coisa até funciona bastante bem.
Num assunto não relacionado, hoje de manhã saí para passear e até apanhei aquele semáforo à saída de casa que está sempre vermelho em verde. "Bom presságio", pensei eu. Bem, mais ou menos. Para os lados de Espinho, numa estrada estilo via-rápida, furou a traseira. Aquilo abanou um bocado, como sempre, mas parei sem problema. "Já tive a minha emoção para este fim de semana", certo? Errado.
Primeira linha de defesa contra um furo: o pneu sobresselente. Pois foi mesmo este que furou, já que o pneu "oficial" anda furado há um mês e eu tenho tido preguiça de lhe trocar a câmara. Lá se foi a primeira linha...
Segunda linha de defesa contra um furo: câmara de ar sobresselente. Vocês não pensaram que eu andava à selvagem, sem pneu para trocar, pois não? Aquando do último furo comprei logo uma câmara que foi atirada para o porta-luvas, onde já lá estava a minha velha bomba de ar. Juntos estes dois elementos faziam a vez do pneu suplente, com a única desvantagem de adicionarem alguns minutos à reparação. Pego na câmara de ar, tiro-a da embalagem, e olho para a válvula em todo o seu esplendor erecto e linear. Não acredito nisto, deram-me uma câmara com a válvula direita na loja! Lá se foi a segunda linha...
Terceira linha de defesa contra um furo: a assistência em viagem. Raras vezes utilizei a assistência em viagem, mas considero-a uma ferramenta imprescindível. É a última e a mais segura de todas as linhas de defesa, a salvação quando tudo falha. "Fáxabôr, quero assistência", "sim senhor qual é a matrícula?, e onde é que o senhor está?, e qual o seu contacto? Ok, então é um transporte para a oficina", "não não, é para a residência", "a sua assistência em viagem só cobre o transporte do veículo para a oficina mais próxima, e não os ocupantes", "EIN? Hoje é Domingo, as oficinas estão fechadas! E eu, vou a pé? Esqueça." Eu tinha uma assistência em viagem mega-xunga e nem o sabia. Lá se foi a terceira linha de defesa...
Para que haja um acidente de avião, uma cadeia de pequenas falhas deve suceder-se numa sequência bizarra, contornando as várias linhas de defesa uma a uma. É como os buracos num queijo Suíço alinharem de tal maneira que se consegue ver através do queijo. Qualquer uma destas linhas de defesa tem a possibilidade de quebrar a cadeia de falhas mas, contra todas as probabilidades, tal não acontece. O resultado é aviões amassados e o Bob encalhado numa via rápida.
Agora que o mal estava feito, comecei a pensar na aterragem de emergência. Como sair dali? Lembrei-me dum velho truque utilizado por um amigo durante o Período Mesozóico do BTT nacional: enrolar fita adesiva de caixote à volta da câmara de ar. A minha saca das ferramentas tinha um rolo de fita eléctrica verde e foi mesmo isso que fiz - não se riam! - , enrolar fita adesiva à volta do furo. E funcionou! A câmara aguentou pressão (bendita bomba de bicicleta com 25 anos de idade) e o Bob saiu dali para fora!
Durante 10 minutos, pelo menos, até aquilo dar o berro por completo. Suponho que o furo da câmara deve ter evoluído catastroficamente para um rasgão, mas não antes de eu ter saído da via rápida e ter conseguido chegar a um posto de abastecimento onde pude observar a equipa do F. C. Porto a ir dar um passeio matinal. Finalmente sem opções, fiz algo que nunca sequer contemplei, em 11 anos de scooterismo clássico extremo: liguei à minha mãe e pedi-lhe para me vir buscar. Espero que a PX ainda lá esteja amanhã...
Num assunto não relacionado, hoje de manhã saí para passear e até apanhei aquele semáforo à saída de casa que está sempre vermelho em verde. "Bom presságio", pensei eu. Bem, mais ou menos. Para os lados de Espinho, numa estrada estilo via-rápida, furou a traseira. Aquilo abanou um bocado, como sempre, mas parei sem problema. "Já tive a minha emoção para este fim de semana", certo? Errado.
Primeira linha de defesa contra um furo: o pneu sobresselente. Pois foi mesmo este que furou, já que o pneu "oficial" anda furado há um mês e eu tenho tido preguiça de lhe trocar a câmara. Lá se foi a primeira linha...
Segunda linha de defesa contra um furo: câmara de ar sobresselente. Vocês não pensaram que eu andava à selvagem, sem pneu para trocar, pois não? Aquando do último furo comprei logo uma câmara que foi atirada para o porta-luvas, onde já lá estava a minha velha bomba de ar. Juntos estes dois elementos faziam a vez do pneu suplente, com a única desvantagem de adicionarem alguns minutos à reparação. Pego na câmara de ar, tiro-a da embalagem, e olho para a válvula em todo o seu esplendor erecto e linear. Não acredito nisto, deram-me uma câmara com a válvula direita na loja! Lá se foi a segunda linha...
Terceira linha de defesa contra um furo: a assistência em viagem. Raras vezes utilizei a assistência em viagem, mas considero-a uma ferramenta imprescindível. É a última e a mais segura de todas as linhas de defesa, a salvação quando tudo falha. "Fáxabôr, quero assistência", "sim senhor qual é a matrícula?, e onde é que o senhor está?, e qual o seu contacto? Ok, então é um transporte para a oficina", "não não, é para a residência", "a sua assistência em viagem só cobre o transporte do veículo para a oficina mais próxima, e não os ocupantes", "EIN? Hoje é Domingo, as oficinas estão fechadas! E eu, vou a pé? Esqueça." Eu tinha uma assistência em viagem mega-xunga e nem o sabia. Lá se foi a terceira linha de defesa...
Para que haja um acidente de avião, uma cadeia de pequenas falhas deve suceder-se numa sequência bizarra, contornando as várias linhas de defesa uma a uma. É como os buracos num queijo Suíço alinharem de tal maneira que se consegue ver através do queijo. Qualquer uma destas linhas de defesa tem a possibilidade de quebrar a cadeia de falhas mas, contra todas as probabilidades, tal não acontece. O resultado é aviões amassados e o Bob encalhado numa via rápida.
Agora que o mal estava feito, comecei a pensar na aterragem de emergência. Como sair dali? Lembrei-me dum velho truque utilizado por um amigo durante o Período Mesozóico do BTT nacional: enrolar fita adesiva de caixote à volta da câmara de ar. A minha saca das ferramentas tinha um rolo de fita eléctrica verde e foi mesmo isso que fiz - não se riam! - , enrolar fita adesiva à volta do furo. E funcionou! A câmara aguentou pressão (bendita bomba de bicicleta com 25 anos de idade) e o Bob saiu dali para fora!
Durante 10 minutos, pelo menos, até aquilo dar o berro por completo. Suponho que o furo da câmara deve ter evoluído catastroficamente para um rasgão, mas não antes de eu ter saído da via rápida e ter conseguido chegar a um posto de abastecimento onde pude observar a equipa do F. C. Porto a ir dar um passeio matinal. Finalmente sem opções, fiz algo que nunca sequer contemplei, em 11 anos de scooterismo clássico extremo: liguei à minha mãe e pedi-lhe para me vir buscar. Espero que a PX ainda lá esteja amanhã...
12.3.09
Reunião especial do LICET
Ontem à noite houve reunião especial do L.I.C.E.T. (Lambretta Invicta Clube Extreme Team). O bacalhau com natas da última vez foi substituído por um quarteto de francesinhas enquanto se lidava com um certo cavalheiro da Capital interessado em abrir um "Lisbon chapter" do L.I.C.E.T. O pedido foi sumariamente recusado, e o cavalheiro foi recambiado de volta ao remetente.
Num assunto relacionado, cujo significado secreto é do conhecimento exclusivo apenas do núcleo duro do L.I.C.E.T., deixo-vos um karaoke da Nucha.
9.3.09
Granda frustra
É oficial, o meu sem-fim morreu após apenas 30 quilómetros. A minha previsão falhou por um factor de 1000 o que representa, digamo-lo com frontalidade, um falhanço fenomenal e estrondoso.
Fazendo as contas ao preço do sem-fim, obtemos um custo de 6 cêntimos de euro por quilómetro. Com mil raios, gasto menos em gasolina!
Fazendo as contas ao preço do sem-fim, obtemos um custo de 6 cêntimos de euro por quilómetro. Com mil raios, gasto menos em gasolina!
6.3.09
Prefiro gatos
Quando fui visitar os vietbodges levei comigo um cameraman para registar o acontecimento. No entanto, parece-me que ele não estava totalmente concentrado nessa tarefa...
5.3.09
Mau...
Apenas 20 quilómetros depois, o ponteiro do velocímetro começa a exibir frustrantes e violentos espamos epilépticos...
4.3.09
Re-Ape-arado
O Faveca ia na IC19 quando o Ape (daqueles grandes, com volante) faz brrrrooaááááááá- brooooáááá- broooooóóóó. Diagnóstico: colector do carburador marado. Solução: segurar o bicho com zip-ties. Efeito: entrega atempada de cerveja fria à corrida.
TSQEUVHCQ consertas o teu Ape dos grandes carregado com cerveja fria na berma da auto-estrada usando apenas zip-ties. Nice.
TSQEUVHCQ consertas o teu Ape dos grandes carregado com cerveja fria na berma da auto-estrada usando apenas zip-ties. Nice.
3.3.09
Conta quê-émes já conta
Só precisei de cinco meses para pôr o conta-quilómetros a funcionar de novo...
(tenho que arranjar tempo para ir à loja, é hoje que vou à loja, bom dia quero uma bicha fáxabor não há, encomenda-se e está cá para a semana, uma semana depois não chegou, ok então vou passando por aí, pois sim, finalmente já chegou, umas semaninhas parada na secretária para repousar, vamos lá à garagem montar isto é hoje carago, vamos lá entra eu já fiz isto antes tem que entrar, mas que porra não funciona?, nem penses que fico aqui ajoelhado no cimento a mexer nisto, acho que tenho que cortar a bicha como da outra vez, fosga-se é hoje que vou meter isto a bulir, então e agora carago raios, bem é hoje fogo!, essa agora e porque é que não sais sempre saíste antes, foi da chuva filha da mãe, é desta carago ah estás ver como sais?, então e agora boa outro sem-fim para o caraças, afinal já não preciso de cortar a bicha, montes de massa e tudo novo tens que funcionar, ah agora sim maravilha)
E nem me façam falar do raio do parafusinho que fixa a chapa de entrada da bicha! Desenhado por Satã em pessoa. De qualquer maneira o meu ponteiro está ali teso como granito- cof cof- pronto para mais uma porrada de quilómetros. Quantos mais? Adivinhem! Horta-quizz bizarro! A reparação foi feita aos 122167 (indicados, ponham mais 10K em cima). Eu prevejo que o sistema avarie de novo aos 150001 (indicados, ponham mais 10K em cima). Qual é a vossa previsão? Já tive problemas passados três anos, e já tive problemas passados 50 quilómetros. Registem o vosso palpite nos comentários e, quando finalmente avariar, descobriremos o vencedor. Este concurso não é aprovado pelo Governo Civil.
(tenho que arranjar tempo para ir à loja, é hoje que vou à loja, bom dia quero uma bicha fáxabor não há, encomenda-se e está cá para a semana, uma semana depois não chegou, ok então vou passando por aí, pois sim, finalmente já chegou, umas semaninhas parada na secretária para repousar, vamos lá à garagem montar isto é hoje carago, vamos lá entra eu já fiz isto antes tem que entrar, mas que porra não funciona?, nem penses que fico aqui ajoelhado no cimento a mexer nisto, acho que tenho que cortar a bicha como da outra vez, fosga-se é hoje que vou meter isto a bulir, então e agora carago raios, bem é hoje fogo!, essa agora e porque é que não sais sempre saíste antes, foi da chuva filha da mãe, é desta carago ah estás ver como sais?, então e agora boa outro sem-fim para o caraças, afinal já não preciso de cortar a bicha, montes de massa e tudo novo tens que funcionar, ah agora sim maravilha)
E nem me façam falar do raio do parafusinho que fixa a chapa de entrada da bicha! Desenhado por Satã em pessoa. De qualquer maneira o meu ponteiro está ali teso como granito- cof cof- pronto para mais uma porrada de quilómetros. Quantos mais? Adivinhem! Horta-quizz bizarro! A reparação foi feita aos 122167 (indicados, ponham mais 10K em cima). Eu prevejo que o sistema avarie de novo aos 150001 (indicados, ponham mais 10K em cima). Qual é a vossa previsão? Já tive problemas passados três anos, e já tive problemas passados 50 quilómetros. Registem o vosso palpite nos comentários e, quando finalmente avariar, descobriremos o vencedor. Este concurso não é aprovado pelo Governo Civil.
2.3.09
...não me consigo lembrar de nenhum trocadilho com Glória...
O pacato vilarejo de Glória do Ribatejo foi invadido pelos jagunços das scutras que não fizeram muito mais que andar às voltas no meio da vila. De manhã uma chuvinha fraca complicou o piso, já de si em mau estado; à tarde esteve mais seco e as 26 (!) equipas puderam evoluir sem grandes problemas, havendo ainda tempo para umas "drag races" no fim.
Infelizmente o Nuno amassou o jelho com alguma gravidade. A Horta coloca todos os seus recursos de energia kármica em prol da rápida e completa recuperação do nosso irmão. As melhoras, Nuno! Podem ver as fotos não-completamente-nojentas aqui, ou em glorioso slideshow aqui. [Edit:links do Flickr estão mortos]
Infelizmente o Nuno amassou o jelho com alguma gravidade. A Horta coloca todos os seus recursos de energia kármica em prol da rápida e completa recuperação do nosso irmão. As melhoras, Nuno! Podem ver as fotos não-completamente-nojentas aqui, ou em glorioso slideshow aqui. [Edit:links do Flickr estão mortos]
27.2.09
Movimento Alternativo
Pessoal do Norte, toca a marcar o dia 25 de Abril no calendário. A excursão anual (2008 e 2007) do Movimento Alternativo de bicicletas vai rolar no Porto e estão todos convidados. Não há cá inscrições nem tretas deprimentes, é só aparecer.
Como já sugeri no passado, vão à garagem/ sótão/ arrecadação e arrastem para fora aquele charuto velho que está lá a apanhar pó há anos. Dêem-lhe uma mangueirada, encham os pneus e venham rolar um pouco. Se não têm um chaço, peçam um emprestado. Faltam dois meses!
Como já sugeri no passado, vão à garagem/ sótão/ arrecadação e arrastem para fora aquele charuto velho que está lá a apanhar pó há anos. Dêem-lhe uma mangueirada, encham os pneus e venham rolar um pouco. Se não têm um chaço, peçam um emprestado. Faltam dois meses!
26.2.09
Bob vs. Bodge
Aqui o Bob foi visitar um vendedor de vietbodges e inspeccionar as polémicas máquinas. Está para breve o meu relatório sobre estes restauros vietnamitas.
25.2.09
Vespa Ralli 250
Há pouco tempo atrás realizei a seguinte afirmação :
Por fora pode parecer uma Rally normal, mas todo o interior do chassis foi reforçado com vigas ferroviárias para não dobrar sobre o efeito do portentoso motor de 250 centímetros cúbicos. O cilindro 250 era polido à mão por raparigas virgens, para maximizar a taxa de compressão. A tirar partido da cubicagem acrescida encontrava-se um inovador sistema de injecção de combustível cuja presença é denunciada pela letra "i" em Ralli. Este sistema de injecção oferecia prestações fabulosas; infelizmente, o depósito de banha de iaque tinha que ser reabastecido todos os 60 quilómetros.
Quão rápida é a 250 Ralli? É tão rápida que um piloto de testes perdeu a vida quando não conseguiu segurar-se ao guiador, tendo sido arrancado dos comandos pela deslocação do ar. Uma fuga no circuito pressurizado de banha de iaque pode ter contribuído para o desastre. A solução estudada pelos engenheiros de Pontedera foi a montagem de série de um pára-brisas de dimensões generosas. Esse pára-brisas imprescindível ainda se encontra montado na 250 Ralli descoberta, se bem que o circuito de banha de iaque esteja ausente de modo misterioso. À frente e atrás podem observar-se os suportes dos instrumentos de medida e telemetria usados durante os testes. 5.500 euros não compram um décimo da História por trás deste fabuloso veículo.
A Sprinter Veloce é a segunda Vespa mais rápida alguma vez criada, ficando apenas atrás da 150 200 PSV, a versão Performance da Sprinter Veloce com cilindro 200 enfiado num motor 150.Novos desenvolvimentos vieram provar que eu estava errado: naquela mina de carvão onde foram escondidas as Sprinters continuam a ser descobertos modelos inéditos em galerias e túneis cuidadosamente selados, que são prontamente colocados à venda no mercado nacional. É com grande emoção que vos apresento a Vespa mais rápida de todas, a magnífica 250 Ralli!
Por fora pode parecer uma Rally normal, mas todo o interior do chassis foi reforçado com vigas ferroviárias para não dobrar sobre o efeito do portentoso motor de 250 centímetros cúbicos. O cilindro 250 era polido à mão por raparigas virgens, para maximizar a taxa de compressão. A tirar partido da cubicagem acrescida encontrava-se um inovador sistema de injecção de combustível cuja presença é denunciada pela letra "i" em Ralli. Este sistema de injecção oferecia prestações fabulosas; infelizmente, o depósito de banha de iaque tinha que ser reabastecido todos os 60 quilómetros.
Quão rápida é a 250 Ralli? É tão rápida que um piloto de testes perdeu a vida quando não conseguiu segurar-se ao guiador, tendo sido arrancado dos comandos pela deslocação do ar. Uma fuga no circuito pressurizado de banha de iaque pode ter contribuído para o desastre. A solução estudada pelos engenheiros de Pontedera foi a montagem de série de um pára-brisas de dimensões generosas. Esse pára-brisas imprescindível ainda se encontra montado na 250 Ralli descoberta, se bem que o circuito de banha de iaque esteja ausente de modo misterioso. À frente e atrás podem observar-se os suportes dos instrumentos de medida e telemetria usados durante os testes. 5.500 euros não compram um décimo da História por trás deste fabuloso veículo.
23.2.09
Cafezada de Carnaval
Mais uma Cafezada do ScooterPT, com duas dúzias de scooters e um Sol glorioso a tomarem parte. Entre as Vespas encontravam-se duas Lambrettas, uma Heinkel e uma Honda CN. Houve pessoal que veio de Coimbra e Guimarães, para depois ir almoçar à Póvoa/Vila do Conde. A minha velhinha VBB lá aguentou a ida até ao Cais de Gaia, depois de algum ar nos pneus e uma sacudidela do pó. A travar pouco e a gastar muito, mas aguentou.
Depois de duas semanas de Horta bastante activa, eis-me a entrar na curva descendente do meu bioritmo intelectual. Contem que as duas semanas vindouras decorram a um ritmo mais relaxado e menos inspirado. Se não gostam, é grátis.
Depois de duas semanas de Horta bastante activa, eis-me a entrar na curva descendente do meu bioritmo intelectual. Contem que as duas semanas vindouras decorram a um ritmo mais relaxado e menos inspirado. Se não gostam, é grátis.
21.2.09
Máquina do tempo
Ok, o arquivo de fotos da Life no Google tem imagens de scooters muito fixolas, mas eu continuo a ser um gajo do Flickr. Encontrei lá esta foto que mostra uma Vespa estacionada em Lisboa, à frente do Cinema Europa.

Se quiserem ver a foto em formato grande, é aqui. Nela poderão observar com maior pormenor este exemplar de VBB (?) cujo único acessório visível é o grande avental dianteiro para protecção contra o vento e a chuva. Esta é uma visão rara e fascinante duma Vespa nacional no seu habitat natural, a ser usada na vida diária dos anos 60. Melhor que isto só com uma máquina do tempo.
Ah, e os filmes que estão em cartaz são "O ódio que gerou o amor" e "O segredo da ilha sangrenta". :-)

Se quiserem ver a foto em formato grande, é aqui. Nela poderão observar com maior pormenor este exemplar de VBB (?) cujo único acessório visível é o grande avental dianteiro para protecção contra o vento e a chuva. Esta é uma visão rara e fascinante duma Vespa nacional no seu habitat natural, a ser usada na vida diária dos anos 60. Melhor que isto só com uma máquina do tempo.
Ah, e os filmes que estão em cartaz são "O ódio que gerou o amor" e "O segredo da ilha sangrenta". :-)
20.2.09
Se as Vespas fossem como computadores
No seguimento de magníficas obras literárias como Linguagem Gestual Vespista e TSQEUVHCQ (Tu Sabes Que És Um Vespista HardCore Quando...), eis que surge agora o elemento final, pouco inspirado e fracamente trabalhado, neste quarteto de três obras.
…bastaria cair uma partícula de sujidade no exterior do carburador para a Vespa parar. A única maneira de a consertar seria retirar o carburador, derretê-lo, e montar um novo.
…poderíamos usar pistões de concorrência mas só depois de gravarmos as letras "PIAGGIO" no interior da saia.
…depois de darmos ao kicks, teríamos que esperar dois minutos até o motor começar a trabalhar.
…em andamento, as manetes de travão poderiam bloquear a qualquer momento, sem aviso.
…sempre que passássemos por um outdoor de publicidade animada ou por algum sítio com música, a Vespa abrandaria e começaria a andar aos abanões.
…se apitássemos na rua errada, a Vespa ficaria coberta de autocolantes de publicidade que nunca mais sairiam.
…se atestássemos numa bomba de gasolina duvidosa, o motor bloquearia e só passaria a funcionar depois de decaparmos e pintarmos todas as peças de chapa.
…todas as avarias grandes aconteceriam no dia em que tivéssemos uma reunião importante.
…em caso de avaria do motor, o saco de compras que levássemos no porta-couves desapareceria, e teríamos que comprar tudo de novo.
…para fazer viagens grandes seria melhor usar a Vespa do emprego.
…existiriam porta-couves cromados de concorrência muito melhores que os da marca, e seriam grátis.
…de três em três anos a auto-estrada seria reasfaltada tornando a nossa Vespa lenta demais para lá andar.
…todas as manhãs o raio da Vespa insistiria em passar pelo concessionário oficial Piaggio mais próximo para ver se já tinham chegado novos modelos de bóias de carburador.
…ir ao cinema obrigaria ao uso duma Vespa amarela; qualquer outra cor de veículo resultaria em duas horas de mensagem de erro.
...a maioria das deslocações teria como destino a loja de revistas para adultos.
…as Lambrettas seriam muitíssimo mais estilosas e fiáveis, mas mais caras.
…a maior parte das bombas de gasolina não conseguiria abastecer Lambrettas.
…as Heinkels seriam vistas apenas em círculos universitários e de investigação.
…se o motor fosse abaixo, teríamos que trancar a direcção, fechar a gota, pôr no descanso, tirar o capacete e as luvas, e só então poderíamos dar ao kicks.
…em caso de furo, teríamos que correr as gavetas todas à procura da embalagem original do pneu antes de podermos trocar a câmara-de-ar.
…uma trovoada poderia derreter a embraiagem.
…as Vespas antigas seriam horrorosamente lentas. Ninguém as coleccionaria, indo todas parar à fundição alguns anos depois de terem sido compradas.
…os depósitos das Vespas antigas só teriam meio litro de capacidade.
…a buzina apitaria durante 30 segundos no início de cada viagem se a cor da chapa não combinar com a cor do livrete.
...o porta-luvas teria 3000 ferramentas diferentes, mas não conseguiríamos achar a procurada.
...encher o depósito na auto-estrada demoraria apenas alguns segundos; em estrada nacional, seria pelo menos meia hora.
SAVFCC…
(Se As Vespas Fossem Como Computadores…)
(Se As Vespas Fossem Como Computadores…)
…bastaria cair uma partícula de sujidade no exterior do carburador para a Vespa parar. A única maneira de a consertar seria retirar o carburador, derretê-lo, e montar um novo.
…poderíamos usar pistões de concorrência mas só depois de gravarmos as letras "PIAGGIO" no interior da saia.
…depois de darmos ao kicks, teríamos que esperar dois minutos até o motor começar a trabalhar.
…em andamento, as manetes de travão poderiam bloquear a qualquer momento, sem aviso.
…sempre que passássemos por um outdoor de publicidade animada ou por algum sítio com música, a Vespa abrandaria e começaria a andar aos abanões.
…se apitássemos na rua errada, a Vespa ficaria coberta de autocolantes de publicidade que nunca mais sairiam.
…se atestássemos numa bomba de gasolina duvidosa, o motor bloquearia e só passaria a funcionar depois de decaparmos e pintarmos todas as peças de chapa.
…todas as avarias grandes aconteceriam no dia em que tivéssemos uma reunião importante.
…em caso de avaria do motor, o saco de compras que levássemos no porta-couves desapareceria, e teríamos que comprar tudo de novo.
…para fazer viagens grandes seria melhor usar a Vespa do emprego.
…existiriam porta-couves cromados de concorrência muito melhores que os da marca, e seriam grátis.
…de três em três anos a auto-estrada seria reasfaltada tornando a nossa Vespa lenta demais para lá andar.
…todas as manhãs o raio da Vespa insistiria em passar pelo concessionário oficial Piaggio mais próximo para ver se já tinham chegado novos modelos de bóias de carburador.
…ir ao cinema obrigaria ao uso duma Vespa amarela; qualquer outra cor de veículo resultaria em duas horas de mensagem de erro.
...a maioria das deslocações teria como destino a loja de revistas para adultos.
…as Lambrettas seriam muitíssimo mais estilosas e fiáveis, mas mais caras.
…a maior parte das bombas de gasolina não conseguiria abastecer Lambrettas.
…as Heinkels seriam vistas apenas em círculos universitários e de investigação.
…se o motor fosse abaixo, teríamos que trancar a direcção, fechar a gota, pôr no descanso, tirar o capacete e as luvas, e só então poderíamos dar ao kicks.
…em caso de furo, teríamos que correr as gavetas todas à procura da embalagem original do pneu antes de podermos trocar a câmara-de-ar.
…uma trovoada poderia derreter a embraiagem.
…as Vespas antigas seriam horrorosamente lentas. Ninguém as coleccionaria, indo todas parar à fundição alguns anos depois de terem sido compradas.
…os depósitos das Vespas antigas só teriam meio litro de capacidade.
…a buzina apitaria durante 30 segundos no início de cada viagem se a cor da chapa não combinar com a cor do livrete.
...o porta-luvas teria 3000 ferramentas diferentes, mas não conseguiríamos achar a procurada.
...encher o depósito na auto-estrada demoraria apenas alguns segundos; em estrada nacional, seria pelo menos meia hora.
19.2.09
Coisas estranhas se passam na Horta
Como se pode observar na fotografia, a Horta foi penetrada (au!) por uma máquina infernal de rodas grandes de origem nipónica. Como entidade super-humana que é, o Ranger Bob não pode evitar ter um irmão gémeo maléfico. Este mano malvado pode ser identificado facilmente pelo seu bigode de vilão, e é sobre ele que recaem as suspeitas de tão triste profanação da cultura de rodas pequenas da Horta.
A minha pobre PX lutou com todas as forças contra esta situação deplorável. Na viagem destinada à inspecção do motão decandente, sofri um furo em plena auto-estrada; fiquei sem gasolina a 300 metros do destino final; e, finalmente, parti o cabo do travão dianteiro ao recolher a PX à garagem, no fim do dia. Eu não estou a inventar isto: sofri três avarias graves no dia em que fui comprar a minha primeira mota grande. É o karma a dizer-me algo ou quê!? E na viagem de recolha o carro alemão de alta cilindrada requisitado para o efeito, depois de vários anos de serviços exemplares sem qualquer problema mecânico, decidiu começar a apitar por causa do nível da água. Há forças muito potentes envolvidas nesta situação, digo-vos eu...
(por acaso o furo na auto-estrada teve interesse. Primeiro não caí, o que é algo que me interessa bastante. Segundo, estava eu na berma com a PX deitada, balons fora, ferramentas espalhadas, rodas por todo o lado, a pensar "isto vai dar uma foto mesmo fixe" quando chega o homem da Brisa. Prontos, lá se foi a foto. Quando ele viu que eu estava quase desenrascado, limitou-se a meter as mãos nos bolsos e a ficar a olhar.)
Eis-me, portanto, sob a influência do irmão gémeo malvado do Ranger Bob. Peço-vos que mantenham intacta a vossa fé na minha dedicação scooterista, pois só ela me poderá salvar dum inferno de coletes de couro e lenços vermelhos amarrados à traseira. De qualquer maneira, face a estes extraordinários desenvolvimentos, julgo que não tenho outra escolha a não ser a actualização da minha tatuagem indicadora de status para algo mais apropriado.
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