A próxima actividade da Horta: as 6 Horas de Resistência no Kartódromo de Santo André, em Sines. Podem ver fotos de Resistências passadas aqui e aqui.
15.3.08
14.3.08
Old school scootering
Encontrei esta foto no site Punksinparkas. Um momento passado duma história gloriosa. Não, as pessoas não começaram a rolar em sccoters antigas há meia dúzia de anos atrás. Andava-se nos anos 50, quando as estradas eram más, as velas ganhavam pérola e a gasolina comprava-se em drogarias. Recomendo vivamente uma visita à secção das fotos onde se poderá apreciar uma excelente colecção de imagens de época, retratando máquinas conhecidas e exóticas a serem usadas em concentrações, viagens, corridas, todo-o-terreno, e na vida diária. E todas as pessoas que as usavam e amavam.13.3.08
Brinquedo Amarelo na Scooting
Tive o prazer de escrever um artigo sobre a 50s modificada do Marrazes para a revista Scooting. Duas páginas de "Brinquedo Amarelo" inauguram uma nova era na dominação mundial. Se quiserem ler o artigo, podem clicar na foto para irem ao meu Flickr, clicar no ícone "all sizes" por cima, e escolher um tamanho grande.
12.3.08
The Indian Connection
É muito provável que comecem a ser comercializadas em Portugal, num futuro próximo, as LML Star Deluxe. Para os que não conhecem o bicho, podem ver mais info neste artigo. Basicamente é uma PX com algumas modificações, muito semelhante à Stella.
A organização por trás deste acontecimento é a Movitarget Unipessoal Lda. Os seus contactos são 919710795 e 261742076 (fax). Esta informação é apenas isso, informação; não há nenhuma recomendação/ apoio/ garantia/ patrocínio da Horta em relação a esta actividade comercial. Como sempre, caveat emptor.
E já que estamos com a rebarbadora na mão, está aqui outro parafuso calcinado: este artigo da Scootering scaneado no fórum ModernVespa (via 2strokebuzz). Interessante é a parte onde eles falam do motor a 4 tempos da LML. Como os 2 tempos foram banidos no Egipto, a LML não quis perder o seu mercado de 20.000 unidades. Desenvolveram então em tempo recorde uma versão a 4 tempos do motor PX. Ao contrário do motor a 4 tempos da Bajaj que possui montes de modificações esquisitas, esta unidade da LML modificou ao mínimo o propulsor original, tendo ficado toda a parte inferior praticamente intacta. Até se fala numa versão de 250cc, com mudanças, claro! :-))))) Este motor entusiasmante deverá estar a ser produzido neste mesmo momento! A PX morreu. A PX viverá.
A organização por trás deste acontecimento é a Movitarget Unipessoal Lda. Os seus contactos são 919710795 e 261742076 (fax). Esta informação é apenas isso, informação; não há nenhuma recomendação/ apoio/ garantia/ patrocínio da Horta em relação a esta actividade comercial. Como sempre, caveat emptor.
E já que estamos com a rebarbadora na mão, está aqui outro parafuso calcinado: este artigo da Scootering scaneado no fórum ModernVespa (via 2strokebuzz). Interessante é a parte onde eles falam do motor a 4 tempos da LML. Como os 2 tempos foram banidos no Egipto, a LML não quis perder o seu mercado de 20.000 unidades. Desenvolveram então em tempo recorde uma versão a 4 tempos do motor PX. Ao contrário do motor a 4 tempos da Bajaj que possui montes de modificações esquisitas, esta unidade da LML modificou ao mínimo o propulsor original, tendo ficado toda a parte inferior praticamente intacta. Até se fala numa versão de 250cc, com mudanças, claro! :-))))) Este motor entusiasmante deverá estar a ser produzido neste mesmo momento! A PX morreu. A PX viverá.
11.3.08
10.3.08
Prémio de montanha de 1ª categoria
Sexta feira a seguir ao almoço desci eu à garagem, onde cumpri o longo ritual de amarrar a mochila e vestir o equipamento todo: calças de neve do Lidl, cinta, lenço, luvas, casaco, capacete, tudo bem apertado e conjugado. Sentindo-me como um cruzamento entre o Bibendum e o Hindenburg, lá espremi suficiente mobilidade para conseguir tirar a PX do descanso. "Mas que raio... Isto não anda?". Pneu de trás furado.
Toca a desamarrar tudo e a trocar a câmara de ar num instante. As mãos foram lavadas com WD40 e as feridas desinfectadas com massa consistente. Meia hora depois, fiz-me à estrada. A29, N109, IP5, N231, e eis que surge a Serra na sua imponência. Atravessei-a acompanhado pelo pôr do Sol, dando guinchinhos de entusiasmo a cada curva, a cada paisagem. Todos se encontraram na pousada da Juventude.
Depois duma noite mal dormida, o passeio. Cumprimos as nossas obrigações turísticas na Torre e na neve, e atirámo-nos de alma e coração às magníficas estradas que cruzam o parque natural como uma teia, muitas delas em terra batida, num isolamento extra-terrestre. Curvas, curvas e paisagens. Que curvas, céus! Que paisagens! Tentar descrevê-las seria desrespeitoso. O Sol esteve quase sempre presente, mas o mau tempo e o frio insuportável fizeram questão de deixar os seus cumprimentos.
Mais uma noite mal dormida, mais estradinhas soberbas. Almoço de 5 pratos e 2 sobremesas em Folgosinho, e siga para Norte em intercepção do IP5. Sempre em frente até à boa velha saída "Matosinhos/ Leixões". Dois lá em cima não são do grupo, marcianinho chama, toma lá a minha esferográfica para trocares o óleo. A última vez que fui à Estrela de Vespa, a PX ainda era azul. Não sei porque demorei tantos anos a lá voltar. Mais fotos aqui.
9.3.08
Getting air
Já cheguei da serra, e amanhã podem passar por cá e ler o relato e, sim, ver as fotos- várias pessoas perguntaram-me especificamente pelas fotos. Mas para terem algo que se veja hoje, podem ir a este tópico que circula no ISBBS, dedicado a fotos de scooters a saltarem, e a caírem. A "apanharem ar", ou "getting air". Inclui um tombo de Silver Wing, um salto com pendura, automáticas e Lambrettas. Lá fora é actividade típica nas concentrações saltarem por cima duma fogueira, geralmente bêbados e a meio da noite. São muito mais avançados que nós...
(pic by Bob, a long time ago)
7.3.08
Biclas nas scootas

Se tentarmos juntar as minhas duas comidas preferidas, teremos algo bizarro e pouco apetitoso: almôndegas com chocolate. Da mesma maneira, se tentarmos combinar os meus dois veículos preferidos, obteremos um íman de brigadas de trânsito e de contas de hospital, como na foto. Especialmente, porque o homem limitou-se a encaixar o quadro por cima do pneu suplente! :-0 Hardcore!
E se realmente acharem que a ideia possui alguma réstia de mérito, podem ir aqui ao Who rides a Vespa ver um par de soluções menos improvisadas, mas não menos assustadoras. Agora, se pudéssemos rebocar uma Vespa com uma bicicleta, isso sim, isso proporcionaria uma avalanche de aplicações práticas e reais. Vemo-nos na segunda, vou 'pá Estrela!
5.3.08
Site e Fórum VespaRacing
Uma linha rápida só para alertar os que ainda não conhecem o site e fórum VespaRacing. Tenho que trabalhar agora, desenrasquem-se sozinhos.
4.3.08
40.000 quilómetros
Isto sim, é uma aventura! Comecei a ler o livro BuenaYork, uma prenda de anos atrasada, e fiquei completamente viciado pela aventura em si e pelo estilo de escrita, perfeitamente inocente a princípio mas que nos suga irremediavelmente para o meio da acção logo a seguir. Num mundo onde tudo à nossa volta tem que ser seguro e previsível e confortável, uma viagem assim faz todo o sentido. Visitem o site!
3.3.08
Direitos básicos e inalienáveis do Scooterista Clássico
Todo o scooterista é livre de desmontar na posição, instante ou à velocidade que lhe apetecer, com o grau de controlo (ou falta do mesmo) posicional e dinâmico que lhe aprouver. É uma questão de expressão criativa e de liberdades básicas.
Além disso, uma queda pequena de vez em quando ajuda a gastar os pontos. Se um gajo deixar acumular muitos pontos, a coisa pode ficar feia. (eu não, eu não caio; isso é para entidades sem super-poderes...)
Além disso, uma queda pequena de vez em quando ajuda a gastar os pontos. Se um gajo deixar acumular muitos pontos, a coisa pode ficar feia. (eu não, eu não caio; isso é para entidades sem super-poderes...)
(pic by Bob, a long time ago)
2.3.08
Markl, liga-me!
Eu não costumava ouvir o Markl na rádio. A cena dele começava exactamente à hora em que eu tinha de sair de casa para ir trabalhar (de Vespa, sem rádio). Se eu por acaso ouvisse a musiquinha de início da dita rábula, então já estava atrasado. Durante muito tempo, Markl equivaleu a stress, trânsito, atrasos e frustrações.
Não obstante esta desanimadora coincidência de horários, uma vez consegui apanhá-lo a confessar que gostaria de ter uma Vespa mas, infelizmente, nem sabia andar de bicicleta. Sim, isso é um problema. Mas, Markl, tu mereces uma Vespa!
É aqui que eu entro: Markl, eu posso ser o teu personal trainer em assuntos ciclomotorizados. Ensino-te tudo o que precisares de saber sobre bicicletas, Vespas, ferramentas eléctricas, sobrevivência em cima duma bicicleta, sobrevivência em cima duma Vespa, e sobrevivência ao lidar com ferramentas eléctricas.
Temos quase a mesma idade, óculos e barba. Sou o maior viciado nos Monty Python do meu prédio (exceptuando a velhota do 1º direito mas essa é mesmo apanhada) e estou dedicado de corpo e alma à salvação do planeta por intermédio da escrita cómica. Somos praticamente almas gémeas, dude!
Eu correria atrás de ti a segurar-te no selim; beijar-te-ia os dói-dóis nos joelhos quando fosses ao chão; transportar-te-ia ao hospital quando fosses mesmo ao chão. E depois dos curativos, poderíamos passar preguiçosas tardes de Outono a discutir trivia obscura dos Simpsons e do Family Guy, e a inventariar as possíveis utilizações de uma colecção de laptops antigos. Eu escreveria a nova época dos Gato Fedorento e ganharia pipas de dinheiro que desapareceriam num mau investimento num revolucionário projecto hidroeléctrico no centro de Espanha. Tu e eu tornar-nos-íamos nos melhores amigos de todo o Universo mas não conseguiríamos exprimir os nossos sentimentos, como homens latinos emocionalmente subdesenvolvidos que somos. "Tu completas-me e devo-te tudo o que sou" sairia algo como "quase que te espalhavas lá atrás, ó palhaço". Sim, porque daríamos longos e emocionantes passeios de Vespa, como num anúncio de refrigerante dos anos 80, onde nos riríamos como colegiais japonesas depois de apanharmos refrescantes molhas debaixo dum lindo Sol acolhedor.
Por isso liga-me, Markl. Para os leitores que queiram ver florescer este man love entre Bob e Markl, podem clicar aqui no blogue dele muitas vezes, a ver se a Horta lhe chama a atenção. Entretanto deixo aqui uns iscos para os motores de busca, a ver se o homem vem cá parar. Dedos cruzados...
Não obstante esta desanimadora coincidência de horários, uma vez consegui apanhá-lo a confessar que gostaria de ter uma Vespa mas, infelizmente, nem sabia andar de bicicleta. Sim, isso é um problema. Mas, Markl, tu mereces uma Vespa!É aqui que eu entro: Markl, eu posso ser o teu personal trainer em assuntos ciclomotorizados. Ensino-te tudo o que precisares de saber sobre bicicletas, Vespas, ferramentas eléctricas, sobrevivência em cima duma bicicleta, sobrevivência em cima duma Vespa, e sobrevivência ao lidar com ferramentas eléctricas.
Temos quase a mesma idade, óculos e barba. Sou o maior viciado nos Monty Python do meu prédio (exceptuando a velhota do 1º direito mas essa é mesmo apanhada) e estou dedicado de corpo e alma à salvação do planeta por intermédio da escrita cómica. Somos praticamente almas gémeas, dude!
Eu correria atrás de ti a segurar-te no selim; beijar-te-ia os dói-dóis nos joelhos quando fosses ao chão; transportar-te-ia ao hospital quando fosses mesmo ao chão. E depois dos curativos, poderíamos passar preguiçosas tardes de Outono a discutir trivia obscura dos Simpsons e do Family Guy, e a inventariar as possíveis utilizações de uma colecção de laptops antigos. Eu escreveria a nova época dos Gato Fedorento e ganharia pipas de dinheiro que desapareceriam num mau investimento num revolucionário projecto hidroeléctrico no centro de Espanha. Tu e eu tornar-nos-íamos nos melhores amigos de todo o Universo mas não conseguiríamos exprimir os nossos sentimentos, como homens latinos emocionalmente subdesenvolvidos que somos. "Tu completas-me e devo-te tudo o que sou" sairia algo como "quase que te espalhavas lá atrás, ó palhaço". Sim, porque daríamos longos e emocionantes passeios de Vespa, como num anúncio de refrigerante dos anos 80, onde nos riríamos como colegiais japonesas depois de apanharmos refrescantes molhas debaixo dum lindo Sol acolhedor.
Por isso liga-me, Markl. Para os leitores que queiram ver florescer este man love entre Bob e Markl, podem clicar aqui no blogue dele muitas vezes, a ver se a Horta lhe chama a atenção.
Nuno Markl Nuno Markl rula - Nuno Markl sucks
- quero ter os filhos de Nuno Markl
- Nuno Markl é um semi-deus bronzeado e musculado, Mestre Supremo de todo o éter e multimédia, e referência incontornável e perene do estilo geek chic. Sagradas são as suas mãos pois traduziram os Escritos de Cleese, Palin e companhia.
Nuno Markl aprender a andar de bicicleta vespa bicycle vespa riding for dummies como não morrer em cima duma Vespa horrific scooter bicycle injuries hot lesbian sex cenas curtidas com aquelas vespas antigas - Markl quer Vespa
preciso de estagiários que queiram ganhar pipas de dinheiro ideias obscuras e refinadas para postas de blog/ série humorística de televisão/ rábulas na rádio/ discurso de gala chique de entrega de prémios/ nova época do Gato Fedorento envolvendo profundo conhecimento de Vespas, bicicletas e ferramentas eléctricas - investir num revolucionário projecto hidroeléctrico no centro de Espanha
1.3.08
29.2.08
Nazi ou charutos?
Estava eu a rolar na VCI de PX e ultrapassa-me um tipo numa GTR (eu ia devagar, não tinha pressa). Dois pensamentos apoderaram-se instantaneamente de mim: "Mais uma Vespa azul-cueca? Esta m&%$a é moda?!" e "Se o distintivo diz GTR, então por que raio é que tem frisos de Sprint?".
Fiquei um pouco perturbado comigo mesmo por ter tido esses pensamentos tão negativos e automáticos, se bem que factualmente correctos, em vez de algo como "Boa, outra Vespinha clássica nas ruas!". Digam-me, sou eu que me estou a tornar num Nazi dos restauros, ou são as Vespas que andam por aí uns charutos abortosos? Deixem um comentário com a vossa opinião:
Fiquei um pouco perturbado comigo mesmo por ter tido esses pensamentos tão negativos e automáticos, se bem que factualmente correctos, em vez de algo como "Boa, outra Vespinha clássica nas ruas!". Digam-me, sou eu que me estou a tornar num Nazi dos restauros, ou são as Vespas que andam por aí uns charutos abortosos? Deixem um comentário com a vossa opinião:
- Nazi, ou
- Charutos
(se eu tivesse aptidões de Photoshop, desenharia uma cruz suástica em azul-cueca com linhas delimitadoras cromadas para ilustrar esta posta)
28.2.08
Vespa painting for dummies
Os colegas do Scooter Log descobriram este vídeo no incontornável Youtube. Confesso que eu também já assisti a alguns episódios do Bricomania, mas mudava de canal sempre que os ménes passavam das prateleiras para a jardinagem. Nunca suspeitei que eles abordassem algo mais complicado que a repintura de mobília de jardim em ferro forjado. Pois bastam um destornillador e 19 minutos de música de elevador para se pintar una moto!
Nem que seja para efeitos de entretenimento, aqui estão a segunda parte e a terceira parte. O homem faz para lá uma sucatices valentes, mas o castigo dele é ter que andar na Vespa do Poupas.
27.2.08
Estacionamento de Sprint - Director's cut
Lembram-se de eu ter falado dum estacionamento de Sprint num filme antigo? Pois o Nuno Lourenço, grande seguidor da Horta e Mestre de todas as internets e ciências audiovisuais, estendeu a sua possante mão em direcção ao éter e capturou em imagem móvel aquilo a que eu me referi, evitando-me a humilhação patética de estar a descrever uma cena sem apresentar um correspondente vídeo ilustrativo.
Se ignorarmos por um instante que em Agosto de 62 ainda não existiam Sprints, poderemos então deliciarmo-nos com todas as gotas de sumo suculento que são possíveis de espremer deste fruto rechonchudo e sumarento que cresceu na Horta, graças ao produtor de estrume que é o Nuno Lourenço. Hmmm, isso não soou muito bem...
Primeiro está o méne a perseguir as motas da polícia pela avenida fora, já de si uma situação inversa e caricata. Depois, ele corta à esquerda sem sinalizar de maneira alguma a sua mudança de direcção, transposição de faixa contrária ou estacionamento e imobilização iminentes. À homem, portanto. E depois, o estacionamento. O estacionamento, senhores! Reparem como ele encaixa habilmente o estrado da Vespa no passeio, sem sequer necessitar de confirmação visual que o conjunto resultante está estável. Muito pelo contrário! Antes sequer de largar os punhos, já está ele a olhar fixamente para o telefone em cima do balcão, tentando marcar os números com a força da mente para adiantar trabalho. Demonstrando a rectidão de trajecto de uma seta medieval e a precisão dum míssil ar-navio de fabrico francês, ele dirige-se ao telefone com a rapidez dum teletransportador onde não perde tempo a monopolizar o o dito aparelho sem sequer pedir ao patrão para pôr o contador de impulsos a zero, ou pedir uma água sem gás, na ânsia de saber o resultado da equipa de andebol feminino da Maria Odete. À homem, portanto.
As Sprints transformam gajos em homens, desde 1962.
Se ignorarmos por um instante que em Agosto de 62 ainda não existiam Sprints, poderemos então deliciarmo-nos com todas as gotas de sumo suculento que são possíveis de espremer deste fruto rechonchudo e sumarento que cresceu na Horta, graças ao produtor de estrume que é o Nuno Lourenço. Hmmm, isso não soou muito bem...
Primeiro está o méne a perseguir as motas da polícia pela avenida fora, já de si uma situação inversa e caricata. Depois, ele corta à esquerda sem sinalizar de maneira alguma a sua mudança de direcção, transposição de faixa contrária ou estacionamento e imobilização iminentes. À homem, portanto. E depois, o estacionamento. O estacionamento, senhores! Reparem como ele encaixa habilmente o estrado da Vespa no passeio, sem sequer necessitar de confirmação visual que o conjunto resultante está estável. Muito pelo contrário! Antes sequer de largar os punhos, já está ele a olhar fixamente para o telefone em cima do balcão, tentando marcar os números com a força da mente para adiantar trabalho. Demonstrando a rectidão de trajecto de uma seta medieval e a precisão dum míssil ar-navio de fabrico francês, ele dirige-se ao telefone com a rapidez dum teletransportador onde não perde tempo a monopolizar o o dito aparelho sem sequer pedir ao patrão para pôr o contador de impulsos a zero, ou pedir uma água sem gás, na ânsia de saber o resultado da equipa de andebol feminino da Maria Odete. À homem, portanto.
As Sprints transformam gajos em homens, desde 1962.
26.2.08
Confissões de um pecador
Esta mensagem pungente materializou-se na minha caixa de correio e achei por bem partilhá-la com todos vocês, na intenção de afastar os jovens dos maus caminhos. Mais dramática se torna por lidar com uma scooter germânica normalmente associada com classe, elegância e sofisticação. O conhecido protagonista identificou-se, mas vou dizer que a mensagem é anónima pois dá mais pinta. Imaginem aquelas silhuetas pretas das testemunhas que não querem aparecer na televisão, e leiam esta triste história com uma voz distorcida electronicamente.
* Nome fictício para protecção dos envolvidos
Pelos meus 20 anos, fartinho de levar coça de tudo o que era DT’s, RZ’s e sucedâneos, decidi que havia de arranjar maneira de fazer a Heinkel arrastar os seus 150Kg mais depressa que aqueles mosquitinhos zumbidores. E arranjei: culassa rebaixada, pistão com as saias cortadas, carburador maior e outros pozinhos, a agora conhecida como Floribela* andava que se fartava, levando-me a comportar como qualquer vulgar motoqueiro jagunço, mas mais depressa ainda. Foram dias de glória imensa, mas poucos dias.
Uma bela noite, a subir D. João IV, bem depressinha e todo contente a atirar fumo aos mosquitos furiosos que não se conformavam em aceitar a superioridade evidente da Heinkel, curiosamente mesmo em frente a um concessionário da Vespa que ainda agora lá está embora fechado, a magnifica germânica bufou, resfolegou, deu um estrondo e parou!
Biela partida, cambota empenada, cárter furado e o dono %&##”$%&& e apeado, claro. Uma parte do resultado encontrei-o agora e não podia deixar de o partilhar contigo. Continuo a procurar o resto.
Chamo a atenção não só para a reduzida altura do pistão que, recordo-me, foi cortado com um serrote, qual mini-saia, a aba partida pela biela na sua saída furiosa, e as várias “pancadinhas” que as válvulas iam dando no pistão.
Mas andava… e muito.
Afinal não são só as Vespas que avariam.
25.2.08
Kitanço do kasaco
O meu casaco motárde, à custa de elevada quilometragem, perdeu os puxadores dos fechos. Partiram-se de tanto uso. Depois de coçar um pouco a cabeça, arranjei uns serra-cabos XXL e uns bocados de arame de jardinagem, e criei os meus puxadores de substituição. Um dia destes vou eu na estrada e deparo-me com uma excursão do Vespa Clube Feminino de Scooters Clássicas e Halterofilismo da Suécia. Elas estão com uma avaria e necessitam dum serra-cabos XXL para poderem prosseguir viagem. Os meus puxadores de fecho salvam a situação e fornecem-me os números de telefone da comitiva inteira. Sweet.
23.2.08
Casal by Horta @ RdV
Yo, confirmem! Os bacanos do Rodas de Viriato West Side mandaram uns props aos Horta Gang Bangers, sóce. Os ménes 'tão a tripar cus manuais extremos da Casal! [EDIT: todo o material Casal está agora aqui] Sai um respect à maneira pós manos dos charutos nacionais, a representarem o aço tuga no cibergueto, todos os dias, yo. Passem pelo território e chequem o produto deles, cenas mesmo de tripar, merda da boa mesmo. Senão naifo-vos todos. Megaprops ao nigga padeiropt, criador de alguns dos manuais. You da man. Hip-hop 4 l1f3, mo'fos.
22.2.08
As Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente
Lembram-se deste tipo, que se esqueceu de retirar as borrachas da bateria antes de mandar o quadro para pintar? Pois achei um caso semelhante, apresentando pormenores interessantes em quantidade e variação suficientes para justificarem uma segunda visita a tão incompreensível fenómeno. Sim, roubei descaradamente esta foto dum fórum vespista nacional. Se o autor respectivo desejar crédito, terei todo o gosto em fazer-lhe a vontade mas recomendo contra.
Por onde começar? Por onde começar? Vou imaginar que a tonalidade escolhida é na realidade algum branco copiado dum Ford Fiesta comercial, e que apenas parece azul-cuequesca na foto por causa do flash. A sucatice primordial, aquela que me atraiu como o cheiro de pão fresco e estaladiço acabado de sair do forno barrado com manteiga depois de 16 horas sem comer, é a tampa do rectificador pintada. Porque é que esta peça não foi retirada antes da pintura? Simples! A sua extracção necessita de três ferramentas especiais de fábrica da Piaggio extremamente raras e indisponíveis ao amador profissional: um polegar, um indicador, e um Q.I. acima de 30.
E, mesmo que a tampa fosse retirada do seu sítio tendo sido gastos nessa tarefa uns incomportáveis 7 segundos, o que dizer do rectificador que se esconde por baixo? Aquele que está fixo ao quadro por uma única e intimidante porca de 8mm ou algo semelhante? Nem pensar em separar o que as Divindades de Pontedera uniram! As Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente contam a história de como o semi-deus Ascanio subiu aos montes para roubar a espada do terrível ogre Vietbodge e como, com o seu metal precioso, fundiu o primeiro quadro Vespa com o rectificador incorporado. Os Espíritos Métricos ficariam horrivelmente enfurecidos se o Homem tentasse separar o que Pontedera uniu. Uma maldição avassaladora assolaria todas as garagens durante 70 dias e 70 noites. Primeiro, uma chuva de areia decaparia todos os centímetros quadrados do quadro. Em seguida, uma chuva de zinco cobriria todo o seu aço. Por fim, uma camada de tinta brilhante revestiria esse metal, e nada mais que metal. Seria o Fim do Mundo, o Armagedão. Pois o quadro e o rectificador são um! Amaldiçoado seja o que os tentar dividir, e os seus filhos, e os cães dos seus filhos, e as pulgas dos cães dos seus filhos. "E ao vigésimo terceiro dia, Paolo apertou uma porca de orelhas com o polegar e o indicador. E essa porca selou o altar do Sagrado Rectificador para sempre. O que foi unido, jamais seja desmontado. Pinte-se por cima dos plásticos, das borrachas e dos parafusos."- Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente, Livro de Ascanio, Capítulo VSB, versículos 13-17.
Ah sim, um dos furos das borrachas também é maior que os outros (?????) e o tabuleiro da bateria desapareceu. Ou são mais sucatices, ou deve ter sido algum protótipo secreto de competição da Piaggio com refrigeração e sistema eléctrico modificados. É, deve ser um protótipo.
Por onde começar? Por onde começar? Vou imaginar que a tonalidade escolhida é na realidade algum branco copiado dum Ford Fiesta comercial, e que apenas parece azul-cuequesca na foto por causa do flash. A sucatice primordial, aquela que me atraiu como o cheiro de pão fresco e estaladiço acabado de sair do forno barrado com manteiga depois de 16 horas sem comer, é a tampa do rectificador pintada. Porque é que esta peça não foi retirada antes da pintura? Simples! A sua extracção necessita de três ferramentas especiais de fábrica da Piaggio extremamente raras e indisponíveis ao amador profissional: um polegar, um indicador, e um Q.I. acima de 30.E, mesmo que a tampa fosse retirada do seu sítio tendo sido gastos nessa tarefa uns incomportáveis 7 segundos, o que dizer do rectificador que se esconde por baixo? Aquele que está fixo ao quadro por uma única e intimidante porca de 8mm ou algo semelhante? Nem pensar em separar o que as Divindades de Pontedera uniram! As Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente contam a história de como o semi-deus Ascanio subiu aos montes para roubar a espada do terrível ogre Vietbodge e como, com o seu metal precioso, fundiu o primeiro quadro Vespa com o rectificador incorporado. Os Espíritos Métricos ficariam horrivelmente enfurecidos se o Homem tentasse separar o que Pontedera uniu. Uma maldição avassaladora assolaria todas as garagens durante 70 dias e 70 noites. Primeiro, uma chuva de areia decaparia todos os centímetros quadrados do quadro. Em seguida, uma chuva de zinco cobriria todo o seu aço. Por fim, uma camada de tinta brilhante revestiria esse metal, e nada mais que metal. Seria o Fim do Mundo, o Armagedão. Pois o quadro e o rectificador são um! Amaldiçoado seja o que os tentar dividir, e os seus filhos, e os cães dos seus filhos, e as pulgas dos cães dos seus filhos. "E ao vigésimo terceiro dia, Paolo apertou uma porca de orelhas com o polegar e o indicador. E essa porca selou o altar do Sagrado Rectificador para sempre. O que foi unido, jamais seja desmontado. Pinte-se por cima dos plásticos, das borrachas e dos parafusos."- Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente, Livro de Ascanio, Capítulo VSB, versículos 13-17.
Ah sim, um dos furos das borrachas também é maior que os outros (?????) e o tabuleiro da bateria desapareceu. Ou são mais sucatices, ou deve ter sido algum protótipo secreto de competição da Piaggio com refrigeração e sistema eléctrico modificados. É, deve ser um protótipo.
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