25 de Abril, 14 horas, Parque da Cidade do Porto.
10.4.12
9.4.12
Vespas de Natal na Páscoa
Durante a época Pascal comemoramos a ocasião em que o Pai Natal ofereceu a receita do chocolate ao Coelhinho da Páscoa; desse modo, nada é mais apropriado que fotografias atrasadas da última reunião Vespas de Natal do VCG (aviso: site com música).
Mais algumas aqui.
6.4.12
Cartões de memória químicos
Na altura em que as Vespas ainda saíam da fábrica com platinados, as máquinas fotográficas digitais usavam uns cartões de memória invulgares. Eram cartões grandes, cilíndricos, com uma capacidade de 36 fotos, e só podiam ser usados uma vez. No entanto, talvez a característica mais invulgar destes dispositivos de armazenamento era que necessitavam de um leitor de cartões químico que só havia na loja; era preciso levá-los lá para descarregar as fotos.
Ora como eu curto cenas retro e vintage de um modo particular e processos complicados de fazer as coisas de um modo geral, utilizo ainda ocasionalmente estes cartões de memória antigos. O senhor da loja com o leitor de cartões químico deve ter dificuldade em lembrar-se do meu nome ou algo parecido pois socorre-se de métodos alternativos para identificar os meus cartões. Like.
Ora como eu curto cenas retro e vintage de um modo particular e processos complicados de fazer as coisas de um modo geral, utilizo ainda ocasionalmente estes cartões de memória antigos. O senhor da loja com o leitor de cartões químico deve ter dificuldade em lembrar-se do meu nome ou algo parecido pois socorre-se de métodos alternativos para identificar os meus cartões. Like.
4.4.12
Avaria 6 - escape
Ora portantos eu ia a descer a Rua dos Caldeireiros com pendura, que é uma rua inclinada e de paralelo, quando passei por cima de uma tampa de saneamento. Não devia ter feito isso mas eu até ia devagar e calculei que não deveria haver grande problema. Mas houve.
A esquina da tampa de saneamento, a fronteira entre a tampa e os paralelos, era uma aresta saliente do plano normal do pavimento. O escape bateu nessa aresta (não, a pendura não era gorda, tinha um peso perfeito) e, em vez de raspar um bocadito como é normal, arrancou um paralelo do chão e rodou por cima dele!
O escape dobrou para trás e ficou quase quase quase a raspar no pneu; o colector ficou com a Maior Mossa do Universo (M.M.U.). A traseira da Vespa levantou violentamente, de um modo que eu nunca tinha experimentado, deixando a pendura sentada em cima do porta-couves; a velocidade dianteira diminuiu para zero quase instantaneamente atirando-me contra o guiador e deixando-me bastante perplexo com tão invulgar ocorrência dinâmica.
Não percebi o que se tinha passado imediatamente mas, olhando para trás e ignorando os olhares assustados dos transeuntes, vi um buraco do tamanho de um paralelo encostando à face da tampa de saneamento e um paralelo solto a pouca distância.
Estranhamente a performance do motor não pareceu ser afectada pela M.M.U. e respectiva diminuição da secção efectiva do colector; no entanto, como este escape já tinha 90.000 quilómetros em cima, achei conveniente encomendar um substituto. Cuja tinta preta desapareceu por completo do colector no fim da primeira volta, deixando um tom de metal queimado.
O escape velho tinha um ganchinho soldado onde se prendia uma mola para o impedir de descer (modificação do Sam) mas não me dei ao trabalho de fazer isso neste. No entanto, o bocal começou a descer e prendi a mola com uma abraçadeira para resolver o problema, pois não é boa ideia estar a apertar o bocal à bruta num cilindro de alumínio. Apesar de ser um escape de origem novo, não se revelou mais silencioso que o velho antigo - estranho.
3.4.12
Avaria 5 - cabo do ar
Como tiveram a oportunidade de assistir em directo e com comentário jogada a jogada, uma supostamente simples reinstalação do puxador do ar forçou-me a cometer umas sucatices épicas. Exacto, aqui na Horta não se embeleza nada; todos os falhanços, burradas e sucatices são apresentados em definição total para benefício do vosso schadenfreude.
Toda esta animação se deveu a uma dificuldade de instalação que, estava eu convencido, se devia a um comprimento incorrecto do meu cabo de ar. A aquisição de um cabo novo provou que eu estava correcto porque o novo é ligeiramente mais comprido que o antigo (mesmo depois de ter encurtado a espiral do antigo) tornando a instalação do puxador uma operação trivial como deveria ser. Aí tinha razão.
O cabo novo foi instalado e ficou a funcionar bem. Durante algumas semanas, passadas as quais se tornou perro :\. Terei que revisitar o assunto e verificar a qualidade da minha mão-de-obra (sim, confesso, sou falível), mas continuo a acreditar firmemente que há algo de fundamentalmente errado e acéfalo no desenho geral do sistema do cabo do ar. A sério, estava a soar a sirene para a saída quando algum estagiário rabiscou os desenhos do cabo de ar numa sexta-feira em Pontedera. Not like.
2.4.12
Youtube Monday com pozinhos
Mais: Lambretta mega kitadona.
Menos: não é narrado pela Vicki Butler-Henderson.
E depois das 17 horas diárias de Youtube à procura de vídeos de Lambrettas kitadonas ainda dou um saltinho ao Facebook da Horta de vez em quando. Foi numa dessas ocasiões que me deparei com mais um sinal do Apocalipse Scooterista Vindouro (M.U.S.A.S.V.): 666 "gostadores".
Se ainda não "gostam" da Horta no Facebook, não se dêem ao trabalho; o Apocalipse está a apenas 263 dias de distância. É aliás por causa disso que eu vou começar a baldar-me na Horta. Por exermplo, vai deixar de haver foto do dia para os utilizadores básicos, passando a ser visível apenas para os possuidores de uma conta Horta Premium. Se eu ganhasse milhares de euros por mês com a Horta, talvez até se justificasse o esforço, mas como o valor se fica pelas centenas...
No tempo que ainda nos resta poderemos assistir a uma intensificação da corrida para Veículo Oficial do Apocalipse Scooterista Vindouro (V.O.A.S.V). Por agora ainda é impossível estimar quem sairá vencedor mas arrisco-me a fazer uma previsão: o veículo vencedor terá carters alemães maquinados. O alumínio é o Metal Oficial do Apocalipse.
30.3.12
Avaria 4 - carburador
Finalmente o pickup consertado e a embraiagem resolvida! Vai ser só curtir a partir de agora, certo? Não!!!
Ainda não tinha passado a novidade de estar de volta à Vespa depois de 2 meses de paragem forçada quando o motor começa a falhar. Sem força nenhuma, era preciso abrir o acelerador todo para ele não morrer, sem conseguir passar dos 20 à hora. Consternação exasperada! Exasperamento consternado! Soprar os giglers à mão (ou à boca) não surtiu efeito.
Seria algo mais grave? Ignição? O pickup novo, a bobina exterior com uma resistência um pouco fora dos limites, algum fio onde mexemos? A faísca parecia boa e o facto do motor morrer só com meio acelerador levou-me a suspeitar de falta de gota e não da ignição. O primeiro passo foi ver se o depósito estava entupido, desapertando o tubo de gota à entrada do carburador: fluxo saudável.
Tudo limpo, soprado com ar comprimido, e remontado com juntas novas para dar sorte. Será que funciona? Bem, o motor voltou à normalidade aparente mas o ralenti está muito alto e não baixa por nada. Será fuga de ar? Raios, mas eu meti juntas novas na base do carburador!! Frustração intensa durante 30 segundos! Bem, afinal era só o cabo do acelerador que ficou muito esticado depois da reinstalação do carburador (estranho, porque estava bem antes de o desmontar) e a guilhotina não fechava completamente. Uma afinaçãozita e ficou tudo a 100%.
A PX esteve uns dois meses parada, e a gasolina secou dentro do carburador deixando um verniz esquisito e resíduos. Deve ter sido essa a razão da avaria; logo depois de a PX ter recomeçado a rolar alguma porcaria lá dentro entupiu uma passagem importante e a mistura ficou toda anoréxica. É por isso que se deve deixar uma Vespa (ou qualquer outro veículo semelhante) a trabalhar com a gasolina fechada antes de um longo período de inactividade, para retirar toda a gasolina do carburador. Mais uma avaria consertada, venha a próxima.
29.3.12
Avaria 3 - embraiagem nova
Ah sim, a instalação da embraiagem melhorada. As coisas nunca são tão simples quanto parecem... A avaria número 3 é uma avaria dupla pois tive problemas de compatibilidade e problemas de operação de modo consecutivo. E quando digo problemas de operação quero dizer que a grandessíssima vaca se desfazia sozinha.
Aviso de compatibilidade número 1: para meter a embraiagem de estilo novo é preciso desbastar a nervura superior no carter...
... e a nervura inferior na tampa da embraiagem.
Aviso de compatibilidade número 2: é necessária uma porca nova como a da imagem e um centro de embraiagem com o chanfro lateral (o de origem não tem chanfro). E, já agora, uma golpilha de roda nova e um dedal de embraiagem se estiver desgastado.
Aviso de compatibilidade número 3: a SIP tem montes de avisos em letras vermelhas na página da embraiagem, não sei se se aplicam ao vosso caso ou não, informem-se primeiro com um mecânico experiente.
Então, depois de lidar com todas estas incompatibilidades, lá se montou a embraiagem nova. Andou 50 metros e desfez-se dentro do motor :-(. O freio saiu e os discos vieram todos atrás. Montou-se a embraiagem novamente com um freio novo e cuidado extra, e desta vez nem andou: desfez-se a dar ao kicks.
Avaria bizarra! As embraiagens desfazem-se com motores muito potentes, quando a cesta começa a abrir, ou talvez se estiverem a bater em algo que não as deixa comprimir. Ora a cesta estava impecável e também não havia nada raspado. Nenhum dos mecânicos experientes com quem conferenciei conseguiu fornecer uma explicação satisfatória para estes raros acontecimentos que continuam encerrados num véu de mistério total.
Foi frustrante estar constantemente a montar e a desmontar a embraiagem, sem poder andar de Vespa, mas pelo menos fiquei craque na operação, incluindo o truque da corda pelo buraco da vela para bloquear a cambota no sítio.
E como se resolveu o problema? Uma cesta usada de origem Piaggio (a embraiagem nova completa era da marca Newfren vendida pela SIP) foi obtida - obrigado Vasco! - e realizou-se uma troca dos restantes componentes, apesar das duas cestas serem idênticas em todos os aspectos visíveis.
Notem que a minha bancada para trabalhos de precisão está estofada para se assemelhar ao banco customizado da minha PX.
O transplante foi feito à vietnamita style e resolveu o problema por artes mágicas, apesar das duas cestas serem idênticas. Evidentemente não podem ser idênticas porque, se o fossem, o problema persistiria; a causa da auto-destruição da embraiagem? Permanece desconhecida. E dormente. Que continue assim.
28.3.12
Avaria 2 - pick up queimado
Quando o "pick up" morre, costuma ser de modo súbito e com pouco ou nenhum aviso. A não ser que se tenha um prato de bobinas suplente à mão de semear, é basicamente terminal: toca a chamar o reboque. O meu morreu em Vila do Conde, desesperantemente longe de casa, mas estranhamente perto da casa dos pais do Sérgio, onde havia um quarto a mais e um camião alugado cheio de bicicletas novas que vinha para o Porto na manhã seguinte. A realidade é mais estranha que a ficção.
O meu diagnóstico da ausência completa de faísca foi logo pick up queimado - comprei um novo imediatamente - mas foi só mesmo palpite, podia ser algo completamente diferente. O Sam verificou a bobina da ignição e viu que esta tinha uma resistência um pouco abaixo do normal (380 ohms em vez de 500 mais ou menos 20 ohms, se bem me lembro) mas não era disso, era mesmo o pick up frito.
Já que se estava com a mão na massa (piada de electricidade, get it?) trocou-se também o fio verde por precaução. Conta a lenda que os fios verdes nas instalações eléctricas velhas das Vespas começam a partir e a dar problemas, o que é mau já que o fio verde desliga o motor.
Com um pick up novo e a faísca ressuscitada, poderia-se pensar que eu estaria de volta à estrada mas não, a embraiagem continuava moribunda. E a meter real nojo. Não percam a continuação da saga amanhã.
27.3.12
Avaria 1 - embraiagem de origem
E começa aqui e agora uma série épica de descrições de avarias que me atormentaram de modo inusitado e lancinante durante a transição do ano. A Horta já teve um ciclo Carina, e agora vai ter um ciclo negro de avarias: 6 seguidas!
Nunca tinha tido problemas de embraiagem até cerca de dois anos depois de meter o kit. A vaca começou a derrapar e eu pensei logo em discos gastos mas não. A cesta estava toda comida apesar de ser uma peça da concorrência (ou por causa disso?) aparentemente mais robusta que a de origem, e apesar de eu conduzir de modo bastante conservador.
De qualquer modo, com aquelas bocas todas, os discos não recolhem livremente e começam a derrapar. Decidi trocar a embraiagem de origem por uma do "estilo Cosa/PX nova", alegadamente mais suave e robusta, mas a troca foi tudo menos imediata.
Posso dizer-vos que a coisa foi um bocado desesperante em certas ocasiões, e sem dúvida que lerão mais pormenores na posta "Avaria 3" futura. Até lá fica aqui o registo visual de um dos pontos mais baixos do processo, com a minha PX tristemente imobilizada a ser obrigada a andar de furgão emprestado com bicicletas por cima.
26.3.12
Uma ET rebaixada na Melhor Cor do Universo
A Horta foi inundada com reclamações* da não-publicação de uma determinada receita de lasagna de cenoura. Como a vossa felicidade e bem-estar é a minha mais importante preocupação**, eis aqui publicada a dita receita em todo o pormenor. Esta será a última vez e considero este assunto permanentemente resolvido.
* por acaso foi só o Ilde
** Nem Por Isso (N.P.I.)
* por acaso foi só o Ilde
** Nem Por Isso (N.P.I.)
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Entretanto adicionei mais uma miniatura à minha colecção de miniaturas, uma ET rebaixada na Melhor Cor do Universo (M.C.U.). Possui um mastro esguio e cromado encimado por uma garra poderosa destinada à exibição vertical de fotografias ou outros documentos significantes de índole visual. Para demonstrar a funcionalidade da garra supra-citada, socorri-me da ajuda do Melhor Autocolante do Universo (M.A.U.), o épico e be-ru-tale "Agarrar é humano". Este autocolante continua na minha secretária à espera de um recipiente que seja digno de acolher tão monumental mensagem; não sei se isso chegará a acontecer antes do Apocalipse...
23.3.12
Do lado de lá do oceano
Na época do Natal o Rui Heinkel entregou-me um pacotinho que recebeu do Vasco que tinha ido ao Rio de Janeiro, que por sua vez o recebeu do Leo. Depois de passar por tantas mãos, tive que deixar o pacotinho a desinfectar durante três meses pois possuo uma saúde frágil. 6 semanas em ácido mais 6 semanas numa fornalha a 300º e a coisa revela-se, finalmente, suficientemente estéril para poder ser lidada e postada.
Recebi dois autocolantes da Confraria Rio Vespa Clube e da Confraria Vespa Motor Club, que aqui apresento emoldurados pela minha cidade do Porto e pelo seu rio Douro.
Também recebi uma faixa da concentração RGS em Vespa 2011, uma actividade com malta do Brasil, Uruguai e Argentina, que se encontra agora pendurada com orgulho na parede dos troféus no Bunker.
Eu estava um bocado deprimido por não ter dinheiro para comprar a nova scooter BMW mas o facto de saber que há pessoas do outro lado do oceano que são minhas amigas sem sequer me conhecerem alegrou-me bastante. Valeu, galera.
20.3.12
Micro-sinais do Uhn-pocalipse
- A Aprilia tem uma scooter com 850cc
- Meti gasolina a €1,709
- Não se pode andar de Vespa antiga em Lisboa
- A Piaggio aparentemente vai produzir a 1946 ou lá como se chama o raio do escaravelho (corrida ao status de Veículo Oficial do Apocalipse Scooterista Vindouro relançada?)
- Já rolam as scooters BMW
- O Farol Montado No Porta-Couves Do Lado Esquerdo (F.M.N.P.C.D.L.E), uma das maiores tendências de 2011, evoluiu para se ver acompanhado por uma GoPro - e tem que ser das HD com grande angular senão não é cool
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