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15.1.08

Casal Carina S170 - lista de factos

Decidi transferir a secção dedicada à Casal Carina para aqui, não só para efeitos de backup, mas também pela facilidade de adição e revisão. A Horta continua dedicada à tarefa de centralizar toda a informação existente sobre a scooter Casal Carina S170, agora com a ajuda dum número crescente de entusiastas dedicados. Não é um trabalho fácil procurar aquilo que não existe, e ficarei eternamente grato a quem puder contribuir a este humilde esforço. Se você tem alguma informação sobre a Casal Carina, eu quero falar consigo!!

Possuo uma Carina de 1967, das primeiras, cujo único dono foi o meu avô. Nessa altura, a minha família morava (e em grande parte continua a morar) a alguns quilómetros da fábrica da Casal. Se considerar ainda que a Carina é a única scooter nacional, em regra geral ignorada e desconhecida, e para mais fabricada completamente em Portugal, tenho assim razões suficientes para me incumbir da hercúlea tarefa de preservar a memória desta máquina única para as gerações vindouras. O que, na prática, significa chatear velhotes na rua e fazer upload de meia dúzia de fotos. Aqui vai disto.


Eis uma lista de factos sobre a Casal Carina, de validade variável. Alguns são comprovados, outros são prováveis, outros são uma mistura de rumor/palpite/adivinhação.


  • A Casal Carina S170 é a única scooter nacional, e o primeiro veículo motorizado inteiramente fabricado em Portugal, cortesia da Metalurgia Casal S.A.R.L..

  • O motor da Carina entrou em produção em 26-10-1966.

  • A Carina entrou em produção em 18-11-1966.

  • Até ao fim desse ano, foram fabricadas 350 scooters.

  • Foram produzidas pelo menos 7000 Carinas. A minha de 1967 tem um número de quadro perto do 2000, e já vi uma de 1980 cujo número de quadro era perto do 7000.

  • A produção da Carina cessou em 198X (??).

  • A sua construção consiste num quadro tubular na metade dianteira do veículo, que sustenta uma forqueta mono-braço em muito semelhante à da Vespa, e um avental/chão numa peça única. O fim do quadro dá lugar a uma escora oscilante semelhante às das motas. Esta escora tem um motor Casal de aspecto típico fixo em posição central. A carroçaria traseira é constituída por duas grandes peças de alumínio injectado (direita e esquerda), que formam a cavidade do depósito ao serem juntadas. Na extremidade destas duas peças é aparafusada uma terceira, que constitui o "rabo" do veículo. Os dois balons laterais em chapa são planos. Muitas peças são de alumínio, como as jantes. Espero brevemente poder ilustrar esta descrição com umas fotos à maneira.

  • Talvez tenha existido uma Carina Sport de 100cc.

  • O motor a 2 tempos de 50cc é o modelo M153 (apenas montado na Carina?), um motor típico de motorizada com a adição de um carter molhado de corrente e de uma cobertura do cilindro para ventilação forçada.

  • A Carina é baseada fortemente na Zundapp R50/RS50, incluindo os motores "muito próximos" dos Zundapp. Basicamente o desenho foi copiado quando a Zundapp quebrou relações com a Casal e o seu director técnico veio trabalhar para Portugal.

  • A Casal Carina custava 9.990$00 quando saiu para o mercado.

  • Algumas mudanças ocorreram durante a produção. As primeiras forquetas não tinham amortecedor, que apareceu posteriormente. A articulação da forqueta também foi modificada para acomodar o amortecedor. Já vi forquetas com amortecedores de Vespa (como na foto): se realmente forem montagem original, é uma história interessante! Ouvi falar em mudanças nos carburadores, mas não posso confirmar.

  • Os balons esquerdos da primeira série não apresentavam ranhuras de ventilação à frente, que apareceram nas séries posteriores. Estranhamente, as imagens do manual do utilizador parecem mostrar balons sem nenhuma ranhura de ventilação. Série zero? (tentarei ilustrar brevemente)

  • As imagens do manual do utilizador também mostram apenas um amortecedor traseiro à esquerda. Não há amortecedor traseiro à direita (a minha tem), apesar de parecer existir o ponto de fixação no quadro. Outras particularidades parecem ser um filtro de ar "bexiga", e uma tampa da articulação de forqueta única. (de novo, tentarei ilustrar brevemente)

  • A cor de origem da primeira série era o branco (exclusivamente??). As séries posteriores aparecerem em cinzento metalizado e azul metalizado (confundido com verde em algumas fotos e ilustrações).

  • A primeira série apresentava um selim preto com o topo vermelho, e friso branco. As séries posteriores apresentavam um selim todo preto com friso preto. O friso de alumínio já não dava a volta toda ao selim (?), parando na traseira. A textura rectangular do estofo apresenta mais que uma variação.

  • Inicialmente, existiram dificuldades técnicas que obrigaram a interromper a produção e causaram "embaraços e... elevados prejuízos", nomeadamente a "entrada de poeira no volante magnético e filtro da Carina S 170".

  • O manual de utilizador, provavelmente referindo-se à primeira série como ilustrada, indica uma potência de 5.2 cavalos a 7000rpm. A minha brochura, onde já aparece uma Carina das séries posteriores, indica uma potência de 5.3 cavalos a 7500rpm. Poderá ter havido alguma alteração no motor, já que a velocidade máxima indicada passa de 60km/h para 80km/h, boa! A mistura indicada também passa de 1:25 para 1:30. A compressão mantém-se inalterada. O consumo indicado sobe dos 2.8l/100km para 3.5l/100km.

  • Também o volante magnético passa de "6V 18W" para "6V 25/4/5W". Outra mudança aqui? Provavelmente sim, já que a lâmpada do farol passa de 15/15W para 25/25W. A lâmpada do "farolim" passa de 24V/5W para 12V/4W. Antigamente pensava que realmente o sistema eléctrico possuía alimentações separadas a 6, 12 e 24 volt, mas deve ser tudo a 6 volt e mete-se a lâmpada que fizer a coisa funcionar. Faz menos "pouco sentido". O Coriscada informou que, segundo um filho de um trabalhador da Casal, "as lâmpadas do farolim são de 12V para não tirar intensidade ao farol".

  • A primeira série não trazia grade de bagagem nem protecção do guarda-lamas dianteiro. Estes acessórios já vinham incluídos em séries posteriores. Isso pode explicar a passagem do comprimento máximo indicado no manual de 1840mm para os 1900mm indicados na brochura. A largura diminui de 660mm para 610mm, não sei porquê. A altura do selim também desce 30mm mas uma delas é "aproximada".

  • O eixo da roda traseira, um veio de aço incorporado no próprio cubo de alumínio, tem tendência a partir.

  • As Carinas sobreviventes encontram-se predominantemente na região de Aveiro (local de fabrico) e na vizinha Águeda (capital nacional das 2 rodas).

  • Peças sobresselentes de motor ainda se encontram com facilidade, dada a parecença entre vários modelos de motor da marca e a sua difusão. Outras peças como borrachas, distintivos, faróis, interruptores, etc. só com muita dificuldade se encontrarão em estado novo.

  • Marca 120! :-)

Infelizmente, creio que esta página é a maior fonte de informação sobre a Casal Carina na internet. Não há muito mais para ver. No entanto, o site http://www.motorizadas50.com/ tem vária informação sobre a Casal e o modelo Carina, incluindo anúncios de jornal deste modelo e outras fotos e artigos publicados na época, bem como um resumo alargado do livro que mencionei. O site http://www.cybermotorcycle.com/ tem alguns posts sobre a Carina na secção da marca Casal. O blog http://www.rodasdeviriato.blogspot.com/ também já mencionou a Carina e merece umas visitas regulares (é actualizado diariamente!!!). Finalmente, o site http://www.scootermaniac.org/ menciona a existência de uma Carina Sport com 100cc, sem oferecer foto ou informação. Será que é verdade? Carina Sport de 100cc... O meu pote de ouro no fim do arco-íris...

14.1.08

Outra TT urbana

Bob phone home! Agora que a nave-mãe me devolveu a casa, posso continuar o meu trabalho em direcção ao domínio mundial armado com um PC e uma máquina fotográfica do início do século. E começo já com mais um capítulo do livro "Adolescentes com rebarbadoras" (outro aqui).


Por onde começar? Esta FL2 estava parada à frente de minha casa, a desafiar-me para eu a fotografar. Os cortes são bastante básicos (não confundir com discretos) mas o verdadeiro mérito está na escolha das cores e no banco modificado. Desconfio que a escolha das cores nunca existiu, e apenas foram usados restos de tinta que lá andavam na garagem, e que combinam bem se formos daltónicos à noite durante um eclipse total.

Mas a pintura é apenas superficial. O banco revela verdadeira capacidade de engenharia, habilidade manual, imaginação inovadora e um motor fraco que não aguenta com passageiros. Bastante descascada, esta FL2 apresenta um mini-farolim traseiro e guarda-lamas gueto. Estranhamente, os piscas dianteiros mantiveram-se apesar dos traseiros terem ido para um sítio melhor. No geral, esta máquina escapa muito à justa com uma avaliação positiva. Recomendo uns pneus de taco urgentemente para eliminar o factor poser.

31.12.07

Vespas no século XIX





Tenho-me baldado um pouco aqui à Horta. Essa tendência continuará até à segunda semana de Janeiro, quando voltarei a ter disponibilidade para prosseguir este importante trabalho. Até lá, deixo-vos com uma pérola da Horta antiga para começarem 2008 bem dispostos e mais cultos: sabiam que as primeiras Vespas foram construídas no século XIX com restos de aviões?

28.12.07

Um Vietbodge é posto a nú

Descobri um link para os que ainda não acreditam na sucatice suprema dos poios polidos importados do Vietnam. Encontram-se na net fotografias detalhadas das sucatices mecânicas realizadas pelos nossos amigos do Oriente, mas as visualizações das sucatices estruturais são raras.

Este tipo australiano teve o desprazer de restaurar um destes poios polidos e- Oh! Surpresa!- tanto o motor como o quadro foram para o lixo. Atentem bem nas fotos do quadro decapado que foi soldado a prtir de cinco (!!!) porções de quadros separados. Entretenham-se a inventoriar os quilómetros de soldaduras terceiro-mundistas que percorrem toda a extensão do quadro em múltiplas direcções. E as borrachinhas do descanso são amarelas, claro. É ver aqui.

24.12.07

Feliz Natal!

A Horta deseja-vos a todos um excelente Natal. Aproveitem-no bem, pois será o último. Segundo o meu plano de dominação mundial, para o ano estaremos a gozar a Grande Celebração Universal da Magnificência de Bob. É um pequeno preço a pagar para nos livrarmos da praga de Pais Natal pendurados nas varandas.

Entretanto, as prendas começam a chegar. Fui presenteado com uma pequena GS cromada com relógio de quartzo, o sonho de todos os Mods fervorosos. Irá fazer um par perfeito com o mesmo modelo de GS em branco e rosa que eu já possuía. Apenas mais uma adição para a deslumbrante frota miniaturizada de Ranger Bob. Ho ho ho!

21.12.07

"Mode from USA"

Aqui está uma foto da última Cafezada: o pneu suplente da Carina que por lá andava, da reputadíssima marca Kings Tire,- cof cof- ostentava a inscrição "Mode from USA". Qual o seu significado?

É difícil dizer. Se a ideia é identificar o país de fabrico como os Estados Unidos, então os Americanos que o fabricaram teriam acertado na maior parte da gramática. Assim, esta não faz sentido. A não ser que toda a companhia fosse constituída por indianos iletrados, à excepção do CEO. Duvidoso.

Suponhamos hipoteticamente que "mode" quer dizer moda. O pneu representa uma moda, então. E essa moda é... Pneus de borracha? Pneus redondos? Pneus de borracha redondos de tom escuro? Que giram? Não vejo nada que consiga agitar o mundo da moda... Temo que os fabricantes de acessórios e componentes para scooters de localização oriental/ asiática/ indiana estejam a produzir peças que são desenhadas e fabricadas por pessoas que não sabem falar Inglês convenientemente e que julgam que conseguem enganar os Ocidentais em algo tão básico como o país de fabrico. De certa maneira, é assustador...

20.12.07

Vespa na TV

Nada de especial: para quem tiver o canal Hollywood, no dia 23 às 22.00 horas vai dar o filme "Alfie e as mulheres" com o Jude Law, onde ele usa uma Vespa para andar de um lado para o outro. Na foto ele está com cara de mongo e tem um retrovisor empenado...

Para quem estiver interessado nas aparições do nosso veículo preferido no pequeno e grande ecrã, recomendo uma visita à Internet Movie Cars Database, onde podem procurar por Piaggio Vespa, por exemplo. Experimentem também procurar por Piaggio Ape.

19.12.07

Agarrou

Estive a fazer uns recados na Baixa e dirigia-me para Matosinhos. Tinha acabado de passar pelo viaduto dos Produtos Estrela quando um energúmeno dois carros à minha frente num Mercedes último-modelo decide atirar-se da faixa da esquerda para a saída do aeroporto à última da hora, numa manobra louca.

O dia estava frio e eu vinha devagar. Ainda tinha o Mercedes no pensamento quando o motor mudou completamente de rouco, sem aviso, como se tivesse ficado sem gasolina. Foi esse o meu pensamento durante uma décima de segundo. Logo a seguir a PX começou a travar sozinha, cada vez mais violentamente. Isto não é falta de gasolina- pensei eu- é um agarranço! Abri a mão esquerda para agarrar a embraiagem, e apertei-a com força ao mesmo tempo que o pneu traseiro começava a chiar. Tudo isto demorou menos de um segundo.

O motor calou-se e eu concentrei-me em encostar em segurança. Não tive problemas nesse departamento, felizmente. Mal cheguei à berma, larguei um pouco a embraiagem para garantir que o pistão ficava livre. Dei ao kicks e ela pegou sem problemas. Notava-se um pouco de dificuldade em aguentar o ralenti. Dirigi-me lentamente para casa, e sofri mais 3 ou 4 episódios semelhantes de paragens soft de motor. Até hoje, nos mais de 100.000 kms que fiz em Vespa, tinha agarrado apenas uma vez, na Rally 180 madura a cair de podre. Vindo da Horta antiga já com uns 15 minutos de auto-estrada, o motor estaria bem quente. Na VCI, na pequena descida antes dos radares, abri o punho completamente e deixei-a dar tudo o que tinha. Foi a primeira vez que puxei assim por ela. No fim da descida, o velho motor desistiu. Foi o meu único agarranço. Até hoje.

Chegado a casa, medi a compressão a quente: um perdigoto abaixo de 100 psi, comparada com os 125 psi de uma medição recente. Algo deve ter mudado dentro do cilindro. Como eu ia devagar e não estava calor, suspeitei do auto-lube. Comecei a coscuvilhar nas zonas mecânicas e libertei o tubo de alimentação de óleo: completamente seco! Sem óleo as coisas não funcionam. A causa não está no grupo térmico nem na injecção automática de óleo, mas sim no depósito de óleo. Não sei o que é: pode ser sujidade, um tubo dobrado, uma bolha de ar, alguma coisa esquisita e simples. Não estou tão chateado quanto pensei que iria ficar. Uma avaria mecânica grave em 60.000 kms é um ratio muito respeitável. Tenho pena que o meu esforçado pistão acabe a sua longa e brilhante carreira por causa de algo estúpido como o óleo não passar pelo tubo, mas guardarei um lugar de honra para ele na minha secretária.

Vou fazer mistura manual com o copinho, para já, e vou atestar o depósito de óleo até cima para conseguir visualizar se o nível de óleo desce ou não. O pistão, mesmo ferido, deverá continuar a rolar. Pelo menos estou a contar com isso, baseado na robustez impressionante da mecânica P. Depois, logo se verá. (Tunes, não te aconteceu algo parecido? Qual foi a causa?)

18.12.07

Video killed the radio star

Fiquei verdadeiramente surpreendido com todo o feedback posistivo que recebi logo depois do lançamento de [P Power], o primeiro vídeo da Horta. Os vossos comentários extremamente lisonjeiros estilhaçaram completamente, com requintes de malvadez, o recorde anterior de número de comentários. O vosso agrado foi transmitido com claridade e intensidade. O número de visitas aqui ao estaminé também disparou, mas o facto de eu ter postado o vídeo na ISBBS ajudou um coxe. ;-)

Os meus colegas da Patocycles também curtiram o vídeo e já me disponibilizaram uma câmara de filmar "de capacete" Oregon Scientific ATC-2000. Esta Action Cam pequena e leve pode ser montada num capacete, guiador ou de várias outras maneiras. Tem uma memória interna de 32MB, ou pode levar um cartão de 2GB possibilitando várias horas de gravação num formato até 640x480, descarregáveis via USB. É um brinquedo/ ferramenta deveras interessante, e seria excelente para gravar corridas ou algo semelhante. Consigo imaginar um Vespa Clube ou um grupo de amigos a juntarem-se e a comprarem uma destas. Vejam os vídeos que se podem criar neste site dedicado à Action Cam ATC 2K.

A fasquia subiu muito. Raras são as vezes em que a sequela suplanta ou sequer se compara ao original. O próximo não contará com a vantagem do efeito surpresa nem do factor novidade. O próximo terá que ser mais que [P Power]: terá que ser [P Porn]!

17.12.07

A minha cruiser

Eu já vos avisei acerca da posta ocasional centrada na minha outra fixação, bicicletas alternativas. Graças a uma sorte do caraças e através de peripécias apenas transmissíveis convenientemente em pessoa, consegui adquirir os restos de uma imitação nacional da Sirla das típicas cruisers americanas, por uns míseros 15 euros. Fiz-lhe uma pintura inspirada nos anos 40 com patina falsa, montei um cubo Sachs Torpedo de 3 velocidades com travão de contra-pedal que um velhote trouxe da Alemanha, adicionei um selim velho de 5 euros, mais algumas peças low-cost, um truque aqui e outro acolá, e ficou pronta: mega-cruising fun.

Quem tiver imaginação pode divertir-se muito com bicicletas. Existem tantos tipos e variações diferentes que as ideias para projectos aparecem em sucessão interminável. Os custos e prazos são uma fracção dos que exigem as scooters clássicas. Além disso, aqui no Porto a pequena cena de apreciadores de biclas exóticas começa a ganhar força. A minha próxima cruiser já está em doca seca e vai ser radical. Acreditem que vai virar cabeças na Marginal.

16.12.07

A venda de Vespas: uma tragicomédia dramática em 1000 actos

Ouvi duas histórias sobre negócios de vendas de Vespas que me fizeram rir. Não aquele riso saudável de verdadeira alegria, mas aquele risinho cinzento e frio que é a expressão física inevitável quando não podemos fazer nada acerca da situação.

História 1.
Um velhote tinha uma T5 à venda por 500 euros (perdi-a por 2 semanas, enfim...). Um comprador chega ao pé do dono, não sabia o valor pretendido nem perguntou, e ofereceu logo 1500 euros. O dono aceitou. Tem agora outra Vespa à venda por... 1500 euros.

História 2.
Interessado: "Boa tarde. Eu estou a ligar por causa do anúncio de venda de uma 50s a 450 euros".
Vendedor: "Olhe, eu já a vendi por 450 euros, mas se você me der mais pode vir cá buscá-la."
I: "Não vai dar, o meu limite é 400 euros."
V: "Pode ser, venha cá buscá-la."

15.12.07

A arte da dominação mundial

Este negócio da dominação mundial é duro. Um gajo levanta-se cedo, dá-lhe forte o dia inteiro, chega a casa no fim do dia todo lixado das costas, e as pessoas não nos dão valor. Assim, foi com enorme satisfação que vi a actividade da dominação mundial retratada com mestria e elegância nesta fabulosa ilustração do homem da Carina, Mr. Aveiro 98, sim ele mesmo, Coriscada. Inspirado pelos relatos do regresso do almoço do ScooterPT, eis a sua criação que apresento com reverência no meu humilde blógue.

14.12.07

Barbie Vespa



Nesta época dos brinquedos, em que as crianças sofrem uma lavagem cerebral de anúncios coloridos e brilhantes a porcarias plásticas de curta esperança de vida, vêem-se sempre alguns com scooters.

Eu apanhei este numa publicidade não endereçada, uma ET verde-pistacchio da Barbie. Se a ET viesse noutra cor, talvez eu até considerasse a sua adição à minha colecção de miniaturas; e se a Barbie ganhasse 10 quilitos, um par de tatuagens, algumas cicatrizes nos joelhos e um pouco de óleo debaixo das unhas, eu até compraria uma para fazer companhia ao Ranger Bob.

Edit: só reparei agora, o assento da ET tem um cinto de segurança! Deve ser para a Barbie anoréxica não levantar vôo com a corrente de ar quando atingir os 15 km/h...

13.12.07

Folga da vela

Há algum tempo atrás no ScooterPT afirmei que as velas NGK vinham todas de fábrica já com a folga dos pólos afinada a 0,6 mm- correcta para a generalidade das Vespas- porque tinha lido isso no site da NGK numa qualquer época passada.

Como não consegui reencontrar e validar a informação, decidi fazer um teste prático. É sempre bom duvidarmos e questionarmos as coisas. Porque é que isto é assim? Quem me garante? Qual é a prova? Teste-se em caso de dúvida! Teste-se em caso de certeza também!

Apropriei-me de um molho de velas NGK novas: 3 x B7HS (uma delas não muito recente), 1 x BP7HS (pólo saliente) e 1 x B8HS. Requisitei o meu fiel apalpa-folgas: pode ter mau aspecto mas faz bom serviço. Consegui inserir exactamente a lâmina de 0,60 mm em todas as velas; não consegui inserir a lâmina de 0,65 mm em nenhuma. Está assim comprovada a folga de 0,6 mm de fábrica nas velas NGK. Instalem-nas sem ansiedades e percorram quilómetros sem problemas.

12.12.07

Rapariga da scooter

Passei por ti na longa e solitária estrada da vida. Os teus olhos azuis viajavam na direcção oposta, para um destino diferente. Adeus, rapariga da scooter. Boa viagem.




11.12.07

Prova do Litro na Scooting

A revista Scooting de Dezembro traz a minha reportagem da Prova do Litro. Consegui fazer aparecer a expressão "Little Trouble Boy", o que me fez ganhar uma aposta que tencionarei cobrar no futuro próximo ehehe.

Também por lá aparecem o Paulo V. em grande destaque na 50s "Professor Bambo", os Mortáguas, e o Manel das Vespas entre outros. Se procurarmos bem, também por lá anda a Lambegreta do Admin: já é a segunda vez! No fim, uma menção aos "massacrados Tunes e Jony". Soindes as nossas bitches.

10.12.07

Master Blaster revela tudo

A Horta teve o prazer de MasterBlasterizar um motor de Vespa VL2 para um colega da zona de Guimarães. À medida que as micro-esferas de vidro embatiam no alumínio a grande velocidade, a sujidade e oxidação desapareciam por magia revelando marcações e pormenores há muito soterrados pela passagem do tempo e dos quilómetros.

Os carters anunciavam a sua proveniência com orgulho, com letras salientes e perfeitas de fonte invulgar. A seta apontava para um local da superfície de travagem no cubo dianteiro: talvez uma marca de referência para algum processo de torneamento do cubo? A face inferior da culaça apresentava duas marcações sobrepostas, uma delas com os números 8 e 56 (provavelmente mês e ano de fabrico) ao lado de um logotipo Piaggio extremamente simplificado. Várias outras marcações e números podem ser encontrados por quem se der ao trabalho de procurar. Eu acho piada a estes pequenos pormenores: se comprarmos algo hoje em dia, a marca mais emocionante que poderemos encontrar será um autocolante "Made in China" e um código de barras indecifrável. Iei.

9.12.07

Almoço de Natal do ScooterPT

Foram cinco os bravos do Norte que se reuniram numa fria e húmida madrugada iniciando viagem em direcção à Figueira da Foz, para participarem no Almoço de Natal do fórum ScooterPT. Bob, SS e Pap em PX, RT em T5, e Nuno SS em GTS.

Com os nossos fatos de chuva e luvas empreendendo uma batalha desesperada contra o frio cortante, iniciámos uma viagem hesitante a princípio, regular logo depois com a chegada do Sol e do piso seco. Em Aveiro realizou-se o rendez-vous com mais malta, incluindo uma Lambretta e uma Carina, o que nos limitou o ritmo a partir desse ponto. Se o Governo gastasse uma fracção do dinheiro que investe em radares e campanhas de prevenção rodoviária no restauro de algumas dezenas de Carinas, as mortes na estrada desapareceriam: a totalidade do trânsito nunca ultrapassaria os 50 km/h! [evil]

Encontro na Figueira, já com a lista preenchida: LTB, Kait/Kate, Marrazes, Hugoliveira, Vespoxi, Coriscada, Renator, NI, o homem da Bairrada, Chef em enlatado, e mais 2 ou 3. A Horta entregou a sua última encomenda especial, uma tampa de válvula pimp Gueto-Tuning a uma cliente de Leiria City, produto 100% customizado e não disponível no seu revendedor habitual. Notem que esta não é uma Hello Kitty normal. A ausência de laçarote e metade dos bigodes testemunha uma Hello Kitty vadia, da rua, forte e dura, capaz de mastigar vidro e engolir pregos. Hard-core Kitty. Lá tentámos subir a serra, mas entrou uma mosca para o carburador da T5, o que obrigou à sua abertura para que a mosca pudesse sair. Viveram-se momentos de convívio fraternal.

O restaurante! Comida. Conversa. Afixação dos cartazes XL com o logotipo do encontro criado pelo Coriscada. Sobremesa. Passeio até à Figueira com umas 18 máquinas para inspecção do pôr-do-Sol e mais alguma conversa. As horas avançavam e o pessoal começou a quebrar formação de maneira regular e sincronizada. O núcleo duro do Norte rebocou o pessoal de Aveiro até ao seu código postal, não sem antes ter deixado de fazer uma paragem rápida nas obras para deixar sair umas moscas de dentro do escape de origem Aveirense. Ah, e começou a chover.

Em plena A29, de noite e a chover, RT decide que tem que verter águas, arranjando para tal efeito uma desculpa completamente esfarrapada que o motor já não trabalhava ou algo parecido. Ao menos o homem escolheu um sítio com uma ponte para nos abrigar e iluminação pública abundante. Isto é que é avariar como um profissional! Hardcore scooterist, props respekt broda. O Bob prontamente sacou da lanterninha e da chave de fendas de carro, e lá deixou sair mais uma mosca do carburador desportivo italiano de meados dos anos 80. Com os mecanismos calibrados, cobriu-se o resto da distância num pulinho e ainda deu para ver o fim da telenovela.

7.12.07

Scooter spotting - lifting de matrícula

Não é todos os dias que se vê uma Vespa com a matrícula por cima do farolim! Esta é uma daquelas edições especiais dos 60 anos da Vespa baseada na LX, não é? Com banco de couro, guiador amaricado e várias outras paneleirices.

Talvez devido a acidente ou avaria, parte da secção traseira que, entre outras funções, suporta a matrícula em posição adequada, desapareceu. O dono desenrascado foi obrigado a fixar a incontornável placa identificadora noutro sítio. "Olha aqui um porta-couves mesmo a jeito! Que se lixe a iluminação obrigatória pelo Código da Estrada."

A alternativa assustadora é o dono ter realizado esta modificação a um veículo com considerável valor de colecção e monetário voluntariamente, por considerá-la esteticamente agradável... Glup! Bate na madeira. É inquestionável o ganho no ângulo de saída: Trial machine!