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10.11.19

2020 será o ano Lambretta

Não estou a falar das duas ou três Lambrettas 300 automáticas que foram/estão a ser/serão brevemente lançadas, mas sim do número de sócios do LICET que duplicou numa só refeição.


Ora portantos houve mais uma reunião anual do LICET (Lambretta Invicta Club Extreme Team), o clube de scooters clássicas mais irónico* e pequeno de Portugal, com todos os três sócios presentes. Mal chegaram as francesas diminutas, o Rui Heinkel começou com uma história dos três amigos dele de Lisboa que estavam na crise da meia idade e por isso arranjaram todos Lambrettas e que também queriam fazer parte do clube e que podiam ser o Lisbon chapter do LICET e eu logo 'tás na tanga sei lá quem são esses tipos o clube é do Puârto e ele oh vá lá e eu pronto pode ser, o clube passa a ser o LLICET: Lambretta Lisboa e Invicta Club Extreme Team.

Assim sendo, apraz-me acolher ao seio do LLICET o Vasco, o Paulo e o Miguel (sem link por conter quantidade significativa de azul-cueca). Espero que haja francesinhas em Lisboa. Poucos agarranços para todos nós e ide rolar, meus filhos, independentemente de marca e localização geográfica.


*a percentagem de possuidores de Lambrettas passou de 67% para 83%
  

16.7.19

Passeio LICET

O Sérgio fez anos, e isso constituiu excelente desculpa para épico passeio LICET.


Três scooters: duas delas em rodagem e duas delas maduras. Quem avariaria?


Destino: Arouca e margens do rio Paiva. Zero auto-estrada, 200 quilómetros de curvas deliciosas.


Almoço no topo da serra, Sumol fresco incluído sem sobretaxa.


Fotografias foram tiradas.


E em andamento.


E nas curvas também. A Lambretta curva muito bem. Sérgio, parabém. Foi uma bela viagem. (o relato do Rui aqui)

Ninguém avariou.
    

11.1.19

Bob tenta pôr a sua Lambretta a andar, parte III

Agora que o motor reconstruído já trabalha, é altura de tratar dos restantes problemas com o primeiro da lista a ser a embraiagem colada. Acesso é obtido desmontando o estrado posterior e o escape. O escape está preso por 4 parafusos, não 3. É escusado começar a martelar quando só se retiraram 3 parafusos. Não me perguntem como sei.


Desapertam-se as porquinhas todas que seguram o carter e puxa-se-lo para fora.


Peguei no meu compressor de embraiagem de Lambretta feito à mão que foi usado para este mesmo desbloqueamento de embraiagem, uma vez há oito anos. Pintado em Azul-Cueca Irónico, claro.


Como suspeitei, os discos da embraiagem estavam colados uns aos outros e saíram num bloco. Limpei os aços com um pouco de lixa e siga a Marinha.


Remontar tudo. Dica do Bob: engatar o cabo embraiagem na alavanca respectiva antes de colocar o carter no sítio, não depois. Depois custa muito. O problema seguinte na lista é o conta-quilómetros/ velocímetro não operacional.

Não há bicha, isso pode estar relacionado.


Felizmente eu estava preparado com peças, basicamente uma de cada. E graças a São Corradino pelos tutoriais de instalação de peças na net.


O sem-fim original tinha os dentes amassados. A engrenagem no cubo estava em bom estado e, como a peça nova de substituição é de fraca qualidade, não a troquei. O facto de não ter conseguido remover a engrenagem original do cubo pode ter influenciado ligeiramente a minha decisão.


Conta-quilómetros consertado! O próximo ponto na ordem de trabalhos era o travão da frente, que agarrava bruscamente com um mero toque na manete fazendo a suspensão dianteira anémica bater instantaneamente no fundo. Lixei o tambor e calços, e bem precisavam. Chanfrei as arestas dos calços, para suavizar o "engagement". Pareceu ficar a funcionar muito melhor. A possibilidade de ter tido contacto com amianto não é de descartar.


A seguir são as luzes. A luz de presença traseira não acendia com os médios/ máximos, só com os mínimos, o que me fez coçar a cabeça. Desmontando o vidro do farolim pude ver a luz, tanto metafórica como literalmente, ao constatar que a lâmpada na realidade acendia, só que com pouquíssimo brilho. Isto levou-me a descobrir que as lâmpadas são da potência errada (35/35W à frente em vez dos recomendados 25/25W, por exemplo). Instalar lâmpadas das especificações correctas deverá resolver a situação. Não me lembro se coloquei lâmpadas muito "fortes" porque era o que tinha à mão ou se por as lâmpadas correctas fundirem num instante... Espero que tenha sido a primeira...

Ainda no departamento das bruxarias eléctricas, a luz de travão não acendia. Deitei a 'bretta para examinar o interruptor, uma decisão feliz que me fez descobrir o esquecimento de apertar o escape no colector, duhhhh. No interruptor, os fios que lá enfiam pareciam meio desengatados. Seria algo assim tão simples??


Não. Era bom demais. Algum troubleshooting depois, determinei que o circuito funciona bem e que a culpa é do interruptor. Desmontei o dito para um exame mais aprofundado e 50% dos parafusos saíram inteiros.


O interruptor está todo partido. Nota: encomendar um novo.


Ah, e há um fio solto que vem da zona do farolim e não sei o que faz. E assim se fechou o dia. Aproveitei ainda para recolocar a câmara de ar do pneu suplente. Pensava que a válvula tinha que apontar para dentro da roda, como nas Vespas, mas não, é para fora. Lambrettas estúpidas. Ah, não se esqueçam de recolocar o óleo.
   

3.1.19

Bob tenta pôr a sua Lambretta a andar, parte II

Em Novembro tentei pôr a minha Lambretta a andar após muitos anos parada, mas uma torneira nova de nada serve quando o depósito está cheio de bolo de chocolate. Um depósito usado em bom estado foi localizado com a ajuda de amigos, e procedeu-se a limpezas gerais. #escavarterracomumachavedefendas


Colei um bocado de papel de oficina a um raio de bicicleta para limpar alguns detritos que estavam dentro do depósito novo. Fora isso, o interior estava em excelente estado.


Já não me lembrava da posição correcta das tiras e múltiplas borrachas que fixam o depósito no sítio. Tirei fotos na altura exactamente por esta razão mas é mais simples procurar na net. Safei-me muito bem aqui, graças a Deus pelas pessoas que mexem em scooters velhas e põem num blógue!!!


Por alguma razão que me escapa, a tampa do ventilador tem um buraco grande no sítio onde encosta o tubo de gasolina. Dobrei um pouco de chapa, borrei-a de tinta branca e coloquei-a por cima do furo com cola epoxy. Feio mas funcional.


Após estas operações relativamente simples mas não proporcionalmente céleres, foi altura de dar ao kicks. O motor reconstruído com zero quilómetros deu instantaneamente sinais de querer pegar mas não o fazia. No máximo, trabalhava durante dois segundos e morria. Sinais claros de falha no fornecimento de combustível. Como o depósito estava limpo e a torneira era nova, o problema só poderia residir a jusante.  Assim sendo, resolvi encurtar o tubo de combustível e desmontar o carburador para soprar os giglers.

 (potato cam)

Pegou logo! Ronrona como um gatinho.


[Edit: vídeo não parece funcionar, tentem este link no FB]

Está pronta. Só faltam pormenores como a embraiagem colada, as luzes esquisitas, o travão da frente que agarra, as molas da suspensão dianteira anémicas, o óleo expirado, o conta-quilómetros que não funciona, e construir um suporte de pneu suplente. :-\ Basicamente pronta...
      

3.9.18

Bob tenta pôr a sua Lambretta a andar, parte I

Há muito tempo, numa terra distante, comprei uma Lambretta (ou cinco, mas vamos falar desta). Consegui pô-la a andar mas o motor estava muito gasto. O depauperado propulsor foi ao Neca e sofreu uma reconstrução total. Trouxe-o para casa, montei-o no sítio, mas a torneira não deitava gasolina que se visse e isso bloqueou as actividades. Até ao fim-de-semana passado, quando peguei numa torneira nova de substituição (só demorei dois anos a encomendá-la...) e desci à garagem.

 
A torneira duma Lambegreta desmonta-se muito mais facilmente que numa Vespa, basta uma chave 19 pelo lado de fora. Ora não sei porque razão eu parti do princípio que o depósito estaria vazio ou quase, mas rapidamente verifiquei que tal não era o caso quando me vi obrigado a lidar inesperadamente com dois litros de combustível em fluxo gravítico, a metade dos quais não jorrou directamente para o chão. #cérebroempontomorto


Quando digo "combustível" estou a ser generoso. Era um líquido de origem fóssil, verdade, mas estava de tal modo fermentado e podre que duvido seriamente ser capaz de qualquer tipo de combustão. A cor era laranja e o cheiro picante entrava pelo nariz e continuava a subir até fazer arder os olhos pelo lado de dentro. Só aguentei mais meia hora na garagem.


Não sou especialista em Lambrettas mas creio que o depósito não deveria estar cheio de terra?!... Parece terr... ah porra não é terra, é ferrugem. Quantidades indescritíveis de ferrugem. Comecei a perceber porque é que a minha torneira antiga não funcionava... Bem, acho que o depósito vai ter que sair para ser limpo. E eu a pensar que era só uma horita até ter o bicho a roncar, duh. Toca a desmontar, não é hoje que a Lambretta faz fumo.
 

Vocês não estão bem a ver o lodo de óxido de ferro que saiu do depósito. Parecia bolo de chocolate, daquele molhadinho.


Ando a estudar electrólises e banhos de vinagre e chocalhamento de gravilha/parafusos/corrente de mota, mas sem conclusões sólidas até ao presente. Por acaso alguém tem um depósito de Lambegreta barato? Sem bolo de chocolate dentro? Não preciso da torneira, obrigado, mas tenho uma levemente usada para vender, é só passar um paninho.


Bem, a parte II aparecerá aqui. Ainda este ano seria fixe.
    

11.8.16

A seguir é a Lambegreta

Após oito anos de esforço consegui, finalmente, acabar a minha mota. Não é uma café racer da moda, é antes o oposto: é uma Sumol racer. O próximo projecto é colocar uma torneira de gasolina nova na DL, o que deve ser bastante mais rápido, aí uns 3/4 anos.

next project

E como sou proprietário de uma Lambegreta (ou duas), isso significa que posso gozar com os Lambegretistas impunemente.

Untitled
    

20.7.16

Eurolambretta 2016

Alguma vez ficam lixados com os Americanos que desataram novamente a comprar SUVs estupidamente monstruosos só porque a gasolina deles baixou para 50 cêntimos o litro? Pois, a mim também não. Entretanto, Lambe-gretas.

   

6.12.15

Manual de peças para Lambretta "motofurgone"

Como é que um manual de peças para um "motofurgone" Lambretta sobrevive durante 55 anos e viaja 2000 quilómetros de Milão até ao Porto para vir cair no meu colo? É uma peça deslumbrante para quem goste de maquinaria antiga com rodas pequenas e formato geral invulgar, deixem-me que vos conte.

Lambretta motofurgone catalogo ricambi

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Milão, Roma, Nova Iorque, Paris, Londres, Caracas e Düsseldorf. Sou um gajo das Vespas de alma e coração mas é preciso ter respeito pelas Lambegretas. Mesmo que tenham o motor ao centro.