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7.6.08

Medidor de compressão DIY

Quase tudo o que podemos comprar, também podemos construir, geralmente de maneira muito mais económica e divertida. O PE do blógue Vespa & Companhia prova-nos isso com o seu medidor de compressão DIY.



Inspirado pelo meu medidor de compressão e por este link fornecido aqui pelo Coriscada (Mr. Aveiro Sexy 1992), vai daí o jovem bota mãos ao trabalho e faz o seu próprio medidor. Ah valente! (lembrem-se só que os valores a quente e a frio são diferentes, e que se deve abrir o acelerador todo ao fazer a medição)

19.12.07

Agarrou

Estive a fazer uns recados na Baixa e dirigia-me para Matosinhos. Tinha acabado de passar pelo viaduto dos Produtos Estrela quando um energúmeno dois carros à minha frente num Mercedes último-modelo decide atirar-se da faixa da esquerda para a saída do aeroporto à última da hora, numa manobra louca.

O dia estava frio e eu vinha devagar. Ainda tinha o Mercedes no pensamento quando o motor mudou completamente de rouco, sem aviso, como se tivesse ficado sem gasolina. Foi esse o meu pensamento durante uma décima de segundo. Logo a seguir a PX começou a travar sozinha, cada vez mais violentamente. Isto não é falta de gasolina- pensei eu- é um agarranço! Abri a mão esquerda para agarrar a embraiagem, e apertei-a com força ao mesmo tempo que o pneu traseiro começava a chiar. Tudo isto demorou menos de um segundo.

O motor calou-se e eu concentrei-me em encostar em segurança. Não tive problemas nesse departamento, felizmente. Mal cheguei à berma, larguei um pouco a embraiagem para garantir que o pistão ficava livre. Dei ao kicks e ela pegou sem problemas. Notava-se um pouco de dificuldade em aguentar o ralenti. Dirigi-me lentamente para casa, e sofri mais 3 ou 4 episódios semelhantes de paragens soft de motor. Até hoje, nos mais de 100.000 kms que fiz em Vespa, tinha agarrado apenas uma vez, na Rally 180 madura a cair de podre. Vindo da Horta antiga já com uns 15 minutos de auto-estrada, o motor estaria bem quente. Na VCI, na pequena descida antes dos radares, abri o punho completamente e deixei-a dar tudo o que tinha. Foi a primeira vez que puxei assim por ela. No fim da descida, o velho motor desistiu. Foi o meu único agarranço. Até hoje.

Chegado a casa, medi a compressão a quente: um perdigoto abaixo de 100 psi, comparada com os 125 psi de uma medição recente. Algo deve ter mudado dentro do cilindro. Como eu ia devagar e não estava calor, suspeitei do auto-lube. Comecei a coscuvilhar nas zonas mecânicas e libertei o tubo de alimentação de óleo: completamente seco! Sem óleo as coisas não funcionam. A causa não está no grupo térmico nem na injecção automática de óleo, mas sim no depósito de óleo. Não sei o que é: pode ser sujidade, um tubo dobrado, uma bolha de ar, alguma coisa esquisita e simples. Não estou tão chateado quanto pensei que iria ficar. Uma avaria mecânica grave em 60.000 kms é um ratio muito respeitável. Tenho pena que o meu esforçado pistão acabe a sua longa e brilhante carreira por causa de algo estúpido como o óleo não passar pelo tubo, mas guardarei um lugar de honra para ele na minha secretária.

Vou fazer mistura manual com o copinho, para já, e vou atestar o depósito de óleo até cima para conseguir visualizar se o nível de óleo desce ou não. O pistão, mesmo ferido, deverá continuar a rolar. Pelo menos estou a contar com isso, baseado na robustez impressionante da mecânica P. Depois, logo se verá. (Tunes, não te aconteceu algo parecido? Qual foi a causa?)

10.10.07

Update do medidor de compressão

Ora pois então a PX deu-me 125 psi de compressão a quente, como já leram. Medi a quente pois era o que diziam as instruções. Alguns de vós consideraram que a medição também deveria ser feita ou deveria ser feita a frio. Assim, fiz uma medição a frio e deu 140 psi.

Também medi a compressão na VBB e deu-me 70 psi a quente e 80 psi a frio. São valores muito baixos, testemunhos quantitativos da maturidade mecânica da velha senhora. Posso, assim, concluir que a compressão a frio é uns 13% maior que a compressão a quente, e estabelecer comparações no futuro quando apenas um dos valores estiver disponível. Também passo a dispôr de uma chave para jogar no Euromilhões desta semana.

2.10.07

Brinquedo novo

Depois de vários meses soterrado no fundo da minha secretária, estreei hoje o meu medidor de compressão que comprei na última feira de Aveiro. A correcta estanquicidade dos segmentos e a saudável compressão resultante são indispensáveis para um bom funcionamento do motor. Sim, podemos carregar no kicks para ter uma ideia da compressão dum motor, mas este aparelhómetro não foi caro e põe de lado todas as adivinhações e apalpamentos.

A PX foi a cobaia, e o resultado foi 125 psi a quente. Para um motor de origem saudável, a compressão deverá ser da ordem dos 120-130 psi. O meu pistão com 60.000 kms em cima alimentado a óleo do Continente surpreendeu-me! Há já algum tempo que noto uma falta de frescura e de vitalidade na auto-estrada que começam a irritar-me. Afinal não deve ser do grupo térmico (alerta de expressão técnico-arrogante!), talvez seja do escape... 60.000 kms de carvão de óleo do Continente... Hhhmmmm... [pensativo]

Qualquer valor abaixo dos 100 psi é preocupante. Abaixo dos 80 psi e morremos nas subidas. Abaixo dos 60 psi a mota provavelmente nem pegará. Agora tenho que aplicar este teste a toda a minha frota. O problema é que costuma ser realizado com o motor quente e a maior parte dos meus trambolhos nem sequer funciona. Hhhmmm... [extremamente pensativo]. Terei que tirar as minhas conclusões à temperatura ambiente.