.


Mostrar mensagens com a etiqueta bunker. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta bunker. Mostrar todas as mensagens

15.7.14

Novo paradigma logístico na Horta

Uma mudança recente de estilo de vida revelou-se conducente a uma reestruturação operacional das mais-valias de infraestrutura associadas ao melhor blógue internético de scooterismo clássico da minha rua (pelo menos do meu lado da rua, porque do lado de lá há uma velhota que escreve muito sobre Motorumis e cenas do género). Ou seja, mudei as tralhas todas para o Bunker. Para melhor ou para pior.

Enchi a carrinha com todas as mochilas e caixas em que consegui colocar as mãos...

P6160048

... e despejei tudo de modo descuidado e desorganizado em qualquer superfície horizontal do Bunker que não fosse o chão.

P6160055

Bem, não completamente descuidado; as caixinhas organizadoras ficaram numa torre, periclitante mas intencional.

P6160057

Conto ter tudo arrumado no fim do Verão. Do ano 2037.

P6160052
    

21.8.12

Bricolage na garage*

P8213216

A Horta pode estar agarrada para a época balnear mas a buzina ainda toca. Hoje houve festa no bunker com algumas manobras de serralharia intensa de índole fortemente jagunça e acutilantemente vietnamítica, ou seja, com o Rui Heinkel.

Conteúdo adicional disponível a subscritores da conta Horta Premium, insira aqui a sua password:
------------------------------------------------
|                                                                |
|                                                                |
------------------------------------------------



* não me lembrei de nada que rimasse com bunker...
    

12.6.12

MasterBlaster 3000 na capital: uma fotonovela em 3 actos

Vivemos em tempos pejados de sinais do iminente Apocalipse Scooterista Vindouro (A.S.V.), e um desses funestos marcadores acabou de se desenrolar em toda a sua espectacularidade apocalíptica no próprio coração da Horta, o Bunker: o MasterBlaster 3000 foi enviado para Lisboa ao abrigo de um contrato de leasing.

Aqui era o pouso do MasterBlaster 3000 (M.B.3.)...

P6082271

E aqui o M.B.3. está pronto para subir as escadas.

P6082274

E aqui o senhor das entregas (a.k.a. Kate Moss) está a cortar 20 centímetros de cada perna porque senão o M.B.3. não caberia na carrinha. Como são pernas de madeira, basta regar um bocado depois em Lisboa que elas crescem de novo, certo? Não percebo muito de plantas, ao contrário do que o nome deste blogue internético possa sugerir.

P6082276

E aqui o M.B.3. chegou ao topo das escadas.

P6082279

E aqui o M.B.3. está justinho dentro do seu transporte, para além de se poder visualizar o rabo do senhor das entregas. Ainda bem que cortámos 20 centímetros às pernas e não 15 centímetros, como certas medições iniciais de alguém que não se ajeita bem a medir comprimentos de compartimentos de carga de carrinhas sugeriram.

P6082281

E aqui está uma Lambretta DL200 de origem que o senhor das entregas deixou temporariamente à guarda do Bunker porque já não cabia na carrinha e que, segundo ele, será resgatada em Julho. Um bocado surreal trocar uma caixa de madeira por uma DL200, sim, mas creio ser um efeito secundário da aproximação do fim. Numa notícia não relacionada, sou capaz de ter uma Lambretta DL200 de origem de usocapeão para vender no início de Agosto. Ainda vai a tempo de ser "restourada" antes do Apocalipse.

P6082285
  

25.5.12

Micro-update do Apocalipse

O Apocalipse Scooterista é um pouco como a Lady Gaga: ninguém o esqueceu mas anda meio desaparecido. Por outro lado, até pode ser que esteja à vista de todos.

De qualquer modo, não sei se este é um sinal autêntico do Apocalipse que captei em formato pixelo-digital ou apenas azar, mas aqui fica uma foto de um cocó de cão mesmo à frente da garagem de minha casa - já vos mostrei o meu dedo do meio, já vos mostrei o meu rabo molhado, e agora acabo de atravessar a última fronteira, a escatológica.

P5081943
Foto de cocó de cão à frente do mini-Bunker da Horta
     
Quando o Apocalipse chegar, esperemos não pisar nele.
    

20.6.11

Dois Bobs entram num bunker...

Coisas estranhas se passam no bunker. Fui voluntariado à força para servir de modelo num projecto fotográfico de um amigo. Como adereço, peguei na primeira GS150 que me apareceu à frente. :-)

Amigos da fotografia: Hugo Cardoso
Foto de Nuno Dantas

O processo fotográfico, por estranho que pareça, não envolve nenhum tipo de fotomontagem. Trata-se, sim, de uma exposição demorada de alguns segundos num ambiente escuro durante a qual se dispara um flash manualmente para imobilizar pedaços da imagem que se encontra em mutação segundo o efeito pretendido. Se ao menos existisse um vídeo do processo, seria mais fácil de compreender...


Dois Bobs na mesma foto? Se isso não é sinal do Apocalipse, não sei o que será.
 

18.5.11

Isto e aquilo

Hoje sinto-me um bocado cansado, acho que devem ser parasitas tropicais no cérebro ou algo do género. Assim, ficam aqui apenas alguns apontamentos do que se tem passado na Horta. Primeiro, parti um cabo de acelerador à noite, num sítio mal iluminado. A coisa reparou-se em 10 minutos mas o óleo nas unhas durou uns três dias.

P5113899
Não sei de onde saiu aquela anilha mas já fez mais kms ali que muitas scooters

Noutra frente de batalha, varri o Bunker de toda a terra depositada ao longo do Inverno. Foram umas boas 10 pazadas de apanhador! Agora, se eu conseguisse convencer as aranhas a irem todas para o quintal, onde há bicharada suculenta, em vez de passarem a vida na escuridão, a comerem-se umas às outras...

P5113893
O bidé não é meu, juro!

E num plano algo mais generalista, permitam-me sugerir a vossa participação nas celebrações do 10º aniversário do Vespa Clube do Estoril. Promete ser um dia divertido e é boa gente que está à frente daquilo, dizem-me as minhas fontes.

Imagem não contratual - os participantes actuais poderão ser diferentes
   

16.2.11

Inundografia

Já aqui mencionei várias vezes a tendência que o Bunker tem para inundar, especialmente por alturas Invernais. Apesar da apresentação de relatos pormenorizados e simulações gráficas, temo não ter conseguido transmitir verdadeiramente a dimensão e violência destas inudações repentinas.

Cobrando uns favores que a NASA me deve (não é o Bruce Willis que salva o planeta mas sim o Ranger Bob), obtive esta fotografia de satélite dos arruamentos imediatamente à frente e por cima da minha oficina subterrânea. A inundação é tão extensa que aposto que dava para fazer aproveitamento hidroeléctrico.

flood
    

25.11.10

Bunker report

Duas inundações no espaço de uma semana. É positivamente surreal ver a água a brotar de uma tampa, escorrer para a sala adjacente, e desaparecer por outra tampa exactamente ao mesmo nível da primeira. Eu tirei uma foto mas não sei onde a pus. Bah.

20.10.09

Bah!

O Bunker inundou de novo. Eu já nem liguei - limitei-me a patinhar por cima da lama e do lixo como se fosse natural.

E nunca mais limpo um motor de Lambretta. São grandes como o raio que o parta!

2.2.09

Mau tempo III

O Bunker inundou de novo. Como acontece na esmagadora maioria destas situações aquáticas eu não estive envolvido directamente com água; o chão aparece cheio de terra, com algumas folhas de árvore e lixo espalhados aqui e ali a anunciar o acontecimento. Recorrendo a potentes computadores foi possível criar uma simulação gráfica do Bunker inundado:


Talvez eu deva arranjar um sistema como o deste colega... (avistado nos classificados virtuais- como é que ele as sobe e desce?, deve ser mais fácil legalizar um quadro em madeira...)

6.12.07

Instalações deficientes

É altura de estilhaçar a aura de felicidade e harmonia criada pelo lançamento do meu primeiro vídeo, e lidar com a realidade fria e agreste das instalações da Horta. O Bunker, centro de operações e suporte logístico essencial, inundou outra vez. À primeira chuvada forte, pimba! Fica o chão todo coberto de terra e lixo arrastados da rua. Felizmente desta vez os esgotos não foram envolvidos no assunto. Uma varridela rápida reuniu com facilidade meia dúzia de pazadas de terra, como ilustra a primeira foto.


Na segunda foto podemos testemunhar a preocupante degradação estrutural da minha base de operações avançada. Rachas horizontais atravessam as paredes de uma ponta à outra. É como se o raio do edifício estivesse a afundar pelo chão adentro. Algum aspirante a engenheiro civil bebeu de mais na noite anterior e faltou à aula sobre estabilidade de solos às 8 da manhã. Enfim, um gajo trabalha com o que tem. Lá se vai conseguindo fazer alguma coisa com piada.

11.5.07

Bunker/ Fauna

A Horta mantêm a sua política de forte investimento em equipamentos e infraestruturas. Assim sendo, foi adquirido um alvo de dardos e montado no Bunker à altura e distância regulamentares de campeonato.

O meu sonho sempre foi ter uma garagem com sofá e mesa de ping-pong. Os dardos são um passo na direcção certa, e um colega até me ofereceu um sofá usado, e o uso da sua carrinha para o ir levar. Infelizmente, o problema das inundações invernais coloca um entrave em tão onírica oferta. Um dia...

O Coriscada enviou-me uma foto de mais um excelente exemplar de Scooterium Ruralis Lusitaniae (ver outros exemplares), avistado nesse magnífico viveiro/ reserva natural que é a região de Aveiro. Está lá tudo, mesmo o penico vintage. E até acredito que aquela seja a pintura de origem...

4.4.07

Alguma movimentação, uma confissão

Dei um pulinho ao Bunker para ir fazer um molde do formato do nariz da Sprint para levar ao chapeiro (o meu nariz está deformado) e tirei uma foto. Aproveito para mostrar o resultado de uma experiência que fiz com o Master Blaster usando areia. Podem ver que a boca do cilindro e o interior do colector de escape ficaram cirurgicamente limpos (já está a ganhar alguma ferrugem depois de várias semanas) mas a areia não tinha força para limpar a crosta espessa que se acumula nas alhetas (mau). Com um compressorzito de 25 litros, não há milagres grandes, apenas milagres pequenos. To be continued.

Enquanto estava no Bunker, encontrei um vizinho meu, provavelmente a maior aranha que já vi. Tirei-lhe uma foto e fugi o mais depressa que pude, gritando como uma menina. Já me tinha recomposto quando cheguei ao chapeiro e juntos investigámos as diferenças entre dois modelos de estrado de substituição para Sprint. O modelo de baixo foi o escolhido. As "cruzes" não estão tão perfeitas mas as travessas e as abas de ligação ao quadro são melhores, ficou esse. O chapeiro também disse que se ia casar ("hoje já devia estar a entregar convites"), espero que ele me pegue na Sprint antes da cerimónia, senão...

E enquanto estava no PC a escrever isto tudo, a minha mãe oferece-me um clip para papelada com uma ET muito nice, marca Funky Land made in China. Vou fazer uma confissão. Nunca andei em scooters automáticas nem nunca senti curiosidade pelo Lado Negro. No entanto, recentemente, tenho tido a vaga sensação que talvez exista uma pequena possibilidade de, em determinadas e especiais condições, uma pessoa não se sinta completamente mal-disposta ao conduzir uma acelera sem mudanças. O que eu estou a tentar dizer é que se me aparecesse um velhote com uma ET4150 com apenas 3000 quilómetros a pedir 150 euros por ela, eu não o expulsaria à pedrada e talvez até falasse com ele durante 5 minutos. Demorei mais de 10 anos a não vomitar sempre que passava uma ET. Talvez daqui a 10 anos o mesmo deixe de acontecer com as LX e as GT. ET4 150... Nem soa muito mal... E até têm dois frisozitos para se distinguirem das restantes ETs da plebe...

12.2.07

Meet the Bunkers

Dei um saltinho ao Bunker para ir buscar umas peças e o chão tinha duas ou três poças de água, e algumas folhas de árvore e lixo. Ou seja, inundou de novo. Não vou poder montar a Sprint lá, vai ter que ser em casa.

Mas o que é o Bunker, perguntam vocês? É a cave do meu tio, respondo eu. É grande, é grátis e é limpa se eu a limpar. Posso fazer o barulho que me apetecer e todo o lixo que conseguir. Grande número de estantes do chão ao tecto estão incluídas. Não é fria no Inverno nem é quente no Verão. Tem electricidade e um lavatório, e dista uns meros 5 kms de chez Bob. Soa bem, não soa? Mas é uma cave, e para lá se chegar é preciso descer uns 15 ou 20 degraus por uma passagem apenas ligeiramente mais larga que uma Vespa. Basicamente, parece um bunker. Ah, e é um pouco húmida. Funciona bem como serralharia e armazém, mas não me estou a ver a guardar lá algo remotamente restaurado. São os únicos (grandes) defeitos.


Antes de se tornar o pólo atarefado de actividade e pesquisa scooterista que é hoje, era apenas uma cave suja e atascada de lixo, dominada pelas aranhas e outros insectos desconhecidos da ciência moderna, onde eu descarregava toda a tralha que conseguia acumular. Depois de algumas negociações, incumbi-me de intervenção incisiva no espaço. Passei lá muitas tardes a carregar com sacos de lixo, a varrer terra deixada por inúmeras épocas de inundações, e a mudar estantes do sítio. Pontos de bónus pela abundância de madeira reciclável, não gastei um cêntimo em madeira a construir bancadas, estantes ou cabinas de decapagem.



É um trabalho em progresso, mas já é habitável (excepto 2 ou 3 dias por ano no Inverno, quando inunda), e está tudo razoavelmente bem organizado. É claro que continuo a não achar aquilo que preciso e a descobrir o que não sabia que tinha, mas isso acontece-nos a todos, certo? Podem ficar com uma ideia graças a este panorama a 360 graus muito mal feitinho: (deixem estar o rato em cima da imagem que abrir, até aparecer um ícone no canto inferior direito, cliquem-lhe e a imagem passará para o tamanho original- mas vocês já sabem isso...)


28.1.07

Dia 10 - um balde de água fria

O dia 10 prometia ser um bom dia. O plano era lavar os meus carters imundos e Master Blasterizá-los para um nível de elegância e atracção sexual nunca antes imaginado na cena scooterista nacional e, quiçá, ibérica.



Estava eu embrenhado em tão imunda tarefa, apunhalando a grossa e estaladiça crosta de terra e óleo endurecida por anos de cozimento lento, que nem reparei na chuvada diluviana que entretanto se abatia sobre a Invicta. Ora o meu local de trabalho, afectuosamente conhecido pelo Bunker, é a cave do meu tio. E a dita cave tem historial de inundações. Que acontecem no Inverno. Durante chuvadas como aquela. Já estão a ver que isto vai meter água, né?

De repente, uma das tampas de saneamento faz um gorgolejar premonitório muito marado, estilo grrrrógl-glrrrrógrgl-rrrrrgl-órrrgl, que me chamou a atenção. Espreitei lá para dentro a tempo de ver a água a subir com vontade pela abertura e a espalhar-se calmamente pelo chão limpo de cimento que tanto me custou a varrer. Inundação total. Corri pelas escadas acima a gritar como uma menina: "Tio! Tio! A cave está a inundar!". Já se tinham chamado os serviços municipalizados, mas mais 300 pessoas também tiveram a mesma ideia, por isso aquilo ficou com um palmo de água durante 2 ou 3 dias. Felizmente eu tinha previsto a situação e não tinha nada pousado no chão, tudo em prateleiras. "Tio, eu julgava que o tio me tinha dito que a cave já não inundava..." - "Pois, a última vez que ela inundou foi... Deixa ver... No Inverno passado." - "Aaahhhh... Ok...". E assim ficaram suspensas as operações durante alguns dias.