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10.5.12

O próximo espectáculo

Eu estarei a assinar autógrafos na entrada principal no Sábado desde as 15 horas até às 15.05, altura em que os seguranças me expulsarão porque eu não tenho autorização para estar a entupir a entrada principal com uma mesa e uma cadeira. Mais Automobilia e mais info.

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25.5.11

Carinas em Aveiro

A Automobilia de 2011 contou com uma pequena exposição dedicada à scooter nacional por excelência, a Casal Carina S170. Foi bom verificar que há pessoas interessadas neste veículo emblemático e na sua divulgação e preservação.

Antes de passarmos ao canto específico da Carina, podia-se achar isto na zona comum dos pavilhões:

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Apenas 700 exemplares? A minha humilde lista de factos calcula um número dez vezes superior, e necessito de provas em contrário para acreditar num valor tão baixo. De qualquer maneira, o preço médio de um exemplar não restaurado acabou de subir 15% graças a essa afirmação pública. Já que estamos numa de afirmações não comprovadas, a leitura diária da Horta aumenta a performance sexual.

Uma vista geral do canto Carina, onde era reproduzido um filme (filmER?) de época sobre a produção da S170 com imagens verdadeiramente gloriosas. Acho que já entrei em contacto com a Cinemateca no ano passado para tentar obter uma cópia mas fui rejeitado à bruta. Se puderem ajudar entrem em contacto, por favor.

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O que era aquele guarda-lamas vermelho no canto? 15 pontos da Horta se o detectaram antes de lerem isto! Ora pois é a proa de um exótico e tímido triciclo Carina, do qual apenas foram fabricados três exemplares: um em exposição, o outro destruído em LeMans em 73, e o outro vendido a um coleccionador Japonês por 1.7 milhões de dólares*.

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Podia ser apreciado também este conjunto motor/ braço oscilante/ descanso (o leitor de DVD não é de origem, parece-me ser uma modificação tardia).

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Outro motor montado de forma invulgar provavelmente cumpriria propósitos de demonstração ou formação.

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E as paredes estavam adornadas com belos logótipos grandes. Tal e qual o meu quarto de dormir. Não deve ter sido coincidência mas as três Carinas expostas cobriam as duas décadas (?) de produção já que uma não tinha aberturas de ventilação nos balonÉRS como é típico da primeira série de produção, outra tinha apenas uma abertura, e a restante tinha as duas aberturas de ventilação dos modelos finais. Bem jogado pelos organizadores!

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*nem por isso (N.P.I.)
 

24.5.11

Automobilia de Aveiro

Mais uma Automobilia, mais uma rotação à volta do astro Sol, mais uma época de estrada e mecânica. Confesso que não prestei muita atenção às bancas este ano, e abdiquei da habitual segunda passagem mais detalhada, onde me ajoelho à frente de cada caixote e permaneço nessa posição até inventariar por completo o seu conteúdo. Talvez seja um misto de familiaridade, cash flow diminuto, o facto de não estar a necessitar de nada em especial, ou apenas uma curva côncava no meu bioritmo natural.

Deu para notar, no entanto, que os preços gerais parecem muito mais controlados, talvez como resultado da crise. Entrar no mundo dos veículos clássicos parece ser mais barato agora do que em qualquer altura dos últimos anos, e até nem se viu muita coisa de Vespas a preços parvos e quase nada de Vietbodges. Como as internétes são um meio visual, eis uns bonecos razoavelmente ilustrativos da paisagem do fim-de-semana: as "novas" PX estavam in da house...

Automobilia 2011

... a bicicleta Vespa foi pintada (estranhamente não em azul-cueca)...


Automobilia 2011

...podia-se apreciar um par de "riquexós" de duas gerações diferentes lado a lado...

Automobilia 2011

...havia várias escolhas para quem estivesse à procura de um projecto fácil...

Automobilia 2011

...ou de um projecto complicado...

Automobilia 2011

...e era "só passar um paninho" nesta NSU.

Automobilia 2011

Para finalizar, boas notícias para a Cena Scooterista Clássica Nacional (C.S.C.N.) que tem estado a ressacar no último mês por falta de uma tendência nova e fresca. A iluminação acessória, também conhecida como fenómeno F.M.N.P.C.D.L.E., está a perder força e parece ter migrado para o avental do lado direito no seu último fôlego.

A nova tendência parece ser um corolário do Capacete de Cor Combinada (C.C.C.), e é... a Ferramenta de Trincheira de Cor Combinada (F.T.C.C.)!
 
Automobilia 2011

A primeira foto de uma pá/picareta/trincha de pedreiro em azul-cueca ganha uma assinatura vitalícia da Horta! A edição da Automobilia de 2011 (A.11.) deste ano também primou por uma pequena mas interessante exposição dedicada à Casal Carina, de que falaremos amanhã.
   

5.5.11

Cheira a feira

Aproxima-se a XIX Automobilia de Aveiro, actividade incontornável para todos os apreciadores de tralha e sucata. Se ainda precisam de detalhes por esta altura...


Ah, mas a coisa não fica por aqui! Logo a seguir teremos uma novidade (?) em território luso, uma feira de motas clássicas ao estilo Inglês. Terá lugar na bonita Quinta do Cedro, em Vila Nova de Poiares. Realizada ao ar livre com  test-rides, actividades de clubes e muitas motas expostas para venda, tanto dos standers grandes como dos pequenos negociantes, promete ser um fim-de-semana interessante e relaxado, a repetir por muitos anos. A Motantic, como se chama, decorrerá Sábado das 10h00 às 20h00 e Domingo das 10h00 às 17h00. O contacto é Mário Campos, 937107514/ motrok@gmail.com.

   

6.12.10

Aveiro, a capital da sucata

Sucata no bom sentido, claro. O 5º Salão não-sei-das-quantas de Aveiro, ou a "feira de Inverno", ofereceu este fim-de-semana muitos e variados negócios, como de costume. Os preços pareceram-me elevados, de acordo com a recessão, mas ainda existiam oportunidades económicas para os entusiastas de faro apurado.

A feira começou-me mal quando um tipo parado à porta pegou no meu bilhete e o rasgou, que lata! Estava-se a  meio da tarde, quando já começa a escurecer, e a luz dentro dos pavilhões era triste e deprimente, muito mau para fotos e para o meu biorritmo. Mesmo assim deu para sacar umas chapas medíocres e inventariar os dois pavilhões: menos scooters e muitas bicicletas e motorizadas nacionais.

Entre as scooters havia poucos exemplares "maduros", estando a maioria já restaurada ou algo semelhante...

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... mas se quisessem embarcar num projecto épico, também podiam. :-)

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Esta Zundapp Bella com sidecar por 10 milenas talvez fosse a scooter mais vistosa que por lá andava...

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.... e como a Taboeira era a uma cuspidela de distância, pôde-se observar um belo espécime da nativa Casal Carina.

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Os negociantes dedicados de peças de Vespa ou scooter eram muito poucos - não estava presente nenhum dos "grandes", só um ou dois revendedores locais. No entanto, encontravam-se sempre coisas minimamente interessantes para imaginar em casa na nossa estante. Na Primavera há mais, há a "feira grande". Até lá!

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2.12.10

30.5.10

XVIII Automobilia - o resumo

A XVIII Automobilia já chegou e já foi. A opinão geral parece-me ser muito positiva, com o número elevado de expositores e visitantes a atestar o seu sucesso. Creio que se fizeram poucos negócios de valores elevados mas, no campo dos valores mais modestos, muitas peças trocaram de mãos. Até cheguei a ver alguns negócios justos no campo das Vespas: quem quisesse sair a rolar do meio dos preços inflacionados podia fazê-lo!

Num canto do corredor podiam-se encontrar três das Vespas mais raras à venda - Calessino, "struzzo" com reboque e TAP. Um único cheque poderia transportar qualquer Zé Ninguém para a nata do coleccionismo scooterista clássico!


Mais à frente via-se uma SX200 kitadona muito jeitosa, mas cujo depósito exibia um acabamento de fibra de carbono falso seriamente duvidoso. Se vão imitar fibra de carbono têm que o fazer bem senão fica uma coisa mesmo triste.


Também por lá andavam os Vietbodges perenes...


...e uma Heinkel Tourist restaurada com pneus de perfil quadradão estilo empilhador ou carrinho de gelados. Emoção garantida em todas as curvas!


Já agora, uma bicla de 4 lugares. Porque havia uma exposição separada de bicicletas antigas muito interessante e compreensiva.

19.5.10

XVIII Automobilia


É já no próximo fim-de-semana o maior acontecimento para todos os entusiastas do ferro-velho clássico, a épica Automobilia em Aveiro! (site do CAAA) Assim como milhares de outros, planeio lá estar. Será que é desta que eu compro aquela chapa metálica com a GS?

+ Ver os amigos
- Preços malucos
+ Pavilhões e pavilhões de sucata deliciosa
- 4 euros para entrar
+ Ovos moles
- Bilheteira só abre junto com o portão e não 10 minutos antes para evitar stress e filas
+ Montes de carros e motas com classe
- Viagem longa para quem vem do Sul
+ Viagem curta para quem vem do Norte
- Muita gente nas horas de ponta
+ Variedade de expositores incluindo estrangeiros
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Soma muito positiva!

6.12.09

Salão de Aveiro

O 4º Salão Automóvel Antigo-Clássico e Sport de Aveiro, ou a "feira de Dezembro", foi uma surpresa agradável em termos de tamanho já que ocupava ambos os pavilhões e todos os corredores interiores. Ainda não se compara com a Automobilia de Abril mas vale a pena a visita.

No que toca a scooters não havia nada de extraordinário à excepção de duas coisas. A primeira foi esta Sprint com o chão putrefacto que se mantinha num estado morto-vivo à força de abundante soldadura terceiro-mundista.


A outra foram estes autocolantes/ decalques indicadores de pressão dos pneus numa Carina cinzenta-prateada que tinha aspecto bastante original. Estavam do lado direito apenas, um no guarda-lamas e outro no rabo logo depois da tampa lateral. É claro que existe a possibilidade destas marcações não serem "de origem" mas os valores de pressão batem certo com os indicados no manual; é mais uma peça no grande puzzle Carina.



25.5.09

Automobilia massiva

Os dois dias da esperada Automobilia acabaram de passar, e agora só há mais em Dezembro com aquela versão "light". Não sei se continuam a cometer a burrice de abrir as bilheteiras ao mesmo tempo que abrem as portas em vez de 10 minutos mais cedo porque cheguei só às 11. A PX continua a comer auto-estrada como se só tivesse 50.000 kms, incrível.



Estavam lá montes de gente; só se anda bem nos corredores à hora de almoço e é isso que vou começar a fazer. O gang junta-se todo lá, do Norte e de Lisboa. Por três ou quatro vezes fui parado nos corredores por pessoas que não reconheci e que foram obrigadas a explicar-me de onde é que as conhecia.

Muita gente, muitos carros; um pouco menos de scooters podres e espanholas; várias LML novas a 2000 euros mais documentação, tanto 125 como 150; uma fiada de Vietbodges horrorosos; a Vespa Daniela; vários sítios com peças novas, mas pouca coisa de peças usadas; muitos expositores, nacionais e estrangeiros.


Muita gente, já disse isso? Para além dos Vietbodge, que evitei com todas as minhas forças (está para breve o relato, lembram-se?), observei mais um par de fenómenos preocupantes: LMLs económicas pintadas em azul-cueca de origem, e o primeiro avistamento significativo de Vespas de três tons

[editado]

30.5.08

Tugabodge @ Automobilia

Esta Vespa 50s, restaurada profissionalmente por um stander especializado com oficina e autocolantes e tudo, estava à venda na Automobilia. Notam algo de errado?

A forqueta está toda empenada para trás! Eu, que não sou especialista nem profissional, nem sequer completei um único restauro de Vespa e uso óculos, consigo notar que a forqueta está toda torta ao longe. E os senhores especializados que cobram bom dinheiro por este serviço não conseguem??!! Basta querer ver, é o que eu digo. É claro que esta Vespa rapidamente levou com um papelinho a dizer 'vendida', pois o Verão aproxima-se e um gajo tem que ir ao café, certo? Desde que tenha cromados e pneus de faixa branca...

Não só a forqueta estava consideravelmente dobrada para trás, mas também estava dobrada ligeiramente para o lado. De novo, o Bóber Pitosga não teve dificuldades em constatar tal facto simplesmente olhando para o veículo de frente, um procedimento altamente técnico só possível de realizar na fábrica em Pontedera. Mesmo que um mecânico experiente não detecte uma forqueta empenada durante o processo de desmontagem, algo inverosímil e assustador, o facto da roda ficar tão recuada dentro do guarda-lamas novo durante a montagem é uma pista flagrante e incontornável de que algo está seriamente errado.

Não visível na foto é a textura da perna da forqueta, repleta de crateras de corrosão que a tinta brilhante não conseguiu esconder, e que revelam uma vida passada bastante agreste. É necessária muita humidade para fazer uma cova de ferrugem num tubo espesso de forqueta!

O que vale é que vai deixar de haver gasolina e todos estes charutos vão ficar parados nas garagens e arrumos, fora de vista.

26.5.08

Fim de semana em cheio

Os Espanhóis partiram a louça toda no Festival Eurovisão, a sonda Phoenix realizou uma aterragem perfeita em Marte, e a Automobilia esteve apinhada de pessoas e sucata deliciosa.

Em relação a esta última, acho que não há muito a relatar. Andava por lá apenas um vietbodge, uma Super horrorosa; Tanto a OriginalVespa como a Vespa Garage apresentavam as novas LML; alguns charutos mais ou menos restaurados, e poucas Carinas; e todos os preços normalmente altos.

Todos? Não! Uma pequena aldeia de Gauleses... Espera lá, não é isto. Bem, a verdade é que o Jornal de Notícias relata "uma Vespa UNB de 125 cc, de 1960 [a] (12500 euros)", que eu não vi. Se tal for verdade, e todos nós sabemos que o JN nunca se engana, esta é a Vespa "normal" mais cara de sempre, batendo a Sprint (?) com side-car de 10.000 euros, e igualando a PX dos falsos 12.000 euros que não conta.

Mas a grande questão é: o que raio é uma Vespa UNB? É que se tiver alguma coisa a ver com a United News of Bangladesh, cheira-me a Vietbodge... E todos nós sabemos que o preço justo para um 'bodge é 3.500 euros. Certo?

5.4.08

"Identifique-se!"

Outra curiosidade da Automobilia. Este cavalheiro, desejoso de aumentar o índice de reconhecimento da sua FL2 (?) como sendo uma Vespa autêntica e clássica, decidiu aparafusar um disitintivo script clássico ao guarda-lamas. Se ele o pusesse ao contrário, estilo AICNÂLUBMA, para impressionar o condutor precedente pelo espelho retrovisor, isso sim é que teria pinta. Mesmo assim, as risquinhas vermelhas e os reflectores moldados transportam este humilde veículo vários degraus acima na escada social do parque motorizado de Musgueira de Baixo. Pimp it!

4.4.08

WTF

Na última Automobilia andava por lá este quadro à venda. Gosto de pensar que sou possuidor de inteligência e imaginação desenvoltas, mas try as I might não consigo descortinar a justificação que alguém terá apresentado para cortar um quadro da maneira que esta fotografia ilustra. Talvez a matrícula estivesse totalmente podre... E, numa qualquer realidade alternativa, talvez faça sentido cortar uma janela para inspeccionar a fixação do amortecedor... Mas e o rectângulo por trás do farolim?... Não compreendo...


Num parágrafo off-topic, permitam-me mencionar o falecimento de Sir Arthur C. Clarke, há alguns dias atrás. Esta mente brilhante era um dos meus heróis modernos e deixou uma herança cultural e ideológica enorme. Provavelmente conhecê-lo-ão como apresentador duma série de televisão sobre mistérios do universo (aquela caveira de cristal dava-me arrepios quando eu era puto), ou como escritor de ficção científica e autor de "2001: Odisseia no Espaço", livro que deu origem a um dos melhores filmes de sempre. O que às tantas não sabem é que Arthur C. Clarke foi um dos proponentes da utilização de satélites em órbita geo-estacionária como retransmissores de telecomunicação. A fronteira entre ficção científica e ciência costuma ser apenas temporal, e podem agradecer a este senhor da próxima vez que estiverem a ver a bola na SporTV.

Farei a minha humilde homenagem à sua obra lendo pela terceira vez o livro "Encontro com Rama", um dos meus preferidos. Se o leram, sabem que o número é simbólico e apropriado. Que descanse em paz.

2.12.07

Automobilia em Aveiro

No Sábado fomos todos ao "2º Salão Automóvel Antigo-Clássico e Sport" ou, como eu lhe chamo, a feira de Dezembro. Às 8 da manhã, os Três Alternativos nas suas montadas P-Power e derivados, tomaram a direcção Sul. Se as primeiras edições da feira estiveram algo fracas, neste ano já se apresentava bem composta, e sem dúvida a merecer a visita. Um pavilhão tinha carros antigos, e o outro tinha a sucata. Passei 97% do tempo neste último. Não comprei nada de interessante, pois a crise é lixada.



Por lá andavam várias Vespas à venda com preços e qualidade de restauro habituais; alguns negociantes de peças novas e usadas; moooontes de amigos e conhecidos, nota máxima; a SX150 que eu vi em Matosinhos à venda por 1750 euros; e os malditos restauros vietnamitas do IC2, que merecem um parágrafo isolado.

Pude examinar de perto esses Viet-bodges, e digo-vos que são o vosso pior pesadelo. Quilos de massa em todo o lado, manchas de ferrugem a virem à superfície pelo meio da massa e tinta, parafusos e porcas ferrugentas nos sítios escondidos, amortecedores velhos disfarçados para parecerem novos, ventiladores com as alhetas todas amassadas, bujões de óleo enormes, tapetes da PX, acessórios e porcarias montadas que parecem de origem numa casa de banho, pneus CHing-Chong, inacreditável. Tenho pena de quem as comprar.

20.5.07

Automobilia 2007 em Aveiro

A feira Automobilia que ocorre todos os anos por esta altura já tem uma excelente e merecida reputação, até no estrangeiro. Este ano esteve maior que nunca, com todo o espaço interior dos dois pavilhões ocupado, e com coisas para ver em todos os corredores de acesso e no parque exterior. À pinha! Já se tornava difícil passear nos corredores ao Sábado de tarde, agora imaginem no Domingo de tarde. Quando se perguntava o preço a um expositor, nunca sabíamos se ele iria responder em português, inglês, francês, ou espanhol. Alguns limitavam-se a mostrar dedos.

Foi bom ver a malta do costume, e caras novas. Fiz um pequeno lote de pré-produção das minhas tampas de carburador transparentes para mostrar às pessoas e recolher impressões. Posso dizer-vos que só houve duas respostas: "Não percebo. Porquê?" e "Uau, adoro!". Globalmente houve um acolhimento muito positivo e tenho planos para fazer várias outras peças uber-divertidas.

Por lá se viu um senhor que tinha comprado uma 50ss por 200 euros, pensando que era uma Vespa normalíssima, bem como um vendedor que garantia a pés juntos que um prato de bobines funcionava, porque o tinha tirado deste motor (apontando para um motor de smallframe) e que o podia provar: "monto já neste [outro motor de smallframe] e garanto que o motor funciona!". Punch line: o prato era de uma Rally 200 electrónica.

Estava lá um atrelado com três charutos em cima, tudo por 150 euros. Pouco tempo depois, o papel desapareceu, seria piada? A certa altura eu tinha a PX estacionada entre duas Transalp, cá fora, e houve um palhaço numa Harley enorme com cromados e couros e metade do catálogo "Milwaukee's Gayest Accessories" em cima que estacionou à minha frente, bloqueando-me totalmente! A sorte dele foi que saiu antes de mim, senão a coisa era capaz de ficar feia... Aaaarrgghhh! Ah, e Domingo fomos à caça dos Volvos. Comprei um "testador" de compressão para aferir da saúde de pistões e cilindros, o qual já estava na minha lista de faltas há éne. Informarei resultados. Boa.