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26.3.08

GuetoPrototype


Os meus computadores podem dar o berro, mas nao o Guetoformer! (lamento imenso, mas nao tenho acentuacao lusitana de momento)

A madeira nao necessita de actualizacoes de software, e a pistola de calor funciona mesmo sem rede. Assim sendo, a Horta criou um conjunto de faces transparentes para velocimetro Vespa a pedido de conhecido Vespista nacional. O primeiro prototipo foi fabricado hoje num Bunker especialmente humido e bafiento, estando previsto o inicio duma serie de testes funcionais e esteticos para muito breve. Foi divertido dar mais uma voltinha no velho Guetoformer, depois de lhe ter limpado todos os fungos.

X, ainda nao me esqueci da tampa do rectificador!

19.3.08

I <3 Flickr

O que é o Flickr? É um dos sites de partilha de fotos mais populares, e algo bastante viciante. Para qualquer pessoa que goste de fotografia, ou que tenha interesse em ver fotos sobre algum passatempo/ local /actividade, o Flickr é incontornável. É como o Youtube das fotos, mas com um sentimento muito maior de comunidade.

Basta irem lá e procurarem por Vespa, por exemplo, ou por uma etiqueta popular. Cliquem numa foto de que gostem e vejam as outras fotos dessa pessoa. Vejam as fotos que essa pessoa marcou como favoritas, vejam as fotos dos "contactos" (amigos) e os favoritos deles! Vejam as mais interessantes! As possibilidades de interacção e pesquisa são inúmeras. Existem grupos subordinados a um tema, como por exemplo o grupo "Vespista" ou o grupo "Scooters em Portugal". Comecem a clicar e a explorar à vontade!

Podem criar uma conta gratuita, muito popular para armazenar fotos para blogues, por exemplo. A grande desvantagem é que só são visíveis as últimas 200 fotos carregadas. Por um preço módico, podemos adquirir uma conta "pro" sem limitações. Para mim, acabaram-se os backups em CDs, vai tudo para o Flickr! Podem ver as minhas fotos aqui, ou espreitar na barra de miniaturas que aparece na coluna esquerda.


18.3.08

w00t!

O MasterBlaster foi um dos meus projectos mais bem sucedidos. Teve a dificuldade certa para ser um desafio grande, mas sem dar dores de cabeça. A sensação de realização que provém da construção com as nossas próprias mãos duma máquina que resolve eficazmente um problema é difícil de explicar a quem não seja adepto da bricolage, e esteja habituado a comprar tudo.

Assim sendo, fiquei todo contente quando a revista Make: deu o destaque do dia ao MasterBlaster. Foi uma recompensa inesperada à minha iniciativa e trabalho árduo. É que eu consigo ser extremamente preguiçoso e procrastinador, às vezes... Mas não ficou por aqui! Saíram ontem os resultados do concurso Flickr pool da Make: e o MasterBlaster foi um dos finalistas! Ganhei uma conta "pro" de 6 meses do Flickr! w00t! A partir de hoje, vou pôr flame jobs em tudo!



(amanhã falamos sobre o Flickr...)

17.3.08

[Rally strip]

Ambrósio, apeteceu-me algo especial: o segundo vídeo da Horta, [Rally strip]. Tem melhor aspecto no disco que pela net, mas cá vai.

EDIT: Vídeo também disponível no Youtube.




O Sherlock Holmes ficava sempre chateado quando o pressionavam a explicar o raciocínio por detrás das suas deduções fabulosas; a reacção dos ouvintes era, invariavelmente, algo do estilo "mas claro, é tão simples". Algumas coisas deveriam ser mantidas em segredo, para não perderem o encanto. Mesmo assim, como sou um gajo fixe, vou explicar o processo de criação de vídeos time-lapse para quem estiver interessado. Até é bastante fácil, na realidade.

Podem ler um tutorial aqui, ou usar a minha versão reduzida: peguem num portátil velho e numa webcam foleira emprestada (obrigado ao Rui Heinkel pela sugestão); descarreguem o programinha Timershot (está no fundo da página) que tira e guarda fotografias da webcam a um intervalo escolhido; descarreguem o programinha JPGVideo que pega nas fotos todas e as transforma em vídeo AVI. Já está! Depois podem massajar tudo no MovieMaker que vem com o Windows (vade retro!) XP. Também usei o SUPER para converter entre formatos, especialmente ficheiros FLV "emprestados" do Youtube.

Já tenho mais dois projectos no lume, um dos quais é segredo e mandará a casa toda abaixo. Não ficará tijolo sobre tijolo! O outro é um time-lapse duma viagem grande de Vespa. Infelizmente, a bateria do meu laptop Jurássico há muito que faleceu. Assim estou dependente de alguma alma caridosa que me empreste o seu laptop para fazer 160 quilómetros de estrada nacional pendurado numa mochila na PX. Então, quem quer contribuir para o próximo Horta-vid?

16.3.08

Vídeo com scootas

Só para abrir o apetite, tendo em conta a revelação do novo vídeo da Horta, hoje à meia-noite. As scooters aparecem apenas no princípio, mas prontos.




14.3.08

Old school scootering

Encontrei esta foto no site Punksinparkas. Um momento passado duma história gloriosa. Não, as pessoas não começaram a rolar em sccoters antigas há meia dúzia de anos atrás. Andava-se nos anos 50, quando as estradas eram más, as velas ganhavam pérola e a gasolina comprava-se em drogarias. Recomendo vivamente uma visita à secção das fotos onde se poderá apreciar uma excelente colecção de imagens de época, retratando máquinas conhecidas e exóticas a serem usadas em concentrações, viagens, corridas, todo-o-terreno, e na vida diária. E todas as pessoas que as usavam e amavam.

13.3.08

Brinquedo Amarelo na Scooting

Tive o prazer de escrever um artigo sobre a 50s modificada do Marrazes para a revista Scooting. Duas páginas de "Brinquedo Amarelo" inauguram uma nova era na dominação mundial. Se quiserem ler o artigo, podem clicar na foto para irem ao meu Flickr, clicar no ícone "all sizes" por cima, e escolher um tamanho grande.


12.3.08

The Indian Connection

É muito provável que comecem a ser comercializadas em Portugal, num futuro próximo, as LML Star Deluxe. Para os que não conhecem o bicho, podem ver mais info neste artigo. Basicamente é uma PX com algumas modificações, muito semelhante à Stella.

A organização por trás deste acontecimento é a Movitarget Unipessoal Lda. Os seus contactos são 919710795 e 261742076 (fax). Esta informação é apenas isso, informação; não há nenhuma recomendação/ apoio/ garantia/ patrocínio da Horta em relação a esta actividade comercial. Como sempre, caveat emptor.

E já que estamos com a rebarbadora na mão, está aqui outro parafuso calcinado: este artigo da Scootering scaneado no fórum ModernVespa (via 2strokebuzz). Interessante é a parte onde eles falam do motor a 4 tempos da LML. Como os 2 tempos foram banidos no Egipto, a LML não quis perder o seu mercado de 20.000 unidades. Desenvolveram então em tempo recorde uma versão a 4 tempos do motor PX. Ao contrário do motor a 4 tempos da Bajaj que possui montes de modificações esquisitas, esta unidade da LML modificou ao mínimo o propulsor original, tendo ficado toda a parte inferior praticamente intacta. Até se fala numa versão de 250cc, com mudanças, claro! :-))))) Este motor entusiasmante deverá estar a ser produzido neste mesmo momento! A PX morreu. A PX viverá.

10.3.08

Prémio de montanha de 1ª categoria

Sexta feira a seguir ao almoço desci eu à garagem, onde cumpri o longo ritual de amarrar a mochila e vestir o equipamento todo: calças de neve do Lidl, cinta, lenço, luvas, casaco, capacete, tudo bem apertado e conjugado. Sentindo-me como um cruzamento entre o Bibendum e o Hindenburg, lá espremi suficiente mobilidade para conseguir tirar a PX do descanso. "Mas que raio... Isto não anda?". Pneu de trás furado.


Toca a desamarrar tudo e a trocar a câmara de ar num instante. As mãos foram lavadas com WD40 e as feridas desinfectadas com massa consistente. Meia hora depois, fiz-me à estrada. A29, N109, IP5, N231, e eis que surge a Serra na sua imponência. Atravessei-a acompanhado pelo pôr do Sol, dando guinchinhos de entusiasmo a cada curva, a cada paisagem. Todos se encontraram na pousada da Juventude.


Depois duma noite mal dormida, o passeio. Cumprimos as nossas obrigações turísticas na Torre e na neve, e atirámo-nos de alma e coração às magníficas estradas que cruzam o parque natural como uma teia, muitas delas em terra batida, num isolamento extra-terrestre. Curvas, curvas e paisagens. Que curvas, céus! Que paisagens! Tentar descrevê-las seria desrespeitoso. O Sol esteve quase sempre presente, mas o mau tempo e o frio insuportável fizeram questão de deixar os seus cumprimentos.


Mais uma noite mal dormida, mais estradinhas soberbas. Almoço de 5 pratos e 2 sobremesas em Folgosinho, e siga para Norte em intercepção do IP5. Sempre em frente até à boa velha saída "Matosinhos/ Leixões". Dois lá em cima não são do grupo, marcianinho chama, toma lá a minha esferográfica para trocares o óleo. A última vez que fui à Estrela de Vespa, a PX ainda era azul. Não sei porque demorei tantos anos a lá voltar. Mais fotos aqui.

9.3.08

Getting air

Já cheguei da serra, e amanhã podem passar por cá e ler o relato e, sim, ver as fotos- várias pessoas perguntaram-me especificamente pelas fotos. Mas para terem algo que se veja hoje, podem ir a este tópico que circula no ISBBS, dedicado a fotos de scooters a saltarem, e a caírem. A "apanharem ar", ou "getting air". Inclui um tombo de Silver Wing, um salto com pendura, automáticas e Lambrettas. Lá fora é actividade típica nas concentrações saltarem por cima duma fogueira, geralmente bêbados e a meio da noite. São muito mais avançados que nós...

(pic by Bob, a long time ago)

7.3.08

Biclas nas scootas


(foto do ken.wetherell)

Se tentarmos juntar as minhas duas comidas preferidas, teremos algo bizarro e pouco apetitoso: almôndegas com chocolate. Da mesma maneira, se tentarmos combinar os meus dois veículos preferidos, obteremos um íman de brigadas de trânsito e de contas de hospital, como na foto. Especialmente, porque o homem limitou-se a encaixar o quadro por cima do pneu suplente! :-0 Hardcore!

E se realmente acharem que a ideia possui alguma réstia de mérito, podem ir aqui ao Who rides a Vespa ver um par de soluções menos improvisadas, mas não menos assustadoras. Agora, se pudéssemos rebocar uma Vespa com uma bicicleta, isso sim, isso proporcionaria uma avalanche de aplicações práticas e reais. Vemo-nos na segunda, vou 'pá Estrela!

5.3.08

Site e Fórum VespaRacing

Uma linha rápida só para alertar os que ainda não conhecem o site e fórum VespaRacing. Tenho que trabalhar agora, desenrasquem-se sozinhos.

4.3.08

40.000 quilómetros

Isto sim, é uma aventura! Comecei a ler o livro BuenaYork, uma prenda de anos atrasada, e fiquei completamente viciado pela aventura em si e pelo estilo de escrita, perfeitamente inocente a princípio mas que nos suga irremediavelmente para o meio da acção logo a seguir. Num mundo onde tudo à nossa volta tem que ser seguro e previsível e confortável, uma viagem assim faz todo o sentido. Visitem o site!

3.3.08

Direitos básicos e inalienáveis do Scooterista Clássico

Todo o scooterista é livre de desmontar na posição, instante ou à velocidade que lhe apetecer, com o grau de controlo (ou falta do mesmo) posicional e dinâmico que lhe aprouver. É uma questão de expressão criativa e de liberdades básicas.

Além disso, uma queda pequena de vez em quando ajuda a gastar os pontos. Se um gajo deixar acumular muitos pontos, a coisa pode ficar feia. (eu não, eu não caio; isso é para entidades sem super-poderes...)


(pic by Bob, a long time ago)

2.3.08

Markl, liga-me!

Eu não costumava ouvir o Markl na rádio. A cena dele começava exactamente à hora em que eu tinha de sair de casa para ir trabalhar (de Vespa, sem rádio). Se eu por acaso ouvisse a musiquinha de início da dita rábula, então já estava atrasado. Durante muito tempo, Markl equivaleu a stress, trânsito, atrasos e frustrações.

Não obstante esta desanimadora coincidência de horários, uma vez consegui apanhá-lo a confessar que gostaria de ter uma Vespa mas, infelizmente, nem sabia andar de bicicleta. Sim, isso é um problema. Mas, Markl, tu mereces uma Vespa!

É aqui que eu entro: Markl, eu posso ser o teu personal trainer em assuntos ciclomotorizados. Ensino-te tudo o que precisares de saber sobre bicicletas, Vespas, ferramentas eléctricas, sobrevivência em cima duma bicicleta, sobrevivência em cima duma Vespa, e sobrevivência ao lidar com ferramentas eléctricas.

Temos quase a mesma idade, óculos e barba. Sou o maior viciado nos Monty Python do meu prédio (exceptuando a velhota do 1º direito mas essa é mesmo apanhada) e estou dedicado de corpo e alma à salvação do planeta por intermédio da escrita cómica. Somos praticamente almas gémeas, dude!

Eu correria atrás de ti a segurar-te no selim; beijar-te-ia os dói-dóis nos joelhos quando fosses ao chão; transportar-te-ia ao hospital quando fosses mesmo ao chão. E depois dos curativos, poderíamos passar preguiçosas tardes de Outono a discutir trivia obscura dos Simpsons e do Family Guy, e a inventariar as possíveis utilizações de uma colecção de laptops antigos. Eu escreveria a nova época dos Gato Fedorento e ganharia pipas de dinheiro que desapareceriam num mau investimento num revolucionário projecto hidroeléctrico no centro de Espanha. Tu e eu tornar-nos-íamos nos melhores amigos de todo o Universo mas não conseguiríamos exprimir os nossos sentimentos, como homens latinos emocionalmente subdesenvolvidos que somos. "Tu completas-me e devo-te tudo o que sou" sairia algo como "quase que te espalhavas lá atrás, ó palhaço". Sim, porque daríamos longos e emocionantes passeios de Vespa, como num anúncio de refrigerante dos anos 80, onde nos riríamos como colegiais japonesas depois de apanharmos refrescantes molhas debaixo dum lindo Sol acolhedor.

Por isso liga-me, Markl. Para os leitores que queiram ver florescer este man love entre Bob e Markl, podem clicar aqui no blogue dele muitas vezes, a ver se a Horta lhe chama a atenção. Entretanto deixo aqui uns iscos para os motores de busca, a ver se o homem vem cá parar. Dedos cruzados...
  • Nuno Markl
  • Nuno Markl rula
  • Nuno Markl sucks
  • quero ter os filhos de Nuno Markl
  • Nuno Markl é um semi-deus bronzeado e musculado, Mestre Supremo de todo o éter e multimédia, e referência incontornável e perene do estilo geek chic. Sagradas são as suas mãos pois traduziram os Escritos de Cleese, Palin e companhia.
  • Nuno Markl aprender a andar de bicicleta vespa
  • bicycle vespa riding for dummies
  • como não morrer em cima duma Vespa
  • horrific scooter bicycle injuries
  • hot lesbian sex
  • cenas curtidas com aquelas vespas antigas
  • Markl quer Vespa
  • preciso de estagiários que queiram ganhar pipas de dinheiro
  • ideias obscuras e refinadas para postas de blog/ série humorística de televisão/ rábulas na rádio/ discurso de gala chique de entrega de prémios/ nova época do Gato Fedorento envolvendo profundo conhecimento de Vespas, bicicletas e ferramentas eléctricas
  • investir num revolucionário projecto hidroeléctrico no centro de Espanha

1.3.08

29.2.08

Nazi ou charutos?

Estava eu a rolar na VCI de PX e ultrapassa-me um tipo numa GTR (eu ia devagar, não tinha pressa). Dois pensamentos apoderaram-se instantaneamente de mim: "Mais uma Vespa azul-cueca? Esta m&%$a é moda?!" e "Se o distintivo diz GTR, então por que raio é que tem frisos de Sprint?".

Fiquei um pouco perturbado comigo mesmo por ter tido esses pensamentos tão negativos e automáticos, se bem que factualmente correctos, em vez de algo como "Boa, outra Vespinha clássica nas ruas!". Digam-me, sou eu que me estou a tornar num Nazi dos restauros, ou são as Vespas que andam por aí uns charutos abortosos? Deixem um comentário com a vossa opinião:
  • Nazi, ou
  • Charutos
(se eu tivesse aptidões de Photoshop, desenharia uma cruz suástica em azul-cueca com linhas delimitadoras cromadas para ilustrar esta posta)

28.2.08

Vespa painting for dummies

Os colegas do Scooter Log descobriram este vídeo no incontornável Youtube. Confesso que eu também já assisti a alguns episódios do Bricomania, mas mudava de canal sempre que os ménes passavam das prateleiras para a jardinagem. Nunca suspeitei que eles abordassem algo mais complicado que a repintura de mobília de jardim em ferro forjado. Pois bastam um destornillador e 19 minutos de música de elevador para se pintar una moto!



Nem que seja para efeitos de entretenimento, aqui estão a segunda parte e a terceira parte. O homem faz para lá uma sucatices valentes, mas o castigo dele é ter que andar na Vespa do Poupas.

27.2.08

Estacionamento de Sprint - Director's cut

Lembram-se de eu ter falado dum estacionamento de Sprint num filme antigo? Pois o Nuno Lourenço, grande seguidor da Horta e Mestre de todas as internets e ciências audiovisuais, estendeu a sua possante mão em direcção ao éter e capturou em imagem móvel aquilo a que eu me referi, evitando-me a humilhação patética de estar a descrever uma cena sem apresentar um correspondente vídeo ilustrativo.

Se ignorarmos por um instante que em Agosto de 62 ainda não existiam Sprints, poderemos então deliciarmo-nos com todas as gotas de sumo suculento que são possíveis de espremer deste fruto rechonchudo e sumarento que cresceu na Horta, graças ao produtor de estrume que é o Nuno Lourenço. Hmmm, isso não soou muito bem...



Primeiro está o méne a perseguir as motas da polícia pela avenida fora, já de si uma situação inversa e caricata. Depois, ele corta à esquerda sem sinalizar de maneira alguma a sua mudança de direcção, transposição de faixa contrária ou estacionamento e imobilização iminentes. À homem, portanto. E depois, o estacionamento. O estacionamento, senhores! Reparem como ele encaixa habilmente o estrado da Vespa no passeio, sem sequer necessitar de confirmação visual que o conjunto resultante está estável. Muito pelo contrário! Antes sequer de largar os punhos, já está ele a olhar fixamente para o telefone em cima do balcão, tentando marcar os números com a força da mente para adiantar trabalho. Demonstrando a rectidão de trajecto de uma seta medieval e a precisão dum míssil ar-navio de fabrico francês, ele dirige-se ao telefone com a rapidez dum teletransportador onde não perde tempo a monopolizar o o dito aparelho sem sequer pedir ao patrão para pôr o contador de impulsos a zero, ou pedir uma água sem gás, na ânsia de saber o resultado da equipa de andebol feminino da Maria Odete. À homem, portanto.

As Sprints transformam gajos em homens, desde 1962.

26.2.08

Confissões de um pecador

Esta mensagem pungente materializou-se na minha caixa de correio e achei por bem partilhá-la com todos vocês, na intenção de afastar os jovens dos maus caminhos. Mais dramática se torna por lidar com uma scooter germânica normalmente associada com classe, elegância e sofisticação. O conhecido protagonista identificou-se, mas vou dizer que a mensagem é anónima pois dá mais pinta. Imaginem aquelas silhuetas pretas das testemunhas que não querem aparecer na televisão, e leiam esta triste história com uma voz distorcida electronicamente.

Pelos meus 20 anos, fartinho de levar coça de tudo o que era DT’s, RZ’s e sucedâneos, decidi que havia de arranjar maneira de fazer a Heinkel arrastar os seus 150Kg mais depressa que aqueles mosquitinhos zumbidores. E arranjei: culassa rebaixada, pistão com as saias cortadas, carburador maior e outros pozinhos, a agora conhecida como Floribela* andava que se fartava, levando-me a comportar como qualquer vulgar motoqueiro jagunço, mas mais depressa ainda. Foram dias de glória imensa, mas poucos dias.

Uma bela noite, a subir D. João IV, bem depressinha e todo contente a atirar fumo aos mosquitos furiosos que não se conformavam em aceitar a superioridade evidente da Heinkel, curiosamente mesmo em frente a um concessionário da Vespa que ainda agora lá está embora fechado, a magnifica germânica bufou, resfolegou, deu um estrondo e parou!

Biela partida, cambota empenada, cárter furado e o dono %&##”$%&& e apeado, claro. Uma parte do resultado encontrei-o agora e não podia deixar de o partilhar contigo. Continuo a procurar o resto.

Chamo a atenção não só para a reduzida altura do pistão que, recordo-me, foi cortado com um serrote, qual mini-saia, a aba partida pela biela na sua saída furiosa, e as várias “pancadinhas” que as válvulas iam dando no pistão.

Mas andava… e muito.

Afinal não são só as Vespas que avariam.
* Nome fictício para protecção dos envolvidos

25.2.08

Kitanço do kasaco

O meu casaco motárde, à custa de elevada quilometragem, perdeu os puxadores dos fechos. Partiram-se de tanto uso. Depois de coçar um pouco a cabeça, arranjei uns serra-cabos XXL e uns bocados de arame de jardinagem, e criei os meus puxadores de substituição. Um dia destes vou eu na estrada e deparo-me com uma excursão do Vespa Clube Feminino de Scooters Clássicas e Halterofilismo da Suécia. Elas estão com uma avaria e necessitam dum serra-cabos XXL para poderem prosseguir viagem. Os meus puxadores de fecho salvam a situação e fornecem-me os números de telefone da comitiva inteira. Sweet.


23.2.08

Casal by Horta @ RdV

Yo, confirmem! Os bacanos do Rodas de Viriato West Side mandaram uns props aos Horta Gang Bangers, sóce. Os ménes 'tão a tripar cus manuais extremos da Casal! [EDIT: todo o material Casal está agora aqui] Sai um respect à maneira pós manos dos charutos nacionais, a representarem o aço tuga no cibergueto, todos os dias, yo. Passem pelo território e chequem o produto deles, cenas mesmo de tripar, merda da boa mesmo. Senão naifo-vos todos. Megaprops ao nigga padeiropt, criador de alguns dos manuais. You da man. Hip-hop 4 l1f3, mo'fos.

22.2.08

As Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente

Lembram-se deste tipo, que se esqueceu de retirar as borrachas da bateria antes de mandar o quadro para pintar? Pois achei um caso semelhante, apresentando pormenores interessantes em quantidade e variação suficientes para justificarem uma segunda visita a tão incompreensível fenómeno. Sim, roubei descaradamente esta foto dum fórum vespista nacional. Se o autor respectivo desejar crédito, terei todo o gosto em fazer-lhe a vontade mas recomendo contra.

Por onde começar? Por onde começar? Vou imaginar que a tonalidade escolhida é na realidade algum branco copiado dum Ford Fiesta comercial, e que apenas parece azul-cuequesca na foto por causa do flash. A sucatice primordial, aquela que me atraiu como o cheiro de pão fresco e estaladiço acabado de sair do forno barrado com manteiga depois de 16 horas sem comer, é a tampa do rectificador pintada. Porque é que esta peça não foi retirada antes da pintura? Simples! A sua extracção necessita de três ferramentas especiais de fábrica da Piaggio extremamente raras e indisponíveis ao amador profissional: um polegar, um indicador, e um Q.I. acima de 30.

E, mesmo que a tampa fosse retirada do seu sítio tendo sido gastos nessa tarefa uns incomportáveis 7 segundos, o que dizer do rectificador que se esconde por baixo? Aquele que está fixo ao quadro por uma única e intimidante porca de 8mm ou algo semelhante? Nem pensar em separar o que as Divindades de Pontedera uniram! As Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente contam a história de como o semi-deus Ascanio subiu aos montes para roubar a espada do terrível ogre Vietbodge e como, com o seu metal precioso, fundiu o primeiro quadro Vespa com o rectificador incorporado. Os Espíritos Métricos ficariam horrivelmente enfurecidos se o Homem tentasse separar o que Pontedera uniu. Uma maldição avassaladora assolaria todas as garagens durante 70 dias e 70 noites. Primeiro, uma chuva de areia decaparia todos os centímetros quadrados do quadro. Em seguida, uma chuva de zinco cobriria todo o seu aço. Por fim, uma camada de tinta brilhante revestiria esse metal, e nada mais que metal. Seria o Fim do Mundo, o Armagedão. Pois o quadro e o rectificador são um! Amaldiçoado seja o que os tentar dividir, e os seus filhos, e os cães dos seus filhos, e as pulgas dos cães dos seus filhos. "E ao vigésimo terceiro dia, Paolo apertou uma porca de orelhas com o polegar e o indicador. E essa porca selou o altar do Sagrado Rectificador para sempre. O que foi unido, jamais seja desmontado. Pinte-se por cima dos plásticos, das borrachas e dos parafusos."- Sagradas Escrituras do Garageiro Omnisciente, Livro de Ascanio, Capítulo VSB, versículos 13-17.

Ah sim, um dos furos das borrachas também é maior que os outros (?????) e o tabuleiro da bateria desapareceu. Ou são mais sucatices, ou deve ter sido algum protótipo secreto de competição da Piaggio com refrigeração e sistema eléctrico modificados. É, deve ser um protótipo.

20.2.08

Rotação de frota fotográfica

Vocês saberão que é altura de comprar uma máquina fotográfica nova quando os telemóveis tiverem mais resolução que a vossa máquina. Foi assim que eu soube que a minha velhinha e fiável Sony P50 tinha que sair da linha da frente. Desde o início do século que ela me proporcionou excelentes serviços, constituindo pilar fundamental no nascimento e crescimento da Horta. Muito recentemente, acoplada a uma grande angular, foi a ferramenta-chave do primeiro e mais bem sucedido vídeo da Horta, "[P-Power]". Depois dumas 15.000 fotos e duas travessias do Atlântico, podes descansar agora, pequena Sony. O papá tem uma Panasonic FZ8 para fazer o trabalho pesado. Mas não te preocupes, ainda iremos fazer muitos vídeos juntos. Serás sempre a primeira.



(vêem aquela palavra "SONY" na tampa da lente? Pois aquilo não são letras pretas, são vários anos de sujidade acumulados no baixo relevo. Não é só a PX que anda porca.)

19.2.08

Vietbodges na net nacional

Lembram-se destes tipos? Pois parece que eles arranjaram um site onde anunciam os seus restauros vietnamitas duvidosos. Leiam os meus lábios: não comprem estas Vespas!

18.2.08

Competidores alcoolizados?

Estava eu a espiolhar no site do World Vespa Week, a versão comercial do extinto EuroVespa, quando me deparei com esta pérola nos regulamentos das provas de velocidade e perícia que lá serão realizados.
If a pilot will be in a drunken state before the contests, he will be disqualified.
Já há muito que me habituei à fraca qualidade do Inglês da newsletter deles, por isso estes recentes atentados à língua de Byron e Shakespeare não me incomodaram. Agora o facto de ser necessário um artigo especificamente dedicado à desclassificação de concorrentes bêbados nos regulamentos de todas as provas, isso já me intrigou. Momentaneamente, apenas, pois lembrei-me de pelo menos duas associações Vespistas nacionais cujo nome mistura a palavra Vespa com outro substantivo de cariz vinícola. Por que é que alguém achou que seria boa ideia combinar a operação de veículos motorizados com o consumo de álcool na designação pública de um grupo de pessoas é algo que me ultrapassa, mas que não ultrapassa a capaz e atenta organização do World Vespa Week. O seu domínio da língua Inglesa pode não ser perfeito, mas eles são espertos. Ao contrário dos Vespistas que bebem e conduzem.

17.2.08

Hortatoons

Hoje vamos tentar algo diferente. Não, não vou desenhar cartoons vespistas. Estava a pensar em algo mais na mesma linha de estilo que num dos meus sites preferidos, o Airtoons. Cá vai o meu primeiro Hortatoon (podem clicar-lhe que ele estica):

16.2.08

Vespa em filme

Lembram-se daquele filme o Chacal não sei das quantas com o Bruce Willis em que ele é um assassino todo pró? É compreensível que não se lembrem, pois não estamos a falar duma longa-metragem memorável. É apenas mais um remake foleiro dum autêntico clássico dos anos 70, The day of the Jackal.

Neste filme, o início recria um atentado real à vida do então Presidente De Gaulle. A caravana de Citroen DS pretos sai do palácio, e um gajo numa Sprint arranca desajeitadamente em perseguição. Pela avenida fora, vai colado a dois polícias em motas BMW. A parte fixe é quando ele pára à frente dum café para usar o telefone e avisar os colegas: ele apoia o estrado no passeio, sem usar o descanso, e salta logo para dentro do café deixando a Vespa lá fora, inclinada e a trabalhar ao ralenti. E depois o DS do Presidente é metralhado à bruta, e quase que bate noutro DS, e os gajos das motas atrás têm que guinar à força toda (por estranho que pareça, não há explosões monumentais nem efeitos especiais impressionantes, mas mesmo assim a cena é cativante. Hhmmmm... Será que os tipos de Hollywood sabem disto?).

Tentei procurar um vídeo que registasse este procedimento descontraído e cool de estacionar uma Sprint, mas só consegui encontrar o trailer. Apitem, se o acharem.

13.2.08

Pneus do amor

Aparentemente, amanhã é Dia dos Namorados ou uma treta do género. Mais um dia prostituído e deformado pelo consumismo desenfreado e pelos seus lacaios, as corporações frias e gananciosas (sim, acho que devemos todos deixar crescer barba, viver numa cabana no meio do mato, e colocar bombas nas universidades e nas linhas aéreas). Numa demonstração inequívoca de génio e criatividade transbordantes, eu, Ranger Bob, apresento agora uma fascinante e trabalhosa ligação entre o tema das scooters clássicas e o Dia dos Namorados: pneus do amor.



Consigo imaginar os engenheiros taiwaneses debruçados sobre o terminal do seu super-computador Cray, à espera que os pesados cálculos do novo modelo virtual de performance de pneus terminem. Finalmente, a mensagem "Finished - rendering profile..." aparece no monitor e o grupo de técnicos em camisas de manga curta comprime-se inconscientemente na direcção do monitor. Uma imagem simulada de pneu começa a aparecer de cima para baixo, lentamente. Catorze pares de olhos fixam-se silenciosamente na imagem, como se pudessem acelerar o seu aparecimento com a força da visualização intensa. Aos poucos, o novo piso revolucionário que porporcionará tracção extrema a milhões de scooteristas clássicos é revelado em toda a sua glória: coraçõezinhos trespassados por uma seta com cupidos rechonchudos de lado! Os engenheiros guincham entusiasmados e trocam apertos de mão vigorosos. No dia seguinte, as acções da Michelin e da Continental caem vertiginosamente. Um empresário dos sapatos de São João da Madeira compra as duas empresas falidas e usa-as para ressuscitar a marca Mabor General, produzindo pneus com sandes de leitão e com o galo de Barcelos no piso, que obtêm algum sucesso no mercado Ibérico.

Tenho dois destes pneumáticos montados na minha DL, como novos. Qualquer leitor com descuido total pela segurança rodoviária em geral e pela sua segurança pessoal em particular, e que ache que seja divertido rolar na via pública com estes pneumáticos queriduchos, pode fazer-me uma oferta. Eu insultá-lo-ei em primeiro lugar, e vender-lhe-ei estas duas magníficas obras de arte borracho-circulares em segundo lugar.

12.2.08

Faz-me confusão

Sabem o que me faz confusão? O Capitão Iglo. Ele vive sozinho numa ilha isolada, acompanhado por três dúzias de raparigas e rapazes de tenra idade. É ele que os alimenta; quando o homem aparece com comida, a miudagem fica felicíssima. Não há nenhum outro adulto à vista. Onde é que estão os pais destas crianças? Porque é que eles deixaram os seus filhos ao cuidado dum velho marinheiro que passou as últimas décadas fechado num navio com companhia exclusivamente masculina?

É isso e algumas fotografias visíveis por todos no site "em remudolação [sic]" duma empresa nacional que, alegadamente, efectua "um serviço especealizado [sic] em restauros de Vespas antigas": pedais de travão pintados! Não um, mas três. Um hat-trick de sucatice comercial que impulsiona este feito múltiplo a um nível tal dentro da escala de intensidade da Galeria dos Horrores que facilmente poderá ser classificado como um "clássico". Lembrem-se: estes tipos estão a cobrar por isto. Pelos vossos milhares de euros eles deveriam oferecer profissionalismo, experiência, conhecimento, rigor e qualidade de mão de obra. Na realidade, temos pedais de travão pintados.


Sou o primeiro a reconhecer que retirar o pedal de travão, por um lado um processo simples que envolve empurrar um único pino, por outro lado pode revelar-se uma maratona de frustração mecânica e de imobilidade ferrugenta. No entanto, o processo de restauro duma Vespa ou de qualquer outro veículo clássico não incide só sobre as operações fáceis. Por estranho que pareça, também incide sobre as operações difíceis! Se esta empresa que se auto-denomina de especializada (ou algum outro grafismo alternativo) não consegue retirar vários pedais de travão (não estamos a falar de um caso isolado), isso leva-me a pensar sobre que outras coisa é que eles não conseguem fazer. Que outros atalhos incompreensíveis é que a comunidade de restauradores/recuperadores/garageiros habilidosos tomará, e que ficarão escondidos por debaixo de uma pintura brilhante e de um farolim de concorrência em plástico?

11.2.08

MasterBlaster goes to Hollywood

Os tipos da revista Make: deram destaque ao Master Blaster no seu site (ver aqui), o que me fez muito feliz. Stylish paint job, indeed! O MasterBlaster 3000 é uma de apenas duas cabines de decapagem caseiras conhecidas na cena scooterista nacional, e a única a usar 100% de madeira reciclada.


Poucos são os que se apercebem da dependência total e insidiosa do consumismo. Hoje em dia, compra-se tudo. Já ninguém põe sequer a hipótese de fabricar ou criar aquilo de que precisa. Quando algo se avaria ou fica desactualizado ou com mau aspecto, vai logo para o lixo e compra-se novo. Como os tipos da Make: demonstram de inúmeras maneiras, é possível criarmos as nossas máquinas/ ferramentas/ veículos/ brinquedos/ tudo o resto e deixarmos de ser escravos das lojas e das indústrias; é possível combatermos a obsolescência planeada dos objectos descartáveis que nos são impingidos; é possível lutarmos contra o establishment consumista graças a umas bricolages à maneira. Deslocarmo-nos numa scooter com 30 anos é um bom começo. Let's stick it to the man transformando lixo em luxo.

10.2.08

Passeio de ano novo ScooterPT

Ontem juntou-se a malta do Norte para uma confraternização ScooterPTiana. De Guimarães a Leiria, o pessoal montou nos seus charutos fumegantes (quase quatro dezenas!) e convergiu sobre a pacata localidade de Esmoriz, onde foi consumida refeição comunitária. A seguir, eu vim para casa ver os desenhos animados.


8.2.08

Ida à Serra da Estrela

Quando olho para as postas mais recentes, noto uma percentagem assustadoramente grande de assuntos negativos: são as armadilhas mortais vietnamitas, são as fraudes de dois bancos que aparecem no OLX, são as barbaridades da Galeria dos Horrores, é só miséria e desgraça.

É pois, com risinhos estridentes próprios duma adolescente japonesa, que tenho o prazer de anunciar a próxima grande excursão da Horta, o passeio à Serra da Estrela do VCL. Já andava para lá regressar há alguns anos, mas foi sempre difícil getting off my fat ass and doing it. Passear de Vespa, bater papo com os amigos, montes de ar puro, turistas suecas com as bochechas coradas, vai ser do catano. Vou aproveitar a subida à Torre para instalar umas antenas de controlo da mente, mas isso fica só entre nós.

 


7.2.08

Problemas pessoais com sinoblocos

Até as celebridades e as estrelas têm problemas idênticos aos que afligem a "gentinha". Vejam o estado em que estão a Britney e a Amy. Ranger Bob, do alto da sua torre de superioridade épica, também é afectado por problemas plebeus. Vocês saberão que a vossa PX tem os sinoblocos lixados quando a carapuça de borracha que cobre as ligações do CDI roçar no interior do balon.

Note-se, no entanto, que a minha PX com 125.000 quilómetros não se encontra restaurada. Se tal fosse o caso, seria instantaneamente arquivada na temida Galeria dos Horrores, como muitas outras. Não. Como é a minha PX, eu digo-lhe "ai 'tá a raspar? Enquanto não fizer buraco ´tá bom. Próxima vez que passarmos por Valongo fazemos um coxe de TT e isso vai ao sítio!"

Siga a Marinha!

6.2.08

Manual para motores Casal e brochuras publicitárias

[EDIT: todo o material Casal está agora aqui]

Re-arquivei os manuais de peças dos motores Casal M147-M149, M151-M152-M154, e as brochuras publicitárias da Casal. Não tem grande coisa a ver com scooters, mas há muito pessoal por aí que gosta de motorizadas nacionais e que terá interesse neste material.


Estes documentos foram criados pela Horta, tendo sido eu a scaneá-los a partir da literatura original. Na altura lembrei-me de colocar um carimbo "hortadasvespas.com" em todas as imagens, principalmente para fazer publicidade ao estaminé. Recentemente descobri todas estas imagens transformadas em PDF a serem divulgadas noutro site. O engraçado é que alguém se deu ao trabalho de apagar a expressão "hortadasvespas.com" em 110 imagens diferentes, antes de as re-lançar na net. Go figure.

5.2.08

Embelezadores laterais




Avistados na última feira de Aveiro, uns embelezadores laterais invulgares. Nunca os tinha visto antes; os únicos que aparecem são este modelo comum. Um pouco kitsch, mas eu gosto.

4.2.08

"Há merdas que um gajo, prontos!"

Hoje estou chateado e tenho que descarregar em alguém. Aproveito a frase extremamente descritiva de certas situações incompreensíveis que acabei de ouvir na rua para título desta posta.

Por cima do tabuleiro da bateria nas Sprints e afins existem três aberturas circulares destinadas a receberem três bolachas de borracha. Estas peças de borracha impedem a bateria de roçar no quadro quando estiver presa, e ajudam a fixá-la. No quadro recém-pintado da fotografia, alegadamente em processo de restauro, duas das peças não foram retiradas e acabaram pintadas num adorável tom de azul-cueca.

Eu apresento-vos as seguintes afirmações:
a) pintar peças de borracha numa Vespa representa um dos mais elevados níveis de sucatice;
b) as peças de borracha indicadas saem à mão em 3 segundos;
c) qualquer garageiro/ mecânico/ especialista em restauro que manda um quadro para pintar sem retirar duas peças de borracha que não deveriam estar pintadas e que saem à mão em 3 segundos tem problemas de controlo de qualidade;
d) no futuro próximo, a tinta em cima da borracha começará a estalar e a descascar, e por baixo da peça encontra-se um anel de chapa não pintada;
e) alguém cobrará várias centenas de euros por este trabalho de restauro;
f) alguém pagará várias centenas de euros por este trabalho de restauro.

Meus, basta olhar! É só empurrar com o dedo e aquilo sai! (e os furos da matrícula estavam todos tapados- serei só eu a pensar que é errado fazer furos em chapa pintada, quando é possível fazê-los antes da pintura?)

3.2.08

Manuais Casal Carina S170

[EDIT: todo o material Casal está agora aqui]

Lembro-me quando comecei à procura de informação sobre a Carina, há uns quatro (?) anos atrás. Era como andar à caça de ursos polares no deserto. Desde então, a comunidade de entusiastas desta pequena scooter tem vindo a aumentar em quantidade, e especialmente em qualidade. Já começa a existir massa crítica para se fazerem coisas bonitas como esta.

O Hugo (padeiropt) localizou e disponibilizou dois manuais preciosíssimos da Carina: o manual de peças e o guia de desmontagem dos motores que inclui o M153. Estes manuais podem ser consultados por todos aqui e aqui, respectivamente. Muito obrigado!



2.2.08

Confusão tipográfica

Outra rapidinha. Recortei este anúncio da primeira página do jornal Ocasião há montes de anos atrás. Alguém fez burrada. Não, não é uma scooter.

1.2.08

Fotos de época da Casal Carina

O Ricardo Moreira teve a amabilidade de nos enviar esta excelente foto de época da Casal Carina. Desconheço o seu autor original. No canto superior direito parecem existir os algarismos manuscritos "1967". Isso adicionado ao facto da fotografia ser a preto e branco e ter sido tirada num estúdio proporcionam-lhe uma elegância e uma classe invulgares. Gosto imenso desta fotografia.


Quando aliada à imagem que aparece na brochura publicitária que descobri, apresentada aqui e agora pela primeira vez em alta resolução, temos um par daquelas que são, provavelmente, as melhores fotografias de época da Carina conhecidas no Universo.

31.1.08

Sinoblocos crónicos

Consigo visualizar a cena na minha cabeça. Um Vespista novato, depois de muito ansiar por uma Vespa daquelas antigas que tinha visto a passar na rua e que pareciam muito divertidas e giras, lá consegue encontrar uma num negociante que não esteja completamente podre e cujo preço seja inferior a 4000 euros. Mais ou menos enganado, o nosso Vespista dirige-se imediatamente à sua próxima paragem, o mecânico que lhe foi recomendado como sendo capaz de "recuperar" o seu delapidado clássico.

-"Boa tarde. É para recuperar esta Vespa, por favor."
-"Ora sim senhor. Vou desmontar todas as peças sem excepção e inspeccioná-las. As peças reaproveitáveis serão recondicionadas para ficarem como novas. Tudo o que estiver gasto ou podre será substituído- exceptuando, claro, os sinoblocos do motor. Estes componentes que realizam a ligação vital entre o chassis e o motor/suspensão traseira desempenhando um papel crucial na estabilidade e comportamento do veículo e que são feitos em borracha que se altera notoriamente ao longo de 40 anos a suportar todo o peso do veículo, do seu ocupante, e todos os choques e vibrações da estrada, esses serão intocados."
-"Parece-me bem. Fica entregue, então."

Eu compreendo que as pessoas gastem montes de dinheiro e esforço a "restaurar" uma Vespa duma ponta à outra, mas não troquem os sinoblocos (compreendo, mas não concordo). É uma operação que fica aquém da capacidade mecânica e da vontade dos recuperadores típicos nacionais. Mas é um restauro, ninguém disse que ia ser fácil. É como ter um lindo relvado tratado e um grande poio de vaca fumegante no meio. E esta Vespa andava com dois em cima, devia ser segura nas curvas e tudo.

30.1.08

A Galeria dos Horrores está de volta!

Sim, é verdade. Uma das secções mais emblemáticas da Horta antiga, a Galeria dos Horrores, está de volta. Reflecti muito sobre esta decisão, tanto quanto sobre a decisão original de criar a Galeria. Apesar de não estar completamente em paz com o facto de mostrar publicamente erros dos outros (telhados de vidro, apontar o dedo, e coisas do género), considero que é a decisão correcta.

Primeiro, estou convencido que a Galeria trará mais benefícios que malefícios. Recebo regularmente mensagens de leitores expressando gratidão por terem sido impedidos de cometer determinado erro básico nos seus restauros. Em segundo lugar, os erros que apresentarei não são pequenas falhas, mas sim sucatices desproporcionadas. Não são resultado da falta de recursos financeiros ou de conhecimentos pormenorizados, mas sim da falta de capacidades mecânicas elementares e da vontade de fazer bem. Não são incorrecções menores numa máquina que anda todos os dias, mas sim falhanços básicos em Vespas que sofreram ostensivamente um restauro profundo.

Eu não sou um especialista inquestionável, apenas um tipo que tenta fazer o melhor possível e aumentar a nossa sabedoria colectiva. Além disso, quando alguém monta um vidro do conta quilómetros de pernas para o ar, como é possível ficar calado?

29.1.08

Calendário de actividades 2008

5/6 Abril- Passeio da Primavera- Vespa Clube de Torres Vedras- 917288764
19/20 Abril- Concentração Vespinos Abrantinos- 912127945
25/26/27 Abril- 12º IberoVespa- Vespa Clube de Lisboa- 969961155
3/4 Maio- Encontro de Vespas Vespamania- Sandoeira- 919357944
4 Maio- 12º Aniversário do Lambretta Clube de Portugal- Vila Nova de Gaia
9/10 Maio- Vespania- Espanha, Aranda de Douro
10/11 Maio- 1º Vespas em Movimento- Vespistas do Norte, Vespa Clubes de Gaia e Felgueiras- 961164807
17/18 Maio- Concentração de Vespas do Marquês- Vespistas do Marquês, Pombal- 966184824
24/25 Maio- Encontro de Vespas do Estoril- Vespa Clube do Estoril- 960395607
31 Maio/1 Junho- Passeio de Vespas de Ourém- Vespa Clube de Ourém- 912459444
1 Junho- Encontro Amigos da Heinkel
7/8 Junho- 2º Encontro de Vespas do Alentejo Litoral- Vespa Clube do Alentejo Litoral- 965056693
15 Junho- Passeio Vespista de Almourol- 965469097
22 Junho- Encontro de Vespas da Bairrada- Vespa Clube da Bairrada- 964546025
28 Junho- Encontro da Brigada Vespista de Castro D'Aire- 962646138
5/6 Julho- Concentração do Vespa Clube do Oeste- 960049884
12 Julho- Passeio de Vespas Clássicas- Vespa Clube de Freamunde- 939882526
19/20 Julho- Encontro de Vespas do Bom Sucesso- Vespa Clube do Bom Sucesso- 963478588
26/27 Julho- 2º Vespas em Movimento- Vespistas do Norte, Vespa Clubes de Gaia e Felgueiras- 961164807
15 Agosto- Aniversário do Vespa Clube de Lisboa
6/7 Setembro- Concentração Vespinga- Fátima- 962108724
13/14 Setembro- 3º Vespas em Movimento- Vespistas do Norte, Vespa Clubes de Gaia e Felgueiras- 961164807
20/21 Setembro- Vespistas Dani Doce- Alpiarça- 968036380
3/4/5 Outubro- 2ª Regularidade Guimarães-Lisbo
a- Vespa Clube de Guimarães- 918103325

28.1.08

"Good thing" dos Fine Young Cannibals

O que é um blógue sem um vídeo embebido do Youtube? Pois hoje estava a rolar por aí na cidade e lembrei-me desta música. Gosto do méne a levantar a frente em câmara algo-lenta, e da câmara a viajar por baixo das scooters. Um clássico. Makes u wanna scoot!


27.1.08

Chrome is evil

Três homens robustos deram as suas vidas para resgatar este texto das mais negras e recônditas profundezas dos arquivos da Horta. Honrem a sua memória e leiam com respeitosa contemplação:

"Durante as últimas reconstruções efectuadas na Horta (reconstruções, não restauros), apercebi-me da necessidade de criar uma regra referencial clara e exacta regulando o uso de cromados nas Vespas verdadeiras (pré 1977), eliminando por conseguinte o extenso rol de atentados ao bom gosto que se desenrola diariamente com alarmante naturalidade. Assim, compilei uma lista de cromados autorizados para futura referência por parte dos Vespistas inexperientes assim como dos Vespistas hard-core, que deverá ser seguida à letra a partir deste momento.

Cromados autorizados em Vespas verdadeiras (pré 1977):
  • aro do farol
  • espelho do farol
  • corpo do farolim
  • tampinhas dos cubos [N.R.: na realidade, creio que são inox polido]
  • fecho da tranca de direcção
  • tranca da mala
  • chaves da direcção e da mala
  • parafusos das manetes
  • frisos do bacalhau
  • parafusos dos frisos do bacalhau
  • aro do conta-km
  • buzina
  • comutador de luzes
  • parafuso do serra-cabos da embraiagem
  • zona hexagonal da rosca da vela
  • veios hidráulicos dos amortecedores
  • mola dos platinados
  • casquilhos das lâmpadas
  • esferas e roletes dos variados rolamentos
  • não mais que três (3) golpilhas
  • fecho das calças
Nota: todas as peças de alumínio que normalmente são polidas (manetes, pedal do travão, frisos, etc.) NÃO deverão reflectir uma imagem nítida. Este nível de polimento sai claramente fora dos parâmetros autorizados sendo o máximo admissível um baço brilhante onde nenhuma imagem distinta será reconhecível. Excepção: autorizar-se-á o uso de um (1) retrovisor e de um (1) porta-bagagens cromado se o veículo receptor cumprir duas das três condições seguintes:
  • andar exclusivamente com Sol;
  • cumprir menos de 500 km por ano;
  • for usado para fins sem intuito recreativo (deslocação para o trabalho, compras, etc.) não mais de 15 vezes por ano.
Tomo a liberdade de realçar o facto que esta norma proíbe terminantemente a cromagem de tampa do ventilador, tampa do carburador, tampão do depósito e, ignomínia das ignomínias, jantes, entre outros. Se o Grande Mecânico quisesse que andássemos com cromados, o líquido amniótico seria uma solução electrolítica. Em NENHUM caso será aceite a montagem de pousa-pés, protectores laterais ou frontais, ou qualquer outro tipo de estrutura notória.

Esta regulamentação será vigorosamente cumprida pela polícia da Horta e todos os prevaricadores serão imediatamente esventrados no local para que os seus fluidos digestivos sejam usados na remoção dos cromados irregulares.


Publique-se e divulgue-se.


Horta, 30 de Abril de 2002

Bob"

26.1.08

4750 euros de rigor vietnamita

Continuo a dedicar semanalmente uma mão cheia de minutos do meu precioso tempo à visualização dos classificados na internet sujeitos à Vespa e semelhantes. Apenas o mínimo indispensável para me manter actualizado, já que a leitura frequente dos ditos anúncios tem um forte efeito negativo na minha vontade de viver. Além disso, depois da Super de 6000 euros, vai ser difícil achar novos recordistas. (é verdade que apareceu uma Heinkel a 9500 euros mas o méne devia estar a pensar em marcos da República Federal Alemã ou algo semelhante quando inventou esse número)

Esta "150 sprint" encontra-se anunciada a 4750 euros, um valor longe do recorde mas muito respeitável de qualquer maneira. O dono actual quer o vosso dinheiro mas para tal apenas oferece duas fotos minúsculas e o texto "Vendo vespa 150 sprint 1965 restaurada a rigor." Sempre que eu ouço uma expressão do tipo "restaurada a rigor" ou "toda restaurada" ou algo do género sinto um arrepio na alma, mas isso fica para outro dia. Um exame rápido às fotos liberta um grito aterrorizante na minha mente sensível: Vietbodge!!! Mais um poio polido vietnamita nas nossas estradas. Os sinais são evidentes, mesmo apesar do diminuto tamanho das imagens:
  • pintura a dois tons
  • montes de acessórios, grande parte deles cromados
  • Vespa roda 10 com guiador de Super roda 8 (provavelmente era uma Super no início)
  • borrachas de descanso amarelas transparentes ("Olhem para mim! Sou vietnamita e tenho orgulho nisso!")
  • tapete de PX
  • porta-luvas adicionado
  • ausência de matrícula
Façam o que fizerem, não comprem estas Vespas nem deixem os outros comprarem. São armadilhas mortais e uma autêntica fraude a este preço. Qual será o significado de "a rigor" na língua vietnamita?...

[Edit: a Super dos 6000 euros encontra-se re-anunciada a 5000 euros. Oh! Que choque!]

[Edit II: Fevereiro 2009- o preço desta máquina baixou para os 3750 euros]

25.1.08

GranTurismo spotting


Hoje é uma rapidinha: uma foto recente tirada à beira mar aqui na Invicta (só há dois tipos de fotos na Horta, as recentes e as dos anos 60).

Duas GranTurismo (uma GTS é uma GranTurismo?) estacionadas à frente dos bares, com o flanco exposto ao mar aberto. O acessório urbano por excelência, a top case, encontra-se presente em ambos os casos. Daqui a 30 anos também eu terei uma GT.

24.1.08

Steve McQueen não era um poser

As estrelas do cinema mudaram muito. Antigamente é que era! Sem pensarem duas vezes, o Errol Flynn lançava-se pendurado de um candeeiro, enquanto o Burt Lancaster saltava para um comboio em movimento. Hoje em dia só temos um Tom Cruise todo avariado da cabeça à frente de um ecrã azul.

Um dos grandes foi o Steve McQueen. Quando vi esta foto dele, fiquei maravilhado. Qual Missão Impossível, qual quê! Eis aqui o Steve a participar no International Six Day Trial de 1964 , com a sua Triumph 650. Para quem não conhece, esta era e ainda deve ser a mais completa e dura prova de sempre para qualquer piloto e máquina. Os seus contratos cinematográficos impediam-no de correr com motas, mas ele fazia-o na mesma sob um pseudónimo e com excelentes resultados. A sua carreira na competição automóvel também se tornou invejável, com resultados de topo em provas de nível mundial.

No filme "The Great Escape", um dos mais fabulásticos de sempre, a personagem de Steve realiza o salto de mota mais famoso de toda a história cinematográfica no culminar da emblemática perseguição final. Na realidade, não foi o Steve que realizou o salto por imperativos do estúdio, mas ele fez quase tudo o resto e até mais. Devido à falta de duplos qualificados, o dotado McQueen pilotou em muitas cenas com motas, inclusivé vestido de guarda alemão em perseguição da sua própria personagem. Não existiam motas de cross, na altura. Pegava-se numa pesada mota inglesa, punham-se-lhe uns pneus de taco e uns escapes levantados, e já estava. Era preciso um homem a sério para andar fora de estrada com aquelas máquinas.

Infelizmente, Steve McQueen morreu de cancro no pulmão com 50 anos de idade. A sua imagem perdurará como sendo o "King of Cool", algo impossível de imitar ou comprar, o oposto diametral de um poser.