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10.6.08

Tricarina!

Desde épocas distantes que a história tem sido passada de geração em geração, sempre coberta por um véu de mistério e incerteza. A lenda do triciclo Carina consumiu as vidas de muitos entusiastas, que dedicaram vidas e fortunas à busca incessante de provas da existência desta máquina mítica.

Durante séculos, a Humanidade interrogou-se sobre este veículo de trabalho de três rodas baseado na scooter Carina. Verdadeiro? Falso? Apenas um protótipo ou alguma alteração caseira? Fabricado em número simbólico? Ou meras miragens criadas por uma mente desejosa de acreditar? Independentemente da resposta, uma única fotografia alimentava a esperança dos crentes, a desta adaptação realizada por um mecânico do Porto:


Muito recentemente, as chamas da fé no triciclo Carina foram bruscamente avivadas com uma brisa fresca e ríspida que veio da direcção do OLX, na forma dum avistamento desfocado e pouco nítido. Tal e qual a Memorial Day footage para os investigadores do Yeti, esta colecção de pixels borrados tornou-se na melhor prova da existência do triciclo Carina. O guarda-lamas invulgar, a forqueta Earles, as jantes esquisitas, todos eles pareciam gritar "agricultor-bodge!". Não obstante, o logotipo "Casal" losangular (20% de probabilidades de ser uma palavra verdadeira) escarrapachado na lateral da caixa de carga mantinha a esperança de milhões espalhados pelo planeta inteiro.


Há poucas horas atrás, uma onda de excitação colectiva varreu os círculos especializados quando surgiu a muito esperada confirmação, clara e inequívoca, da existência do triciclo Carina. Os atordoados cientistas debatem-se sobre o nome correcto a dar a este extraordinário espécime. Triciclo Carina? Tricarro Carina? TriCar-ina? Tricarina? Mal esteja terminada essa tarefa, décadas de apurado esforço de investigação terão que ser despendidas em todos os pormenores e características invulgares que se manifestam à proa e à popa do avental típico da S170. Darwin tem muito que explicar. Contemplem a Tricarina em todo o seu esplendor!
(Foto de jmls- muito obrigado, Sr. João!)

9.6.08

Publicidade de época da Carina

Hoje inicia-se um ciclo dedicado à Casal e à Carina que durará a semana toda, incluindo o feriado! Que pinta, hein? Um Ciclo Carina... É estilo um Ciclo Hemingway, ou um Ciclo Ingmar Bergman, ou um Ciclo Matisse... 'Ca luxo... A Horta, sempre a elevar a ciber-jaguncice scoterista a níveis culturais pateticamente baixos!

A bola é posta em movimento sem demora com este delicioso e raríssimo folheto publicitário da época, que incide sobre a recém-lançada Carina S170. Como sempre, podem clicar na foto e no ícone "all sizes" para verem um tamanho maior. Se eu não fosse tão preguiçoso, poderia analisar as especificações indicadas e salientar as variações existentes nestes primeiros exemplares. E fazer troça dos cortes de cabelo.






(Crédito: Hugo 'padeiropt')

8.6.08

Vespa World Days em Fátima

"Vasco Alves representante do Vespa World Days em Portugal, levou á [sic] mesa uma proposta proveniente da direcção Vespa Clube de Fátima para 2010, da qual após quatro horas de reunião foi votada e aprovada por unanimidade. Assim sendo, em 2010 a localidade de Fátima irá converter-se num quartel-general para receber o maior festival do mundo reservado aos proprietários de Vespas, sejam elas antigas ou modernas." - do site vespinga.com

Não há muito mais a acrescentar. Esperemos que a motivação seja pura e que a execução seja competente. Desejo aos responsáveis as melhores felicidades no cumprimento de tão hercúlea tarefa, e vemo-nos lá daqui a 2 anos, se tudo correr bem.



P.S.: Alguém me sabe explicar a diferença entre Vespa World Days e World Vespa Week ???

7.6.08

Medidor de compressão DIY

Quase tudo o que podemos comprar, também podemos construir, geralmente de maneira muito mais económica e divertida. O PE do blógue Vespa & Companhia prova-nos isso com o seu medidor de compressão DIY.



Inspirado pelo meu medidor de compressão e por este link fornecido aqui pelo Coriscada (Mr. Aveiro Sexy 1992), vai daí o jovem bota mãos ao trabalho e faz o seu próprio medidor. Ah valente! (lembrem-se só que os valores a quente e a frio são diferentes, e que se deve abrir o acelerador todo ao fazer a medição)

6.6.08

Manutenção adiada II

A seguir, troquei o sem-fim. De novo.

À vinda da Vespaniada, o sem-fim morreu ao fim duns 18 meses de bom serviço, e eu lá o troquei antes de ir à Automobilia. Depois de apenas 50 kms, esse sem-fim substituto deu o peido- acho que a culpa foi minha por ter rodado a roda sem a peça cilíndrica no topo do sem-fim que o segura em alinhamento.

Lá gastei mais 1 euro e 80, e instalei um substituto do substituto, desta vez apenas com óleo grosso. Já tive montes de stresses com sem-fins e bichas, e é por isso que adiciono sempre um "mas tem quase mais 10.000 kms em cima" quando a conversa recai sobre a quilometragem indicada da PX. De qualquer maneira, parece estar tudo a funcionar. A agulha do velocímetro oscila um pouco mas não treme- creio serem boas notícias.


Podem ver, da esquerda para a direita, o sem-fim que durou 18 meses, o que durou 50 kms, e o que lá está agora. O cinzento da direita é uma variação que me dizem também ser usado em certas PXizéres. Tem os mesmos 12 dentes, mas é ligeiramente mais largo. Não encaixou na minha scoota.

A seguir tirei a tampa do guiador (estava mal encaixada desde a Vespaniada) e aproveitei para pôr os meus máximos a funcionar. Tenho uma lâmpada XPTO e, não sei porquê, os contactos ao "rabo" da lâmpada deixam de passar corrente, mesmo que estejam encostados. Tenho que os raspar e limpar, mas mesmo assim o problema volta. Lá consegui pôr os máximos a funcionar, mas os médios desapareceram durante a operação. O fio castanho pura e simplesmente deixou de ter corrente...

Chegou a altura de confessar e partilhar um problema crónico, até hoje secreto, que a minha PX possui. As luzes passam-se. Vou a andar, geralmente à noite numa estrada sem qualquer iluminação e a 200 kms de casa, e a luz dianteira "morre". Fico só com os mínimos. No entanto, descobri que se der um toquezinho no travão (frente ou trás, tanto faz) os médios regressam. Ao largar o travão, os médios podem "morrer" de novo, não "fixando". O truque é dar repetidos toques no travão até aos médios voltarem e ficarem ligados de vez. Desligar e ligar as luzes no comutador geral também funciona ocasionalmente. Instalação eléctrica marada?

Imaginem uma Vespa, numa estrada solitária e deserta, a meio da noite. O farol perde intensidade. A luz de travão acende e o farol reganha a intensidade. O stop desliga-se e o farol morre de novo. As luzes desligam-se todas e renascem passado um segundo. De novo, o farol perde intensidade. O ciclo repete-se umas cinco ou seis vezes. Tenho a certeza absoluta de já ter entretido vários surpreendidos motoristas com a minha imitação nocturna rolante de árvore de Natal.

5.6.08

Manutenção adiada

Antes de ir aos Chaços, achei por bem realizar alguma manutenção há já muito tempo adiada. Como o meu cabo de embraiagem também tinha partido, acompanhando os dois cabos de mudanças que também falharam no espaço de 2 ou 3 semanas, senti que a PX me estava a dizer que precisava de alguma atenção. Para começar, troquei o pneu traseiro.


Eu não sou um grande fã da manutenção preventiva. Eu ando até dar problemas, depois faço mais 5.000 kms, e só depois é que mexo. Mas isso não é desculpa para andar com um pneu tão careca quanto o meu! "Façam o que eu digo, não o que eu faço". Portantos lá saiu o VeeRubber clone do S83 e lá entrou um Sava que estava guardado para a minha Sprint. É triste que o restauro da Sprint esteja tão parado que já começo a usar as peças para outras coisas...

4.6.08

Chaços no Marão

Domingo foi um dia de 300 quilómetros. A pacata Vila de Fontes foi invadida por um exército de chaços, e pelos pilotos respectivos com elevado nível médio de jaguncice. Eu estive lá para registar o facto.

Os motores castigados ecoaram pela serra num rugido colectivo de dor, adicionando uma agreste dimensão sonora ao espectáculo surreal. Pelas apertadas e serpenteantes ruelas da vila lançaram-se os pilotos, novos e velhos, profissionais e inconscientes, impressionantemente rápidos e dolorosamente lentos, lutando contra a morte e contra o tédio numa arena de velocidade revestida a paralelo irregular.


À primeira vista poderia parecer que eu teria sido o patrocinador principal dum dos chaços presentes, mas não. Se a estibordo os dizeres "Bob" estavam pintados em laranja néon sobre fundo branco, a bombordo encontraríamos os dizeres "Marley" em branco sobre fundo laranja néon. Este chaço em particular merecia a designação, estando num estado original atacado apenas pela garrida decoração efectuada com tinta de casa, e pela ausência de vários acessórios supérfluos que, mais que retirados propositadamente, devem ter caído de maduros. O velocímetro esventrado era o receptáculo ideal para armazenar o maço de tabaco.


Famel, Zundapp, Casal, Sis-Sachs, V5 Lotus, todos os grandes estavam presentes. Até algumas Japonesas e aceleras lá andavam. Uma Honda Vision 50 era pilotada por uma senhora. Um triciclo com pneus de moto-ceifeira, sofá e máquina de costura também participou, tendo conseguido realizar algumas voltas à pista sempre com um número variável de passageiros. Do ponto de vista do scooterismo clássico, a máquina mais interessante era o Vespino GL número 3 pilotado alegremente pelo Vasco e pelo Machado, que faziam bom uso dos pedais nas secções íngremes. As más línguas poderão dizer que ganhavam um cavalo de potência, eheh.



Eu ainda consegui ver um puto numa Famel acertar numa pilha de 4 pneus mesmo em cheio, o que me fez ganhar o dia (ele não se magoou). O espectáculo foi interessante da mesma maneira que uma trip de LSD durante um terramoto é interessante. Pelo menos deu para curtir as estradinhas do Marão (soberbas!!!) e treinar a fotografia de acção que bem precisa. A coisa deve correr um bocadinho melhor para a próxima agora que descobri como se dá mais pujança no flash. Olha as fotos aqui.

3.6.08

A fronha da Vespa S

A Vespa S já anda por aí a fazer sombra no chão de qualquer stander que se preze. Eu até nem desgosto do raio da bicha- e isto é um elogio enorme vindo de alguém tão pouco receptivo ao look automático como eu- mas aquele painel de instrumentos é revoltante. Existe algo de fundamentalmente errado com o conceito de plástico cromado!

Revisitando uma das minhas cansadas e pouco sofisticadas metáforas, é como um fumegante poio de vaca no meio dum extenso e senhorial relvado, tratado profissionalmente. Fica aqui o registo visual do meu desagrado em relação ao dito painel de instrumentos.

31.5.08

Como é que se diz "embrulhe-me dois" em Indiano?

Os colegas do 2strokebuzz chamam a atenção para este link onde se podem ver duas páginas de fotos da fábrica da LML. Dêem uma vista de olhos porque são o futuro, e porque daqui a 20 anos vamos estar todos a restaurá-las.

"The only proper scooter factory left on earth", e a produzir motores de quatro tempos, que vão salvar o dia quando os dois-tempos finalmente não conseguirem acompanhar a legislação.

30.5.08

Tugabodge @ Automobilia

Esta Vespa 50s, restaurada profissionalmente por um stander especializado com oficina e autocolantes e tudo, estava à venda na Automobilia. Notam algo de errado?

A forqueta está toda empenada para trás! Eu, que não sou especialista nem profissional, nem sequer completei um único restauro de Vespa e uso óculos, consigo notar que a forqueta está toda torta ao longe. E os senhores especializados que cobram bom dinheiro por este serviço não conseguem??!! Basta querer ver, é o que eu digo. É claro que esta Vespa rapidamente levou com um papelinho a dizer 'vendida', pois o Verão aproxima-se e um gajo tem que ir ao café, certo? Desde que tenha cromados e pneus de faixa branca...

Não só a forqueta estava consideravelmente dobrada para trás, mas também estava dobrada ligeiramente para o lado. De novo, o Bóber Pitosga não teve dificuldades em constatar tal facto simplesmente olhando para o veículo de frente, um procedimento altamente técnico só possível de realizar na fábrica em Pontedera. Mesmo que um mecânico experiente não detecte uma forqueta empenada durante o processo de desmontagem, algo inverosímil e assustador, o facto da roda ficar tão recuada dentro do guarda-lamas novo durante a montagem é uma pista flagrante e incontornável de que algo está seriamente errado.

Não visível na foto é a textura da perna da forqueta, repleta de crateras de corrosão que a tinta brilhante não conseguiu esconder, e que revelam uma vida passada bastante agreste. É necessária muita humidade para fazer uma cova de ferrugem num tubo espesso de forqueta!

O que vale é que vai deixar de haver gasolina e todos estes charutos vão ficar parados nas garagens e arrumos, fora de vista.

29.5.08

Avaliação sumativa!

Instalei uma panasquice que vos permite avaliar o interesse e qualidade de cada posta individual. Dêem uma volta a ver se está a funcionar, pf. Lembrem-se, usem o vosso poder para o Bem e não para o Mal.

E também há um panorama xunga do Bunker a embelezar o cabeçalho.

Almoço em Alcobaça

E com muito gosto que enviamos o cartaz do nosso 1º convivio VESPA MARAVILHA ALCOBACA esperamos as vossas comparencias

Não faço ideia quem seja o organizador desta actividade, ou se é algo recomendável. Mas como alguém teve o trabalho de me enviar a informação, o mínimo que posso fazer é retransmiti-la. Há alguns anos atrás, na época áurea dos Vespa Clubes Cogumelos que apareciam em todo o lado, é que se viam montes de folhetos a anunciar o 1º isto e o 1º daquilo. O fenómeno morreu um bocado, entretanto...

É já no dia 8, para quem estiver perto de Alcobaça, for aventureiro, e não acreditar no planeamento atempado. Bom passeio, coleguinhas.

27.5.08

Novo clube

Acabou de nascer um novo clube dedicado à Vespa em Sintra, com um nome deveras confuso. O "Clube Vespas HC Sintra" tem a sigla VHCS, que creio significar Vespa Hóquei Clube de Sintra. É ver aqui.

Então não era muito mais simples e bonito misturar a palavra "Vespa" com a palavra "hóquei"? Ficava algo do género "Vespoqueiros de Sintra". Se ainda não mandaram fazer os coletes, vão a tempo de mudar. Eu até cedo os direitos de autor e tudo! Têm é que me convidar para as provas de Hóquei-Vespa, ok?

Boa sorte, coleguinhas.

26.5.08

Fim de semana em cheio

Os Espanhóis partiram a louça toda no Festival Eurovisão, a sonda Phoenix realizou uma aterragem perfeita em Marte, e a Automobilia esteve apinhada de pessoas e sucata deliciosa.

Em relação a esta última, acho que não há muito a relatar. Andava por lá apenas um vietbodge, uma Super horrorosa; Tanto a OriginalVespa como a Vespa Garage apresentavam as novas LML; alguns charutos mais ou menos restaurados, e poucas Carinas; e todos os preços normalmente altos.

Todos? Não! Uma pequena aldeia de Gauleses... Espera lá, não é isto. Bem, a verdade é que o Jornal de Notícias relata "uma Vespa UNB de 125 cc, de 1960 [a] (12500 euros)", que eu não vi. Se tal for verdade, e todos nós sabemos que o JN nunca se engana, esta é a Vespa "normal" mais cara de sempre, batendo a Sprint (?) com side-car de 10.000 euros, e igualando a PX dos falsos 12.000 euros que não conta.

Mas a grande questão é: o que raio é uma Vespa UNB? É que se tiver alguma coisa a ver com a United News of Bangladesh, cheira-me a Vietbodge... E todos nós sabemos que o preço justo para um 'bodge é 3.500 euros. Certo?

22.5.08

Pinasco 178, ti amo

Nunca fui gajo de kitanços. Deus criou os motores 200 de propósito para os que querem andar depressa, logo não há grande necessidade de andar a ajavardar uma Vespa de fábrica. No entanto, quando levei o GPS à Regularidade, fiquei extremamente frustrado com as minhas velocidades na AE. Eu já sabia que o velocímetro marcava 10 a mais, mas os números nús e crús atiraram-me para uma realidade clara e deprimente: velocidade máxima de 89 nas descidas, e 70 à hora (ou menos, glup) nas subidas inclinadas? Inaceitável.

Há anos que tenho ouvido falar bem do Pinasco 175 (ou 177, ou 180 como lhe chama o fabricante). Ultra-fiável, boa força, construção de qualidade, consumos iguais ou inferiores aos de origem, pode ser montado com modificações mínimas, tudo coisas que foram sendo registadas e que se infiltraram inisidiosamente na minha psique. Gota a gota o copo foi enchendo e acho que lá para o Verão vai transbordar (era para ser no Natal, mas verificou-se uma derrapagem de calendário). Venha a mim o meu Pinasco, que eu passo montes de tempo nas AEs.



Falta só responder a uma questão. Qual a cilindrada correcta? A marca diz 180, mas toda a gente se refere ao bicho como o Pinasco 175, ou o 177. Para calcular o volume de um cilindro temos V= pi.r^2.h. Sabemos que o pistão tem um diâmetro de 63 milímetros, e que a cambota da PX125 tem os tradicionais 57 milímetros de curso. Substituindo e fazendo as contas, obtemos um valor de 177.68 cm^3. Arredondando para a unidade mais próxima, surge uma nova designação para este kit, a designação oficial Horta: Pinasco 178.

21.5.08

Venham a mim os chaços

A Horta vai à corrida dos Chaços! É já no primeiro dia de Junho, em Vila de Fontes ao pé de Santa Marta de Penaguião- sim, tive que ir ver ao mapa. Segundo o PR que eu recebi via CapsLockMail... :
FALTAM POUCOS DIAS, (1 JUNHO) - PARA QUE AS 'MELGAS' DOS OUTROS TEMPOS RODEM NAS RUELAS DA SIMPÁTICA VILA DE FONTES NO CONSELHO DE SANTA MARTA DE PENAGUIÃO.
SERÃO 3 HORAS SEM PARAR ONDE AS VELHAS GLÓRIAS DA INDUSTRIA PORTUGUESA MOTOCICLISTICA, (ZUNDAPP, CASAL, MACAL, FUNDADOR, SIS SACHS ETC ETC...) VÃO FUMEGAR DEIXANDO NO AR AQUELE CHEIRINHO DE OLEO DOS VELHOS TEMPOS...
A FESTA VAI SER GRANDE, COMEÇANDO LOGO NO SÁBADO COM O CRUZEIRUSBAR APRESENTARMOS O MENU CHAÇOS /'FRANCISINHA+BEBIDA+CAFÉ' JUNTAMENTE COM BAILE DOS CHAÇOS E KARAOK... VAI SER FORTE!!!
NO DOMINGO DEPOIS DAS CORRIDAS NÃO PODIA FALTAR UM GRANDE ESPECTÁCULO COM A ACTUAÇÃO DE GEORGES CANÁRIO (MUSIC) ACOMPANHADOS COM UM BELO PORCO NO ESPETO E ONDE NÃO PODIA FALTAR O FAMOSO VINHO DOS FAMOSOS VINHATEIROS DA REGIÃO... E QUE REGIÃO!!!
E MAIS SUPRESAS ASSIM VIRÃO...
POR ISSO O ESPECTÁCULO ESTA GARANTIDO, E PARA QUE ELE SEJA INDA MAIOR APAREÇA E CONVIVI... A VIDA É SÓ DOIS DIAS!!!
CONTO CONVOSCO...
ATENÇÃO: TODA A RECEITA CONVERTE PARA A COMISSÃO DE FESTAS DO VISO 2008.
COMPRIMENTOS
"Comprimentos" para ti também, colega. Não sou grande entusiasta das motorizadas nacionais, mas uma corrida é uma corrida. E com vinho e porco no espeto, então nem se fala. E o concerto de Georges Canário?! Ui, TOU LÁ, CARAGO! E vocês? Por apenas 15 euros é uma oportunidade fantástica para ficarem em tracção durante 3 meses. Toca a "pedir emprestado à meia noite" o chaço do velhote ao fundo da rua, atestá-lo de 98 octanas e bolas de naftalina, e ir açapar para Vila de Fontes. Gááááááááááááás!


19.5.08

As velas limpar?

Eu não limpo velas. Ando até elas apodrecerem e ponho uma nova. Às vezes nem isso. [som de flashback e desfocagem às linhas onduladas verticais]

Quando eu trabalhava na Maia há alguns anos atrás, a PX fazia 300.000 kms por ano. A manutenção era mais rara que uma gravata na concentração de Faro, e o balon do motor passava meses sem sair do sítio. Uma vez, ao entrar na Via Norte, o motor decide morrer, algo completamente inusitado e inesperado. Com uma naturalidade alarmante, calculei instantaneamente que devia ser a vela a desistir, depois duns 10.000kms sem atenção. E eu estava correcto. A folga entre os pólos era suficiente para lá montar umas prateleiras, a quantidade de carvão acumulado poderia suprir as necessidades energéticas da indústria metalúrgica Alemã durante 18 meses, e o desgaste do eléctrodo superior faria o Titanic parecer saído do stander. Vela nova, siga a Marinha, mais 10.000kms sem tirar o balon.

[som de flashback e desfocagem às linhas onduladas verticais de novo, regresso ao tempo presente] Eu peco muito por falta de manutenção. Mesmo que o oposto fosse verdade, uma coisa que nunca me apanhariam a fazer é limpar velas. Se o vosso motor estiver a funcionar bem, a vela tem obrigação de chegar ao fim do seu ciclo de 5.000kms sem problemas. Nem é preciso olhar para ela. Rio-me interiormente sempre que alguém fala em limpeza com gasolina e escova de dentes, ou queimar a ponta com um isqueiro. Isso é tanta treta! A minha avózinha tinha histórias melhores acerca de como comer fígado frito a fazer o pino durante a Lua Nova curava a micose.

Só há uma maneira de limpar uma vela, e essa maneira é abrasiva. O metal dos pólos tem que ser "decapado" para ficar limpo e reluzente. Onde é que a gasolina dissolve aquelas incrustações de carvão? Please. Boa sorte com o paninho e a escova de dentes. E em segundo lugar, as arestas dos pólos têm que estar afiadas. A electricidade adora arestas e vértices afiados para poder saltar, realizando o arco eléctrico necessário para iniciar o processo de combustão. Arestas arredondadas são "major turn off" para os electrões. É este o principal problema duma vela usada, sabiam? Arestas arredondadas.

Por isso, as velas não se limpam. Se sentem essa necessidade, é porque o vosso motor é panasca, e o carburador tem tendências "bi". Mas se forem tolerantes e americanos, sempre podem sacar do Visa e adquirir um limpador pneumático abrasivo destes ou destes. Aposto que não conheciam... Mas não se livram de serem gozados por mim, do alto da minha superioridade moral proveniente de recordes absolutamente graníticos de fiabilidade da PX, conquistados à força de maus tratos e milhentos quilómetros de abuso selvagem. Cambada de limpadores de velas.


(via Toolmonger)

16.5.08

Vai5

Tive o prazer de descobrir o blog Vai5 que, desde Março, nos presenteia com um fluxo constante de "fotos de motorizadas marafadas" e respectivos comentários.

Não estamos a falar dum blog pretensioso, com longos textos arrogantes e fotos todas pipis como este, não senhor. É uma página à homem, com a barba por fazer e cheiro a sovaco. Os comentários chegam a roçar o asiático com a sua acutilante filosofia proletária e simplicidade melodiosa de haiku. As fotos são agrestes e ásperas, autênticos disparos em movimento apoiados na anca. Imagens da estrada, sem estratagemas, sem adornos, sem falsidades. Bob gostar.