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29.5.08

Almoço em Alcobaça

E com muito gosto que enviamos o cartaz do nosso 1º convivio VESPA MARAVILHA ALCOBACA esperamos as vossas comparencias

Não faço ideia quem seja o organizador desta actividade, ou se é algo recomendável. Mas como alguém teve o trabalho de me enviar a informação, o mínimo que posso fazer é retransmiti-la. Há alguns anos atrás, na época áurea dos Vespa Clubes Cogumelos que apareciam em todo o lado, é que se viam montes de folhetos a anunciar o 1º isto e o 1º daquilo. O fenómeno morreu um bocado, entretanto...

É já no dia 8, para quem estiver perto de Alcobaça, for aventureiro, e não acreditar no planeamento atempado. Bom passeio, coleguinhas.

27.5.08

Novo clube

Acabou de nascer um novo clube dedicado à Vespa em Sintra, com um nome deveras confuso. O "Clube Vespas HC Sintra" tem a sigla VHCS, que creio significar Vespa Hóquei Clube de Sintra. É ver aqui.

Então não era muito mais simples e bonito misturar a palavra "Vespa" com a palavra "hóquei"? Ficava algo do género "Vespoqueiros de Sintra". Se ainda não mandaram fazer os coletes, vão a tempo de mudar. Eu até cedo os direitos de autor e tudo! Têm é que me convidar para as provas de Hóquei-Vespa, ok?

Boa sorte, coleguinhas.

26.5.08

Fim de semana em cheio

Os Espanhóis partiram a louça toda no Festival Eurovisão, a sonda Phoenix realizou uma aterragem perfeita em Marte, e a Automobilia esteve apinhada de pessoas e sucata deliciosa.

Em relação a esta última, acho que não há muito a relatar. Andava por lá apenas um vietbodge, uma Super horrorosa; Tanto a OriginalVespa como a Vespa Garage apresentavam as novas LML; alguns charutos mais ou menos restaurados, e poucas Carinas; e todos os preços normalmente altos.

Todos? Não! Uma pequena aldeia de Gauleses... Espera lá, não é isto. Bem, a verdade é que o Jornal de Notícias relata "uma Vespa UNB de 125 cc, de 1960 [a] (12500 euros)", que eu não vi. Se tal for verdade, e todos nós sabemos que o JN nunca se engana, esta é a Vespa "normal" mais cara de sempre, batendo a Sprint (?) com side-car de 10.000 euros, e igualando a PX dos falsos 12.000 euros que não conta.

Mas a grande questão é: o que raio é uma Vespa UNB? É que se tiver alguma coisa a ver com a United News of Bangladesh, cheira-me a Vietbodge... E todos nós sabemos que o preço justo para um 'bodge é 3.500 euros. Certo?

22.5.08

Pinasco 178, ti amo

Nunca fui gajo de kitanços. Deus criou os motores 200 de propósito para os que querem andar depressa, logo não há grande necessidade de andar a ajavardar uma Vespa de fábrica. No entanto, quando levei o GPS à Regularidade, fiquei extremamente frustrado com as minhas velocidades na AE. Eu já sabia que o velocímetro marcava 10 a mais, mas os números nús e crús atiraram-me para uma realidade clara e deprimente: velocidade máxima de 89 nas descidas, e 70 à hora (ou menos, glup) nas subidas inclinadas? Inaceitável.

Há anos que tenho ouvido falar bem do Pinasco 175 (ou 177, ou 180 como lhe chama o fabricante). Ultra-fiável, boa força, construção de qualidade, consumos iguais ou inferiores aos de origem, pode ser montado com modificações mínimas, tudo coisas que foram sendo registadas e que se infiltraram inisidiosamente na minha psique. Gota a gota o copo foi enchendo e acho que lá para o Verão vai transbordar (era para ser no Natal, mas verificou-se uma derrapagem de calendário). Venha a mim o meu Pinasco, que eu passo montes de tempo nas AEs.



Falta só responder a uma questão. Qual a cilindrada correcta? A marca diz 180, mas toda a gente se refere ao bicho como o Pinasco 175, ou o 177. Para calcular o volume de um cilindro temos V= pi.r^2.h. Sabemos que o pistão tem um diâmetro de 63 milímetros, e que a cambota da PX125 tem os tradicionais 57 milímetros de curso. Substituindo e fazendo as contas, obtemos um valor de 177.68 cm^3. Arredondando para a unidade mais próxima, surge uma nova designação para este kit, a designação oficial Horta: Pinasco 178.

21.5.08

Venham a mim os chaços

A Horta vai à corrida dos Chaços! É já no primeiro dia de Junho, em Vila de Fontes ao pé de Santa Marta de Penaguião- sim, tive que ir ver ao mapa. Segundo o PR que eu recebi via CapsLockMail... :
FALTAM POUCOS DIAS, (1 JUNHO) - PARA QUE AS 'MELGAS' DOS OUTROS TEMPOS RODEM NAS RUELAS DA SIMPÁTICA VILA DE FONTES NO CONSELHO DE SANTA MARTA DE PENAGUIÃO.
SERÃO 3 HORAS SEM PARAR ONDE AS VELHAS GLÓRIAS DA INDUSTRIA PORTUGUESA MOTOCICLISTICA, (ZUNDAPP, CASAL, MACAL, FUNDADOR, SIS SACHS ETC ETC...) VÃO FUMEGAR DEIXANDO NO AR AQUELE CHEIRINHO DE OLEO DOS VELHOS TEMPOS...
A FESTA VAI SER GRANDE, COMEÇANDO LOGO NO SÁBADO COM O CRUZEIRUSBAR APRESENTARMOS O MENU CHAÇOS /'FRANCISINHA+BEBIDA+CAFÉ' JUNTAMENTE COM BAILE DOS CHAÇOS E KARAOK... VAI SER FORTE!!!
NO DOMINGO DEPOIS DAS CORRIDAS NÃO PODIA FALTAR UM GRANDE ESPECTÁCULO COM A ACTUAÇÃO DE GEORGES CANÁRIO (MUSIC) ACOMPANHADOS COM UM BELO PORCO NO ESPETO E ONDE NÃO PODIA FALTAR O FAMOSO VINHO DOS FAMOSOS VINHATEIROS DA REGIÃO... E QUE REGIÃO!!!
E MAIS SUPRESAS ASSIM VIRÃO...
POR ISSO O ESPECTÁCULO ESTA GARANTIDO, E PARA QUE ELE SEJA INDA MAIOR APAREÇA E CONVIVI... A VIDA É SÓ DOIS DIAS!!!
CONTO CONVOSCO...
ATENÇÃO: TODA A RECEITA CONVERTE PARA A COMISSÃO DE FESTAS DO VISO 2008.
COMPRIMENTOS
"Comprimentos" para ti também, colega. Não sou grande entusiasta das motorizadas nacionais, mas uma corrida é uma corrida. E com vinho e porco no espeto, então nem se fala. E o concerto de Georges Canário?! Ui, TOU LÁ, CARAGO! E vocês? Por apenas 15 euros é uma oportunidade fantástica para ficarem em tracção durante 3 meses. Toca a "pedir emprestado à meia noite" o chaço do velhote ao fundo da rua, atestá-lo de 98 octanas e bolas de naftalina, e ir açapar para Vila de Fontes. Gááááááááááááás!


19.5.08

As velas limpar?

Eu não limpo velas. Ando até elas apodrecerem e ponho uma nova. Às vezes nem isso. [som de flashback e desfocagem às linhas onduladas verticais]

Quando eu trabalhava na Maia há alguns anos atrás, a PX fazia 300.000 kms por ano. A manutenção era mais rara que uma gravata na concentração de Faro, e o balon do motor passava meses sem sair do sítio. Uma vez, ao entrar na Via Norte, o motor decide morrer, algo completamente inusitado e inesperado. Com uma naturalidade alarmante, calculei instantaneamente que devia ser a vela a desistir, depois duns 10.000kms sem atenção. E eu estava correcto. A folga entre os pólos era suficiente para lá montar umas prateleiras, a quantidade de carvão acumulado poderia suprir as necessidades energéticas da indústria metalúrgica Alemã durante 18 meses, e o desgaste do eléctrodo superior faria o Titanic parecer saído do stander. Vela nova, siga a Marinha, mais 10.000kms sem tirar o balon.

[som de flashback e desfocagem às linhas onduladas verticais de novo, regresso ao tempo presente] Eu peco muito por falta de manutenção. Mesmo que o oposto fosse verdade, uma coisa que nunca me apanhariam a fazer é limpar velas. Se o vosso motor estiver a funcionar bem, a vela tem obrigação de chegar ao fim do seu ciclo de 5.000kms sem problemas. Nem é preciso olhar para ela. Rio-me interiormente sempre que alguém fala em limpeza com gasolina e escova de dentes, ou queimar a ponta com um isqueiro. Isso é tanta treta! A minha avózinha tinha histórias melhores acerca de como comer fígado frito a fazer o pino durante a Lua Nova curava a micose.

Só há uma maneira de limpar uma vela, e essa maneira é abrasiva. O metal dos pólos tem que ser "decapado" para ficar limpo e reluzente. Onde é que a gasolina dissolve aquelas incrustações de carvão? Please. Boa sorte com o paninho e a escova de dentes. E em segundo lugar, as arestas dos pólos têm que estar afiadas. A electricidade adora arestas e vértices afiados para poder saltar, realizando o arco eléctrico necessário para iniciar o processo de combustão. Arestas arredondadas são "major turn off" para os electrões. É este o principal problema duma vela usada, sabiam? Arestas arredondadas.

Por isso, as velas não se limpam. Se sentem essa necessidade, é porque o vosso motor é panasca, e o carburador tem tendências "bi". Mas se forem tolerantes e americanos, sempre podem sacar do Visa e adquirir um limpador pneumático abrasivo destes ou destes. Aposto que não conheciam... Mas não se livram de serem gozados por mim, do alto da minha superioridade moral proveniente de recordes absolutamente graníticos de fiabilidade da PX, conquistados à força de maus tratos e milhentos quilómetros de abuso selvagem. Cambada de limpadores de velas.


(via Toolmonger)

16.5.08

Vai5

Tive o prazer de descobrir o blog Vai5 que, desde Março, nos presenteia com um fluxo constante de "fotos de motorizadas marafadas" e respectivos comentários.

Não estamos a falar dum blog pretensioso, com longos textos arrogantes e fotos todas pipis como este, não senhor. É uma página à homem, com a barba por fazer e cheiro a sovaco. Os comentários chegam a roçar o asiático com a sua acutilante filosofia proletária e simplicidade melodiosa de haiku. As fotos são agrestes e ásperas, autênticos disparos em movimento apoiados na anca. Imagens da estrada, sem estratagemas, sem adornos, sem falsidades. Bob gostar.



15.5.08

Vespaniada - da text... not!

Acho que não vai haver texto da Vespaniada. Sou preguiçoso como o raio, e além disso escrever postas longas parece-se demasiado com trabalho. Querem saber como foi, fizessem os 1500 quilómetros.

Mas sempre posso relatar que os Magníficos Sete que vieram por Trás-os-Montes a curtir a N206 e a gastronomia local deram um saltinho à Patocycles para se abastecerem de fornecimentos velocipédicos, e cumprimentar o Pato, Vespista recém-inaugurado. O jovem ficou tão sensibilizado que enviou prontamente posta para o seu blógue, foto incluída. Chéquem!

14.5.08

Vespaniada - da pics

As fotos já estão online no meu Flickr, ide lá. A ver se amanhã desenrasco aí um textozito para a malta. Entretanto fica aqui um clip da viagem de volta, com dois jabardolas a tentarem andar lado a lado, mexendo nos comandos do outro gajo.



7.5.08

Vespaniada

A Horta vai à Vespaniada! É já amanhã que me ponho na alheta. Acabei de trocar a vela e o óleo- meu, já se passaram 5.000 quilómetros!? Ainda não me recuperei do trauma que foi a mudança de óleo antes da Regularidade, mas isso é história para depois.

Deverá ser de arromba, a julgar pelos relatos no VespaGang. Acho que até vou de bigodinho, para meter nojo ao Little Tubbie Boy. E muitos de vocês estão feitos ao bife, por o encorajarem. As fotos do Ibero serão inspeccionadas atentamente e castigos apropriados serão dispensados.


6.5.08

A boa acção do dia

Boa em intenção, mas algo medíocre em execução. Quando parti um cabo de mudanças há pouco tempo atrás, pensei para mim mesmo: "Raios, ainda não comprei um cabo de acelerador para completar o kit de sobrevivência; se continuar assim vai dar molho". E deu.

Regressando a casa depois de um duro dia a tentar dominar o mundo, virei para o rio para ver a paisagem e descontrair um pouco. Parada na berma, meia desmontada, estava uma PX visivelmente avariada com um colega a pairar por cima dela tentando realizar algum tipo de reparação. Como um celestial anjo de guarda- ou abutre necrófago, vocês decidem- dei meia volta e ofereci a minha assistência mecânica. O jovem aceitou de bom grado, e foi com assustadora naturalidade que permitiu que um desconhecido total se aproximasse do seu veículo com uma chave de fendas e um alicate. Na terra dos cegos, e tudo isso.

O resto é bastante linear. Cabo de acelerador putrefacto com fracturas múltiplas. Kit do Bob tem muitos cabos mas não o de acelerador. Cabo de mudanças é muito grosso e não permite retorno. Falha miserável em recolocar aquela Vespa na estrada em condições. Lá se engendrou um cabo solto para o jovem puxar com a mão, e creio que ele deve ter conseguido realizar duas ou três curvas antes de sofrer algum acidente com maior gravidade. Desculpa lá, colega. Amanhã de manhã, não falha. São dois cabos de acelerador, fáxabor. Ah, e abraçadeiras.

5.5.08

Fui visitar a minha tia a Marrocos

Já voltei de Marrocos! Que raio de sítio mais confuso: como é possível misturar o deslumbrante e o miserável de maneira tão intensa? Ainda por cima não têm scooters, andam todos em Mobiletes putrefactas à noite, sem luzes, e com roupas da cor do asfalto. Algo que é perfeitamente legal, desde que não se ultrapassem os 20 quilómetros por hora (!!!!). Algo semelhante a uma Vespa PK foi o ponto alto da viagem. No plano rodoviário também se salientaram o camião com os 3 burros no segundo andar, o méne que subiu ao tejadilho em andamento para amarrar o tubo, as interpretações criativas das regras básicas de prioridade, e todas as ultrapassagens suicidas de quem não pode esperar para se reunir ao Criador. Se querem mesmo ver as fotos, é aqui.

Mas voltando ao trabalho de oferecer opiniões de valor humorístico duvidoso sobre assuntos de importância questionável, acabei de receber o programa final do World Vespa Week. Na Sexta-feira terá lugar a seguinte actividade:
  • " Hours 24.00 Sexy show Vespa "
Por favor digam-me que não é um daqueles shows de strip repugnantes com que os motoqueiros deliram todos na concentração de Faro e em todos os restantes ajuntamentos da categoria, e que conseguem, desafiando tudo o que é inteligente e decente, ocupar uma página dupla na Motojornal com fotos de strippers escanzeladas da Europa do Leste. Não pode ser!

21.4.08

"It's a classified ad, Jim, but not as we know it."

Segurem-se bem. A sério.

Uma PX125E por 12.000 euros.

Doze. Mil. Euros.


Quando eu vi aquele valor no topo do ecrã, fiz o proverbial double-take e esfreguei os olhos como fazem nos desenhos animados, terminando com um sonoro "Aaaaahhhnnnn????!!!!!". Só pode ser um erro, pensei eu. Ou uma piada. Para piada parece ser muito elaborada, com montes de fotos e um número de telemóvel. Erro também é difícil, não me parece que o homem venda aquilo por apenas 1.200 euros. Um email já vai a caminho com um pedido calmo e educado de confirmação de preço.

Rapidamente esquadrinhei o anúncio à procura de algum acessório escondido que inflacionasse o preço, como o diário secreto de Hitler, mas não o encontrei. Aparentemente, há alguém que julga que uma banal PX125 de 1985, com 42.000 kms e 2 registos, por estar pintada de fresco, ter dois banquinhos estofados a condizer e um par de pneus de faixa bege, vale 2.400 contos na moeda antiga. Sinto-me como Michelangelo à frente dum bloco gigantesco de mármore da mais finíssima qualidade, depois de lhe terem dado um real pontapé nos impronunciáveis.


O que é que se passa em Almancil? Isso é no interior do Algarve, não? Há alguma coisa esquisita na água? Há uma tradição da aldeia de se fumar crack ao Domingo ou algo do género? É um raio duma PX! É preciso viver nalguma realidade alternativa bizarra onde Salazar nunca morreu e Portugal foi anexado por uma Espanha devastada por 50 anos de guerra civil para sequer começar a vislumbrar a inflação necessária para colocar uma PX remotamente perto dos 12.000 euros. Estamos a falar dum veículo que custa um décimo disso e, até há pouquíssimo tempo atrás, podia ser adquirido novo por quase um quarto do preço. Meu, o teu estofador roubou-te como nem fazes ideia.

Eu adoro as descrições telegráficas: "vespa restaurada- ofertas$$$$$ para luispires@luispiresdecor.com". Aviso-vos já para não irem ao site sugerido pelo email de contacto. A música de entrada suga-nos a vontade de viver, e os erros ortográficos fazem o resto do trabalho empurrando-nos definitivamente ao suicídio. O dono parece aceitar ofertas, o que deixa antever a possibilidade do preço elevado ser apenas um ardil tuga para aparecer no topo da lista de ofertas. Espero que sim, temo que não.

Primeiro, ninguém restaura uma PX. As PX pintam-se ou arranjam-se. Se discordam de mim, tenho aqui alguns telemóveis antigos do tipo "tijolo" para vocês restaurarem. Segundo, a cor "branco metalizada" [sic] é gay. Terceiro, este veículo não tem caixa "semi-automática" nem pertence à secção dos "motociclos nacionais". E quarto, o motor completamente pintado de cinzento-andaime é mega-assucatado: foram porcas, pernos, bujão e tampa do selector. Não vale mais de 11.500, chefe.



Quando parei de me debater por exaustão nas areias movediças de sofrimento e dor para as quais fui atirado por este anúncio de venda, procurei por maneiras de fazer passar o tempo que faltava até à chegada da morte inevitável por asfixia, que me iria libertar deste tormento incomportável em brilhante tom de branco-frigorífico. Decidi listar o que é possível adquirir com 12.000 euros:
  • 100 compressores de 50 litros
  • 240 pneus de faixa branca de qualidade
  • 18.461 croissants de chocolate
  • 6 pacotes de viagem às Caraíbas com 7 noites, tudo incluído
  • um carro novo
  • uma Honda Hornet, uma Yamaha Banshee, e um empilhador de 2,5 toneladas usados
  • 8.500 litros de gasolina. Não, 8.400. Alto, 8.300. Hannn, 8.200? 8.100!
  • três Sprint Veloces restauradas com pneu de faixa branca e estofo a condizer, com apenas 600kms depois do restauro, e suspensão açapada
  • meia dúzia de Vietbodges fresquinhos do contentor, para vender à malta agora no Verão
  • 120 fins de semana a curtir à larga de Vespa
  • 1200 rebarbadoras baratas
  • 600 rebarbadoras melhorzitas
  • um trespasse de talho e charcutaria
  • um Bobcat de pá carregadora com 8000 horas, e ainda sobram trocos para o reboque
  • 30 Vespas 50s meio podres sem documentos
  • um Jaguar Daimler 4.0 com 230 cavalos, full extras, estado de concurso
  • um website decente em que o webdesigner gaste 15 segundos a googlar a ortografia correcta de "upholsterer"
  • 2 blogs de 6000 euros. ;-)
O que é que vocês podem comprar com 12.000 euros? Apitem nos comentários.

Eu odeio esta pessoa. Mesmo que o valor final se venha a revelar nada mais que uma estratégia de marketing parva, o homem estragou tudo. Da próxima vez que aparecer uma Sprint de 5000 euros genuína, com os sinoblocos tortos, o farolim errado e o escape ferrugento, já não vai ter piada nenhuma descascar na "dois banquinhos": Ah e tal o homem quer 5000 euros por uma Sprint axanatada, isso até é caro- MAS não se compara à PX de 12.000 euros. Nunca nada se comparará à PX de 12.000 euros. Está tudo estragado. Obrigadinho, Sr. Pires.

19.4.08

Edifício para - hhggggg!!- motociclistas

O Filipe enviou-me este link. (Porque é que eu não recebo mais colaborações? Uns links, umas fotos, umas notícias... Custa muito? Cambada de preguiçosos que nem deixam comentários. Tenho que ser eu a fazer o trabalho todo?! Mas isto é um público ou uma pintura a óleo?... Hhhhhrrr...)


Eu sempre sonhei viver numa casa tipo americana, com uma porta que desse acesso directo à garagem a partir do corredor. Pois os Japonenses (quem haveria de ser?) levaram esse conceito ao extremo e criaram um bloco de apartamentos para motociclistas, onde se pode pilotar a máquina desde a rua até dentro de casa! Os apartamentos são muito giros, lembrando uma estação espacial futurista- cliquem no link acima para verem as fotos.

Imaginem o prédio todo ocupado por Vespistas da velha guarda... Grandes churrascadas ao Domingo e manchas de óleo por todo o lado... Carago, isso é que era.

18.4.08

A prostituição de Bob

Já não bastava a devassidão, agora também me vendo. Qualquer pedaço de plástico colorido é suficiente para transformar a Horta de farol de rectidão em bordel sórdido. Pois deram-me isto na orgia recente de plástico chinês e, com tal feito, conseguiram uma posta na Horta. Conseguirei eu descer ainda mais?...


A Boxit é uma capa de protecção impermeável para telemóvel, ideal para quem está sempre a apanhar com água, neve, areia, terra e pancadas, e quer ter o telemóvel à mão. É um produto de qualidade, feito em Portugal, e aceita montes de modelos. O telemóvel pode ser utilizado sem dificuldade dentro da caixa, que possui uma membrana Gore áudio que permite a transmissão do som, sem passagem de água.

Existem vários acessórios, como o suporte de cinto já incorporado, e o suporte para guiador em separado (na foto). O Boxit custa 24€90, e o suporte de guiador 7€15. É mais barato que comprar um telemóvel novo! E flutua e tudo. Encontram-se vários produtos semelhantes no mercado, mas geralmente são imitações rascas. Por exemplo, basta deixar essas capas ao Sol para ficarem cheias de condensação. Segundo me disseram, tal não acontece no Boxit. Visitem o site aqui.

17.4.08

A devassidão de Bob

Aparentemente, escrever artigos para revistas com a expressão "convívio entre os participantes" repetida cinco vezes por parágrafo tem alguns benefícios. Recebi ontem um SMS que dizia algo do estilo "Vamos à Maia tirar fotos a umas scooters, queres vir?". A minha resposta: "Sim, mas é Gaia, e não Maia". Lisboetas... [encolher de ombros]

Chegado ao stander, a minha PX suja destoava no meio de todo o plástico chinês reluzente como... bem, como... uma scooter italiana com mudanças no meio dum stander de aceleras, quads e motas chinesas. A sessão de fotos decorreu mesmo ali na rua, e tanto a vasta gama de máquinas fotografadas como a actividade subjacente não eram totalmente desprovidas de interesse.


"Ok, agora fotos em andamento. Tu aí, anda cá!". Alguém me pôs nas mãos um casaco Bering, umas luvas Alpinestars e um penico CMS. O casaco estava muito curto, mas ninguém pareceu notar. "Pega naquela scooter, vai até ao cimo da rua e desce." - "O quê, esta scooter???!!!"


A minha "companheira", idêntica à da foto mas em cor de champanhe, era duma marca Ching Chong chinesa genérica. Um autocolante grande no guiador com avisos importantes estava escrito em Indonésio, ou alguma outra língua incompreensível. Não tinha mudanças. Não tinha mudanças!!! Depois de 34 anos de pureza e castidade totais, eu montei em cima da minha Ching Chong 150 a 4 tempos, torci o acelerador, e fiz-me à estrada sem nenhuma acção por parte da mão esquerda. Estava alegre e entusiasmado por estar a experimentar algo diferente, mas ao mesmo tempo sentia-me sujo por trair as minhas crenças, com um tipo de sujidade que não sai nem com duas horas de desinfectante hospitalar e uma grande pedra-pomes.

Subi um pouco, e desci até ao fim da rua. Subitamente, o motor parou sozinho e todos os botões deixaram de funcionar. A minha scooter morreu no meio do cruzamento, mesmo em frente ao café. Depois de alguns segundos a experimentar os botões pouco familiares, decidi empurrá-la rua acima, vestindo um blusão Bering resplandecente mas apertado, e umas luvas Alpinestars a condizer com protecções de carbono. Eu mereci...

Enquanto a Ching Chong 150 estava a levar um fusível novo, deram-me para as mãos (ou será "para o rabo"?) uma motorizada tipo Honda CG125 mas do mesmo fabricante oriental, porque "combina com o teu casaco". Boa! O karma acabou de me castigar há dois minutos atrás por andar numa acelera, e agora vou pegar numa coisa com mudanças de pé e rodas grandes! Suspiro... Realizei um esforço hercúleo para me lembrar das minhas aulas de condução, que ocuparam uns 90 minutos da minha vida há uma década atrás, e recordar-me que a primeira era para baixo. Arranquei com pouca elegância e, após alguns pregos, ganhei o mínimo de confiança para sair da rua... E perder-me nos dormitórios de Gaia! Enquanto me aproximava perigosamente perto do centro de Gaia, preso numa rede inexorável de sentidos obrigatórios e proibidos, dois pensamentos assaltaram-me: "Acho que esta mota não tem matrícula!" e "Acho que esta mota só tem um fundinho de gasolina!"- o karma de novo mostrava o seu desagrado pelas minhas escolhas erradas.

Logo regressei à base, onde constatei que afinal sempre tinha gasolina e matrícula. Servi de modelo para mais umas fotos dum acessório interessante, e regressei à minha velha amiga cor de champanhe, que "morreu" de novo mal me sentei em cima dela. Hhhhmmmmm... Talvez tenha sido melhor assim, pois o fluido de travões a escorrer pelo guiador abaixo não inspirava confiança. Depois do almoço fomos para Valongo experimentar as moto-4 e os ATVs, mas eu fiquei só a tirar fotos. Dois veículos do demo são suficientes para um dia. Três seria mesmo abusar.