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22.10.07

30 anos da PX. Os primeiros 30 anos.

É impossível não ficar triste com o fim anunciado da PX ainda este ano. Especialmente com o seu último alento a tomar a forma de uma edição "especial" em branco-electrodoméstico com umas azeiteiradas cromadas em cima, e com uns pneus de faixa branca de gosto extremamente duvidoso. A proximidade com o 30º aniversário do lançamento deste ícone apenas carrega o tom deprimente desta despedida trágica. Sinto-me como se tivesse que levar um adorado animal de estimação ao veterinário para ser abatido.

Só podemos especular sobre as medidas que a Piaggio poderia ter tomado para prolongar a vida da série P, ou para a converter num formato mais actual, e se compensariam ou não no grande esquema financeiro e industrial. Resta-nos acreditar na sua sobrevivência, fruto do elevado número de exemplares produzidos e da extrema dedicação de um exército de leais admiradores.

Se a Piaggio não te quer, nós tomamos conta de ti. Agora, pertences-nos.

21.10.07

Zona Portuária de Aveiro

Hoje fui visitar a famelga a Ílhavo e, à vinda, não resisti a virar na seta "Zona Portuária" e a passear um pouco. Tenho um fascínio estranho por tudo o que seja industrial, grande, e ferrugento. Da última vez que por lá andei, perdi-me no porto químico. Foi 5 estrelas!

Os navios têm pinta. São os maiores objectos móveis construídos pelo Homem. São uma cidade em ponto pequeno completamente estanque e independente. Nesta zona de Aveiro, carregam com a enorme herança da história da pesca do bacalhau que se estende por muitas gerações. E mantêm sempre uma pose altiva e orgulhosa, mesmo quando maltratados e abandonados. Quando ganhar o Euromilhões, compro uma zona industrial abandonada- está decidido. E se incluir um porto, ainda melhor.

20.10.07

Canecada no Norte

Hoje teve lugar mais uma [rebaptizada] Canecada, com um número recorde de 13 participantes rolantes, com um décimo quarto a estacionar por breves instantes. Também se bateu um recorde de marcas presentes, graças à Heinkel do Rui e à Carina do Chef.

Se os meus maltratados neurónios não me falham, os transeuntes foram deliciados com três 50s, duas PX, uma VBB, uma Heinkel, uma Carina, duas FL2, uma PK, duas GranTurismo, e uma Sprint que carregou com dois desde Albergaria. Desde exóticas restauradas ao "prumenor" até às cinquentinhas extra-maduras, passando pelas automáticas modernas, estava lá uma de cada. Ok, estou a exagerar. Mas foi fixe.

19.10.07

Preços loucos

Tenho assistido, como todos vocês, ao aumento vertiginoso e especulativo dos preços das Vespas clássicas. Tentarei escrever o mínimo possível sobre este assunto, por ser tão desagradável. O dinheiro revela o pior das pessoas.

Já se tornou comum ver Sprints, Supers e GTRs "recuperadas" anunciadas a 3000 euros, e não são novidade valores na casa dos 4 milhares de euros. Recentemente deparei-me com uma 150 Sprint anunciada a -engole em seco- 4950 euros. Eu repito: 4950 euros. O link para o anúncio não estava a funcionar, e este desapareceu pouco tempo depois. No entanto, o recorde foi estabelecido. Se esse anúncio tivesse um contacto, juro-vos que faria todos os possíveis para ir ver o veículo com os meus olhos e entrevistar o vendedor acerca dos seus critérios de valorização. Estou certo que os resultados seriam interessantíssimos, numa perspectiva mórbida e deprimente.

A barra subiu. Quem dá mais? Espero, trepidante, pelo primeiro anúncio duma Sprint de 5000 euros. Quanto tempo demorará?

18.10.07

Cafezada no Norte, e em LX

No próximo Sábado, nova edição da Cafezada no Norte. Todos os scooteristas do Porto e arredores estão convidados para bater um papo e dar um giro. O ponto de encontro é na Rotunda da Anémona (rede de pesca), ao lado do Edifício Transparente, entre as 14:30h e as 15:00h.

"Mas eu tenho o azar de morar na Capital", ouço lá do fundo. Não faz mal pois os mouros copiaram a ideia e vão-se reunir no mesmo dia 20 no bar "À Margem", à vista da Torre de Belém, pelas 14 horas. Apareçam!

17.10.07

Nova loja da Ascari



Quem gosta de scooters, também gosta de livros sobre scooters. E que melhor sítio para os adquirir que na Ascari? Fui visitar a nova loja e fiquei agradavelmente surpreendido. O espaço é mais prático e a localização é central (topo da Rua da Constituição).

O stock de livros relacionados com scooters parecia ser menor que na loja antiga, mas estou certo que isso mudará. Dentro da loja estava estacionada uma FNGL (farol-no-guarda-lamas) de 1952 restaurada, em exibição temporária. Apesar dos meus pedidos insistentes, não me foi permitido fazer um test-drive. Vá-se lá saber porquê...

16.10.07

Carta de condução - novas regras

Saiu um decreto-lei com algumas surpresas ligadas à revalidação e obtenção da carta. Se eu li bem a coisa, a partir de 1 de Janeiro de 2008, os prazos de validade indicados na própria carta deixam de ter... bem...validade. A carta terá que ser revalidada aos 50 anos de idade. Quem não souber desta alteração corre o risco de deixar caducar o documento, não tendo outra alternativa para o recuperar que realizar novos exames de código e condução!

As exigências do exame prático de condução de motociclos também se afastaram dos tradicionais "oitos" para incluirem coisas como "ajustar o equipamento de protecção", "manobra evitando um obstáculo à velocidade mínima de 50 km/h", "travagem de emergência à velocidade mínima de 50 km/h", e "proceder a verificações aleatórias sobre o estado de [vários sistemas do motociclo]...", incluindo algo denominado de "catadióptricos". Tive que procurar tal expressão no dicionário: são os reflectores.

E aí está, o dinheiro dos nossos impostos a trabalhar. Quando se aproximarem das 50 Primaveras, ajustem o vosso equipamento de protecção e verifiquem aleatoriamente os vossos catadióptricos, porque é hora de revalidar a carta.

15.10.07

Elas andam aí

Elas andam aí. Um conceito que exige fé, e não provas. Existirão raras ocasiões, no entanto, em que a porta do cofre ficará ligeiramente entreaberta e poderemos vislumbrar com os nossos próprios olhos máquinas magníficas de que apenas ouvimos falar em conversas reservadas nalgum encontro ou passeio obscuro. Estas autênticas cápsulas do tempo que se cruzam connosco têm o poder de nos transportar a uma época passada, onde as roupas, a música, a comunicação, os veículos eram diferentes.

Há uns dias estava eu em Matosinhos, a uns meros 10 minutos de minha casa, quando passo à frente de um garageirozeco minúsculo que nunca me despertou interesse. Estacionada à porta encontrava-se uma Lambretta SX150, num estado muito aceitável de conservação. Já tinha levado uma banhoca de tinta e revelava um ou dois pormenores manhosos, mas parecia pronta para levar com uma palete de quilómetros em cima. É claro que se seguiu enérgica e ruidosa travagem, com desrespeito total pelas regras que governam a utilização dos sinais indicadores de mudança de direcção.

No interior do garageiro, identifiquei o cavalheiro proprietário de tão distinto veículo. Fui informado que a SX não se encontrava à venda, já que o proprietário se considerava um coleccionador, possuindo ainda mais tipos de Lambrettas: 200, 175, 150, LIs, LDs, e outra que seria "a única em Portugal". No decurso da breve conversa não consegui descortinar a personalidade do meu interlocutor: arrogante exibicionista que gosta de ter só para mostrar, verdadeiro apaixonado com amor à marca, ou curioso casual com sorte nos achados. Pude, isso sim, confirmar que elas verdadeiramente andam aí, e a apenas 10 minutos de casa.

12.10.07

um cara chamado Horta

Para não ficarem a pensar que eu exagerei quando disse que apareciam coisas giras ao googlar a Horta, fica aqui mais um exemplo. Num site brasileiro onde se entretêm a chopperizar Hondas CB, descobri um comentário antigo a esta magnífica instituição que traz um raio de Sol à vossa vida cinzenta.

Aparentemente, há um cara que se chama Horta que tem uns projectos bem Hardcores, já que na Europa rola umas corridas de vespinhas bem envenenadas. Ah, e uma análise mais cuidada do link para a Horta revelará fortes evidências que esta abandonou a nacionalidade Espanhola e passou a ser Brasileira. Valeu, galera! Quebrô meu galho!

11.10.07

Estranjas ignorantes dum raio


Sim, eu confesso. Quando não tenho nada para fazer, ponho-me a googlar "Horta das Vespas" para ver o que aparece. Alguns de vocês poderão considerar tal acto como desajustado ou egocêntrico; eu considero-o como educacional e informativo. Vê-se muita coisa gira, a sério.

Pois apanhei um site qualquer BikeLinks que lista a Horta como um "Spanish site". Os gajos julgam que eu sou Espanhol? Mas por que carga de água?!... Ai é? Vocês para mim também parecem todos Canadianos, tomem lá! Bem, pelos menos puseram a Horta à frente da ET4 e da Liberty. Senão, tínhamos problemas...

10.10.07

Update do medidor de compressão

Ora pois então a PX deu-me 125 psi de compressão a quente, como já leram. Medi a quente pois era o que diziam as instruções. Alguns de vós consideraram que a medição também deveria ser feita ou deveria ser feita a frio. Assim, fiz uma medição a frio e deu 140 psi.

Também medi a compressão na VBB e deu-me 70 psi a quente e 80 psi a frio. São valores muito baixos, testemunhos quantitativos da maturidade mecânica da velha senhora. Posso, assim, concluir que a compressão a frio é uns 13% maior que a compressão a quente, e estabelecer comparações no futuro quando apenas um dos valores estiver disponível. Também passo a dispôr de uma chave para jogar no Euromilhões desta semana.

9.10.07

O Gafanhoto versão Sport 8

Lembram-se do suporte central de pneu suplente que fabriquei para a minha VBB? (podem vê-lo aqui.) Na literatura especializada poderão encontrá-lo sob a denominação "Gafanhoto Classique 8". Algum tempo depois do seu lançamento, fui abordado pelo Conselho de Administração do Museu do Automóvel Clássico de Montachique com vista ao desenvolvimento de uma variante do Gafanhoto, adequada aos rigores e solicitações do Campeonato Nacional de Velocidade. Surge, assim, uma nova versão do Gafanhoto, a Sport 8.



As primeiras imagens do protótipo, já em testes na zona ribeirinha da Invicta, mostram claramente um ponto de fixação adicional no parafuso dianteiro do selim, proporcionando uma rigidez lateral impressionante. A tira de couro com fivela cromada, na realidade uma coleira de cão nº6, traz uma elegância retro ao conjunto, para além de adicionar segurança na fixação do elemento pneumático circulante.

O fecho de tensão oferece a possibilidade de ser bloqueado com uma golpilha, para segurança dinâmica, e/ou com um pequeno aloquete, para segurança estática. Para finalizar, nota-se ainda a presença de speed holes nas abas laterais. Este é um pequeno pormenor que se revelará de crucial importância, desmoralizando a competição ainda antes da prova começar com uma estocada psicológica fatal de 12mm de diâmetro.

O protótipo Racer 8 deverá ser zincado no futuro próximo. Relembramos que este artigo exclusivo não se encontra à venda nas lojas.

8.10.07

1ª Prova de Regularidade Guimarães-Lisboa

A prova foi um sucesso e pôs toda a gente feliz. A "Patocycles/ Horta das Vespas/ Bob rules Mexe sucks Team" até conseguiu o segundo lugar. O prémio, uma garrafa de espumante, foi imediatamente transferido para a guarda do bar do VCL a fim de ser consumido em ocasião merecedora. Também tínhamos o nome mais fixe.



A prova em si foi bastante básica e sub-organizada mas ninguém ligou a isso pois a viagem e o convívio ofuscaram qualquer falha. Correu tudo sem dificuldades a nível de dormidas e comidas, o que não deve ter sido fácil de organizar. Uma das coisas que gostei mais foi chegar aos postos de controlo e estar lá o pessoal do Vespa Clube correspondente com um sorriso, contentes por participar e ajudar. Havia sempre um pin de lembrança, ou um refresco. Muito bom. A meteorologia suplantou os meus requisitos mínimos de satisfação.

Também gostei daquela estradinha de Sábado à noite, que serpenteava ao lado da água. No escuro da noite, seguíamos a Vespa à nossa frente a um ritmo relaxante, com uma longa série de pontos luminosos perfeitamente alinhados no retrovisor, e as manchas de luz dos faróis lambiam as copas das árvores por cima de nós em sucessão psicadélica. As paragens nos postos de controlo davam tempo mais que suficiente para se conversar, e podíamos partir sem pressa nenhuma, tornando a experiência agradável e stress-free. Outra boa ideia foi a distribuição dos coletes reflectores, uma coisa simples mas que funcionou muito bem.

Houve um senhor que caiu e mandou a sua GT p'rós verdes, mas felizmente não foi grave. Um par de calças novo e siga. No fim, entrámos em caravana na capital, sempre uma experiência memorável. Um almoço simples mas eficaz na sede do VCL proporcionou mais convívio com todo o pessoal que lá se reuniu para assistir ao desenrolar desta prova inédita no passado recente. Poderei sempre dizer com orgulho que estive presente na primeira, e espero poder afirmar o mesmo da segunda.



Ao fim da tarde de Domingo, depois de uma visita rápida ao novo membro da família Admin, tomou-se o inevitável rumo Norte. Fiquei deveras contente com a viagem, pois não tive problemas de sono nem de costas. Os pontos altos do regresso foram a decoração dos sinais de trânsito à frente da ExpoBatalha com uma escultura de cerâmica representativa de parte emblemática da anatomia masculina, e a observação duma Via Láctea cristalina na escuridão silenciosa da A17. Agora, alguém me ajuda a descolar o raio do autocolante do número do balon?!!

Artigo na Scooting



A vossa personalidade cibernauta preferida, Ranger Bob, ele mesmo, teve o prazer de escrever um pequeno artigo para a revista Scooting sobre o primeiro Camping do ScooterPT. É apenas mais um passo em direcção à dominação mundial.

(nota: este artigo representa a primeira ocasião em que a expressão "comunidade Vespista hard-core" aparece numa publicação regular de língua Portuguesa, desde o início dos tempos)

4.10.07

AutoClássico 2007

O V Salão Internacional do Automóvel e Motociclo Clássico e de Época tem muito Automóvel mas pouco Motociclo. Não valeu a pena os 8 euros do bilhete. Acho que nem valeu a pena os 80 cêntimos da gasolina.

Passeio de bicicletas alternativas

A Horta também gosta de bicicletas. Habituem-se. Tenho tido o prazer de acompanhar o nascimento e crescimento da cena de bicicletas alternativas aqui no Porto. Há um mês atrás realizou-se um primeiro e tímido encontro destas bicicletas e dos seus apreciadores, e eu participei. O movimento agora ganha força e já se vai realizar o segundo encontro, no Domingo.

Vão à garagem, à arrecadação, ao sótão, ao quintal, e desenterrem aquela pasteleira antiga, ou a BMX que tinham quando eram putos. Dêem-lhe uma mangueirada e encham os pneus, e juntem-se à revolução. Choppers, cruisers, muscle-bikes, máquinas antigas/ vintage/ retro, home-made, urbanas, recumbentes, uniciclos, um passo à frente!

3.10.07

Regularidade Guimarães-Lisboa, preparativos de

Os preparativos para a 1ª Prova de Regularidade Guimarães-Lisboa estão quase terminados. Aproveitei a deixa para passar algum tempo de qualidade com a PX, coisa que já não fazia há muito. Instalei um pneu e uma vela novos, troquei o óleo, carreguei a bateria, e passei um pano pelos grupos ópticos.

Também dei um toque aos meus amigos da Patocycles, uma loja de bicicletas altamente recomendável aqui no Porto, e eles patrocinaram-me com alguns autocolantes e o empréstimo de um GPS. É um Geko 201, um modelo básico e ultra-compacto, mas que faz praticamente tudo o que fazem os grandes. A grande diferença é a ausência de mapas de estradas.

Comprei uma capa de telemóvel do estilo antigo por um par de euros, e roubei um cordão elástico com fecho a um casaco velho. Voilá! Suporte de GPS instantâneo! Configurei um dos écrans para apresentar velocidade, velocidade média, odómetro e cronómetro. Tenho assim toda a infomação essencial para uma prova de regularidade. Também tenho mais um ou dois truques de navegação e backup debaixo da manga, no entanto. Vai ser um fim de semana para recordar!

(amanhã é dia de AutoClássico na Exponor)

2.10.07

Primeiras chuvas

Tenham cuidado, crianças, que o piso está escorregadio p'ra burro. Quando começarem a rolar não se esqueçam de fazer uma travagem de teste para ficarem com uma ideia do coeficiente de fricção (ou da falta dele). Conduzam com cuidado.

Brinquedo novo

Depois de vários meses soterrado no fundo da minha secretária, estreei hoje o meu medidor de compressão que comprei na última feira de Aveiro. A correcta estanquicidade dos segmentos e a saudável compressão resultante são indispensáveis para um bom funcionamento do motor. Sim, podemos carregar no kicks para ter uma ideia da compressão dum motor, mas este aparelhómetro não foi caro e põe de lado todas as adivinhações e apalpamentos.

A PX foi a cobaia, e o resultado foi 125 psi a quente. Para um motor de origem saudável, a compressão deverá ser da ordem dos 120-130 psi. O meu pistão com 60.000 kms em cima alimentado a óleo do Continente surpreendeu-me! Há já algum tempo que noto uma falta de frescura e de vitalidade na auto-estrada que começam a irritar-me. Afinal não deve ser do grupo térmico (alerta de expressão técnico-arrogante!), talvez seja do escape... 60.000 kms de carvão de óleo do Continente... Hhhmmmm... [pensativo]

Qualquer valor abaixo dos 100 psi é preocupante. Abaixo dos 80 psi e morremos nas subidas. Abaixo dos 60 psi a mota provavelmente nem pegará. Agora tenho que aplicar este teste a toda a minha frota. O problema é que costuma ser realizado com o motor quente e a maior parte dos meus trambolhos nem sequer funciona. Hhhmmm... [extremamente pensativo]. Terei que tirar as minhas conclusões à temperatura ambiente.

1.10.07

Códigos MaxMeyer desvendados - update

Há algum tempo atrás tive o prazer de relatar a quebra dos códigos MaxMeyer, e de partilhar a tradução desses códigos de cores originais para códigos PPG mais recentes. Entretanto, foram descobertos mais alguns pormenores que, mesmo não tendo relevância na escolha duma cor, publico aqui em nome da meticulosidade.

O grupo de três algarismos que se pensou ser um código de lote ou de produção (já que era idêntico para todos os modelos num dado período de tempo), refere-se afinal ao fabricante da tinta. 268 significa Maxi-car e 298 significa Bi-lux.

No grupo de quatro algarismos que referenciava a cor propriamente dita, a função do primeiro era desconhecida. Sabe-se agora que esse primeiro algarismo indicava os sub-grupos de cor da Piaggio: 0-metalizados, 1-brancos, 2-verdes, 3-beges/ castanhos, 4-não usado, 5-vermelhos, 6-verdes, 7-azuis, 8-cinzentos, e 9-pretos.

Pintem com confiança e alegria, meus filhos.

30.9.07

Em busca de Horta

Esta nova encarnação de blog tem bastante piada. O formato oferece muita liberdade e espontaneidade para criarmos coisas novas com rapidez. Eu estou-me a divertir à procura de widgets com pinta, e espero que a Horta se tenha tornado mais divertida e interessante para vocês também.

Entretanto, quero partilhar algo com os leitores. A Horta, na sua inocente humildade, já consegue criar um tráfego de visitantes apreciável (quem me quer patrocinar? Alguma fábrica de chocolate?). Desde o início que uso um contador de visitas que me indica como é que os visitantes vêm ter à Horta, quais os sites onde clicam e por que palavras é que procuram. Uma ferramenta imprescindível para qualquer um com aspirações ao domínio mundial.

Como usei a palavra "tuning" na descrição original da Horta, calham-me muitos tipos da fibra de vidro e das ponteiras cromadas. É divertido ver todas as variações ortográficas da palavra "tuning" que eles conseguem inventar. Que imaginação! (ah, e alguém procurou por "piagiu").

Recentemente, no entanto, apareceram-me duas pérolas. Alguém caiu na Horta googlando a expressão "me dê um resumo de ilustração de uma horta". Este cibernauta, provavelmente de ascendência brasileira, pediu, educada mas firmemente, por um resumo de ilustração de uma horta. Não sei bem o que ele queria, mas todos concordarão em que o Google errou ao sugerir um site vocacionado para as bricolagens de scooters clássicas.

Finalmente, a minha preferida: um de vocês googlou "como pôr a traseira de uma zundapp mais alta". O Google esteve bem porque eu menciono a Zundapp na secção Carina, mas se alguém já tivesse implementado um filtro de bom gosto, de certeza que o teclado do cibernauta em questão teria explodido.

Temo bem que ele estaria em busca de instruções pormenorizadas para inclinar a rabeira do seu veículo num ângulo ridiculamente exagerado, como vejo os picas fazerem às suas DTs. Certamente que a matrícula e a iluminação traseira seriam baixas inocentes mas inevitáveis neste massacre. Não só o conceito de desfigurar um veículo para que o operador se torne mais atraente ao sexo oposto e suba na hierarquia do seu gang de aceleras do bairro é patético em si, mas o facto desta pobre alma possuir apenas uma mera Zundapp onde possa expressar os seus impulsos criativos xunings reveste-se duma aura tragicómica deprimente. Alguém arranje uma japuna ao homem e lhe mostre como pôr a rabeira a apontar para cima. A Horta, custa-me dizê-lo, falhou neste ponto.

29.9.07

Piaggios na Vandoma

Sábado de manhã é pá feira da Bandoma na Inbicta. "Olhó dêbêdê a um euro, 6 por 5. Olhós Simpsãos!".

Costumam estar sempre lá parados estes espécimes da Piaggio: um Ape abundantemente reflectorizado (e com dois projectores na dianteira) que já figurou no Portugueses ao Volante, outro Ape vetusto de rara variante com barras de tejadilho muito gueto, e uma Sprint com montes de tralha em cima incluindo a afamada estrelinha teutónica.

28.9.07

Ranger Bob, o vosso mestre e senhor

Prestem atenção, reles mortais! Fala-vos o vosso mestre e senhor, Ranger Bob. Apoderei-me da Horta para a usar como ferramenta na minha inexorável viagem até àquele que é o meu destino inalienável, a dominação mundial.

O humano Bob continuará a assistir-me em certas tarefas manuais de importância menor. Rapidamente todos vocês serão reduzidos à condição de míseros escravos, como ele. Ah, e as vossas scooters são feias.

Após um falhanço catastrófico dum disco duro, perderam-se informações vitais que custarão a ser recuperadas: uma viagem a LX e ao VCL; fotos de Casal Carina; textos, gráficos, imagens e ideias; mapas dos campos de minas Klingons. Todos vocês pagarão o preço em sofrimento e dor, a começar hoje com actualizações semi-diárias! Mua-ah-ah-ah-ah! Mua-ah-ah-ah-ah!

1º ScooterPT Camping

Só consegui sair do Porto no Sábado às 19 e pouco, e passei pelo Sérgio Sousa num semáforo, até consegui sentir a inveja e o ódio ahah!

Siga a rolar por aí abaixo, sempre a 80/90 e a 300º. Rapidamente ficou noite. Ali para os lados da Figueira, na A17 creio, a única luz era a do meu farol. Uma estrada completamente recta e vazia a desenrolar-se à minha frente, dos lados apenas umas ténues silhuetas de árvores, e no meu retrovisor um círculo de preto total. Só eu, a Vespa, e a estrada. É assim uma coisa zen meio surreal, potenciada pelo facto que a minha luz da frente passa só para os mínimos quando lhe apetece. Um gajo fica logo contente por poder esticar as pernas à bicha.

Cheguei ao Tamanco já no rescaldo do jantar, meio preocupado com a logística gastronómica, mas rapidamente se dissiparam todas as dúvidas. Mal pousei o capacete, puseram-me logo um pão com febras e um copo de sumo nas mãos, 5 estrelas, fully sorted!!! Quem tratou do churrasco e dos comes e bebes vai passar a receber um postal de Natal meu todos os anos, excelente!

Rever os velhos amigos e fazer novos, contar histórias à mesa, beber umas jolas, dizer mal das scooters dos outros, haverá algo melhor? Mais uma vez o LTB e a Kait forneceram-me uma cama para eu usar, e até expulsaram o cão antes ehehehe. Quando é o próximo? Admin rules!

"Tenho uma fortuna incalculável! Tenho milhares de chinelos em casa."
"Eu sou apenas um rapaz que se esforça."
"Estou a ficar rico com o scooterpt."
"NÃO! Essas fotos são falsas, eu não faço isso!"
"Isso foi uma fase, já passou."
"Não digam a ninguém, mas o XXXXXXXXX sou eu."
"Quem é que quer descarregar fotografias?"
"Bob filho, tenho tantas saudades tuas!"
"Olha... Não sabia que faziam a recolha de lixo ao Domingo..."
"170kms? É uma horita."
"Cuidado que isso não trava nada atrás."
"É o Lambretta na Valetta!!! ROFL"
"Vieste sozinho?"
"67.000 pessoas não podem estar enganadas."

29.5.07

Circuito da Boavista 2007

É já em Julho, de 6 a 15, que vai decorrer o Circuito da Boavista, este ano ainda com maior diversidade de corridas, desde Touring Cars modernos até ao Campeonato de Clássicos, passando por Fórmulas 1 dos anos 50, 60 e 70. As protecções já estão a ser montadas na Boavista e no Parque da Cidade. Como moro a 200 metros da chicane da Rua da Vilarinha, não tenho desculpa para faltar. Podem ver mais informação em http://www.circuitodaboavista.com/, se bem que o site seja algo confuso. Quatro rodas são duas rodas a mais, mas toleráveis por dois fins-de-semana.

Este ano a chicane vai desaparecer e os veículos viram à direita no fim da Vilarinha. Um pouco depois viram à esquerda num "arruamento novo" para, então, regressarem à Circunvalação no sentido descendente. Ao pé da Alfândega está lá um micro-carro Messerchmitt (?) dentro de uma vitrina XXL em exposição, a anunciar o evento. A foto não é grande coisa, mas conta a intenção. Podem ver o Bob e a ponte da Arrábida no reflexo.

Códigos MaxMeyer desvendados?

Tradução liberal de um post de Dave Dry no grupo Yahoo Vespa-Sports:

"A publicação dos livros Vespa Tecnica foi recebida como o capítulo final da história daquela marca famosa, que estava em falta. Infelizmente, à medida que os livros eram fornecidos a conta-gotas aos fãs da Vespa, a realidade da situação revelou ser diferente. Alguns dos produtos da fábrica Piaggio tinham sido deliberadamente- ou assim parecia- ignorados, e existiam notas técnicas que levantavam mais problemas. Entre estes destacavam-se, sem dúvida nenhuma, as notas sobre as cores de pintura usadas. Estas cores indicadas no fim de cada secção de modelo eram listadas como `Max Meyer colour code: XXXX' e estes códigos tornaram-se notórios em virtude do simples facto de nenhum fornecedor de tinta os conseguir converter nalgum código de cor significativo.

Recentemente, o véu de obscuridade poderia ter sido levantado com a firma Max Meyer a ser absorvida pelo gigante americano PPG (N.T.: O site
www.maxmeyer.com salta para o site da PPG). Assumia-se que a nova companhia iria estandardizar os códigos de cores e que tudo seria revelado... Infelizmente, de novo, tal não aconteceu... Os códigos de cores Vespa Tecnica não tinham significado algum para os fornecedores de tinta PPG! (N.T.: Existem revendedores MaxMeyer em Portugal, pelo menos em Coimbra e Aveiro, onde me informaram que poderiam fornecer tinta segundo os códigos originais. Nunca experimentei, no entanto). Entra em cena Colin Judd, mestre da oficina de pintura e, agora, detective da pistola de tinta! Colin dedicou a sua vida ao restauro de pinturas em carros clássicos e tem um forte interesse no género das scooters. Quando lhe mostraram os livros Tecnica e estando um bocado baralhado acerca dos códigos de cores, Colin usou um processo lógico para revelar o enigma dos códigos...

Pegando na Vespa SS180 como um exemplo, esta saía da fábrica em três cores que eram indicadas no livro Tecnica da seguinte maneira:
• Branco Hawthorne - Max Meyer Colour Code: 1. 298. 1715.
• Vermelho - Max Meyer Colour Code: 1. 298. 5847.
• Azul Pavão (Peacock Blue) - Max Meyer Colour Code: 1. 298. 7220.

O Colin conseguiu ver um padrão óbvio na partilha do `1' e nos três dígitos seguintes em cada código. Após folhear os livros Tecnica, tornou-se também óbvio que o primeiro dígito, `1', era às vezes `2', mas neste caso, apenas para tons metalizados. Por exemplo, a Rally 200 tinha uma cor indicada como:
• Branco Lua Metálico (Mettalic Moon White) - Max Meyer Colour Code: 2. 268. 0108.

Isto fez vibrar uma corda em Colin, já que ele sabia que um acabamento metalizado necessitava de duas camadas, e não apenas a camada única de um acabamento não-metalizado. A verificação de outros códigos metálicos nos livros deu a entender que o primeiro dígito - `2' - referia-se ao número de camadas necessárias para obter aquela tonalidade de cor em particular.

Os três dígitos seguintes eram sempre os mesmos na sequência de números para cada um dos modelos, num dado período temporal. Foram assim vistos como sendo códigos de produto ou de lotes indicando uma determinada série de produção (N.T.: Acho que ele quer dizer que estes dígitos apenas se referem ao ano de criação/ produção da tinta, não tendo nada a ver com a cor propriamente dita).

Isto deixou Colin com os últimos quatro dígitos... Ele tinha o grosso catálogo de cores da PPG à frente dele mas, infelizmente, cada código de cor na secção Piaggio tinha apenas três dígitos. Após algumas consultas com os seus contactos na PPG e algum coçar de cabeça... Fez-se luz!... Ignore-se o primeiro dígito do grupo de quatro e o código combina perfeitamente com o catálogo PPG...Uau!! Como exemplo, o pouco usual Azul Pavão com o seu código Max Meyer 1. 298. 7220 aparece no catálogo PPG com o código 220, sendo tranquilizadoramente descrito como Blu Pavone (Azul Pavão).

Colin tinha descoberto o código das cores!"

Adorei esta história e gostaria de pagar um Sumol ao Colin. É prova luminosa que não há nenhum problema que não possa ser resolvido, nem nenhuma desculpa para se cortarem cantos. Basta querer e usar a cabeça.

E já agora, a frase da semana: "O sr. Santos da Casa das Luvas deu-me esse Fiat 1500. Deu-me o carro e dois sacos de laranjas."

[Edit: vejam o update!]

20.5.07

Automobilia 2007 em Aveiro

A feira Automobilia que ocorre todos os anos por esta altura já tem uma excelente e merecida reputação, até no estrangeiro. Este ano esteve maior que nunca, com todo o espaço interior dos dois pavilhões ocupado, e com coisas para ver em todos os corredores de acesso e no parque exterior. À pinha! Já se tornava difícil passear nos corredores ao Sábado de tarde, agora imaginem no Domingo de tarde. Quando se perguntava o preço a um expositor, nunca sabíamos se ele iria responder em português, inglês, francês, ou espanhol. Alguns limitavam-se a mostrar dedos.

Foi bom ver a malta do costume, e caras novas. Fiz um pequeno lote de pré-produção das minhas tampas de carburador transparentes para mostrar às pessoas e recolher impressões. Posso dizer-vos que só houve duas respostas: "Não percebo. Porquê?" e "Uau, adoro!". Globalmente houve um acolhimento muito positivo e tenho planos para fazer várias outras peças uber-divertidas.

Por lá se viu um senhor que tinha comprado uma 50ss por 200 euros, pensando que era uma Vespa normalíssima, bem como um vendedor que garantia a pés juntos que um prato de bobines funcionava, porque o tinha tirado deste motor (apontando para um motor de smallframe) e que o podia provar: "monto já neste [outro motor de smallframe] e garanto que o motor funciona!". Punch line: o prato era de uma Rally 200 electrónica.

Estava lá um atrelado com três charutos em cima, tudo por 150 euros. Pouco tempo depois, o papel desapareceu, seria piada? A certa altura eu tinha a PX estacionada entre duas Transalp, cá fora, e houve um palhaço numa Harley enorme com cromados e couros e metade do catálogo "Milwaukee's Gayest Accessories" em cima que estacionou à minha frente, bloqueando-me totalmente! A sorte dele foi que saiu antes de mim, senão a coisa era capaz de ficar feia... Aaaarrgghhh! Ah, e Domingo fomos à caça dos Volvos. Comprei um "testador" de compressão para aferir da saúde de pistões e cilindros, o qual já estava na minha lista de faltas há éne. Informarei resultados. Boa.

11.5.07

Bunker/ Fauna

A Horta mantêm a sua política de forte investimento em equipamentos e infraestruturas. Assim sendo, foi adquirido um alvo de dardos e montado no Bunker à altura e distância regulamentares de campeonato.

O meu sonho sempre foi ter uma garagem com sofá e mesa de ping-pong. Os dardos são um passo na direcção certa, e um colega até me ofereceu um sofá usado, e o uso da sua carrinha para o ir levar. Infelizmente, o problema das inundações invernais coloca um entrave em tão onírica oferta. Um dia...

O Coriscada enviou-me uma foto de mais um excelente exemplar de Scooterium Ruralis Lusitaniae (ver outros exemplares), avistado nesse magnífico viveiro/ reserva natural que é a região de Aveiro. Está lá tudo, mesmo o penico vintage. E até acredito que aquela seja a pintura de origem...

GuetoForming... not

Ontem comprei uma folha grande de plástico transparente de 1mm, com 2x1.25m, para a execução de uns sérios testes de Guetoformação. O pequeno tamanho das folhas de plástico que arranjei na loja de modelismo estava a limitar seriamente o número de alvos onde aplicar o meu novo brinquedo.

Hoje de manhã cedo comecei entusiasticamente a aquecer plástico. Rapidamente, notei que algo não estava bem. O plástico não ficava mole como deveria. Mais calor. Mais tempo. Continua duro. Começa a ficar branco. Hmmmm, espero que seja normal, deve voltar ao transparente quando arrefecer. Mais calor. Nada. Fracasso total.

Já iniciei diligências para localizar placas XL de plástico "do bom" para Guetoformar umas peças à homem. Dedos cruzados. Entretanto, se alguém precisar de plástico transparente de 1mm, apitem- tenho 2 metros quadrados disso para despachar.

6.5.07

Feira de Espinho

O que é que eu disse da outra vez? A feira de Espinho não desilude.

Como vocês gostaram tanto do símbolo da Ultramarina Seguros, aqui vai outro da Imperial Seguros, que está na minha LD. Na feira estava lá o mesmo escudo refeito. Aparentemente, há uma pessoa a refazê-los/ reproduzi-los, não consegui perceber bem.