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8.2.17

Bob constrói um velocímetro digital - parte 2

Vamos lá despachar isto rapidamente que vocês têm coisas importantes para fazer (parte 1 aqui). Fiz uma peça em MDF que suportará o perímetro da cena electrónica.

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Duas soldaduras de diminutas dimensões foram necessárias no sítio do botão das funções.

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Dois fios para o botão de arranque que controlará as funções, outros dois para o sensor da roda. Ainda não deitou fumo.

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Não tenho que estar a fazer furos para montar o botão de arranque porque já tenho um punho de arranque eléctrico. Porque é que ele está aqui, já não me lembro - não deve ser original...

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Montei o dito botão e passei o cabo.

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E agora topem-me só esta classe. Preto-fosco-que-não-é-completamente-fosco-é-mais-assim-acetinado e um pin do escudo antigo da Piaggio (a coisa mais linda do Universo). Pimp, bitches!

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O vidro estava mais áspero que lixa 60, e tentei remediar a coisa com uma lambidela de uma massa de polir que já anda aqui pela garagem desde o virar do século.

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Desmontei o sem-fim porque já não é necessário. E noto que a Vespa acelera mais, agora que não precisa de girar o sem-fim. A sério. Definitivamente. Sem exagero. Notem bicha partida logo à saída do sem-fim.

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 Para tapar o furo deixado pela ausência da bicha cortei uma pequena junta em borracha de câmara-de-ar.

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Que foi prontamente posicionada em postura pertinente.

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Fui obrigado a soldar um fio fino de electrónica ao fio do sensor para o fazer subir pela espiral antiga acima. (fazê-lo subir pela espiral abaixo pareceu-me má ideia, bem como o fazer descer pela espiral acima)

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Os testes iniciais revestiram-se de sucesso: a luz não foi abaixo no quarteirão nem peguei fogo à garagem.

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A terceira e última parte desta trilogia moderadamente épica aparecerá aqui*.

*válido apenas para assinantes da conta Horta Premium
   

6.2.17

Bob constrói um velocímetro digital - parte 1

A minha bicha do conta-quilómetros partiu.

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Ora eu já andava insatisfeito com a precisão do meu velocímetro nos últimos meses, e o velocímetro também já não é o original. Assim sendo, coloquei o meu Colar Cerimonial de Sem-fins Defuntos (C.C.S.F.D.), meditei longamente no assunto, e aceitei o convite kármico que o Universo me estendeu para prosseguir com a minha ideia de modificação radical da dita unidade de instrumentação que já andava na cabeça há anos.

A SIP tem velocímetros/conta-quilómetros digitais lindos mas exigem um investimento considerável - prefiro comprar ferramenta, se tiver 200 euros a queimarem-me o bolso. Também já vi conta-quilómetros de bicicletas aplicados em Vespas mas de um modo muito crude; geralmente o conta-quilómetros original é totalmente substituído por uma tampa de plástico ou metal, e a pequena caixa digital aplicada à tampa. Eu queria mais por meno$.

Muito meno$. A minha caixa de peças ofereceu um velocímetro de bicicleta básico e o eBay forneceu um botão do arranque eléctrico barato para comandar o precedente.

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O primeiro passo é descascar o velocímetro. Com cuidado, para não estragar nada.

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Fui buscar o meu conta-quilómetros original à caixa da sucata. Nnão vale a pena estar a cortar o conta-quilómetros que tenho agora, pois está completo e a funcionar razoavelmente bem.

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 C'um caraças, ainda tem a terra toda dos últimos 30 anos!

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Abri-o. O aro metálico ficou bastante massacrado. Se conseguem evitar que isso aconteça, então são muito mais habilidosos que eu. Respect.

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Despi a carcaça...

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...e cortei-lhe o rabo.

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A seguir - já estão a perceber onde isto vai parar, certo? - cortei uma abertura com a dimensão do écrã do velocímetro digital de bicla.

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Lamento imenso, senhor Veglia e senhor Borletti, mas eu consigo fazer melhor que vocês.

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A parte 2 aqui. Talvez consiga fazer aparecer números sem me electrocutar.
    

28.1.17

Há 15 anos - 2º Aniversário do PortugalVespa

A comemoração do 2º aniversário do "YahooGroup" PortugalVespa foi invulgar: como o LTB teve um encontro imediato de 3º grau com um carro, decidimos ir visitá-lo ao hospital, em Leiria. Hoje em dia é só clicar na carinha triste no Facebook e já está feito, muito mais prático.

de lado

mala

simbolo

PVpeople

Reza a lenda que esta foi apenas a primeira duma longa lista de PXizers que o LTB escavacou por completo.
     

24.1.17

Vídeo institucional da LML e do seu novo triciclo Buddy

Os vídeos com LMLs são os melhores vídeos. Aqui está outra jóia, repleta de poses dramáticas, pessoas a fingir que estão a discutir algo interessante, absolutamente todos os planos da Escola Superior Rajiv Gupta de Anúncios de Televisão, e até alguns segundos filmados com drone.

E, também, a primeira vista de olhos ao novo triciclo comercial da LML, o Buddy, sobreposta a uma tocante história secundária de um pai que consegue sustentar a sua família de sonho graças ao seu novo triciclo. Presumivelmente até este ser roubado, o que levará o pai a mergulhar numa espiral irrecuperável de alcoolismo e miséria. Não me parece que dê para transformar o Buddy em tuctuc pois não deve conseguir carregar com um casal de turistas norte-americanos.
  • Menos: narração em Indiano
  • Mais: banda sonora não é o "I gotta feeling"


23.1.17

Bob constrói um armário de ferramentas - parte 4

Depois do desastre de visualização 3D mental em que parámos na sessão anterior, fui obrigado a pegar no instrumento de correcção universal, a rebarbadora. Uma sessão de rectificação dimensional e um ou dois discos de corte depois, o problema estava resolvido. Só desperdicei duas horas e só me magoei uma vez. Recompensei-me pela resolução não muito dolorosa deste problema espinhoso snifando um pouco de diluente.

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Foi também por esta altura que eu descobri que a cantoneira do topo é de 25mm, apesar de eu ter pedido 20mm ao tipo da loja. :\ Sabotador dum raio.

A snifadela de diluente permitiu-me começar a cortar as gavetas sem me preocupar com a quantidade estúpida de trabalho que isso representa. (pude usar o armário semi-acabado como suporte das placas, o que foi bom, mas a largura da minha área de trabalho era pouco maior que a largura das placas, o que foi mau) Uma peça já está, só faltam 35.

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Se estão a pensar que não há grande relação entre corte de aglomerado e um blogue scooterista, fiquem sabendo que usei a minha esferomáquina da SIP para marcar os cortes. Desculpas aceites.

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Nunca mais faço gavetas na minha vida!!! Pelo menos até ter uma garagem grande e uma serra de mesa...

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Montando gavetas...

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... com o olhómetro de precisão...

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...tentando não fazer burradas grandes...

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...e não correu muito bem. A escassa tolerância das corrediças não conseguiu absorver todas as minhas burradas inexactidões inerentes ao processo construtivo em questão. Tive que andar a inventar com anilhas mas pronto, 'tá feito. Se for necessário, mais tarde, tiram-se as gavetas e fazem-se uns espaçadores decentes.

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Nem se nota que foi rebarbada à bruta! Uma borradela de verniz e uns puxadores de gaveta hipsters depois, e está concluído este capítulo da minha vida. A minha garagem é um sítio melhor.

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20.1.17

Bob constrói um armário de ferramentas - parte 3

O meu armário de ferramentas artesanal está a funcionar tão bem que decidi aproveitar o entusiasmo e a energia cinética construtiva para gerar uma versão maior para baixo. Terá a mesma largura e profundidade, 80 centímetros de altura mais rodas, e também seis gavetas (mas mais altas). O OLX forneceu-me rodas reforçadas a 3 euros cada e o Bunker ofereceu um tubo quadrado potente que tinha o comprimento perfeito.

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O primeiro passo: soldar uma base rectangular.

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O segundo passo: cortar a base rectangular porque ficou toda torta. Soldá-la novamente na bancada em vez do chão porque a bancada é bastante menos desnivelada que o chão.

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O terceiro passo: cortar a base rectangular mais um pouco porque ainda estava meio torta e soldá-la novamente.

O quarto passo: mandar um "que se lixe, já está bom" e montar as rodas com parafusos M10.

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Respondendo favoravelmente a uma nova solicitação, o OLX alinhou-me com um lote catita de contraplacado (7.5 euros, bom negócio) e a Rua do Almada proporcionou a aquisição de cantoneira de 30mm (para os verticais) e de 20mm (para a base no topo).

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Soldei a base no topo tendo muito cuidado para ficar tudo quadrado, com sucesso parcial. Os perfis tiveram que ser entalhados nas extremidades para encaixarem; cortar as extremidades a 45 graus e soldar as resultantes arestas finas com eléctrodo pareceu-me uma boa receita para um desastre irrecuperável.

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Os verticais apontados no sítio. Não foi bonito tentar colocá-los todos perpendiculares, paralelos, alinhados e às distâncias certas. :\ Ainda pensei em cortar os painéis de aglomerado primeiro e usá-los como "esquadros" para garantir que os verticais ficavam no sítio, mas foi tudo à frente da máquina de soldar. Em retrospectiva, não teria sido uma má ideia.

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A levar a primeira "demão" de aglomerado que se tornará, espero eu, em parte estrutural e reforçante (reforçativa? refórcita? reforçamentosa?) do armário. Uns entalhes para acolher as porcas de fixação das rodas (não se vêem do lado de fora) e uma lambidela de verniz para prevenir contra derrames acidentais de Sumol e está a rolar.

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Pintura! Eu ia pegar no spray preto mas, imediatamente por trás, estava o spray azul a sussurrar que só se vive uma vez. Sim, a minha garagem é muito apertada. Posso queixar-me e resmungar e sonhar com uma oficina grande, ou então posso construir um armário de ferramentas ou dois.

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Não ilustrei este passo no relato do armário superior. As corrediças vêm preparadas com umas pequenas abas que encaixariam em aberturas no metal, num armário e gavetas metálicos. Só que o meu armário não é de metal e por isso tenho que partir as abas em 24 peças diferentes, limar as arestas em 24 peças diferentes, realizar furos em 24 peças diferentes, e limpar as limalhas metálicas que caíram para os rolamentos em 24 peças diferentes. E só então estou pronto a montar as corrediças. Poupar dinheiro dá trabalho...

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E então, subitamente, o DESASTRE! Excesso de confiança, distracção, mau karma, não sei. Eu sabia a espessura das corrediças de cabeça e fiz as contas para me certificar que havia espaço para a gaveta... mas as corrediças batem nas colunas e não conseguem sair. Duh. O pior é que acho que me lembrei deste pormenor quando comecei a pensar no armário, mas não consegui achar cantoneira de 20x30mm, costumam ser todas simétricas. Tive que comprar 30x30mm e lixei-me.

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Conseguirá Bob recuperar deste beco sem saída estrutural? Ou será que três tardes inteiras de trabalho irão parar à reciclagem? Dulcineide descobrirá que Rovaldo é a sua irmã gémea? As respostas na Segunda-feira, exactamente aqui.