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24.6.11

Foto do dia

Vespa 400 1957
Foto de SuperCarFreak
   

Viagem fotográfica pela PX de 2011

Estamos prestes a partir numa viagem fotográfica pela PX "nova"/2011/E3. Por favor mantenham os braços e pernas dentro do veículo. Se não gostarem das minhas fotos sobre-saturadas, a minha desculpa é que fiquei sem bateria e a luz estava muito forte. Obrigado por terem escolhido a Horta das Vespas para satisfazer as vossas necessidades blogófilas de índole scooterista.

2011 Vespa PX125

O velocímetro já conhecido é deveras elegante mas a escala de milhas por hora é praticamente inútil, suspeito que inclusivamente no Reino Unido. Os ponteiros são sólidos como rocha e não abanam nem um micron na estrada.

2011 Vespa PX125

Belo rabo! O farolim continua a parecer-me ter sido desenhado numa Sexta-feira às 17.30, mas os piscas já me agradam. Apesar de serem brancos, emitem luz laranja - bruxaria!

2011 Vespa PX125

O banco é consideravelmente menos feio ao vivo que nas primeiras fotos da feira de Milão. Ainda me estou a tentar habituar à rampa que existe ali no meio e a avaliar a compatibilidade da dita com os meus fémures descomunalmente compridos.

2011 Vespa PX125

Os novos punhos são agradáveis ao toque e ostentam a inscrição Vespa. Também possuem um anel de plástico cromado, e a única coisa boa que eu posso dizer acerca de um anel de plástico cromado é que é melhor que dois anéis de plástico cromado. Especialmente se forem plástico.

2011 Vespa PX125

Já descobri o que quer dizer SAS, é "sistema de ar secundário". É aquela caixinha extra por cima da touca do cilindro que tem um tubo que vai até ao escape. A sua função é fornecer oxigénio para os duendes do catalisador respirarem; sem o SAS, os duendes sufocariam e já não seria possível despoluir os dióxidos de carbonos.

2011 Vespa PX125

Mais uma visão das miudezas. Notem a mola dupla no descanso (a minha PêXizer de 87 só tem uma). Não sei se repararam há bocado mas o código do modelo é *ZAPM74100*, o que augura o fim da gloriosa época dos prefixos V__M. Já agora, o número de quadro é *00001578* o que sugere que a Piaggio pretende fabricar 100 milhões de "É-trêzers". Ou de ZAPMérs, como costumamos dizer nos círculos blogoculares scooteristas.


2011 Vespa PX125

A ZAPMér vem equipada com três Michelin S83 de fabrico Sérvio, pneumático esse que é o único oficialmente aprovado pela Horta. Também tem um travão de disco ou algo insignificante do género, pois os pneus são muito mais importantes. São ésse-oitenta-e-trézers!

2011 Vespa PX125

Os tipos do marketing devem ter achado que era importante os clientes não se esquecerem qual a marca do seu veículo, pois decidiram imprimí-la em letras grandes no bacalhau. A tentativa de capturar um pouco da elegância retro das primeiras Pês ao incorporar umas imitações dos frisos metálicos dos anos 70 não foi bem sucedida, na minha opinião. Adicionar plástico é mau.

2011 Vespa PX125

Se eles se deram ao trabalho de desenhar, imprimir e colar o autocolantezeco, o mínimo que eu posso fazer é sacar-lhe o retrato.

2011 Vespa PX125

Os emblemas Vespa são de "gel", um tipo de borracha flexível metalizada, e não de metal tradicional sólido. Isto significa que já não há furos nos balons e no avental para localizar os ditos distintivos.

2011 Vespa PX125

No porta-luvas encontram-se dois fios eléctricos que presumo servirem para alimentar acessórios do estilo GPS ou carregador de telemóvel. No entanto, o manual não lhes faz referência - procedam com cautela. O que não encontrei foi um "besouro" dos piscas, gerador do típico pi-pi-pi que acompanha a indicação de mudança de direcção (Update: leiam o comentário do PE). O autocolante exibe um esquema com características técnicas da homologação Italiana  ou coisa parecida.

2011 Vespa PX125
    
Detesto terminar numa nota negativa (a minha impressão geral da É-trêzer-barra-ZAPMér é muito boa, como discutirei na próxima posta) mas a tinta do depósito está a empolar e a descascar. Já ouvi duas vezes o comentário de "ah a PX do não sei quantas também fez isso" por isso parece ser um defeito comum, se bem que bastante inócuo.

Na Segunda-feira, a conclusão. E fotos de corpo inteiro da bicha.

Leiam o resto do teste à PX de 2011 aqui.
   

23.6.11

Foto do dia

DSC00634

Não é assim que se afinam as mudanças, Mauro.
     

Dissecando o conteúdo do porta-luvas da PX E3

Como primeiro passo nesta fantástica viagem de descoberta da PX125 de 2011, decidi lidar inicialmente com o tópico mais importante de todos que, certamente, é a vossa principal dúvida e ansiedade no que respeita a este cintilante ciclomotor: o que se encontra no porta-luvas?

Exactamente! Enquanto outras publicações e agências de media reportam assuntos triviais como performances, preço ou conforto, a Horta tem a coragem e a fortitude mental para lidar de modo frontal e imediato com aquilo que os seus leitores mais desejam ver esclarecido, o conteúdo do porta-luvas.

2011 PX manuals and stuff

O kit de ferramentas fornecido consiste num tubo 13/21 (porcas das rodas/vela) que pode ser girado com a segunda metade do kit, uma chave de fendas de duas pontas. Ambas as peças recolhem a uma saquita de plástico preto quando não estão em uso. As ferramentas de origem são, na minha opinião técnica, bué xungas; servirão para desenrascar numa emergência mas o veículo merece melhor que uma chave de fendas Fisher-Price. A trocar logo à saída do stander.

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Um folheto de acessórios sugere múltiplas maneiras de transformar a PX num altar ao Deus Crómio, bem como vários acessórios de moda e outros com alguma utilidade prática.
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Este é o livro da garantia, onde se carimbam e registam as revisões periódicas. Tal como o manual que veremos a seguir, exibe reduzidas dimensões e massa, o que beneficia a relação peso/potência e baixa o centro de gravidade do conjunto, facto que se reflecte favoravelmente nas prestações dinâmicas.

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O indispensável manual identifica o modelo do veículo como " Vespa PX E3", presumivelmente de Euro 3. De qualquer modo, vou começar a dizer "PX E3" em vez de "nova PX" ou "PX 2011"; assim parecerei moderno e actual. "Sim, já testei a PX E3 no meu blog, eu mando-te o URL via Twitter". Hã, bué moderno!*

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A-ha!, chegámos às coisas boas! Ao estudar o manual é possível aprender as novas designações pós-E3 para material pré-E3:
  • buzina é "avisador sonoro";
  • manete é "alavanca";
  • escape é "marmita catalítica";
  • mudança é "marcha";
  • balon é "capota";
  • porta-luvas é "borta-bagagens";
  • ralenti é "mínimo";
  • e ponto de ignição é "antecipação da ligação".

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Eu estudei atentamente e cumpri de modo escrupuloso as instruções da rodagem - cof cof.
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Só 100 à hora com acessórios?! Meu, assim nunca mais chegamos à Vespaniada! (para ser sincero convosco, existiam avisos bastante mais interessantes do ponto de vista de informação técnica geral e particular ao veículo para mostrar mas, ei, isto é a Horta).

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A velocidade máxima indicada é de 84 km/h (a da 150 é 88 km/h) mas ela deu mais estou convencido que estes valores se revelarão conservadores a seguir a um período cuidadoso de rodagem.

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Wow, alto lá. O que raio é um tubo de tomada de ar SAS ou uma válvula secundária?... Eu nem sei o que é a válvula primária! E se o tubo de tomada de ar SAS solto encrava na válvula secundária, quandos dedos é que tenho que ter na embraiagem para isso? Não sei como é que os colegas da revista Caras conseguiram realizar o seu teste com sucesso, eu estou a sentir-me bastante inadequado...

Não obstante, eu perseverarei. Amanhã deliciar-vos-ei com mais fotos, desta vez do exterior do porta-luvas. Sim, é verdade, não é uma zona particularmente interessante mas tenho que ser abrangente.

*primeira posta da Horta com utilização dupla da partícula "bué"? - novo sinal do Apocalipse

Leiam o resto do teste à PX de 2011 aqui.
      

22.6.11

Foto do dia

Apecar
Foto de Lo Sfuso
   

Bob testa a PX da revista Caras

Boas novas! O importador da Piaggio em Portugal, provavelmente atento às mais Recentes Tendências Blogófilas da Cena Scooterista Nacional (R.T.B.C.S.N.), decidiu enviar-me uma PX das "novas" para ser testada na Horta - um sinal certo do Apocalipse Scooterista Vindouro (A.S.V.).

Consequentemente, tenho 5 dias para derreter à bruta efectuar um teste profissional e abrangente a esta bela PX125, que marca apenas 335 milhares de metros no seu esbelto odómetro. Desde já os meus agradecimentos à Conceição Machado Lda. e à Ciclo-Foz.

Gonna test-ride the 2011 PX

No vasto universo nacional de avaliações e apresentações referentes à PX de 2011, existe uma que se salienta como a referência incontornável, o teste exaustivo feito pela revista Caras [edit: link morreu, este parece funcionar], que até inclui como banda sonora algo que não é o "I've got a feeling". Estava eu a rever o dito teste para roubar ideias comparar notas jornalísticas (sabiam que a PX tem "ignição electrónica ou de kick"?) quando noto a matrícula da PX da Caras:

Imagem da revista Caras
"63-LO-82? Será que...? Não, não é possível... Ainda falta ano e meio para o Apocalipse, não pode ser. Por favor, não pode ser! Ajudai-me São Pinasco!" Agarro no porta-chaves da "minha" PX com mãos trémulas e...

É a mesma matrícula! O Bob está a testar exactamente a mesma Vespa que foi testada pela revista Caras! Esta coincidência kármica deveria despoletar uma actualização do Gráfico de Dominação Mundial (G.D.M.) mas acho que uma representação visual de um pé micótico com 7 dedos não se adequaria ao novo status de classe e elegância agora mesmo adquirido por este vosso estaminé blogacular. C'um raio, até se vê o porta-chaves no vídeo!

Imagem da revista Caras
Depois de me ter embebedado recuperado do choque, continuei a ver o vídeo do teste da Caras à "minha" PX, vídeo esse que reflectiu com precisão total os meus próprios planos para o teste a este escarlate veículo. Só preciso de arranjar uma câmara de filmar e uma grande quantidade de pessoas aleatórias para se sentarem de modo caricato em cima da Vespa.

Depois da PX, o Departamento de Testes da Horta irá tentar obter uma MLM. Diz que vem com roda 12.

Imagem de ellasconducen.com

Leiam o resto do teste à PX de 2011 aqui.

    

21.6.11

Foto do dia

VESPA,CHINATOWN.
Foto de snowy1sc
   

Pontos de segurança

Na recente prova de Resistência em Abrantes, tive a oportunidade de ajudar a realizar as verificações técnicas às Vespas competidoras. Longe de serem um exame implacável que impõe regras rígidas, estas inspecções possuem uma componente de educação muito importante num desporto que se quer acessível mas seguro.

Se têm uma Vespa de corrida ou pensam construir uma, gastem alguns poucos minutos a verificar esta pequena lista de irregularidades comuns e entrem na pista com confiança e segurança (não dispensa consulta apurada do Regulamento Técnico :p ).
Arestas afiadas. Se cortarem o quadro, arredondem todos os vértices e protejam as arestas criadas com um friso de borracha ou soldando um arame ao longo do comprimento. Há algo cortante ou afiado que possa magoar numa queda?

Corta-corrente. O interruptor para desligar o motor deve estar no topo do guiador e ser facilmente actuável pelo piloto em andamento, se necessário. O interruptor também deve estar claramente identificado para poder ser desligado por qualquer um em caso de queda. E, claro, tem que realmente desligar o motor.

Extremidades do guiador. Outro pormenor aparentemente insignificante, mas fácil de remediar e importante para a segurança. As extremidades do guiador não devem ficar abertas, mas sim fechadas graças a um "peso" de guiador ou algum tipo de toco sólido.

DSC02133_ferimento_queda

Ponto de bónus extra-verificações: o equipamento pessoal de segurança tem que cumprir padrões mínimos por isso nada de luvas de bicicleta, botas abaixo do tornozelo e semelhantes; finalmente, é sempre boa ideia minimizar a quantidade de gasolina presente nas boxes e deixar os jerricans afastados da acção. Sejam rápidos, sejam seguros!
  

20.6.11

Foto do dia

apecar_gp_1
Foto de ziotarlo
  

Dois Bobs entram num bunker...

Coisas estranhas se passam no bunker. Fui voluntariado à força para servir de modelo num projecto fotográfico de um amigo. Como adereço, peguei na primeira GS150 que me apareceu à frente. :-)

Amigos da fotografia: Hugo Cardoso
Foto de Nuno Dantas

O processo fotográfico, por estranho que pareça, não envolve nenhum tipo de fotomontagem. Trata-se, sim, de uma exposição demorada de alguns segundos num ambiente escuro durante a qual se dispara um flash manualmente para imobilizar pedaços da imagem que se encontra em mutação segundo o efeito pretendido. Se ao menos existisse um vídeo do processo, seria mais fácil de compreender...


Dois Bobs na mesma foto? Se isso não é sinal do Apocalipse, não sei o que será.
 

17.6.11

Foto do dia

Scoot.101
Foto de J. Allen
    

Circuito da Boavista em Vespa

DOIS vídeos da Horta numa semana?! "What's the catch?" Bem, o segundo  não é grande coisa do ponto de vista cinematográfico.

A pedido de vários leitores, fica aqui uma tentativa de volta completa ao Circuito da Boavista (a uns meros 2 minutos de minha casa) em cima duma Vespa, marcando a minha primeira vez com uma câmara de capacete. A zona da meta é toda em sentido contrário e, portanto, dificilmente exequível :-(.


O Grande Prémio Histórico do Porto também mete motões ao barulho pela primeira vez este ano, na forma da exposição Spirit of Speed  e desfile (Sexta e Sábado ao fim do dia, Domingo ao almoço).
    

15.6.11

Foto do dia

CANIMG_2667
Foto de Pistol Pete
   

O "Torpedo"

Quando me fui despedir dos Vespistas do Norte, estavam eles prestes a embarcar numa viagem monumental até à Noruega, foi impossível não reparar na Vespa do Vasco, um híbrido customizado em cinzento-mate que oscilava perigosamente entre o tunning teutónico e o "rat-bike". Com a minha curiosidade despertada, fui saber mais.

"Torpedo"

"Torpedo"

O Vasco montou esta Vespa propositadamente para servir de transporte até ao Vespa World Days, no longínquo Norte. O "Torpedo" - nome que surgiu naturalmente durante a viagem de vários milhares de quilómetros - segue um "conceito bruto" e uma filosofia de reciclagem. Em vez de encomendar muitas centenas de euros de peças cromadas, este conhecido Vespista do Norte virou-se antes para o seu armário de peças usadas e começou a montar.

"Torpedo"

A base do "Torpedo" é um quadro duma Vespa 150S Espanhola, que imita exemplarmente as linhas perfeitas da mítica GS160. Este chassis encaixou-se perfeitamente no tema geral já que foi uma peça dada que estava a apanhar chuva no pátio do Vasco. A sua cor original, um azul-escaravelho-metalizado horroroso e ferrugento, quase foi mantida mas felizmente um pintor amigo ofereceu uma borradela em cinzento-mate.

"Torpedo"

Uma PX dos Correios Espanhóis serviu de veículo dador e forneceu a forqueta e motor para este híbrido Ibérico. Um kit Pinasco 177 a soprar num escape de rendimento Pinasco gera uma velocidade confortável de 90 à hora nas rectas e um consumo frugal de 3 litros aos 100.

"Torpedo"

A proa exibe travão de disco e um amortecedor Bitubo, abrigados debaixo de um guarda-lamas autêntico de GS160. Este encontra-se descentrado evitando cortes ou papos necessários à criação de espaço para o amortecedor moderno. A suspensão dianteira foi ainda rebaixada para manter todo o conjunto equilibrado.

"Torpedo"

Esta Vespa foi acabada imediatamente antes do início da viagem. Exceptuando umas voltinhas de teste no pátio, o seu primeiro quilómetro foi à ida para a Câmara Municipal da Maia, para a cerimónia de partida. O descanso central, aliás, ainda nem tinha sido montado nessa ocasião; foi na bagagem e fez-se a sua instalação já na estrada. Apesar do período de testes inexistente, o "Torpedo" provou ser absurdamente fiável com apenas uma lâmpada fundida a ser registada na viagem até à Noruega!

"Torpedo"

A parte mais complicada do projecto foi a instalação eléctrica, já que o Vasco não queria abdicar de muitos confortos modernos. Para além das brilhantes luzes de 12 volt e uma sonora buzina adaptada ao receptáculo original, o piloto pode desfrutar de um farol suplementar, um suporte de GPS com alimentação e arranque eléctrico. Este último é comandado pelo canhão de uma empilhadora (solução criativa!) no topo do porta-luvas, que também serve de corta-corrente.

"Torpedo"

"Torpedo"

O "Torpedo" está 99% finalizado e pronto a rolar. Tudo funciona; tem boas suspensões, boas luzes, bons travões e até autolube. É confortável, fiável e possui uma estética distinta. Até o seu custo final foi bastante reduzido, tendo sido limitado praticamente à aquisição da PX dadora e a uma revisão geral ao motor. De um monte de peças usadas e recuperadas nasceu um Torpedo das estradas, baço de acabamento mas letal em eficácia.

"Torpedo"