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25.10.17

Bob tenta estofar um banco de Vespa, parte 2

O mecânico ligou-me a avisar que a máquina de costura já não estava agarrada (parte 1 aqui) e lá fui buscá-la alegremente, totalmente alheio ao facto dos parafusos todos da Operação Bob Estofador ainda estarem pousados no estrado da PXizér. :-O

Só me dei conta do facto à frente do mecânico, e já faltavam peças quando lá cheguei. Felizmente, ao voltar a casa, estava o material em falta ainda no meio da rua, um parafuso cónico e uma anilha com um ombro; dava para desenrascar mas é fixe não andar a semear parafusos pela estrada fora, de um modo geral.


Agora a parte da costura propriamente dita. Uni o painel da frente ao painel grande com alfinetes, de modo a que as linhas dos moldes se sobrepusessem. Ora isto não é fácil. Só consegui unir metade da cena até o conjunto tridimensional resultante se tornar impossível de manejar e cheio de picos afiados virados para todas as direcções.


Em retrospectiva não devia ter começado com a zona da frente, já que a curva apertada no meio é um pesadelo. O resultado foi uma bela cagada.


Sabem quando estamos a pintar a spray e começa a correr mal com escorridos e gorduras e tentamos resolver atirando mais tinta para cima do problema? Foi estilo isso que fiz mas com costuras de alinhamento duvidoso.


Vamos tentar o painel de trás, que tem uma curva menor.


 Ah! Assim sim, afinal não sou um incompetente total!


As abas resultantes da união dos painéis são empurradas para um dos lados e cosidas nessa posição com uma costura paralela à primeira. Foi isso o que tentei fazer com o lado branco para cima mas correu bastante mal já que o tecido não ficou esticado. É preciso "abrir as nádegas" durante esta operação. Toca a cortar os pontos todos...


Tentei à frente, desta vez com o lado castanho para cima. Correu melhor até ficar sem linha a meio... Ainda pior, o tecido ficou encorrilhado e custava a avançar, o que resultou num tamanho dos pontos minúsculo. Ora isto é um problema porque, para além da estética arruinada, começa a fazer efeito picotado e criam-se zonas frágeis que podem rasgar no futuro.


Essas costuras paralelas das abas ficaram algo deste género.


Desgraça ou delírio? A conclusão da saga aqui.
  

13.10.17

Bob tenta estofar um banco de Vespa, parte 1

O estofo da PX está todo rachado graças aos vincos que aparecem por baixo das coxas, e tal tem impreterivelmente que ser remediado antes do Inverno! "Não pode ser assim tão difícil fazer uma capa nova", pensei eu, "já fiz uma bolsa de ferramentas e tudo."

Uma ida à baixa depois, encontrei-me proprietário de um belo pedaço de napa castanha.


Para desmontar o banco é só desapertar os parafusos da dobradiça. Para retirar a capa de tecido é necessário remover umas dúzias de agrafos, levantando-os ligeiramente com uma chave de fendas primeiro, e puxando-os com um alicate segundo.

A meio do processo decidi que precisava de comprar um agrafador. Já vi estofos colados mas desconfio que não dará para esticar bem a capa, agrafos serão preferíveis #palpite. Há mais uns parafusos pequenos que fixam a fechadura e, por trás desta, encontra-se uma chapa ferrugenta. :\


A dobradiça está rebitada à base de plástico e tem que ser retirada para se obter acesso aos agrafos do nariz do banco, que estão escondidos pela dita. Quando chegar a altura da remontagem, só poderei re-rebitar a dobradiça depois dos agrafos estarem colocados - pelo menos os do nariz.

Nesta foto nota-se uma "saia" preta que existe em todo o perímetro da capa na zona inferior onde ela dobra para dentro do banco, e que também está presente na capa antiga (vê-se bem na primeira foto). Não sei para que serve, talvez seja para facilitar a dobra ou para o interior do banco ficar todo preto... De qualquer modo, é uma característica que irei eliminar.
 

Sai a dobradiça e pode sair a capa. O interior de espuma está só pousado na base de plástico e a desmontagem está completa.
 

Posso agora desfazer as costuras da capa para a reduzir aos seus painéis básicos: o grande do meio, um pequeno à frente no nariz, e o painel de trás que é o que todos vêem quando passo por eles com o meu g'anda barrote.


Fiz moldes dos três painéis.


A seguir viria a parte da costura mas a máquina avariou instantaneamente, facto ao qual eu posso não ser completamente alheio #fail. Montei tudo outra vez, prendi a capa antiga dos ETs com meia dúzia de agrafos (era a única que ainda estava inteira), e levei a máquina de costura à loja.

Talvez haja uma parte 2.

(não tenho uma tag para banco ou assento, incrível)
    

28.9.17

Mini-review do kit de machos do Lidl


O bom:
- é barato, 12€99 creio. Comprei este kit mais pelas pegas para girar os machos e as tarrachas, já que comprar as pegas separadamente custaria o mesmo que o kit inteiro;
- tem um de cada. A lista de medidas incluídas cobrirá praticamente todas as necessidades de mecânica geral, e até inclui a obsoleta medida M7 que era utilizada nos parafusos do motor e do depósito das Vespas antigas.

O mau:
- a qualidade do metal. As letras HSS não são vistas em lado nenhum e, consequentemente, assume-se que o aço será do tipo "chinesium", mais quebradiço e menos durável que o aço utilizado em ferramentas de corte decentes;
- cada medida apresenta um único macho. Os machos costumam vir em conjuntos de três, com um macho cónico para iniciar o corte, um macho "normal", e um terceiro de acabamento ou de ponta cortada para furos cegos.

O veredicto:
- recomendado com condições. Comprem um destes se não tiverem nada do género, pois é um ponto de partida barato e abrangente, muito útil para limpar e consertar roscas. Se tiverem que roscar a sério ("roscar a sério", parece algo indecente), comprem o conjunto de três machos da medida que precisam (apenas 3 ou 4 euros numa loja de ferramentas) e usem as pegas do Lidl. Não se esqueçam de aplicar óleo e recuar com regularidade para evacuar as aparas.
  

11.9.17

Há 15 anos: 2ª concentração de Vila Real

Já só faltam quatro postas da série "Há 15 anos" contando com esta, e vou despachá-las todas nesta semana. Não serão no dia correcto, por culpa da hibernação estival, mas andam lá perto mais mês menos mês. Beijinhos!