No seguimento de testes épicos como o da nova PX ou o da Honda PCX, eis que a Horta concentra as suas energias e atenção noutro veículo nuclear da Cena Scooterista Clássica Nacional (C.S.C.N.), a Pizza Scooter (P.S.).
Este veículo não entrega pizzas, mas corta-as.
Exibe vários pormenores realistas.
A largura total é diminuta.
Já mencionei que a Pizza Scooter é estreita?
Tem descanso funcional. Ambos os lados da suspensão dianteira apresentam-se com amortecedor, o que não é muito fiel à realidade.
Na estrada a Pizza Scooter revela sérias dificuldades em cortar as arestas de uma pizza caseira de chouriço, cogumelos, molho de tomate, queijo extra e rúcula. É preciso "sacar égua" e forçar a tracção para ultrapassar ditos obstáculos.
O chassis estreito e recortado não dá jeito nenhum para manobrar o veículo e o descanso vai a roçar no queijo extra.
O defeito maior talvez seja a dificuldade em limpar a gordura e pedacinhos de pizza que sobem para a cavidade apertada dos guarda-lamas, tanto à frente como atrás.
De utilização pouco agradável e de limpeza difícil, Bob não recomenda a Pizza Scooter. Bob recomenda, no entanto, pizza caseira de chouriço, cogumelos, molho de tomate, queijo extra e rúcula. É estilo o Bolo de Cenoura (B.C.) das pizzas.
Ora portantos a minha vetusta PXizer chegou aos 170.000 quilómetros.
O conta-quilómetros não marca 70.000 por causa de cenas. Também não marca 55.555 porque é difícil parar no meio da Via de Cintura Interna. Com esta absurdidade de quilometragem em cima é natural que o desgaste mecânico associado se manifeste de modos imaginativos e abundantes*.
Primeiro, os meus piscas do lado direito deixaram de funcionar. Depois de alguma investigação, descobri um fio solto no interruptor dos piscas - a instalação eléctrica está um pouco "esticada" e o fio foi arrancado. Tive que ir ao bunker utilizar uma extensão eléctrica e soldar uma emenda mesmo ali no passeio da rua:\. Mas valeu a pena porque os piscas ficaram a funcionar, certo? Não!
Mais uma ronda de coçamento de cabeça e apalpamento de terminais com o multímetro e deparei-me com uma avaria verdadeiramente inusitada: na carapaça do pisca traseiro, há uma chapinha metálica que recebe o fio que viaja pelo balon, e no meio dessa chapinha está cravada outra peça circular que vai fazer contacto com o terminal da lâmpada. Ora essas duas peças metálicas cravadas uma na outra não estavam a fazer contacto eléctrico! Umas pancadinhas estratégicas re-estabeleceram o fluxo de electrões.
A minha buzina também deixou de funcionar, devido ao falecimento da minha bateria de UPS. Durou quatro anos sem manutenção, problemas ou peso excessivo, considero esta experiência bem-sucedida. A única bateria que eu tinha disponível era uma grande de mota, e foi mesmo essa que montei com a ajuda de uns zip-ties compridos. Agora tenho uma buzina pujante - não andem sem buzina, é perigoso.
O que mais se está a estragar? O meu chão já tinha uns pequenos papos na zona do descanso e agora estão a aparecer fissuras nessa zona.
Preciso de colocar um reforço qualquer por baixo para os batentes do descanso não me massacrarem mais o chão, mas não estou a ver isso a acontecer de modo atempado e eficiente... Outro problema revelou-se no meu banco "novo" do OLX que está a falhar exactamente do mesmo modo que o igual que eu tinha. O tecido começa a ficar com uma dobra por baixo da coxa e o interior dessa dobra estala.
A estaladela vai aumentando inexoravelmente de tamanho e a minha vida mergulha num limbo infinito de dor e sofrimento. Também não tenho uma solução simples para isto. Ah, e o motor começou a fazer uns estalinhos que podem ser um rolamento prestes a implodir. E assim de repente acho que não está mais nada a desfazer-se.
Já vimos o lado porco, sujo e feio das scutras Indonésias, e hoje vamos espreitar a vertente limpa, cromada e polida das ditas. Qual preferem? Eu sempre tendi um pouco para o "rat", pessoalmente. Viva a patine!
Aviso: muitas cenas filmadas com drones, que são o novo selfie-stick.
Numa semana aconteceu o AmeriVespa (a maior concentração de Vespas nos States) e logo na semana seguinte deu Lambretta Jamboree, o equivalente Lambreteiro. Desta vez foi em Pasadena, na Califórnia. Ora chequem lá os Ianques nas suas Lambegretas.
No que toca a desenvolvimentos recentes na cena scooterista, parece que os standérs andam a deitar fora LMLs novas, como demonstra esta imagem que capturei electro-digitalmente. Estão a guardar as rodas e pneus, no entanto, o que significa que devem ser a única coisa de jeito na scutra inteira.
Os Ingleses, por outro lado, metem-lhes turbos, o que significa que a LML é uma scutra excelente.
Se tiverem uma LML Turbo, precisam de uma destas para afinar giglers. Pedi ao super-computador da Horta para realizar uma simulação da performance de uma LML Turbo com os giglers rectificados e foi este o vídeo que recebi num CD duas semanas depois, pelo correio:
Parece que houve uma exposição importante de motos em Lisboa, com cenas importantes. Eu não fui mas estive presente numa exposição muito menor que também tinha cenas.
Conseguem vê-la, atrás da 946?
É uma novidade (possivelmente), e é capaz de ser importante. O tom de azul-cueca é deveras elegante.
E aqui está outra possível novidade, que talvez seja um bocadinho importante. Quanto às especificações técnicas deste modelo, de certeza que as tem.
Sinceramente, acho que estas possíveis novidades talvez importantes vão ficar a ganhar pó no Standér Adérito pois as scutras já não são o veículo da moda; o que está a dar é café racers (C.R.), e eu já não consigo ir ao centro comercial comprar meias da Hello Kitty sem parar ao lado de uma.
A foto parece tremida mas é mesmo assim, as C.R.s impregnam tudo à sua volta com uma sensação palpável de velocidade mesmo quando estão paradas. Wow much fast, so racing, very power. Mas mais que uma categoria de veículo, trata-se de um estilo de vida. E certificarmo-nos que todos sabem que temos um estilo de vida. Há uns dias jantei ao lado dos NorthSiders e posso relatar que cinco em seis tinham amplas pilosidades faciais. Assim sendo, concluo que a barba é importante na cultura "café".
Esta nova tendência, no entanto, de tão brilhante e enérgica que é, está-se a consumir rapidamente e tem um ritmo de vida acelerado. Já passámos a novidade e estamos bem na fase de imitação e apropriação por parte das marcas institucionais. Um exemplo perfeito é a Hero - estilo a LML das motas - que já tem um modelo C.R..
Quando aparecer uma C.R. azul-cueca, saberemos que chegou ao fim.
Enquanto tal não sucede, eu recomendo-vos intensamente que obtenham uma café racer/ scrambler/ brat style/ flat tracker/ chopper/ cruiser/ whatever e todos os acessórios de estilo de vida respectivos, pois esse é o modo aprovado para estarem cool e rebeldes e alternativos durante a época 2015/2016 (para 2017 acho que a filatelia vai voltar em grande). Não se esqueçam de retirar a mola de retorno do acelerador para poderem fazer motorcycle surfing. Tão cool e rebelde e alternativo!
Se a barba é importante na cultura "café", um capacete fechado já nem por isso. Nota interessante: o inventor do motorcycle surfing foi o David Hasselhoff, se bem que num nível muito superior. Nota interessante 2: foi assim que morreu o Indian Larry :(.
Também vi isto na rua. É assim um nico C.R. por isso meto aqui para encher palha.
Que motor esquisito, parece um monte de baterias eléctricas.
E ainda no departamento de veículos invulgares, eis a scutra de assistência técnica da Super Bock. De nada.
*** inserir piada gira sobre condutores bêbados aqui ***
Finalmente, recebi numerosos emails* a perguntarem se vou à próxima Scooter Parade no dia 11. Ainda não sei, depende se a minha 946 Emporio Armani chega a tempo ou não.
Não posso ir numa scutra banal e corriqueira, não é digno de alguém da minha estatura cultural. E por falar em banal e corriqueira, o avistamento de uma PCX a entregar pizzas significa que este modelo deixou de ser "recente" para passar a ser apenas mais uma acelera. O próximo passo é daqui a 20 anos quando começarem a ser restauradas. E nessa altura podem vir aqui ver esta foto para duplicarem os gráficos da caixa de pizzas. De nada.
A Índia acalenta uma relação íntima com o veículo scooterdesde tempos longínquos. Eu sei que ficaram surpreendidos quando descobriram há 18 meses que a LML era uma marca Indiana, mas é uma ligação que já se arrasta há éne.
Como prova, eis o belo do documentário respeitante à mítica SIL (Scooters India Limited) que arrebatou a linha de produção da Lambretta quando a Innocenti desligou o interruptor no início dos anos 70. Para os miúdos novos que podem estar a estranhar os filtros invulgares na imagem e no som, aconselho que googlem a expressão VHS - é uma cena vintage.
Curtiram a ambulância aos 08:05? Então talvez apreciem o TT etéreo aos 04:44 na parte 2:
Ora então esta é a matéria-prima. Três pernas curtas de 1000mm, três pernas longas de 1800mm, cinco travessas de 820mm, e duas longarinas de 2440mm (tudo isto com uma secção de 100x40mm). Para o tampo queria uma placa de MDF de 2440x900x20mm, mas tive que me safar com duas placas de 1220mm. Encostado à parede está um painel de melamina reciclado com 2440x600mm.
O primeiro passo é construir a estrutura do tampo com as duas longarinas a ensanduicharem as cinco travessas. O comprimento deste tampo é a medida bastante comum de 2440mm. E porquê comum? Porque é esse o equivalente métrico a oito pés nas medidas da Rainha de Inglaterra. Se tiverem uma pick-up Norte-Americana ficarão agradavelmente surpreendidos quando comprovarem que a caixa de carga foi desenhada para acomodar tábus e placas com os ditos oito pés de comprimento.
A largura é de 900mm. Eu gosto duma bancada bastante "profunda" porque tenho braços compridos para chegar até à parede; no entanto, uma medida de 700mm será mais convencional e poupa espaço de garagem.
O desafio seguinte é adicionar altitude a esta armação, o que se revela complicado se estivermos sozinhos :\. Felizmente o meu carrinho e mala de ferramentas combinados tinham a altura certa para apoiar um lado enquanto eu aparafusava a primeira perna do outro lado.
A altura do tampo é de 1000mm. Esta é uma questão de gosto pessoal mas encorajo-vos a experimentarem uma altura superior à vossa primeira escolha. Muitas bancadas que se vendem nas grandes superfícies de bricolagem têm 80 e tal centímetros de altura, o que é manifestamente insuficiente para um homem de estatura típica.
Agora com as pernas todas no sítio. Reparem que as três pernas mais compridas servem também de suporte para o painel de ferramentas. Como têm 10cm de "espessura" e estão afastadas da parede pelas longarinas, isso aproxima o painel de ferramentas ao utilizador e proporciona fácil acesso; se o painel tivesse sido colocado directamente na parede, estaria muito afastado por causa dos 90cm do tampo.
As pernas foram aparafusadas à estrutura do tampo com parafusos compridos. É preciso atenção com o espaçamento destes parafusos para não entrarem em conflito com os parafuso das travessas; também não podem estar muito próximos das longarinas senão não há espaço para o berbequim os apertar. Eu devia ter tirado uma foto que ilustrasse esta situação mas é muito mais divertido se vocês descobrirem estes problemas ao vivo.
Finaliza-se com a aplicação do tampo (recortado para encaixar nas pernas traseiras) e com o painel de ferramentas. O espaço vazio por baixo do painel será ocupado com conjuntos de gavetas organizadoras ou cubículos de arrumação.
Depois de se aparafusarem os painéis de MDF, toda a estrutura horizontal do tampo fica perfeitamente sólida. No entanto, as pernas oscilarão bastante já que não possuem nenhum reforço ou triangulação, devido a uma decisão consciente de design minimalista. Esta falha grave de rigidez é resolvida fixando a longarina traseira à parede com umas simples ferragens em L.
O último retoque foi a colocação de uma prateleira a todo o comprimento por cima do painel de melamina, apoiada no topo das pernas de trás, para colocar as latas de spray preto-fosco. Falta só aparafusar uma extensão eléctrica à mão de semear e já 'tá. Uma variação possível desta bancada, se tivermos a certeza que ela não mudará de sítio, é dispensar por completo as pernas traseiras e prender a longarina de trás directamente à parede.
Como é a vossa bancada? Que truques é que empregaram na construção? Têm alguma sugestão para melhorar o meu desenho?
Precisei de transportar as minhas ferramentas e o meu carrinho de oficina. Como o meu Ape Pentaro está emprestado ao museu em Pontedera, tive que usar a boa velha PX. Não foi uma experiência muito agradável, com o centro de gravidade elevado e o ferramental todo a chocalhar à mínima irregularidade do piso.
Se quiserem transportar carga na Vespa sugiro com intensidade que adiram às seguintes directivas:
esticadores ("bungees") e fitas de carga deverão estar disponíveis em abundância;
certifiquem-se que a carga está bem presa antes de se colocarem em marcha; sei que esta é uma dica meio "duh!" mas é importante que, em andamento, não se sinta a necessidade de estar constantemente a vigiar a carga ou a mexer-lhe, isso rouba concentração necessária a uma condução segura;
não obstante a dica anterior, depois de 10 minutos de viagem, parem e verifiquem se a carga continua bem presa e se nenhuma das fitas se mexeu ou ganhou folga.
Desculpem a longa interrupção nas postas: custou-me a sair da depressão de Inverno e passei logo para a depressão pré-Verão. Independentemente da minha saúde mental (ou ausência da respectiva) ficam aqui 8 agradáveis minutos de scooter porn à maneira com a colecção de escutras do Vittorio Tessera. Para quem não o conhece, ele é estilo a Barbara Streisand das Lambegretas.
Tenho recebido montes de emails* onde os leitores me perguntam "Bob, quais são as mais recentes tendências-chave da customização de scooters na Europa ocidental e central?" pelo que decidi postar estes dois vídeos informativos pertinentes ao assunto em questão. Se precisarem de outra banda sonora é aqui.
"E os piscas?" Bem, para se ter os piscas visíveis é preciso cortar um buraco e lá se vai o recorde de 48 segundos. (e meter umas lâmpadas de 100 watts não seria mais simples, digo eu que não percebo nada disto...)
Belas caveiras.
É claro que a ideia não é nova, a Horta já tem um sistema melhor há vários anos. Podemos customizar a mensagem e a cor...
...ou utilizar um "skin" personalizável na hora que pode receber qualquer mensagem ou gráfico:
Estou a vender os meus "Hortaskins" ao preço módico de 45 euros, que é o valor que me permitirá adquirir uma t-shirt oficial Vespa. Façam fila única para encomendar, por favor.
Acho que deviam era fazer a Vespa completa em CNC. Eis uma simulação computorizada de como ficaria:
Noutras notícias menos agradáveis, enviaram-me um link para este anúncio do OLX:
Parece que a PX dos 12.000 euros perdeu o recorde. Eu até daria 15.000 euros por uma V31 mas o capacete tinha que vir pintado "à cor". É um pequeno pormenor [redundância, os pormenores são inerentemente pequenos] mas que custou a este anunciante uma venda fácil. E agora que tenho 15000 euros a criarem um papo deselegante no bolso das calças, o que faço com eles? A resposta é simples, um Ape de fazer pão.
Infelizmente, depois de ter clicado naquele link do OLX, o Facebook insiste em sugerir-me este anúncio:
Bela jogada, Mark, Sprintérs em azul-cueca são mesmo uma cena que me assiste. Se eu quisesse gastar uma pipa de massa num acessório de moda de mau gosto comprava uma t-shirt oficial Vespa de 45 euros. Por outro lado, é uma rara e desejável Sprinter, acho que deve valer o guito.
Mas falemos de coisas ligeiramente menos desagradáveis que Vespas azul-cueca com dois banquinhos estofados criativamente, falemos de Lambegretas. Quem vai à Áustria?
Eu até ia se eles tivessem filmado o vídeo com um drone e a banda sonora fosse o "I gotta feeling". Se vão, dêem uma saltada ao Lidl para se equiparem pois ouvi dizer que é frio na Áustria.
Por apenas 28 euros vocês podem parecer-se com este tipo! E com os acessórios fica tudo por 42 heróis, é mais barato que uma t-shirt oficial da Vespa de 45 euros!! Estou lá batidinho às 6 da manhã antes de haver fila, será que têm em azul-claro?...
Aproveitem rapidamente pois scooters na Dica da Semana cheira-me a Apocalipse. Se não puderem ir ao Lidl na data da promoção, sugiro que contratem um serviço de recados potenciado por uma scooter clássica ou sucedânea, como o Moço de Recados.
A julgar pelo novo vídeo, as especialidades deles são passear pela cidade sem luvas em lindos dias ensolarados e reunirem-se ao fim da tarde para ficarem de pé em círculo a discutirem quem é que usará a única scooter da empresa no dia seguinte.
Pelo menos não se mandaram ao soalho (ainda?) como os colegas do Conta Comigo.
Espero que estivessem a usar luvas.
No entanto, tenho a impressão que a próxima capa do Lidl vai ter uma café racer. As café racers são as novas Lambegretas 200. Ou 300.
Sigam um jovem Indonésio, a sua mulher, o seu bebé e o seu clube de amantes de Vespas extremas enquanto viajam a uma concentração de fim-de-semana.
Como jádisse antes (ou tentei dizer), a nossa visão pessoal do scooterismo é extremamente relativa e distorcida, influenciada pelos nossos amigos e pelo que vemos nas concentrações e no computador. Este pequeno documentário dá um forte puxão nessas vendas estéticas e ajuda a percebermos que o nosso modo de estar no scooterismo não é, de modo algum, universal nem imbuído automaticamente de validade ou correcção.
TL;DR: Menos aspecto, mais substância. Menos cromados, mais quilómetros.
Olá! Tudo bom? Se compraram um "selfie stick" recentemente recomendo que o devolvam e usem os fundos para adquirir um drone, essa ferramenta indispensável para a criação de um vídeo scooterista moderno.
E falando em vídeos scooteristas modernos, às vezes os ditos tornam-se virais. E o que é um vídeo viral? É todo e qualquer vídeo que apareça no meu monitor mais do que duas (2) vezes, ou então que eu ache que toda a gente deve ver. Tipo estes:
Mais: Rally 200
Menos: corte de cabelo estúpido, vídeo muito longo, o gajo não chega ao topo
Um homem sem uma faca não é um homem completo, e a minha caixa de ferramentas acusava a lacuna dessa ferramenta tão básica quanto essencial. Assim sendo, peguei numa faca de mato velha e barata que estava a ganhar pó e transformei-a na minha faca de garagem.
O truque para modificar a forma da lâmina é encostá-la à rebarbadora/ lixadora eléctrica/ esmeriladora apenas um par de segundos e mergulhá-la logo num balde de água. Caso contrário, o calor destruirá a têmpera do metal e este ficará mole. Uma afiadela e uma encurtadela da baínha depois, sinto-me muito mais completo.
Por mais difundida e banalizada que a tonalidade azul-cuequenta possa estar, o azul-cueca de origem de fábrica original da Piaggio de fábrica original da marca é uma visão rara nas nossas estradas. Rara, mas não inexistente, e nem precisa de se tratar de um veículo exótico.