13.4.16

Soldadura

Alguma vez vos aconteceu estarem a trabalhar na oficina, começarem a ver sangue nas ferramentas, perceberem então que se cortaram, esfregarem o sítio da fuga* com o pano nojento do óleo, enrolarem um bocado de fita isoladora no dedo e continuarem a trabalhar como se nada se tivesse passado? Pois, eu também não.

Bem, o que eu vos queria dizer é que finalmente as minhas soldaduras (soldações? soldagens? soldamentos? soldótipos?) deixaram de parecer bocados de ranheta seca e passaram a assemelhar-se a bocados de ranheta molhada. Uma grande evolução!

stick weld

A razão básica para tão demorada evolução prende-se com a extrema violência intrínseca ao processo, ora confiram. Bué metal! \m/


* os civis têm cortes e arranhões, os Vespistas têm fugas e deficiências de vedação
    

11.4.16

Youtube Monday #documentário

Porque a Vespa faz 70 anos e cenas e coisas. Espero que saibam falar Francês porque o canal Arte tem dos melhores documentários. Salut!

    

6.4.16

Quem fará 200.000 quilómetros primeiro?

Realizar 100.000 quilómetros numa Vespa é um feito. Sabe muito bem ver a fila de noves "dar a volta" em sincronia mecânica até ser substituída por uma fila de bolinhas perfeitas. É um feito invulgar mas não difícil. O que é difícil, isso sim, é fazer 200.000 quilómetros numa Vespa.

Eu estou a caminho pois já vou com 175.000, mas não sou o único neste trilho. O PE, um rapaz garboso e de refinado bom gosto que partilha o meu/nosso amor pela Vespa, já deve estar a rondar os 140.000. Ora, se estudarmos o seguinte gráfico gerado pelo super-computador da Horta...

Bob vs. PE
Horta Analog Xtreme Definition Super Hyper Graphix (TM)

...torna-se clara a existência de uma distinta e real possibilidade de ser a PX do PE a atingir a dupla centena de milhar de milhares de metros antes da minha PX. Ora isto deverá acontecer no início de 2019, daqui a 3 anos. O primeiro segmento de recta (até 99) é da responsabilidade do dono anterior da minha PX; a seguir a 99 podemos observar que o declive das duas linhas é semelhante o que me daria a vantagem. No entanto, a minha quilometragem começou a abrandar no início da presente década, ao passo que o PE continuou a fazer 500 quilómetros por dia ou lá o que é necessário para atravessar o rio Tejo e ir para o emprego.

Quem chegará primeiro à linha tracejada? Será que assistiremos a viagens-maratona no Inverno de 2018 para não deixar escapar o título? Ou será que o Zé João tem realmente uma Rally que já deu a volta por duas vezes? Façam as vossas apostas nos comentários e que ganhe o Vespista com o rabo mais insensível.
    

4.4.16

Youtube Monday

Aqueles javardolas adoráveis que foram de Lisboa à Croácia estão a limpar o disco duro e a meter vídeos grafico-digitais nas internétes. Ver exemplo abaixo.



    

2.4.16

Meia dúzia de fotos da Serra

Mau: quando estamos numa estrada nacional remota a vir para casa e a Vespa morre.
Bom: quando o problema era apenas a vela que durou 2 ou 3 anos sem manutenção nenhuma.
Muito bom: quando resolves o problema em 3 minutos pois tens peças suplentes e ferramenta.
Excelente: quando, apenas 2 minutos depois de avariares numa estrada nacional remota, pára um tipo com uma carrinha enorme a perguntar-te se pode ajudar porque ele também tem uma Rally. #irmandadevespista

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28.3.16

Comprei umas tendências baratas no OLX

Vivemos em tempos privilegiados. Podemos comprar kits completos de chaparia com zero quilómetros...



... e depois arranhá-los com bolsas esquisitas.



Não, a sério! Quando podemos ir rolar de Vespa sem nos preocuparmos com decapitações na via pública  temos o dever de reconhecermos que somos privilegiados. Eu sinto-me privilegiado, mesmo com uma PX meio decrépita: o estalinho era o vedante da cambota do lado da embraiagem que girava no carter (reparado), o descanso continua a lixar-me o chão (ignorado), e o banco já está plenamente rachado (assucatado).


Isto daria muito mau aspecto se eu fosse a uma actividade como a Scooter Parade, que lançou o seu vídeo oficial da edição de 2015. Tem montes de cenas filmadas com drone por isso é bom.



Quem tem 20 e tal anos e quer ser cool vai à Scooter Parade. Quem tem 30 e tal anos e quer ser cool, por outro lado, arranja uma bicicleta eléctrica Piaggio, montes de amigos divertidos com uma vibração hipster/modelo de moda e um gosto musical reprovável.



[Edit: o vídeo agarrou, experimentem aqui]

(os verdadeiros conhecedores compram bicicletas Lambretta - o motor não está de lado e por isso são mais estáveis)

Quem tem 40 e tal anos e quer ser cool depara-se com uma única solução: arranjar uma café racer e pilosidades faciais de curadoria artesanal simbólicas de lifestyle urbano retro-trendy. E depois vai ao Distinguished Gentleman's Ride, que é estilo a Scooter Parade mas para quem tem mais dinheiro para gastar em motociclos. Estava a ver este vídeo da D.G.R. (não dá para embeber) e vejo duas LML cor de pastilha elástica Gorila a descerem o passeio...


 ... e penso logo: "ai ai ai não se pode descer para a direita que bate!"

So much filter

Pimba no selector! Tenho quase a certeza que bateu mas o colega nem notou.


A seguir foi a vez duma PX e desta vez tenho a certeza absoluta que bateu.


Porque o colega olhou para trás para tentar descobrir a causa do barulho. Se querem descer um passeio de Vespa têm que o fazer para a frente ou para a esquerda; para a direita vai bater o motor. Se tiverem uma Vespa antiga, os cuidados deverão ser redobrados pois a extremidade por baixo da matrícula é ainda mais baixa e sólida que nas PX/LML e baterá em passeios de altura média, com garantia acrescida de tal em caso de existência de pendura. A Horta educa e molda as futuras gerações de scooteristas clássicos nacionais!

(Talvez um dia a procissão de 200 motas da D.G.R. colida com a procissão de 500 scutras do Scooter Parade e tenhamos um revivalismo das lutas entre Mods e Rockers mesmo no meio do Porto. Eu aposto nos scooteristas porque são todos 20 anos mais novos que os motoqueiros clássicos e estes últimos não vão querer correr o risco de arranhar os seus capacetes revivalistas dos anos 70 de 500 euros. As imagens captadas pelos drones serão fenomenais.)

Se quiserem mesmo descer passeios despreocupadamente,então precisam duma scooter com características todo-o-terreno, tal como a Honda City Adventure:


 E aqui está uma simulação em azul-cueca:


Esta scooter é apenas um "conceito" mas talvez já se possam comprar conceitos de malas Touratech para ela. De qualquer modo estou certo que, caso veja produção, a City Adventure será um falhanço. Onde é que já se viram veículos todo-o terreno na cidade? Por acaso alguém usa um jipe enorme para ir às compras ou levar os putos à escola? Claro que não, seria totalmente ilógico.

Outra opção para subir e descer passeios seria um veículo de aluguer (é um segredo mal guardado que todos os veículos alugados possuem  suspensões e chassis reforçados, pneus de baixo desgaste e motores modificados para aguentarem com altas rotações). Aqui no Porto pode-se alugar uma Super a partir de 25 euros e andar em contra-mão numa artéria movimentada sem custo adicional, estranhamente na mesma rua onde os colegas acima bateram com os rabos. #triângulodasbermudasscooteristainvicta #notazulcueca

Edit: não é a Super que está em contra-mão mas sim os carros. Talvez o fotógrafo esteja a entupir a faixa?


(a minha análise gráfica revela uma probabilidade de 90% daquela forqueta estar empenada para o lado)

Entretanto, no continente Asiático, a LML 2 tempos morreu e a LML pequenina nasceu.


Chama-se Star Lite, tem 125 cilindradas cúbicas transmissionadas automaticamente, e será uma excelente scooter de aluguer: como o motor está do lado esquerdo, pode descer passeios à vontade. Ide rolar, meus filhos, não andem à pancada e mantenham o motor limpo.
   

15.2.16

Vamos à Serra

Quando o LTB me liga à meia noite a perguntar se eu quero partilhar um quarto com ele, eu respondo que sim.

Vamos à Serra da Estrela.

Passeio à Serra da Estrela 2016

  

28.1.16

Como montar o farol da Vespa PX nova

Agora que já tenho o farol da PX nova, é altura de halogeneizar a minha vida. Antes de começarmos, é necessário comprar lâmpadas que não vêm incluídas no farol. 5 euros no comércio tradicional resolvem o problema. A lâmpada dos mínimos é uma 12V5W do tipo W2 de "encaixe" e a grande é uma 12V35/35W do tipo HS1 (a minha dizia H4 em vez de HS1 e parece funcionar, apesar de não serem perfeitamente compatíveis).

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Primeiro desapertam-se os quatro parafusos (ou só dois, se forem preguiçosos como eu) que estão por baixo do guiador e que seguram o topo de plástico do guiador.

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O topo está agora solto e pode ser levantado ao mesmo tempo que se empurra a bicha do conta-quilómetros para dentro da forqueta na zona do amortecedor.

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Podem ver que o topo está preso pela dita bicha do conta-quilómetros (no meio da foto, que encaixa no cilindro metálico saliente por cima) e pela ficha eléctrica no fim dos fios. Eu costumo deixar a ficha ligada mas se quiserem acesso total podem retirá-la actuando uma pequena "língua" que a mantém presa.

O corpo do farol está fixo ao guiador por dois parafusos hexagonais, um de cada lado...

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... e por este pequeno, em baixo.

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Olhando para o farol antigo, podemos ver que recebe quatro fios. O fio preto é a massa e o fio preto/amarelo alimenta os mínimos. Os fios roxo e castanho alimentam um os médios e o outro os máximos; não sei qual faz o quê mas tal não importa pois os fios eléctricos novos têm a mesma cor dos antigos o que elimina qualquer possibilidade de erro.

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Os terminais da instalação eléctrica da Vespa que ligam ao farol têm este aspecto...

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...mas os terminais da pequena instalação que vem no farol novo são diferentes :(. Algumas modificações impôem-se.

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Não se podem ligar definitivamente os fios uns aos outros porque isso impediria a desmontagem do guiador ou forqueta no futuro (o casquilho do farol não conseguiria passar para fora do guiador, creio). Podem usar-se aquelas barras de terminais brancas para desenrascar mas eu queria manter os terminais por isso comprei estes terminais macho que encaixam nos terminais fêmea da instalação eléctrica.

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São dois terminais de 5mm de largura e dois de 6.5mm de largura. Cortei os terminais do farol novo e instalei estes. Depois de os cravar no sítio, adicionei uma pinga de solda onde o cobre exposto é "esmagado" pelas abas do terminal, para garantir uma ligação sólida. Não tem piada nenhuma quando as luzes falham à noite numa qualquer secção remota de auto-estrada. Perguntem-me como sei...

Os terminais da instalação eléctrica não são isolados. Dantes não havia problema porque estavam fixos no casquilho do farol antigo mas agora vão ficar a flutuar dentro do guiador e têm que ser isolados. Para o efeito usei manga termo-retráctil que é isolante e encolhe com o calor. Eu costumava retrair a manga usando a chama de um isqueiro mas descobri que é mais rápido e temos mais controlo se esfregarmos o ferro de soldar na manga com suavidade. Não esquecer de enfiar a manga nos fios ANTES de se cravarem os terminais! Outra opção mais simples seria instalar terminais já isolados, com um "casaquinho" de plástico.

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Podem encontrar manga termo-retráctil em qualquer loja de electrónica, e também já a vi nas grandes superfícies de bricolagem. Antes de colocarem o farol novo no sítio, aproveitem para limpar a acumulação pouco sanitária de porcaria e óleo da zona adjacente :\. Agora também é uma boa oportunidade para lubrificar os negligenciados pontos de rotação dos punhos e amandar um pouco de óleo pela bicha do conta-quilómetros abaixo.

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Monta-se o farol novo com os dois parafusos laterais e o parafuso pequeno por baixo. Este parafuso de baixo, quando desapertado, perrmite regular a inclinação do farol. Não deve ser apertado com muito vigor pois a nova rosca é de plástico. Os fios do farol, que ficaram mais compridos do que eram originalmente, podem ser enfiados para debaixo do corpo do farol tornando a área mais arrumada.

Ao recolocar o topo do guiador no sítio, deve-se ter cuidado para não esmagar nenhum fio; se o topo não "bater" no fundo e ficar um pouco torto, há algo que está a ser trilhado. Recolocar o topo do guiador é facilitado se, ao mesmo tempo, puxarmos a bicha do conta-quilómetros para a sua posição original no sítio onde ela sai da forqueta.

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Sucesso! Acabou-se a roleta russa nas estradas escuras.
   

27.1.16

Como comprar um farol da PX nova duas vezes

Tento comprar artigos de qualidade que sejam duráveis e não se deteriorem com o uso. Isso significa que comprar usado passa a ser uma opção válida e que estamos a beneficiar a carteira e o planeta. E quando se fala em comprar usado, geralmente é o mesmo que comprar na internet. #séculoXXI

As minhas duas últimas aquisições ciber-virtuais não foram exemplares. Comprei um esmeril barato (estava a pedi-las, admito) e obtive um esmeril com uma das pedras da medida errada e que tem a pujança equivalente de um gatinho bebé com diarreia e conjuntivite. Também comprei um banco que deveria ter a capa impecável mas que veio com dois furos de bónus. A sério, há pessoas no OLX que me fazem perder a fé na raça humana.

Agora foi a vez de um farol da PX nova. O farol de origem da minha PX de 87 é ridiculamente anémico, e umas lâmpadas todas cromas de iodo-halogéneo-kriptonite não resolveram o problema. Durante alguns tempos pensei em montar um F.M.N.P.C.D.L.E.  mas decidi-me contra; não necessito de iluminação suplementar nalgumas ocasiões, necessito sim de iluminação sólida todos os dias.

Apareceu um farol da PX nova no Facebook de um tipo que tinha muito outro material Vespa à venda. 20 euritos, diz que estava bom, tinha só uns riscos à frente que não me incomodavam. Sim senhora, quero. 5 euros de portes porque vem de transportadora? Prontos, pode ser, os CTT eram mais baratos mas enfim. Eis o que me chegou à porta:

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Dentro repousavam um farol e um guardanapinho simbólico de plástico às bolinhas. Apenas.

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Ainda bem que o material de embalagem era em quantidade abundante (NOT!!!) para proteger eficazmente o farol que ERA MAIOR que a caixa onde viajou!

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Faltava o casquilho da lâmpada dos mínimos e faltava o casquilho da lâmpada dos médios/máximos, bem como os fios respectivos. Felizmente estava presente a lâmpada dos médios/máximos, mas ambos os filamentos se apresentavam fu(n)didos o que ajudou bastante a manter o tema subjacente. E, finalizando este belo e luxuriante ramalhete de desilusão, não só estavam ausentes as orelhas de fixação ao guiador, mas as roscas das orelhas estavam destruídas.

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Impossível sequer montar o raio da coisa! É como se alguém tivesse literalmente arrancado o farol do guiador onde estava colocado. Comuniquei com o vendedor, ele pediu desculpa que não tinha reparado, e devolveu-me os 20 euros depois de eu lhe ter enviado o farol à minha custa. Pelos CTT, que cobram significativamente menos que os 5 euros da transportadora. 5 euros da transportadora esses que ficaram a arder, apesar da culpa ter sido toda do vendedor. Vendedor esse que não respondeu quando mencionei que os 5 euros também deviam ser devolvidos. E então decidi socorrer-me dos serviços de um profissional íntegro e comprei um novo no Vasco e acabaram-se as chatices.

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Veio com uma caixa do tamanho correcto e tudo. E amanhã vamos montá-lo.
      

23.1.16

Bateria de UPS nova

Ninguém se vai lembrar mas eu tenho estado a rolar com uma bateria exageradamente grande de mota (era o que estava disponível na prateleira). Até tenho estado a rolar com os zip-ties de fixação partidos e uns cristais malucos no pólo negativo, mas isso são pormenores inconsequentes.

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Resumo dos últimos episódios: baterias de UPS são fixes e seladas e pequenas, têm que ser montadas com espuma para não morrerem com a vibração, a última durou vários anos sem chatices, satisfação elevada.

Só que todas estas experiências foram feitas com baterias grátis cortesia do Rui Heinkel e chegou finalmente a hora de realizar o teste da carteira e comprar uma na vida real. Numa loja de electrónica do comércio tradicional adquiri a dita e ainda levei troco de 7 euros. Sucesso.

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Foi prontamente instalada. Ainda não descortinei uma maneira fácil e limpa de ligar os fios, já que os terminais são diferentes dos da instalação eléctrica.

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Espero que dure três ou quatro anos, como a outra. Por 7 euros e sem ter que me preocupar com ácido é já um clássico da Horta. (não se esqueçam que a minha PX não tem arranque eléctrico - se a vossa tiver dessas mariquices, então tudo isto aqui escrito poderá não ser aplicável no vosso caso)
     

18.1.16

Youtube Monday


Numa tentativa pouco imaginativa ou eficiente de afastar o frio árctico que se faz sentir, eis o vídeo da expedição de Verão dos colegas da SIP. Tem imagens filmadas com um drone por isso é bom.
    

1.1.16

Depois da Consoada, garagem arrumada

Mais uma voltinha em torno de uma esfera de fogo flutuante no vazio, iei! Energizado com o espírito festivo da quadra, desci até à garagem-satélite do meu domicílio urbano e porcedi a uma sessão de organização e limpeza, cujos resultados me deixaram agradavelmente surpreendido. Haverá algo mais simbólico da entrada num novo ano que reciclar as garrafas de óleo vazias que se escondem pelos recantos escuros?

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Agora só falta arrumar o Bunker mas isso é outra ordem de grandeza... Numa nota menos positiva, as rachas da garagem parecem maiores - acho que posso começar a guardar garrafas de óleo vazias (G.O.V.) dentro das paredes...

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Os servidores da Horta foram inundados de mails (I.D.E.) nos últimos dias com leitores a quererem saber o que é que eu recebi de prenda Natalícia. Pois direccionem os vossos globos oculares gordurosos nesta ilustração ilumino-digital:

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Táu! Mega-potente! É o Deadpool, meus. #thatshowiroll Um excelente ano para todos nós e ide rolar, meus filhos.

deadpool
      

22.12.15

Bob testa o capacete Nexx SWITX SX.10

Permitam-me acolher-vos ao meu teste do capacete Nexx SWITX SX.10 que levou mais de um ano a completar, tal como o teste de ontem do X.T1. A Nexx tem quantidades incomensuráveis de experiência no campo dos capacetes abertos e com este modelo saltaram para um nível superior. O SX.10 está numa categoria completamente diferente dos capacetes tradicionais que pouco mais são que uma carapaça de plástico e espuma com um forro confortável. É bem sabido que não gosto de capacetes abertos mas farei uma excepção para este espécime incomparável que já ganhou prémios de design.

foto da Nexx

Seguindo o estilo jet, a traseira deste capacete acaba no topo do pescoço e dá lugar às laterais "moles" que descem para o queixo. A construção inteligente e inovadora de calotes esféricas inclui uma viseira escura adicional e o sistema de ventilação, num exercício brilhante de simplicidade e integração. Por cima disto - e, na realidade, graças a isto - é-nos oferecida a possibilidade inédita de customizar profundamente a aparência do capacete, caso as variadas combinações de cores disponíveis de fábrica não nos agradem.



Todas as peças plásticas do exterior podem ser mudadas, as grandes bem como as pequenas, sem ferramentas. Também há viseiras não "transparentes", se necessário. Eu pedi umas peças extra para brincar com a aparência do capacete mas nunca cheguei a fazê-lo, ele é bonito logo à saída da caixa. É excelente ter essa oportunidade, no entanto, mesmo que se parta algum elemento ou que o exterior fique muito riscado pode-se obter uma peça substituta com facilidade e a baixo custo. Excelente!

Nexx Switx SX.10

A minha unidade veio na cor beringela/branco, a única combinação aprovada pela Horta de momento; outras combinações podem ser homologadas mediante pagamento duma pequena taxa de inspecção, geralmente uma sandes de queijo e um Sumol. A cor destas peças não é pintada mas é parte integrante do plástico, o que lhe dá uma durabilidade total.

Nexx Switx SX.10

Nexx Switx SX.10

O sistema de ventilação "Cooling Cover Tech" é alardeado pela marca como sendo o mais avançado alguma vez desenhado para um capacete aberto. Graças à construção concêntrica  com os variados componentes a partilharem o mesmo eixo de rotação, basta movimentar a carapaça exterior com a mão para abrir as duas entradas de ar por cima das sobrancelhas. A actuação é fácil e positiva. O ar percorre o interior do capacete e evacua por três saídas.

Nexx Switx SX.10

A viseira é ampla e faz um óptimo trabalho a proteger a totalidade da cara, bem jogado. Isto parece ajudar também com o baixo nível de ruído em andamento. As especificações indicam que a viseira tem revestimento anti-embaciamento e anti-risco, e a visibilidade proporcionada é total.

Nexx Switx SX.10

Os "óculos de Sol" integrados são, como eu disse no teste do X.T1, extremamente úteis e virtualmente imprescindíveis. São actuados com facilidade através de um pequeno manípulo presente no topo do capacete. Se a viseira estiver para cima deixamos de conseguir aceder a este manípulo mas existe um manípulo alternativo à frente da orelha para utilizar neste caso. Tudo pode ser operado com luvas.

Estes manípulos que actuam a viseira escura não são mecanismos separados, são antes pequenas saliências da própria viseira o que significa que não há peças adicionais para partir ou sistemas complicados de actuação para avariar. Simplicidade e fiabilidade extremas!

Nexx Switx SX.10

O fecho contribui muito para a descontracção de uso, graças a uma operação super simples. A cinta tem um  revestimento suave para não irritar o queixo. O forro interior é fixo mas está realizado em tecido anti-alérgico e anti-transpiração como nos modelos superiores. A Nexx oferece um sistema de comunicação na lista de acessórios, se tal for desejado. 

CONCLUSÃO. Apesar da sua construção de peças plásticas e baixo peso, o SX.10 é sólido. O seu tamanho compacto ajuda à sensação geral de elegância, e a componente "fashion" é incontornável. Bom isolamento de frio e som, fácil de colocar e tirar, óptima ergonomia - sentimo-nos aconchegados, como se o capacete fizesse parte da cabeça. É  ideal para o Verão e estações adjacentes menos agrestes.

Todos os aspectos do SX.10 merecem nota elevada a muito elevada. Se eu for obrigado a colocar algo na categoria dos defeitos, o melhor que consigo fazer é apontar o forro não removível - esta característica omnipresente nos modelos fechados da Nexx deixou-me mal habituado. O design deste capacete surpreendente, não só no plano do aspecto mas no plano da construção e da função, roça o revolucionário e reduz à simplicidade vergonhosa os outros capacetes abertos tradicionais no mercado. Todas estas características por um preço acessível só podem originar uma única avaliação:  altamente recomendado.