Aqueles javardolas adoráveis que foram de Lisboa à Croácia estão a limpar o disco duro e a meter vídeos grafico-digitais nas internétes. Ver exemplo abaixo.
4.4.16
2.4.16
Meia dúzia de fotos da Serra
Mau: quando estamos numa estrada nacional remota a vir para casa e a Vespa morre.
Bom: quando o problema era apenas a vela que durou 2 ou 3 anos sem manutenção nenhuma.
Muito bom: quando resolves o problema em 3 minutos pois tens peças suplentes e ferramenta.
Excelente: quando, apenas 2 minutos depois de avariares numa estrada nacional remota, pára um tipo com uma carrinha enorme a perguntar-te se pode ajudar porque ele também tem uma Rally. #irmandadevespista
28.3.16
Comprei umas tendências baratas no OLX
Vivemos em tempos privilegiados. Podemos comprar kits completos de chaparia com zero quilómetros...
Isto daria muito mau aspecto se eu fosse a uma actividade como a Scooter Parade, que lançou o seu vídeo oficial da edição de 2015. Tem montes de cenas filmadas com drone por isso é bom.
... e depois arranhá-los com bolsas esquisitas.
Não, a sério! Quando podemos ir rolar de Vespa sem nos preocuparmos com decapitações na via pública temos o dever de reconhecermos que somos privilegiados. Eu sinto-me privilegiado, mesmo com uma PX meio decrépita: o estalinho era o vedante da cambota do lado da embraiagem que girava no carter (reparado), o descanso continua a lixar-me o chão (ignorado), e o banco já está plenamente rachado (assucatado).
Isto daria muito mau aspecto se eu fosse a uma actividade como a Scooter Parade, que lançou o seu vídeo oficial da edição de 2015. Tem montes de cenas filmadas com drone por isso é bom.
Quem tem 20 e tal anos e quer ser cool vai à Scooter Parade. Quem tem 30 e tal anos e quer ser cool, por outro lado, arranja uma bicicleta eléctrica Piaggio, montes de amigos divertidos com uma vibração hipster/modelo de moda e um gosto musical reprovável.
(os verdadeiros conhecedores compram bicicletas Lambretta - o motor não está de lado e por isso são mais estáveis)
Quem tem 40 e tal anos e quer ser cool depara-se com uma única solução: arranjar uma café racer e pilosidades faciais de curadoria artesanal simbólicas de lifestyle urbano retro-trendy. E depois vai ao Distinguished Gentleman's Ride, que é estilo a Scooter Parade mas para quem tem mais dinheiro para gastar em motociclos. Estava a ver este vídeo da D.G.R. (não dá para embeber) e vejo duas LML cor de pastilha elástica Gorila a descerem o passeio...
... e penso logo: "ai ai ai não se pode descer para a direita que bate!"
So much filter
Pimba no selector! Tenho quase a certeza que bateu mas o colega nem notou.
A seguir foi a vez duma PX e desta vez tenho a certeza absoluta que bateu.
Porque o colega olhou para trás para tentar descobrir a causa do barulho. Se querem descer um passeio de Vespa têm que o fazer para a frente ou para a esquerda; para a direita vai bater o motor. Se tiverem uma Vespa antiga, os cuidados deverão ser redobrados pois a extremidade por baixo da matrícula é ainda mais baixa e sólida que nas PX/LML e baterá em passeios de altura média, com garantia acrescida de tal em caso de existência de pendura. A Horta educa e molda as futuras gerações de scooteristas clássicos nacionais!
(Talvez um dia a procissão de 200 motas da D.G.R. colida com a procissão de 500 scutras do Scooter Parade e tenhamos um
revivalismo das lutas entre Mods e Rockers mesmo no meio do Porto. Eu
aposto nos scooteristas porque são todos 20 anos mais novos que os
motoqueiros clássicos e estes últimos não vão querer correr o risco de
arranhar os seus capacetes revivalistas dos anos 70 de 500 euros. As
imagens captadas pelos drones serão fenomenais.)
Se quiserem mesmo descer passeios despreocupadamente,então precisam duma scooter com características todo-o-terreno, tal como a Honda City Adventure:
E aqui está uma simulação em azul-cueca:
Esta scooter é apenas um "conceito" mas talvez já se possam comprar conceitos de malas Touratech para ela. De qualquer modo estou certo que, caso veja produção, a City Adventure será um falhanço. Onde é que já se viram veículos todo-o terreno na cidade? Por acaso alguém usa um jipe enorme para ir às compras ou levar os putos à escola? Claro que não, seria totalmente ilógico.
Outra opção para subir e descer passeios seria um veículo de aluguer (é um segredo mal guardado que todos os veículos alugados possuem suspensões e chassis reforçados, pneus de baixo desgaste e motores modificados para aguentarem com altas rotações). Aqui no Porto pode-se alugar uma Super a partir de 25 euros e andar em contra-mão numa artéria movimentada sem custo adicional, estranhamente na mesma rua onde os colegas acima bateram com os rabos. #triângulodasbermudasscooteristainvicta #notazulcueca
Edit: não é a Super que está em contra-mão mas sim os carros. Talvez o fotógrafo esteja a entupir a faixa?
Edit: não é a Super que está em contra-mão mas sim os carros. Talvez o fotógrafo esteja a entupir a faixa?
(a minha análise gráfica revela uma probabilidade de 90% daquela forqueta estar empenada para o lado)
Entretanto, no continente Asiático, a LML 2 tempos morreu e a LML pequenina nasceu.
Chama-se Star Lite, tem 125 cilindradas cúbicas transmissionadas automaticamente, e será uma excelente scooter de aluguer: como o motor está do lado esquerdo, pode descer passeios à vontade. Ide rolar, meus filhos, não andem à pancada e mantenham o motor limpo.
15.2.16
Vamos à Serra
Quando o LTB me liga à meia noite a perguntar se eu quero partilhar um quarto com ele, eu respondo que sim.
Vamos à Serra da Estrela.
28.1.16
Como montar o farol da Vespa PX nova
Agora que já tenho o farol da PX nova, é altura de halogeneizar a minha vida. Antes de começarmos, é necessário comprar lâmpadas que não vêm incluídas no farol. 5 euros no comércio tradicional resolvem o problema. A lâmpada dos mínimos é uma 12V5W do tipo W2 de "encaixe" e a grande é uma 12V35/35W do tipo HS1 (a minha dizia H4 em vez de HS1 e parece funcionar, apesar de não serem perfeitamente compatíveis).
Primeiro desapertam-se os quatro parafusos (ou só dois, se forem preguiçosos como eu) que estão por baixo do guiador e que seguram o topo de plástico do guiador.
O topo está agora solto e pode ser levantado ao mesmo tempo que se empurra a bicha do conta-quilómetros para dentro da forqueta na zona do amortecedor.
Podem ver que o topo está preso pela dita bicha do conta-quilómetros (no meio da foto, que encaixa no cilindro metálico saliente por cima) e pela ficha eléctrica no fim dos fios. Eu costumo deixar a ficha ligada mas se quiserem acesso total podem retirá-la actuando uma pequena "língua" que a mantém presa.
O corpo do farol está fixo ao guiador por dois parafusos hexagonais, um de cada lado...
... e por este pequeno, em baixo.
Olhando para o farol antigo, podemos ver que recebe quatro fios. O fio preto é a massa e o fio preto/amarelo alimenta os mínimos. Os fios roxo e castanho alimentam um os médios e o outro os máximos; não sei qual faz o quê mas tal não importa pois os fios eléctricos novos têm a mesma cor dos antigos o que elimina qualquer possibilidade de erro.
...mas os terminais da pequena instalação que vem no farol novo são diferentes :(. Algumas modificações impôem-se.
Não se podem ligar definitivamente os fios uns aos outros porque isso impediria a desmontagem do guiador ou forqueta no futuro (o casquilho do farol não conseguiria passar para fora do guiador, creio). Podem usar-se aquelas barras de terminais brancas para desenrascar mas eu queria manter os terminais por isso comprei estes terminais macho que encaixam nos terminais fêmea da instalação eléctrica.
São dois terminais de 5mm de largura e dois de 6.5mm de largura. Cortei os terminais do farol novo e instalei estes. Depois de os cravar no sítio, adicionei uma pinga de solda onde o cobre exposto é "esmagado" pelas abas do terminal, para garantir uma ligação sólida. Não tem piada nenhuma quando as luzes falham à noite numa qualquer secção remota de auto-estrada. Perguntem-me como sei...
Os terminais da instalação eléctrica não são isolados. Dantes não havia problema porque estavam fixos no casquilho do farol antigo mas agora vão ficar a flutuar dentro do guiador e têm que ser isolados. Para o efeito usei manga termo-retráctil que é isolante e encolhe com o calor. Eu costumava retrair a manga usando a chama de um isqueiro mas descobri que é mais rápido e temos mais controlo se esfregarmos o ferro de soldar na manga com suavidade. Não esquecer de enfiar a manga nos fios ANTES de se cravarem os terminais! Outra opção mais simples seria instalar terminais já isolados, com um "casaquinho" de plástico.
Podem encontrar manga termo-retráctil em qualquer loja de electrónica, e também já a vi nas grandes superfícies de bricolagem. Antes de colocarem o farol novo no sítio, aproveitem para limpar a acumulação pouco sanitária de porcaria e óleo da zona adjacente :\. Agora também é uma boa oportunidade para lubrificar os negligenciados pontos de rotação dos punhos e amandar um pouco de óleo pela bicha do conta-quilómetros abaixo.
Monta-se o farol novo com os dois parafusos laterais e o parafuso pequeno por baixo. Este parafuso de baixo, quando desapertado, perrmite regular a inclinação do farol. Não deve ser apertado com muito vigor pois a nova rosca é de plástico. Os fios do farol, que ficaram mais compridos do que eram originalmente, podem ser enfiados para debaixo do corpo do farol tornando a área mais arrumada.
Ao recolocar o topo do guiador no sítio, deve-se ter cuidado para não esmagar nenhum fio; se o topo não "bater" no fundo e ficar um pouco torto, há algo que está a ser trilhado. Recolocar o topo do guiador é facilitado se, ao mesmo tempo, puxarmos a bicha do conta-quilómetros para a sua posição original no sítio onde ela sai da forqueta.
Sucesso! Acabou-se a roleta russa nas estradas escuras.
27.1.16
Como comprar um farol da PX nova duas vezes
Tento comprar artigos de qualidade que sejam duráveis e não se deteriorem com o uso. Isso significa que comprar usado passa a ser uma opção válida e que estamos a beneficiar a carteira e o planeta. E quando se fala em comprar usado, geralmente é o mesmo que comprar na internet. #séculoXXI
As minhas duas últimas aquisições ciber-virtuais não foram exemplares. Comprei um esmeril barato (estava a pedi-las, admito) e obtive um esmeril com uma das pedras da medida errada e que tem a pujança equivalente de um gatinho bebé com diarreia e conjuntivite. Também comprei um banco que deveria ter a capa impecável mas que veio com dois furos de bónus. A sério, há pessoas no OLX que me fazem perder a fé na raça humana.
Agora foi a vez de um farol da PX nova. O farol de origem da minha PX de 87 é ridiculamente anémico, e umas lâmpadas todas cromas de iodo-halogéneo-kriptonite não resolveram o problema. Durante alguns tempos pensei em montar um F.M.N.P.C.D.L.E. mas decidi-me contra; não necessito de iluminação suplementar nalgumas ocasiões, necessito sim de iluminação sólida todos os dias.
Apareceu um farol da PX nova no Facebook de um tipo que tinha muito outro material Vespa à venda. 20 euritos, diz que estava bom, tinha só uns riscos à frente que não me incomodavam. Sim senhora, quero. 5 euros de portes porque vem de transportadora? Prontos, pode ser, os CTT eram mais baratos mas enfim. Eis o que me chegou à porta:
Dentro repousavam um farol e um guardanapinho simbólico de plástico às bolinhas. Apenas.
Ainda bem que o material de embalagem era em quantidade abundante (NOT!!!) para proteger eficazmente o farol que ERA MAIOR que a caixa onde viajou!
Faltava o casquilho da lâmpada dos mínimos e faltava o casquilho da lâmpada dos médios/máximos, bem como os fios respectivos. Felizmente estava presente a lâmpada dos médios/máximos, mas ambos os filamentos se apresentavam fu(n)didos o que ajudou bastante a manter o tema subjacente. E, finalizando este belo e luxuriante ramalhete de desilusão, não só estavam ausentes as orelhas de fixação ao guiador, mas as roscas das orelhas estavam destruídas.
Impossível sequer montar o raio da coisa! É como se alguém tivesse literalmente arrancado o farol do guiador onde estava colocado. Comuniquei com o vendedor, ele pediu desculpa que não tinha reparado, e devolveu-me os 20 euros depois de eu lhe ter enviado o farol à minha custa. Pelos CTT, que cobram significativamente menos que os 5 euros da transportadora. 5 euros da transportadora esses que ficaram a arder, apesar da culpa ter sido toda do vendedor. Vendedor esse que não respondeu quando mencionei que os 5 euros também deviam ser devolvidos. E então decidi socorrer-me dos serviços de um profissional íntegro e comprei um novo no Vasco e acabaram-se as chatices.
Veio com uma caixa do tamanho correcto e tudo. E amanhã vamos montá-lo.
23.1.16
Bateria de UPS nova
Ninguém se vai lembrar mas eu tenho estado a rolar com uma bateria exageradamente grande de mota (era o que estava disponível na prateleira). Até tenho estado a rolar com os zip-ties de fixação partidos e uns cristais malucos no pólo negativo, mas isso são pormenores inconsequentes.
Resumo dos últimos episódios: baterias de UPS são fixes e seladas e pequenas, têm que ser montadas com espuma para não morrerem com a vibração, a última durou vários anos sem chatices, satisfação elevada.
Só que todas estas experiências foram feitas com baterias grátis cortesia do Rui Heinkel e chegou finalmente a hora de realizar o teste da carteira e comprar uma na vida real. Numa loja de electrónica do comércio tradicional adquiri a dita e ainda levei troco de 7 euros. Sucesso.
Foi prontamente instalada. Ainda não descortinei uma maneira fácil e limpa de ligar os fios, já que os terminais são diferentes dos da instalação eléctrica.
Espero que dure três ou quatro anos, como a outra. Por 7 euros e sem ter que me preocupar com ácido é já um clássico da Horta. (não se esqueçam que a minha PX não tem arranque eléctrico - se a vossa tiver dessas mariquices, então tudo isto aqui escrito poderá não ser aplicável no vosso caso)
18.1.16
Youtube Monday
Numa tentativa pouco imaginativa ou eficiente de afastar o frio árctico que se faz sentir, eis o vídeo da expedição de Verão dos colegas da SIP. Tem imagens filmadas com um drone por isso é bom.
4.1.16
Top 21 de 2015
Os outros blógues internético-digitais podem ter um básico e entediante Top 10, mas a Horta é melhor. Já tivemos um Top 13, um Top 12 e até um Top 14. Este ano voltamos a partir a louça toda com mais uma inovação bombástica no campo dos Tops de final de ano, o inédito e revolucionário Top 21! E porquê um Top 21, perguntam vocês? Porque esqueci-me de fazer o Top 13 de 2014 e vai agora junto com o de 2015. É genial, eu sei! Eis 2014...
- As mais recentes tendências no campo das tendências scooteristas
- O Apocalipse 2.0 está confirmado!
- As fotos do Ibero de 2014
- Rachei o melão outra vez
- Novo paradigma logístico na Horta
- A GS e o torno
- Veículo Oficial do Apocalipse 2.0
- Veículo Oficial do Apocalipse 2.0 - errata
- Cenas e coisas
- O Veículo Oficial do Apocalipse está escolhido!
- As mais recentes tendências no campo dos updates Apocalípticos
... e agora 2015...
- Youtube Monday - jovem casal Indonésio vai a uma concentração
- Uma posta dolorosamente comprida
- Curteskin, o mais recente acessório
- Bob bricola boa bancada
- A saga SIL
- Troco Vespa antiga por café racer
- A PX com 19 quilómetros
- Manual de peças para Lambretta "motofurgone"
- Bob testa o capacete Nexx X.T1
- Bob testa o capacete Nexx SWITX SX.10
Ide rolar, meus filhos.
1.1.16
Depois da Consoada, garagem arrumada
Mais uma voltinha em torno de uma esfera de fogo flutuante no vazio, iei! Energizado com o espírito festivo da quadra, desci até à garagem-satélite do meu domicílio urbano e porcedi a uma sessão de organização e limpeza, cujos resultados me deixaram agradavelmente surpreendido. Haverá algo mais simbólico da entrada num novo ano que reciclar as garrafas de óleo vazias que se escondem pelos recantos escuros?
Agora só falta arrumar o Bunker mas isso é outra ordem de grandeza... Numa nota menos positiva, as rachas da garagem parecem maiores - acho que posso começar a guardar garrafas de óleo vazias (G.O.V.) dentro das paredes...
Os servidores da Horta foram inundados de mails (I.D.E.) nos últimos dias com leitores a quererem saber o que é que eu recebi de prenda Natalícia. Pois direccionem os vossos globos oculares gordurosos nesta ilustração ilumino-digital:
Táu! Mega-potente! É o Deadpool, meus. #thatshowiroll Um excelente ano para todos nós e ide rolar, meus filhos.
22.12.15
Bob testa o capacete Nexx SWITX SX.10
Permitam-me acolher-vos ao meu teste do capacete Nexx SWITX SX.10 que levou mais de um ano a completar, tal como o teste de ontem do X.T1. A Nexx tem quantidades incomensuráveis de experiência no campo dos capacetes abertos e com este modelo saltaram para um nível superior. O SX.10 está numa categoria completamente diferente dos capacetes tradicionais
que pouco mais são que uma carapaça de plástico e espuma com um forro
confortável. É bem sabido que não gosto de capacetes abertos mas farei uma excepção para este espécime incomparável que já ganhou prémios de design.
foto da Nexx
Seguindo o estilo jet, a traseira deste capacete acaba no topo do pescoço e dá lugar às laterais "moles" que descem para o queixo. A construção inteligente e inovadora de calotes esféricas inclui uma viseira escura adicional e o sistema de ventilação, num exercício brilhante de simplicidade e integração. Por cima disto - e, na realidade, graças a isto - é-nos oferecida a possibilidade inédita de customizar profundamente a aparência do capacete, caso as variadas combinações de cores disponíveis de fábrica não nos agradem.
Todas as peças plásticas do exterior podem ser mudadas, as grandes bem como as pequenas, sem ferramentas. Também há viseiras não "transparentes", se necessário. Eu pedi umas peças extra para brincar com a aparência do capacete mas nunca cheguei a fazê-lo, ele é bonito logo à saída da caixa. É excelente ter essa oportunidade, no entanto, mesmo que se parta algum elemento ou que o exterior fique muito riscado pode-se obter uma peça substituta com facilidade e a baixo custo. Excelente!
A minha unidade veio na cor beringela/branco, a única combinação aprovada
pela Horta de momento; outras combinações podem ser homologadas mediante pagamento duma pequena taxa de inspecção, geralmente uma sandes de
queijo e um Sumol. A cor destas peças não é pintada mas é parte integrante do plástico, o que lhe dá uma durabilidade total.
O sistema de ventilação "Cooling Cover Tech" é alardeado pela marca como sendo o mais avançado alguma vez desenhado para um capacete aberto. Graças à construção concêntrica com os variados componentes a partilharem o mesmo eixo de rotação, basta movimentar a carapaça exterior com a mão para abrir as duas entradas de ar por cima das sobrancelhas. A actuação é fácil e positiva. O ar percorre o interior do capacete e evacua por três saídas.
A viseira é ampla e faz um óptimo trabalho a proteger a totalidade da cara, bem jogado. Isto parece ajudar também com o baixo nível de ruído em andamento. As especificações indicam que a viseira tem revestimento anti-embaciamento e anti-risco, e a visibilidade proporcionada é total.
Os "óculos de Sol" integrados são, como eu disse no teste do X.T1, extremamente úteis e virtualmente imprescindíveis. São actuados com facilidade através de um pequeno
manípulo presente no topo do capacete. Se a viseira estiver para cima deixamos de conseguir aceder a este manípulo mas existe um manípulo alternativo à
frente da orelha para utilizar neste caso. Tudo pode ser operado com luvas.
Estes manípulos que
actuam a viseira escura não são mecanismos separados, são antes pequenas
saliências da própria viseira o que significa que não há peças adicionais para
partir ou sistemas complicados de actuação para avariar. Simplicidade e
fiabilidade extremas!
O fecho contribui muito para a descontracção de uso, graças a uma operação super simples. A cinta tem um revestimento suave para não irritar o queixo. O forro interior é fixo mas está realizado em tecido anti-alérgico e anti-transpiração como nos modelos superiores. A Nexx oferece um sistema de comunicação na lista de acessórios, se tal for desejado.
CONCLUSÃO. Apesar da sua construção de peças plásticas e baixo peso, o SX.10 é sólido. O seu tamanho compacto ajuda à sensação geral de elegância, e a componente "fashion" é incontornável. Bom isolamento de frio e som, fácil de colocar e tirar, óptima ergonomia - sentimo-nos aconchegados, como se o capacete fizesse parte da cabeça. É ideal para o Verão e estações adjacentes menos agrestes.
Todos os aspectos do SX.10 merecem nota elevada a muito elevada. Se eu for obrigado a colocar algo na categoria dos defeitos, o melhor que consigo fazer é apontar o forro não removível - esta característica omnipresente nos modelos fechados da Nexx deixou-me mal habituado. O design deste capacete surpreendente, não só no plano do aspecto mas no plano da construção e da
função, roça o revolucionário e reduz à simplicidade vergonhosa os outros capacetes abertos tradicionais no mercado. Todas estas características por um preço acessível só podem originar uma única avaliação: altamente recomendado.
21.12.15
Bob testa o capacete Nexx X.T1
Devem lembrar-se que no ano passado recebi uma encomenda da Nexx com coisas boas lá dentro. Pois bem, após um ano de uso intensivo os resultados estão prontos para publicação! (não dá para testar um capacete em duas semanas, é preciso usá-lo ao longo das quatro estações...)
foto Nexx
Este é o X.T1 e é um modelo de gama alta. Foi desenhado para um tipo de utilização que inclui motas de turismo e desportivas sem carenagem por isso funcionará bem nas velocidades e na posição corporal típicas das scooters. Existem várias cores lisas, brilhantes e mates, bem como decorações mais racing. Eu escolhi o meu na melhor cor do Universo, o preto-fosco.
O casco é realizado em materiais compósitos o que lhe dá um peso aproximado de 1450 gramas, perfeitamente aceitável. Há ainda uma versão em fibra de carbono, para quem desejar a máxima leveza e a máxima despesa. O formato deste capacete é um pouco oval (mais estreito da direita para a esquerda do que de trás para a frente) e encaixou-me muito bem.
O isolamento é excelente, tanto do frio como do barulho do vento. Foi
realizado um bom trabalho aerodinâmico pela Nexx; na base do capacete há
um pequeno spoiler ao longo da maioria do perímetro que ajuda a obter
silêncio e conforto dinâmico. Vamos seguros e quentinhos, mesmo com mau tempo.
O tecido Coolmax utilizado no interior é anti-alérgico e combate a acumulação de humidade nos dias mais suados. Podemos retirar o interior todo e lavá-lo para manter o nosso receptáculo craniano fresquinho e limpo. Excelente!
O X.T1 apresenta-se com um sistema de almofadinhas autocolantes que nos permitem ajustar o formato interior do capacete. A Nexx é um dos raros fabricantes que faz isto e este kit de afinação pode transformar um capacete que magoa passados 15 minutos num que combina perfeitamente com a nossa cabeça, resgatando uma compra cara das garras do fracasso. Há ainda um sistema de remoção dos forros das bochechas em caso de emergência para minimizar as consequências de um possível acidente. A segurança nunca é demais!
O queixo ostenta uma entrada de ar que ventila a viseira, combatendo o embaciamento. A vitória não é total já que é possível embaciar a viseira em certas condições; no entanto, esta propensão cai dentro dos limites normais e aceitáveis. Duvido que exista um capacete fechado que não consiga ser embaciado com a viseira bloqueada.
A viseira é uma unidade robusta e sólida em Lexan, com molas fortes e uma actuação positiva, a roçar o bruto. Gosto. Quando bloqueada na posição fechada, há uma boa vedação contra o capacete para impedir a entrada de água; basta carregar no botãozinho central e a viseira abre ligeiramente em caso de velocidades mais baixas. Se a quisermos tirar para limpar as dedadas, o processo é ridiculamente rápido, chegando até a ser ainda mais fácil que no XR1.R.
Um truque impressionante desta beleza fosca é a viseira interior escondida. Estamos a falar de "óculos de Sol" que estão sempre connosco à distância de um toque, que nunca se perdem, nunca se esquecem, e dificilmente ficarão sujos ou riscados. A sério, deveria ser ilegal construir um capacete sem esta característica. É a perfeição quase absoluta, apenas levemente manchada pelo actuador na lateral do capacete (foto em baixo) que é um pouco chato de localizar. A visão panorâmica do X.T1 é soberba, tal e qual como no XR1.R.
O fecho micrométrico é uma adição bem-vinda pois revela-se bastante mais prático que o fecho de duas argolas. Esta foi uma das minhas "reclamações" com o XR1.R e é bom ver esta mudança efectuada - a fivela pode agora ser aberta e fechada tranquilamente só com uma mão.
De lado encontramos ainda uma pequena cavidade para o uso do sistema de intercomunicação
X-COM. Este sistema fica completamente integrado e escondido no capacete, em vez de obrigar à adição de uma caixa do lado de fora. Liga-se a telemóveis e leitores de música, claro, e podem conversar quatro pessoas.
O meu X.T1 funciona por fora e por dentro. Por fora, tem um estilo moderno e agressivo mas confortavelmente dentro dos limites da elegância. Considero-o agradável à vista, algo surpreendente se tomarmos em conta a minha forte inclinação retro. Por dentro, é muito confortável mesmo quando justo; inicialmente sentimos que vamos arrancar a cabeça quando o tiramos mas com algum hábito a colocação e retirada desta entidade esférica revelam-se não-eventos. É um prazer viajar com ele.
Os defeitos do X.T1 são pequenos e escassos. O tecido da face inferior foi-se agarrando ao velcro da gola do casaco e deteriorou-se um pouco. Também há uma pecinha triangular de remate por baixo do queixo que se solta de vez em
quando - tive que a apanhar do chão da rua um par de vezes.
CONCLUSÃO. Dificilmente conseguirei ser plenamente imparcial já que sou fã da Nexx. O meu quico do dia-a-dia é um XR1.R e gosto tanto dele que o substituí por outro exactamente igual. Os meus planos de teste para usar o X.T1 no Inverno e o SX.10 aberto no Verão fracassaram: o X.T1 é tão bom que foi usado o ano inteiro. É verdadeiramente uma peça primorosa, com o conforto, características, qualidade de construção e de desenho que se esperam de um produto de gama superior - e, infelizmente, tem um preço a condizer. Adoraria ver uma versão simplificada com metade do custo, certamente que seria um sucesso de vendas. Se estão à procura de um capacete fechado de gama alta, NÃO comprem nada sem apalparem este modelo; muito dificilmente encontrarão uma oferta estrangeira que vos satisfaça mais que o Nexx nacional.
(se estiverem interessados num capacete mais desportivo, espreitem o X.R2; se quiserem algo no plano adventure/trail, o modelo para vocês é o novo X.D1)
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