Mostrar mensagens com a etiqueta sprint. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sprint. Mostrar todas as mensagens

15.10.08

Novo recorder!

Vai uma Sprinter a 8.500 euros? Sim, 8.500! Obrigado ao Valter pela dica e, para os que não estão por dentro dos preços, mesmo metade deste valor seria um abuso- não fiquem com ideias!



Sabia que ao pedir 8.500 euros por uma Sprint, aumenta as hipóteses de aparecer na Horta em 500%?

12.8.08

Sprint veloz

Alguém está interessado numa Sprint veloz? Totalmente restaurada incluindo pedal de travão pintado?



16.4.08

GuetoPimped!

O protótipo foi avaliado, as correcções foram feitas, e o kit de faces transparentes Sprint número de série H00002 foi fabricado (tenho que lhe arranjar um nome, sugestões?). Ó p'ra ele a apanhar Sol como um descarado, pronto para ser montado em certo e determinado projecto ali p'rós lados de Águas Santas!

Permitam-me salientar o facto que este é o único kit de faces transparentes para velocímetros Vespa tipo Sprint no Universo inteiro, de que eu tenha conhecimento. O SpeedoKing tem algumas faces transparentes, mas só as tipo PX, que são lisas e "fáceis" de fazer. A face de cima da Sprint é curva. Not so freakin' easy, Yankees!

A SIP não tem, a Scooter Center Koln não tem, a Rollerladen não tem, o MRB Developments não tem, o Mauro Pascoli não tem, o Bob tem. In your face! Quem quiser um destes é bom que conheça o vizinho do cunhado do meu primo, que tenha uma irmã giraça e uma GS para dar à troca.


27.2.08

Estacionamento de Sprint - Director's cut

Lembram-se de eu ter falado dum estacionamento de Sprint num filme antigo? Pois o Nuno Lourenço, grande seguidor da Horta e Mestre de todas as internets e ciências audiovisuais, estendeu a sua possante mão em direcção ao éter e capturou em imagem móvel aquilo a que eu me referi, evitando-me a humilhação patética de estar a descrever uma cena sem apresentar um correspondente vídeo ilustrativo.

Se ignorarmos por um instante que em Agosto de 62 ainda não existiam Sprints, poderemos então deliciarmo-nos com todas as gotas de sumo suculento que são possíveis de espremer deste fruto rechonchudo e sumarento que cresceu na Horta, graças ao produtor de estrume que é o Nuno Lourenço. Hmmm, isso não soou muito bem...



Primeiro está o méne a perseguir as motas da polícia pela avenida fora, já de si uma situação inversa e caricata. Depois, ele corta à esquerda sem sinalizar de maneira alguma a sua mudança de direcção, transposição de faixa contrária ou estacionamento e imobilização iminentes. À homem, portanto. E depois, o estacionamento. O estacionamento, senhores! Reparem como ele encaixa habilmente o estrado da Vespa no passeio, sem sequer necessitar de confirmação visual que o conjunto resultante está estável. Muito pelo contrário! Antes sequer de largar os punhos, já está ele a olhar fixamente para o telefone em cima do balcão, tentando marcar os números com a força da mente para adiantar trabalho. Demonstrando a rectidão de trajecto de uma seta medieval e a precisão dum míssil ar-navio de fabrico francês, ele dirige-se ao telefone com a rapidez dum teletransportador onde não perde tempo a monopolizar o o dito aparelho sem sequer pedir ao patrão para pôr o contador de impulsos a zero, ou pedir uma água sem gás, na ânsia de saber o resultado da equipa de andebol feminino da Maria Odete. À homem, portanto.

As Sprints transformam gajos em homens, desde 1962.

16.2.08

Vespa em filme

Lembram-se daquele filme o Chacal não sei das quantas com o Bruce Willis em que ele é um assassino todo pró? É compreensível que não se lembrem, pois não estamos a falar duma longa-metragem memorável. É apenas mais um remake foleiro dum autêntico clássico dos anos 70, The day of the Jackal.

Neste filme, o início recria um atentado real à vida do então Presidente De Gaulle. A caravana de Citroen DS pretos sai do palácio, e um gajo numa Sprint arranca desajeitadamente em perseguição. Pela avenida fora, vai colado a dois polícias em motas BMW. A parte fixe é quando ele pára à frente dum café para usar o telefone e avisar os colegas: ele apoia o estrado no passeio, sem usar o descanso, e salta logo para dentro do café deixando a Vespa lá fora, inclinada e a trabalhar ao ralenti. E depois o DS do Presidente é metralhado à bruta, e quase que bate noutro DS, e os gajos das motas atrás têm que guinar à força toda (por estranho que pareça, não há explosões monumentais nem efeitos especiais impressionantes, mas mesmo assim a cena é cativante. Hhmmmm... Será que os tipos de Hollywood sabem disto?).

Tentei procurar um vídeo que registasse este procedimento descontraído e cool de estacionar uma Sprint, mas só consegui encontrar o trailer. Apitem, se o acharem.

16.1.08

Update na Sprint

O restauro da minha Sprint está parado há vários meses no chapeiro. Estive bastante tempo sem lhe ligar pois o homem casou-se e isso dá cabo da vida a um gajo. Depois de algum tempo sem novidades, liguei-lhe hoje para saber o que se passava e o coitado do homem teve um acidente de trabalho e partiu a clavícula. Assim, a Sprint continuará parada no futuro próximo. Daqui a um mês tentarei saber mais novidades.

Entretanto, todas as pecinhas pequenas resultantes da desmontagem tinham sido limpas e colocadas ordenadamente na bancada secundária do Bunker. Hoje em dia, o panorama é o da foto, desolador e problemático. A organização espacial lógica dos componentes diluiu-se graças a repetidas marteladas na bancada adjacente. Tudo está coberto por espessa camada de pó e algumas aranhas de dimensões consideráveis. Já não me lembro de onde é que são muitas das peças, nem como encaixam. Tirei montes de fotos durante a desmontagem que me dariam toda essa informação, mas o disco duro avariou e foi tudo com os porcos. Portanto, este é capaz de ser o ponto mais baixo de todo o processo. Só posso dar tempo às coisas para se resolverem, manter-me concentrado, dissolver os problemas grandes em problemas menores de resolução acessível, e não esquecer que isto é divertido. Ainda há pessoas que pagam a mecânicos para eles fazerem isto!!??... Ha!

4.4.07

Alguma movimentação, uma confissão

Dei um pulinho ao Bunker para ir fazer um molde do formato do nariz da Sprint para levar ao chapeiro (o meu nariz está deformado) e tirei uma foto. Aproveito para mostrar o resultado de uma experiência que fiz com o Master Blaster usando areia. Podem ver que a boca do cilindro e o interior do colector de escape ficaram cirurgicamente limpos (já está a ganhar alguma ferrugem depois de várias semanas) mas a areia não tinha força para limpar a crosta espessa que se acumula nas alhetas (mau). Com um compressorzito de 25 litros, não há milagres grandes, apenas milagres pequenos. To be continued.

Enquanto estava no Bunker, encontrei um vizinho meu, provavelmente a maior aranha que já vi. Tirei-lhe uma foto e fugi o mais depressa que pude, gritando como uma menina. Já me tinha recomposto quando cheguei ao chapeiro e juntos investigámos as diferenças entre dois modelos de estrado de substituição para Sprint. O modelo de baixo foi o escolhido. As "cruzes" não estão tão perfeitas mas as travessas e as abas de ligação ao quadro são melhores, ficou esse. O chapeiro também disse que se ia casar ("hoje já devia estar a entregar convites"), espero que ele me pegue na Sprint antes da cerimónia, senão...

E enquanto estava no PC a escrever isto tudo, a minha mãe oferece-me um clip para papelada com uma ET muito nice, marca Funky Land made in China. Vou fazer uma confissão. Nunca andei em scooters automáticas nem nunca senti curiosidade pelo Lado Negro. No entanto, recentemente, tenho tido a vaga sensação que talvez exista uma pequena possibilidade de, em determinadas e especiais condições, uma pessoa não se sinta completamente mal-disposta ao conduzir uma acelera sem mudanças. O que eu estou a tentar dizer é que se me aparecesse um velhote com uma ET4150 com apenas 3000 quilómetros a pedir 150 euros por ela, eu não o expulsaria à pedrada e talvez até falasse com ele durante 5 minutos. Demorei mais de 10 anos a não vomitar sempre que passava uma ET. Talvez daqui a 10 anos o mesmo deixe de acontecer com as LX e as GT. ET4 150... Nem soa muito mal... E até têm dois frisozitos para se distinguirem das restantes ETs da plebe...

1.4.07

Vespamobilia

A Vespamobilia é um dos meus eventos favoritos do ano. Podemos chafurdar na sucata suja e conversar longamente com amigos de sítios longínquos. Este ano, por alguma razão, a feira teve poucos expositores e visitantes, ficando aquém das últimas edições, que recordo como vibrantes e extremamente bem-sucedidas.

Pessoas mais inteligentes que eu poderão descobrir as razões e, espero, corrigi-las para que este evento volte a ter o volume e a animação a que me habituou. É verdadeiramente um evento único e necessário no panorama Vespista. Fico ansiosamente à espera da próxima edição.

Nesta edição pus as mãos numa cambota nova para a Sprint e num pistão novo para a Rally 180 que, dependendo dum transplante de pistão bem-sucedido, apresentarei na próxima actualização hortícula. Ao fim do dia ainda houve tempo para uma visita-relâmpago ao Bunker pelo Maia, Jony e Tiago Malossi, onde tiveram um contacto inicial com os prazeres infinitos da Master Blasterização.

26.2.07

Update Sprint

No dia 11, limitei-me a varrer o chão no rescaldo da inundação do dia 10. Quando a água desaparece, o chão de cimento fica coberto com uma fina película de terra que tenho que varrer. Deve ser pela rugosidade do chão, mas é impossível varrer completamente a terra. Sempre que varro, ela aparece. É como se brotasse do chão.

No dia 12, regressei à tarefa interrompida, o esgravatamento exaustivo dos carters, a fim de retirar a crosta de terra. Mas quem é que abre um motor sujo, senhores!!?? No dia 12A, dei um pulinho ao Bunker só para pegar num prato de bobines de Sprint em bom estado para o enviar para a Capital, a fim de ser rebobinado para 12 volts pelo Nico (?) do VCL, vamos a ver o que sai daí.

No dia 13, sujeitei os meus carters e demais peças de alumínio às micro-esferas de vidro, com os resultados já divulgados. A caixa do carburador estava muito "comida" pela oxidação, por isso troquei-a por outra igual saída do bendito armário de peças. Até tem as mesmas marcações do escudo rectangular da Piaggio e um algarismo 3.

Com os carters limpos, já pude dar uma boa olhadela à procura de stresses. Pode-se ver, por exemplo, uma série de "amassadelas" espaçadas regularmente ao longo da aresta de uma das superfícies de encosto dos carters. Ou seja, alguém abriu o motor à força de chaves de fenda grande. Brutos!! O meu lindo motor!! Que apanhem uma doença de pele tropical!! Também se pode ver que falta um pouco de alumínio na "parede" à volta do prato de bobines. Acho que não vou mexer aí.

No dia 13A, dei um salto ao soldador com o guiador para reparar o buraco grande, as roscas, e duas ou três "bocas" na aresta frontal. A foto mostra uma das roscas inferiores estragada e uma das falhas na aresta. Depois ponho fotos das zonas reparadas.

No dia 14 construí metade de um suporte de motor, como já noticiei. Estou à espera da feira de Espinho no primeiro fim de semana do mês para comprar uma broca de 11mm e acabar aquilo (aparecem lá vários velhotes a vender todos os tipos de ferramentas). Entretanto, a Sprint está parada no chapeiro à espera de um chão novo que nunca mais chega. E é isso. A quilometragem total anunciada no dia 8 estava errada. Os 70kms eram apenas das viagens à Anticor e ao chapeiro. A esses deveriam adicionar-se 176kms de idas ao Bunker. Os totais actuais são de 344kms e de 57h15m.

23.1.07

Dia 8 - progresso

Ah que sensação! Olhar para o retrovisor do Punto e ver uma massa de metal italiano encostada às costas do meu banco, a vibrar e a gemer com cada irregularidade do piso mal-conservado, totalmente nua de tinta ou ferrugem. Os tipos perderam-me o arame que segura a bateria mas também estava todo comido de ferrugem (ando a dizer isto muitas vezes, começo a notar um padrão) e eu tenho outro em bom estado. A unidade Master Blaster 2000 entrou online às 1656 zulu de 22 de Novembro de 2006, os primeiros testes foram promissores. E à noite fui apresentar-me ao chapeiro XPTO que me recomendaram e suplicar-lhe que tomasse conta da minha menina. Ah, e o chão afinal está um nojo e tem que ser novo. Que surpresa... (sarcasmo). Uma inspecção mais detalhada do material decapado revelou que as superfícies de travagem dos cubos estão em bom estado, o que me leva crer cada vez mais que a minha Sprint tem, na realidade, poucos quilómetros. O descanso exibe as tradicionais extensões agrícolas para descarga da electricidade estática.



Os mais observadores entre vós repararam que o amortecedor traseiro foi com a mola montada. O raio do parafuso não se queria mexer e eu queria mesmo levar aquilo e já era tarde e às tantas até vai ser novo por isso foi mesmo assim. Mas convém ir tudo desmontado, senão é sucatice. Na decapagem estava lá uma VBA com as bichas e instalação ainda dentro do quadro e forqueta completa com guarda-lamas para decapar. Que raio de restauro pode sair daqui? O que nasce torto dificilmente se endireita.



Tempo total gasto até agora: 44h30m
Quilómetragem total efectuada: 70km (sem contar transporte inicial)
Dinheiro total investido: estou a fazer a lista mas acho que não a vou somar ;-)

O regresso da vingança da desmontagem

Dia 4- No dia 4 o pedal de travão recusou-se a sair, o raio do perno está calcinado no sítio. Encharquei-o de óleo e deixei-o para o dia seguinte. As porcas das jantes finalmente descolaram, as jantes estão mais comidas de ferrugem do que eu gostaria. Um dos parafusos inferiores do aro do farol (que fixam o farol ao guiador) pura e simplesmente não se mexia. Já vi mais movimento em estátuas de mármore renascentistas. Eventualmente, a cabeça acabou por moer. Soldei um ferrolho qualquer à cabeça para fazer rodar o sacana. O parafuso partiu, estava meeeeesmo agarrado. Tive que o brocar fora, e já se sabe que a broca foge sempre para o alumínio e a rosca foi-se. Mais um item a mencionar ao soldador de alumínio quando lá fôr o guiador. Desmontei os interiores do motor que já veio aberto.

Dia 5- Arrumadela ao local de trabalho. Mais um round com o pedal de travão. Dobrei uma chave de fendas velha sem ponta de maneira a poder empurrar o perno de baixo para cima, fazendo força no cabo para baixo e com o fulcro no chão da Vespa. Nada. Mais óleo penetrante. Nada. Dá com o martelo na chave de fendas. Nada. Dá com mais força. Alto, já se está a mexer... Bah, é o chão que está a dobrar. Esquece, assim não vai lá. Podia tentar brocar apenas a cabeça do perno para o fazer sair de cima para baixo mas já se estava mesmo a ver que a broca iria fugir para o alumínio do pedal. Talvez com uma mão firme e umas brocas afiadas a coisa fosse lá, mas eu já estava com 12 ou 13 cervejas no bucho, por isso entreti-me a limpar peças variadas com o pincelinho e com o gasóleo.



Dia 6- Desmontei o resto da forqueta e das articulações. Com a desmontagem quase a 100%, já pude começar a separar o material para a decapagem.

Dia 7- Preparei o material para a decapagem. A minha tampa de carburador estava toda picada da ferrugem, já nem se conseguia ler o número IGM no topo. Fui às prateleiras e troquei por outra igual em bom estado. Os amortecedores dianteiro e traseiro também já estavam todos xinados, sem resistência, por isso peguei no caixote dos amortecedores usados e escolhi um par que funcionasse. Ora um restauro merece uns amortecedores novos porque não é uma peça que se renove com facilidade, tanto ao nível do funcionamento hidráulico como ao nível dos acabamentos zincados e fosfatados, etc. Debruçar-me-ei sobre esta questão mais tarde. Mas como a decapagem cobra à Vespa e não à peça, mandei o par de amortecedores usados na mesma e mais tarde vê-se. Também separei cilindros iguais ao meu que está partido, são 4. Tenho que ligar a visão raio-X e descobrir, por baixo da ferrugem e crosta, qual é que está melhor.






Peguei no pobre Punto e prontamente pus-me à porta da... (um sinónimo para decapagem que comece por P?)

17.1.07

Dia 3 - ainda na desmontagem

Ao terceiro dia saltaram fora o balon esquerdo, a porta do balon, as letras traseiras e a tranca de direcção que teve de ser brocada (não há chave). Também tentei desmontar as jantes mas as porcas nem se mexeram. Bala para cima e tenta-se depois. E assim se passaram umas horitas a lutar contra parafusos enferrujados e a arranhar os dedos.



O perno posterior do balon do motor (que fixa a traseira do balon ao quadro) desapareceu nalguma altura da vida desta Vespa e foi substituído por um parafuso, uma porca e uma anilha. Farmer bodge! Para me alegrar, o balon ainda trazia a golpilhazinha de origem que prende a borracha do balon lá atrás. Me gustan mucho las mariconices originales. Também as letras traseiras estavam presas com os freios originais. Já comprei destes freios, foi mais fácil do que pensei. Não há desculpa para rebitar as letras no sítio!



O meu guarda-lamas está todo podre e irrecuperável. Tenho um guarda-lamas novo de concorrência mas não é exactamente igual. O de origem apresenta um rebordo bem marcado à frente e dos lados, enquanto que no de concorrência esse rebordo quase que nem se nota. Outra coisa a resolver.



A tampa do ventilador (a de cima) tem os furos de fixação partidos. Tenho mais 4 ou 5 no armário mas metade delas também estão assim. A outra metade tem os furos direitos mas estão todas amassadas L. Mais um item na lista de compras. O poço do depósito tem bom aspecto excepto lá em baixo, onde continuam a aparecer lascas carcomidas de aço ferrugento. A cor de origem, um cinza metálico, vê-se bem na esquerda do quadro, entre o cinza-ferrugem e o cinza-traineira-protector-de-interiores.


Dia 2 - desmontagem continua

Desmontei os frisos do bacalhau (parafusos calcinados), fecho do balon do motor, frisos do chão, bichas e todas as peças do guiador. O gancho de bagagem não quis sair, graças a parafusos calcinados. Tive que brocar as cabeças dos ditos. Também comecei a desmontar a forqueta.

O guiador possui, por baixo, quatro furos roscados M8. Nesses furos, estavam fixos uns ferrolhos enormes para segurar o retrovisor e talvez um pára-brisas, graças a um conjunto de parafusos grandes e muito mal-encarados. Depois de sair isso tudo, deu para ver que três desses furos tinham sido alargados, para além de terem a rosca em mau estado. Um desses furos foi tão mexido que acabou por abrir um buraco no topo do guiador. Acho que o guiador ainda se salva, mas terá tudo que ser reparado.

Dia 1 - desmontagem

Este é o relato do dia 1 do restauro. Na realidade o dia 1 ocorreu em Outubro, tenho que recuperar o atraso do blog em relação ao trabalho já efectuado. Quando os relatos ficarem em real-time eu aviso e fazemos um networking dos uploads via multitasking online.

Procedi à desmontagem do depósito, amortecedor traseiro, instalação eléctrica, matrícula, farolim, descanso, bacalhau, cabo do ar, rectificador e fechadura da mala. Os frisos de alumínio do chão ainda estão fixos com os rebites de alumínio de origem. É um bom sinal, quantos mais parafusos e fixadores de origem eu encontrar, menores são as possibilidades de a Vespa ter sofrido uma reparação grande ou repintura, devido a acidente ou causa semelhante. Os batentes de forqueta do quadro parecem razoáveis, mas o melhor é verificar a brecagem com a forqueta no sítio mais tarde.

Muitos parafusos estavam completamente imobilizados pela ferrugem e tiveram que sair à rebarbadora. Os parafusos do descanso eram um de cada nação, o que significa que já foram mexidos. Fartei-me de tirar lixo de bicharada e insectos. Algo me diz que esta Vespa, depois de desmontada, não foi guardado num armário da sala de jantar, embrulhada num paninho que não deita pêlo. Também saiu muito metal ferrugento de dentro do túnel, mau sinal!

O farolim é o de origem e está em bom estado, excepto por uma das “hastes” que suporta a lâmpada dos mínimos estar partida. Tenho alguns farolins no armário que posso usar, mas esta avaria dá-me mesmo a desculpa que preciso para um projecto Bob-trónico. Me aguarda.

10.1.07

Dia 0 - primeiras fotos

Estas são algumas das fotos do estado inicial, já não me lembro se foi o Mexe que as tirou. É uma Sprint 150 de 66, das primeiras portanto. Isso é comprovado pelo símbolo rectangular no avental (em vez de hexagonal), pelo distintivo traseiro que diz “Vespa Sprint” em vez de dizer “125 Sprint” ou “150 Sprint”, e pelos números de quadro e motor que andam pelos 30000.

Como podem observar, veio quase tudo desmontado incluindo o motor aberto. O quadro parecia relativamente direito, sem grandes pancadas ou podres. Também o chão, à primeira vista, não parecia propiciar pesadelos de podridão putrefacta. No entanto, um podre grande por baixo do bacalhau inspirava cuidados.





O depósito estava limpo por dentro, a fixação do amortecedor traseiro estava intacta, e estava tudo razoavelmente completo. Pormenores agradáveis são as matrículas de chapa e um banco corrido a acompanhar o par de bancos triangulares. No entanto, estava a faltar o conta-quilómetros (veio só o aro, ferrugento e amassado) e a cambota. Dentro do balde vinha uma cambota não identificada: acelera? Famel-Zundapp? Mesmo que a cambota correcta tivesse acompanhado o resto das peças, provavelmente teria ido parar ao caixote do eco-ponto no mesmo dia, a julgar pelas fotografias seguintes.










Quem abriu o motor, fê-lo sem limpar aquela camada de terra e óleo que envolve com tanto carinho e dedicação todas as peças que viajam expostas a um palmo do chão. Os carters mostravam algumas pancadas e danos, bem como um risquito na válvula rotativa, mas nada de irrecuperável. O cilindro tinha a base partida, o guiador tinha um furo maluco por cima, o guarda-lamas estava podre, e vinha tudo num balde. Ferrugem, teias de aranha, grandes quantidades de despesa, superiores quantidades de tempo, problemas infindáveis, alegrias abundantes. Tudo incluído no negócio.

9.1.07

A Sprint(er) – background desinteressante

Sempre quis uma Sprint. A pessoa que me pegou a “doença” andava numa Sprint 150 de símbolo rectangular. Sabem como é quando um ganso bebé sai do ovo e o primeiro animal que vê passa a ser considerado como a progenitora? Acho que me aconteceu algo do género. Não foi a minha primeira Vespa mas foi a primeira onde andei, que vi a andar, que ouvi e cheirei.

Ao longo do tempo comecei a considerar a Sprint como a Vespa mais Vespa de todas, o modelo que melhor representa a marca. “E a GS? A GS é a melhor! E esta? E aquela?”, ouço vocês berrarem. Pois bem, considerem que a essência da Vespa é a de ser um veículo de transporte barato e funcional para as massas. Isso elimina logo os modelos desportivos como os mais representativos da marca (atenção que não estou a falar do melhor modelo, nunca mais sairíamos daqui, nesse caso).

As farol-no-guarda-lamas são muito giras e tal mas, digamo-lo com honestidade, não andam nada. Não servem para veículo do dia-a-dia nem para fazer grandes viagens. Logo, estão fora. As Vespas a partir de 1970 são excelentes no campo da facilidade de uso, mas já perderam muitos dos pormenores estéticos que tornam os modelos dos anos 50 e 60 tão fascinantes. Poucos modelos se encontram entre estas duas faixas e reúnem a estética antiga com a praticabilidade no dia-a-dia. Um deles é a Sprint. Um veículo para as massas, para o sr. Silva ir para o emprego, ou de férias. A essência da Vespa.

Já desde 99 ou 00 que andava à procura da Sprint certa, sem nunca a encontrar. Ou era muito cara, ou muito podre, ou muito longe. Até que um dia chegou a informação do Mexe: “o fulano X tem aquela Sprint que comprou desmontada a um velhote, ele quer vendê-la, é daquelas que tu gostas com símbolo rectangular”. Mais alguns dias e aparecem umas fotos não muito encorajadoras. Alguns telefonemas, várias jogadas de negociação e uma visita a Valongo para inspeccionar a máquina ao vivo depois, e estava o negócio feito. E a um preço justo, daqueles que já não se vêem. Sucesso!

Trazê-la para o Porto revelou-se surpreendentemente complicado, com um par de idas frustradas a Valongo indo e vindo com o Punto vazio. Eventualmente, um monte de peças ferrugentas passou a repousar no meu bunker. Estava-se no Inverno de 2004. Lá ficou sem lhe mexer até ao Inverno de 2006. Até agora.