15.10.08
Novo recorder!
12.8.08
16.4.08
GuetoPimped!
27.2.08
Estacionamento de Sprint - Director's cut
Se ignorarmos por um instante que em Agosto de 62 ainda não existiam Sprints, poderemos então deliciarmo-nos com todas as gotas de sumo suculento que são possíveis de espremer deste fruto rechonchudo e sumarento que cresceu na Horta, graças ao produtor de estrume que é o Nuno Lourenço. Hmmm, isso não soou muito bem...
Primeiro está o méne a perseguir as motas da polícia pela avenida fora, já de si uma situação inversa e caricata. Depois, ele corta à esquerda sem sinalizar de maneira alguma a sua mudança de direcção, transposição de faixa contrária ou estacionamento e imobilização iminentes. À homem, portanto. E depois, o estacionamento. O estacionamento, senhores! Reparem como ele encaixa habilmente o estrado da Vespa no passeio, sem sequer necessitar de confirmação visual que o conjunto resultante está estável. Muito pelo contrário! Antes sequer de largar os punhos, já está ele a olhar fixamente para o telefone em cima do balcão, tentando marcar os números com a força da mente para adiantar trabalho. Demonstrando a rectidão de trajecto de uma seta medieval e a precisão dum míssil ar-navio de fabrico francês, ele dirige-se ao telefone com a rapidez dum teletransportador onde não perde tempo a monopolizar o o dito aparelho sem sequer pedir ao patrão para pôr o contador de impulsos a zero, ou pedir uma água sem gás, na ânsia de saber o resultado da equipa de andebol feminino da Maria Odete. À homem, portanto.
As Sprints transformam gajos em homens, desde 1962.
16.2.08
Vespa em filme
Neste filme, o início recria um atentado real à vida do então Presidente De Gaulle. A caravana de Citroen DS pretos sai do palácio, e um gajo numa Sprint arranca desajeitadamente em perseguição. Pela avenida fora, vai colado a dois polícias em motas BMW. A parte fixe é quando ele pára à frente dum café para usar o telefone e avisar os colegas: ele apoia o estrado no passeio, sem usar o descanso, e salta logo para dentro do café deixando a Vespa lá fora, inclinada e a trabalhar ao ralenti. E depois o DS do Presidente é metralhado à bruta, e quase que bate noutro DS, e os gajos das motas atrás têm que guinar à força toda (por estranho que pareça, não há explosões monumentais nem efeitos especiais impressionantes, mas mesmo assim a cena é cativante. Hhmmmm... Será que os tipos de Hollywood sabem disto?).
Tentei procurar um vídeo que registasse este procedimento descontraído e cool de estacionar uma Sprint, mas só consegui encontrar o trailer. Apitem, se o acharem.
16.1.08
Update na Sprint
4.4.07
Alguma movimentação, uma confissão
E enquanto estava no PC a escrever isto tudo, a minha mãe oferece-me um clip para papelada com uma ET muito nice, marca Funky Land made in China. Vou fazer
1.4.07
Vespamobilia
Pessoas mais inteligentes que eu poderão descobrir as razões e, espero, corrigi-las para que este evento volte a ter o volume e a animação a que me habituou. É verdadeiramente um evento único e necessário no panorama Vespista. Fico ansiosamente à espera da próxima edição.
Nesta edição pus as mãos numa cambota nova para a Sprint e num pistão novo para a Rally 180 que, dependendo dum transplante de pistão bem-sucedido, apresentarei na próxima actualização hortícula. Ao fim do dia ainda houve tempo para uma visita-relâmpago ao Bunker pelo Maia, Jony e Tiago Malossi, onde tiveram um contacto inicial com os prazeres infinitos da Master Blasterização.
26.2.07
Update Sprint
No dia 12, regressei à tarefa interrompida, o esgravatamento exaustivo dos carters, a fim de retirar a crosta de terra. Mas quem é que abre um motor sujo, senhores!!?? No dia 12A, dei um pulinho ao Bunker só para pegar num prato de bobines de Sprint em bom estado para o enviar para a Capital, a fim de ser rebobinado para 12 volts pelo Nico (?) do VCL, vamos a ver o que sai daí.
No dia 13, sujeitei os meus carters e demais peças de alumínio às micro-esferas de vidro, com os resultados já divulgados. A caixa do carburador estava muito "comida" pela oxidação, por isso troquei-a por outra igual saída do bendito armário de peças. Até tem as mesmas marcações do escudo rectangular da Piaggio e um algarismo 3.
Com os carters limpos, já pude dar uma boa olhadela à procura de stresses. Pode-se ver, por exemplo, uma série de "amassadelas" espaçadas regularmente ao longo da aresta de uma das superfícies
No dia 14 construí metade de um suporte de motor, como já noticiei. Estou à espera da feira de Espinho no primeiro fim de semana do mês para comprar uma broca de 11mm e acabar aquilo (aparecem lá vários velhotes a vender todos os tipos de ferramentas). Entretanto, a Sprint está parada no chapeiro à espera de um chão novo que nunca mais chega. E é isso. A quilometragem total anunciada no dia 8 estava errada. Os 70kms eram apenas das viagens à Anticor e ao chapeiro. A esses deveriam adicionar-se 176kms de idas ao Bunker. Os totais actuais são de 344kms e de 57h15m.
23.1.07
Dia 8 - progresso
Tempo total gasto até agora: 44h30m
Quilómetragem total efectuada: 70km (sem contar transporte inicial)
Dinheiro total investido: estou a fazer a lista mas acho que não a vou somar ;-)
O regresso da vingança da desmontagem
Dia 5- Arrumadela ao local de trabalho. Mais um round com o pedal de travão. Dobrei uma chave de fendas velha sem ponta de maneira a poder empurrar o perno de baixo para cima, fazendo força no cabo para baixo e com o fulcro no chão da Vespa. Nada. Mais óleo penetrante. Nada. Dá com o martelo na chave de fendas. Nada. Dá com mais força. Alto, já se está a mexer... Bah, é o chão que está a dobrar. Esquece, assim não vai lá. Podia tentar brocar apenas a cabeça do perno para o fazer sair de cima para baixo mas já se estava mesmo a ver que a broca iria fugir para o alumínio do pedal. Talvez com uma mão firme e umas brocas afiadas a coisa fosse lá, mas eu já estava com 12 ou 13 cervejas no bucho, por isso entreti-me a limpar peças variadas com o pincelinho e com o gasóleo.
Dia 6- Desmontei o resto da forqueta e das articulações. Com a desmontagem quase a 100%, já pude começar a separar o material para a decapagem.
Dia 7- Preparei o material para a decapagem. A minha tampa de carburador estava toda picada da ferrugem, já nem se conseguia ler o número IGM no topo. Fui às prateleiras e troquei por outra igual em bom estado. Os amortecedores dianteiro e traseiro também já estavam todos xinados, sem resistência, por isso peguei no caixote dos amortecedores usados e escolhi um par que funcionasse. Ora um restauro merece uns amortecedores novos porque não é uma peça que se renove com facilidade, tanto ao nível do funcionamento hidráulico como ao nível dos acabamentos zincados e fosfatados, etc. Debruçar-me-ei sobre esta questão mais tarde. Mas como a decapagem cobra à Vespa e não à peça, mandei o par de amortecedores usados na mesma e mais tarde vê-se. Também separei cilindros iguais ao meu que está partido, são 4. Tenho que ligar a visão raio-X e descobrir, por baixo da ferrugem e crosta, qual é que está melhor.
Peguei no pobre Punto e prontamente pus-me à porta da... (um sinónimo para decapagem que comece por P?)
17.1.07
Dia 3 - ainda na desmontagem
O perno posterior do balon do motor (que fixa a traseira do balon ao quadro) desapareceu nalguma altura da vida desta Vespa e foi substituído por um parafuso, uma porca e uma anilha. Farmer bodge! Para me alegrar, o balon ainda trazia a golpilhazinha de origem que prende a borracha do balon lá atrás. Me gustan mucho las mariconices originales. Também as letras traseiras estavam presas com os freios originais. Já comprei destes freios, foi mais fácil do que pensei. Não há desculpa para rebitar as letras no sítio!
O meu guarda-lamas está todo podre e irrecuperável. Tenho um guarda-lamas novo de concorrência mas não é exactamente igual. O de origem apresenta um rebordo bem marcado à frente e dos lados, enquanto que no de concorrência esse rebordo quase que nem se nota. Outra coisa a resolver.
A tampa do ventilador (a de cima) tem os furos de fixação partidos. Tenho mais 4 ou 5 no armário mas metade delas também estão assim. A outra metade tem os furos direitos mas estão todas amassadas L. Mais um item na lista de compras. O poço do depósito tem bom aspecto excepto lá em baixo, onde continuam a aparecer lascas carcomidas de aço ferrugento. A cor de origem, um cinza metálico, vê-se bem na esquerda do quadro, entre o cinza-ferrugem e o cinza-traineira-protector-de-interiores.
Dia 2 - desmontagem continua
O guiador possui, por baixo, quatro furos roscados M8. Nesses furos, estavam fixos uns ferrolhos enormes para segurar o retrovisor e talvez um pára-brisas, graças a um conjunto de parafusos grandes e muito mal-encarados. Depois de sair isso tudo, deu para ver que três desses furos tinham sido alargados, para além de terem a rosca em mau estado. Um desses furos foi tão mexido que acabou por abrir um buraco no topo do guiador. Acho que o guiador ainda se salva, mas terá tudo que ser reparado.
Dia 1 - desmontagem
Procedi à desmontagem do depósito, amortecedor traseiro, instalação eléctrica, matrícula, farolim, descanso, bacalhau, cabo do ar, rectificador e fechadura da mala. Os frisos de alumínio do chão ainda estão fixos com os rebites de alumínio de origem. É um bom sinal, quantos mais parafusos e fixadores de origem eu encontrar, menores são as possibilidades de a Vespa ter sofrido uma reparação grande ou repintura, devido a acidente ou causa semelhante. Os batentes de forqueta do quadro parecem razoáveis, mas o melhor é verificar a brecagem com a forqueta no sítio mais tarde.
O farolim é o de origem e está em bom estado, excepto por uma das “hastes” que suporta a lâmpada dos mínimos estar partida. Tenho alguns farolins no armário que posso usar, mas esta avaria dá-me mesmo a desculpa que preciso para um projecto Bob-trónico. Me aguarda.
10.1.07
Dia 0 - primeiras fotos
Como podem observar, veio quase tudo desmontado incluindo o motor aberto. O quadro parecia relativamente direito, sem grandes pancadas ou podres. Também o chão, à primeira vista, não parecia propiciar pesadelos de podridão putrefacta. No entanto, um podre grande por baixo do bacalhau inspirava cuidados.
O depósito estava limpo por dentro, a fixação do amortecedor traseiro estava intacta, e estava tudo razoavelmente completo. Pormenores agradáveis são as matrículas de chapa e um banco corrido a acompanhar o par de bancos triangulares. No entanto, estava a faltar o conta-quilómetros (veio só o aro, ferrugento e amassado) e a cambota. Dentro do balde vinha uma cambota não identificada: acelera? Famel-Zundapp? Mesmo que a cambota correcta tivesse acompanhado o resto das peças, provavelmente teria ido parar ao caixote do eco-ponto no mesmo dia, a julgar pelas fotografias seguintes.
Quem abriu o motor, fê-lo sem limpar aquela camada de terra e óleo que envolve com tanto carinho e dedicação todas as peças que viajam expostas a um palmo do chão. Os carters mostravam algumas pancadas e danos, bem como um risquito na válvula rotativa, mas nada de irrecuperável. O cilindro tinha a base partida, o guiador tinha um furo maluco por cima, o guarda-lamas estava podre, e vinha tudo num balde. Ferrugem, teias de aranha, grandes quantidades de despesa, superiores quantidades de tempo, problemas infindáveis, alegrias abundantes. Tudo incluído no negócio.
9.1.07
A Sprint(er) – background desinteressante
Ao longo do tempo comecei a considerar a Sprint como a Vespa mais Vespa de todas, o modelo que melhor representa a marca. “E a GS? A GS é a melhor! E esta? E aquela?”, ouço vocês berrarem. Pois bem, considerem que a essência da Vespa é a de ser um veículo de transporte barato e funcional para as massas. Isso elimina logo os modelos desportivos como os mais representativos da marca (atenção que não estou a falar do melhor modelo, nunca mais sairíamos daqui, nesse caso).
As farol-no-guarda-lamas são muito giras e tal mas, digamo-lo com honestidade, não andam nada. Não servem para veículo do dia-a-dia nem para fazer grandes viagens. Logo, estão fora. As Vespas a partir de 1970 são excelentes no campo da facilidade de uso, mas já perderam muitos dos pormenores estéticos que tornam os modelos dos anos 50 e 60 tão fascinantes. Poucos modelos se encontram entre estas duas faixas e reúnem a estética antiga com a praticabilidade no dia-a-dia. Um deles é a Sprint. Um veículo para as massas, para o sr. Silva ir para o emprego, ou de férias. A essência da Vespa.
Já desde 99 ou 00 que andava à procura da Sprint certa, sem nunca a encontrar. Ou era muito cara, ou muito podre, ou muito longe. Até que um dia chegou a informação do Mexe: “o fulano X tem aquela Sprint que comprou desmontada a um velhote, ele quer vendê-la, é daquelas que tu gostas com símbolo rectangular”. Mais alguns dias e aparecem umas fotos não muito encorajadoras. Alguns telefonemas, várias jogadas de negociação e uma visita a Valongo para inspeccionar a máquina ao vivo depois, e estava o negócio feito. E a um preço justo, daqueles que já não se vêem. Sucesso!
Trazê-la para o Porto revelou-se surpreendentemente complicado, com um par de idas frustradas a Valongo indo e vindo com o Punto vazio. Eventualmente, um monte de peças ferrugentas passou a repousar no meu bunker. Estava-se no Inverno de 2004. Lá ficou sem lhe mexer até ao Inverno de 2006. Até agora.


