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31.1.10

Horta @ Omni

Os colegas da Omniwear mandaram uma posta no seu blog dando um toque aqui à Horta, e dizendo que somos os "gurus da coisa". Embora não me considere como líder espiritual de ninguém, é verdade que tenho poderes sobre-humanos.


Não é a primeira vez que a Horta aparece nas páginas desta conceituada marca nacional, e espera-se que não seja a última. (não se esqueçam que eu estou a dar um boné Omni Servizio! Basta pedi-lo!)

26.1.10

Reciclagem de pneus

Desde a última arrumação que a minha garagem possui separação de lixos: Vespas para um lado, Lambrettas para o outro! [rim shot] Agora a sério, tenho um saco para o lixo tradicional, um para papel e outro para plástico, uma caixa para metal (que já existia), e ainda a garrafa do óleo velho. Faltava apenas tratar da pilha de pneus velhos que já me dava pelo peito!

Como eu descobri após uma curta viagem de bicicleta, pneus não são aceites nos Ecocentros :-\. Acho que o normal é as oficinas ficarem logo com os pneus velhos quando são trocados e tratarem elas da reciclagem; é por isso que se paga o ecovalor...


Pois bem, existem empresas como a ValorPneu que aceitam pneus usados (entre outros resíduos) gratuitamente para reciclagem, e cujos pontos de recolha estão espalhados por todo o Continente e Ilhas. No entanto, o processo não se revela tão imediato como dar um pulo ao Ecocentro ao fim-de-semana e esvaziar a bagageira. Eis a lista de passos:
  • descobrir uma empresa que esteja perto (fácil de fazer na internet);
  • entrar em contacto para confirmar a documentação necessária e marcar a entrega;
  • obter uma fotocópia do nosso cartão de contribuinte;
  • obter um impressozito básico fornecido pela empresa em formato electrónico;
  • obter uma GAR, ou Guia de Acompanhamento de Resíduos. Este último papel é o único que tem truque, já que é pago. Não sei se a INCM ainda vende os impressos em papel mas o impresso electrónico está aqui (ajuda para preenchimento aqui, o código LER para pneus usados é o 160103). Custa 43 cêntimos, e eu paguei usando um cartão de crédito virtual MBNet que criei na hora (não gosto de cartões de crédito!). A GAR apareceu na minha caixa de correio instantaneamente;
  • imprimir os documentos todos;
  • ir descarregar os pneus nas instalações acordadas.
Eu completei a lista hoje e o processo é bastante rápido, incluindo pesagem do carro antes e depois. A menina do balcão não gostou das minhas "cópias" da guia e queria que eu comprasse outro impresso em papel; tive que explicar que se tratava de um documento digital e, após um par de telefonemas para os superiores, a coisa passou. É tristemente claro que a lei do menor esforço dá prioridade a passar pelo pinhal no Domingo de manhã e a colocar o lixo na berma da estrada, mas fazer as coisas correctamente dá outra satisfação. Se quiserem, já sabem como.

24.11.09

Arte na Horta, ou a irritação da Dona Laura

A perene Carina zumbe pela avenida fora. Os traços elegantes e minimalistas da mão do Coriscada capturam de modo soberbo o momento e a história escondida por trás dele. Como uma fotografia a 3 dimensões em coloridos e vibrantes tons de cinza, sou sugado para dentro da história e torno-me um viajante, um passageiro na pequena scooter que também está irritado com aqueles badamecos.



Ilustração de Coriscada

10.9.09

Invicta Tour

A melhor scooter de sempre? A Vespa. *

A melhor cidade de sempre? O Porto. **

Juntem os dois numa viagem pelo Património Mundial da Invicta, bem cedo antes da cidade acordar, e têm o Invicta Tour by Unesco, um projecto do Joca e colega dos Vespistas do Norte.



Recomendo uma visita demorada a esta viagem virtual pela “mui nobre, sempre leal e Invicta cidade do Porto”, não só aos estrangeiros mas também aos tripeiros. Muitas vezes fazemos centenas de quilómetros em todas as direcções ignorando estranhamente todo um mundo de destinos deliciosos a dez minutos de distância. Contra mim falo que nem tenho um tag "Porto" na minha confusa classificação de postas...

* Estou só a brincar, a Lambretta é melhor porque tem motor ao meio e a Heinkel é melhor porque é Alemã ***
** Estou só a brincar, Lisboa é melhor porque tem o Benfiporting e a vossa terriola da parvónia é melhor porque a cerveja é barata na casa de alterne e podem matar o vizinho a tiros de caçadeira se ele construir um muro no vosso terreno ***
*** Estou só a brincar

13.7.09

Helmetless Helix

Ora aqui vai uma foto dedicada a dois blogs de qualidade nacionais "powered by" esse pré-clássico histórico, a Honda CN - ou Helix, dependendo da localização geográfica do(a) caro(a) leitor(a) - que são o Scooter Log e o Offramp, em nenhuma ordem particular :-).


E já que estamos no assunto de scooters estranhas a serem conduzidas sem capacete, porque não uma jovem dos anos 50 com péssimo sentido de moda numa Heinkel Tourist sem lâmpada no farol? Mesmo com o azul e o amarelo a entrarem em conflito, sempre tem melhor aspecto que este gajo...

5.6.09

Restauros vietnamitas inspeccionados

Finalmente consegui arranjar um par de horas sossegadas à frente do computador para finalizar a minha avaliação das Vespas restauradas no Vietname vendidas pela empresa Minipeças. Tentei ser o mais objectivo possível e apoiar-me apenas em factos e observações, sem preconceitos ou piadas fáceis. Dividi esta análise em vários capítulos, cada um deles focado num aspecto diferente das Vespas em questão.

Não tive oportunidade de andar em nenhuma destas Vespas ou de as desmontar- apenas retirei a tampa do motor- mas estou convencido que as observações resultantes são, mesmo assim, significativas. Enviei este texto aos responsáveis da Minipeças para lhes dar a oportunidade de contra-argumentarem as minhas conclusões, e os seus comentários aparecerão no fim. Agradeço-lhes novamente a sua disponibilidade em me receberem e o tempo dispensado.


ORIGINALIDADE:

Restaurar uma Vespa é colocá-la num estado exactamente igual ao do dia em que saiu da fábrica. Estas Vespas podem estar recuperadas/ arranjadas/ reconstruídas/ o que lhe quiserem chamar, mas a denominação “restauradas” não se aplica. O desvio do estado original existe não apenas ao nível da pintura, decoração e acabamentos, mas também na própria identidade do modelo: Vespas de roda 8 foram modificadas para roda 10 e máquinas mais modernas foram modificadas para se parecerem com modelos de “guiador de bicicleta”.


Esta falta de originalidade não é uma desvantagem automática visto que muitas pessoas apenas procuram uma Vespa vistosa não dando grande importância às especificações de fábrica, e até preferem algo único e customizado. No entanto, estes modelos híbridos sem identidade definida não têm nenhum valor de coleccionismo e só com dificuldade poderão ser revertidos ao seu estado original.

ESTÉTICA:

Este é um campo subjectivo e cada um terá que desenvolver a sua própria opinião. A minha opinião subjectiva e individual: são feias.


QUALIDADE:

Um dos responsáveis da Minipeças considerou a qualidade do trabalho mecânico da reconstrução destas Vespas como alta. A minha avaliação é exactamente oposta: fraca. A quantidade de pormenores indicadores de mão-de-obra fraca e desleixada é numerosa demais para listar: desde parafusos e borrachas incorrectos até forquetas e punhos pintados por cima o que indica que nunca foram desmontados nem revistos. As fixações modificadas dos cabos do travão dianteiro, por exemplo, onde o pino que segura as chapas de fixação do cabo tinha sido substituído em várias máquinas por um parafuso muito menos forte, é uma falha enorme ao nível da segurança que poderia ser corrigida com peças que valem umas dezenas de cêntimos.




A pintura aparenta ser saudável à primeira vista mas, mais de perto, notavam-se estaladelas e uma quantidade exagerada de betume; esta última aponta, invariavelmente, para atalhos no trabalho de chaparia. Um dos responsáveis ofereceu a justificação para estas falhas que estas seis Vespas eram as restantes dum lote de vinte e duas, e que já não eram a primeira escolha; 6 em 22 é mais de 25%, uma percentagem bastante grande de exemplares inferiores, na minha opinião. A qualidade das peças de substituição utilizadas variava bastante entre o adequado e o medíocre; notava-se a reutilização de muitas peças velhas.


PREÇO E DISPONIBILIDADE:

O preço destas Vespas rondava os 4500 euros, com legalização já incluída. Por este valor pode-se perfeitamente adquirir uma Vespa nacional e enviá-la para uma oficina experiente em Portugal que fará um trabalho de qualidade segundo as nossas especificações, incluindo customizações de cores e acessórios cromados. Se não quisermos investir tempo e esforço a adquirir uma scooter velha e a acompanhar o processo de restauro, a disponibilidade imediata destes restauros Vietnamitas é conveniente; no entanto, esta disponibilidade não é exclusiva já que nos classificados abundam Vespas nacionais recuperadas com preços até inferiores.


GARANTIA:

Não existe qualquer tipo de garantia oficial já que se trata duma venda de particular a particular. O vendedor exprimiu a sua disponibilidade em tentar resolver qualquer avaria que possa suceder, e informou que a única avaria registada até então tinha sido um afinador partido. Quando inquirido acerca da maior quilometragem efectuada por uma destas Vespas importadas, a resposta foi “centenas e centenas de quilómetros” o que, na minha opinião, é uma distância insuficiente para aferir da fiabilidade (ou falta dela) destas máquinas.

CONCLUSÃO:

Se existem recuperações de qualidade a virem do Sudoeste Asiático, estas não fazem parte deste grupo. Por todo o lado se encontram indicações de atalhos incompatíveis com uma recuperação completa e cuidada, falta de atenção aos pormenores e falhas básicas de mecânica; as fixações dos cabos do travão dianteiro observadas tornam estas Vespas perigosas para o condutor, passageiro e qualquer utente da via pública. Não há razão para pensar que o nível de qualidade nas zonas fora de vista ou no motor seja diferente.

Exceptuando a disponibilidade imediata e a escolha entre várias máquinas garridas e vistosas, não consigo encontrar nenhuma vantagem em adquirir um destes “Vietbodges”: a sua qualidade é fraca atravessando a fronteira para o perigoso; o preço é muito elevado; a identidade original dos modelos, alguns até coleccionáveis, é eliminada; está-se a comprar a uma empresa que se dedica à venda de peças para Minis e que não é especializada em Vespas nem está ligada à cena scooterista nacional, limitando-se a importá-las.

A minha recomendação em relação a estas Vespas específicas e aos Vietbodges em geral continua a mesma: não comprem nem deixem ninguém comprar. Se estão interessados em gastar 4500 euros dirijam-se a uma oficina de restauros experiente e estabelecida que vos entregará uma Vespa nacional de qualidade muito superior capaz de longos anos de serviço, e não uma Vespa duvidosa cheia de betume montada no Terceiro Mundo por um desconhecido que prefere poupar cêntimos a garantir a segurança e fiabilidade do seu produto.


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"No uso do seu direito de resposta a Minipeças – Unipessoal, Lda., vem tecer as suas considerações, acerca das conclusões técnicas e especializadas retiradas pelo Sr. sobre as nossas vespas que pôde inspeccionar com toda a liberdade e cordialidade com que a Minipeças sempre recebe qualquer cliente, fornecedor, ou qualquer outra pessoa nas suas humildes instalações.

Apesar do Sr. ser um especialista nas duas rodas, nomeadamente nas vespas, não pode de modo algum obnubilar ou diminuir a formação, informação e competência da Minipeças no panorama dos clássicos em Portugal. Pode referir-se um simples dado estatístico segundo o qual a Minipeças foi em 2007, 2008 e primeiro trimestre de 2009 o maior importador do mundo de peças e acessórios para minis, a partir do Reino Unido – dados fornecidos pela Minispares UK, Ltd.

Portanto, quanto a avaliar qualidade de restauro, fiabilidade e segurança, em clássicos, esta empresa fundada em 2003, na pessoa do seu único Sócio e Gerente, admite poucos ensinamentos. De resto, os milhares de clientes espalhados por este país, e que na sua grande parte são as oficinas de restauro de renome que o Sr. refere, que fazem os restauros de originalidade impar, não deixarão de o confirmar.

Poderá certamente o leitor concluir, como o Sr. Hugo, que uma pessoa que se especializou nas quatro rodas, não terá a mesma sensibilidade ou preocupações a nível de segurança no que concerne às duas rodas, como se não fosse tão grave falhar a travagem num veiculo onde vai o condutor e toda a família, como num em que apenas circula o condutor e, eventualmente um pendura.

Neste âmbito, urge referir mais um dado histórico nas origens da Minipeças, que muitos poderão desconhecer ao lerem apenas a firma, mas que lhes soará familiar se conhecerem o respectivo sócio-gerente. Pois esta mesma pessoa que hoje comercializa peças para mini, iniciou a sua vida nos clássicos com apenas 16 anos, nos finais da década de 80, onde restaurava todo o tipo de motociclos clássicos. Durante toda a década de 90, comprou, restaurou e vendeu largas centenas de motos, na sua grande maioria provenientes do exército português, que ainda hoje circulam com o mesmo restauro com que saíram da sua modesta oficina. Até à presente data, ainda nenhuma ocorrência foi registada com tais veículos, pois sempre se primou por valores fundamentais como a fiabilidade e segurança, inicialmente nas motos e posteriormente nos minis e outros clássicos que a Minipeças comercializa e restaura.

Mas centrando-nos nas nossas vespas, cumpre dissipar a primeira ideia veiculada pelo Sr. Hugo. Pois o mesmo afirma que veio analisar as vespas sem qualquer preconceito e de espírito aberto. Ora, a contaditio nos termos é evidente, pois o preconceito é a única razão de ser da presente reportagem. De outra forma como se explica que este Sr. se predispunha a fazer várias centenas de Kilometros para vir ver as vespas, se não fosse por saber que eram de proveniência asiática e ter a ideia pré-concebida que as vespas restauradas naquela parte do globo são de baixa qualidade?! Se à sua primeira solicitação o tivéssemos informado de que as vespas vieram de Espanha ou de França, ou de qualquer outro país que não da Ásia, o interesse nas mesmas morria à nascença.

Como se nos países ditos desenvolvidos também não se trabalhe mal, e muitos dos que fazem os restauros também não dêem muitas voltas e reutilizem muito material para poupar no preço do restauro e ganharem mais na venda.

Parece que em países como o nosso, onde os restauros são de qualidade (pois não somos do terceiro mundo) também não existe a qualidade e excelência de um (permitam-me a publicidade) Manel das Vespas, e os sapateiros que fazem restauros deploráveis, que o Sr. Hugo melhor que ninguém relata no seu blog, nomeadamente com fotos de vespas expostas em locais e certames de renome.

Foi com este espírito e com a certeza de que em todas as partes do mundo existem bons e maus profissionais, que a Minipeças arriscou a importar primeiro uma, mais tarde duas, depois mais duas e por fim 18, vespas, sempre do mesmo exportador. Ao contrário de muitas pessoas que comercializam neste meio das duas rodas, mas que se limitam a especular sobre a qualidade dos restauros, mas que nunca se predispuseram a arriscar importar para poderem confirmar os boatos.

A qualidade das primeiras determinou a importação das segundas e assim sucessivamente. Note-se que a qualidade aqui foi paga, pois não nos compadecemos em importar as mais baratas, mas sim as que ofereciam melhores garantias de qualidade, o que viemos a confirmar. Assim, as nossas vespas estão longe de ser aquelas que se vêm anunciadas por quantias a rondar os $1.000,00 USD, daí que seja impossível comercializá-las por preço inferior ao que foi comunicado ao Sr. Hugo.

Por outro lado, aquando da visita do Sr. Hugo, as vespas que restavam eram efectivamente as ultimas e muitas tinham já algumas mazelas superficiais devido aos muitos quilómetros que têm percorrido nas deslocações para as feiras, exposições, bem como os testes a que foram submetidas para a legalização. Contudo, nenhuma vespa é entregue sem uma inspecção final e qualquer pormenor em falta é solucionado, ou o preço reajustado com o cliente.

Para concluir, até à presente data, cada cliente tem sido um amigo, e se naquela data as vespas vendidas tinham ainda poucos Km’s hoje algumas já têm milhares e nunca houve qualquer problema ou reclamação e, felizmente, ainda não partiu nenhum parafuso do travão que provocasse o despiste ou acidente de alguém… de resto até é estranho que nem de uma espia partida os clientes se têm queixado, quando como todos vós sabeis, elas partem tão facilmente… Será certamente porque as peças aplicadas nestas vespas são as mesmas que todos vós comprais nas lojas da especialidade, pois apesar de haver muita vespa a circular e a restaurar, o volume delas, enquanto clássicos, não justifica que hajam várias fábricas abertas a produzir peças especificas, assim, tanto nas vespas, como em qualquer outro clássico, as peças vêem invariavelmente da mesma origem. Ou pensavam que os chineses não sabem escrever as palavras em italiano que vêm nas caixas das peças, mas depois têm por baixo Made in China, Taiwan, …, pois é, é que de facto a mão-de-obra lá é mais barata…. Muitos dos que já viram e compraram as nossas vespas são unânimes em afirmar que uma vespa com a qualidade do restauro destas em Portugal, custaria quase o dobro, atento o preço da mão-de-obra.

Despeço-me assim com os melhores cumprimentos, agradecendo ao Sr. Hugo a visita e a oportunidade de publicitar as nossas vespas no seu tão aclamado site/blog. Uma ultima palavra para os amantes da vespa - amantes de clássicos como nós – que não se deixem pautar por ideias pré-concebidas, do que é ou não aceitável, do que é ou não original, o que se pode fazer ou o que é proibido nisto dos clássicos. Reparem no orgulho com que as outras pessoas exibem os seus veículos personalizados, uns mais à época, outros mais modernizados, mas sempre e unicamente com paixão pelos mesmos. A vespa, como o mini, o beetle, o dois cavalos e a 4L, são os clássicos do povo, e o povo é a expressão da liberdade e da diferença – viva a diferença, a liberdade de expressão e o respeito pelos gostos e excentricidades de cada um.

Acabando como começa o Sr. Hugo, se restaurar é por o veículo como ele saiu da fábrica, então cada um de vós quando prepara a vespa para ir para a pintura está a cometer um atentado à originalidade, pois a única tinta que se poderá dizer original, é aquela que vocês acabaram de arrancar da mota e que já não volta mais…

Felicidades a todos, e já só cá temos 5 vespas… mas estão mais a caminho.

Minipeças – a Gerência " [ênfases do autor]


E prontos, aí têm. A resposta da Minipeças levanta pontos adicionais mas não vale a pena chicotear mais o cavalo. Já viram a coisa pelos dois lados, agora decidam vocês. O conjunto completo das fotos está aqui.

16.3.09

inserir título aqui

Há algum tempo atrás caiu-me esta foto na caixa do correio, enviada pelos colegas marafados do Vai5 - valeu, bacanos. Yo props represent, you da shizzle. Já vos disse que o Vai5 merece visita diária e regular de todos os interessados em análise sócio-política inovadora e fotos de motorizadas marafadas. Podeis e deveis lá ir, e digam que foi o Bob que vos mandou.

Quando eu vi a foto pela primeira vez, pensei logo "fosganhe-se lá prós restauros do garageiro da esquina com as legendas fora do sítio e os pneus terceiro-mundistas!" mas depois houve algo que fez clique. O que é que isso interessa!? Estas Vespinhas estão ao Sol, estão a passear, provavelmente na companhia de amigos, e não há muitos defeitos que eu possa apontar a isso. ...cerveja! Provavelmente houve consumo de cerveja e eu não sou apreciador. Mas fora isso, não há nada de errado com esta foto. E tu, quando é que foi a última vez que enviaste algo para a Horta? Têm que ser os gajos das motoretas, é? Cambada de apreciadores de cerveja...



11.2.09

Três rodas

[Aviso: posta sobre bicicletas] A Horta gosta de veículos de três rodas, como estes. São tão queriduchos!




Recentemente tive a oportunidade de experimentar um veículo de três rodas, mas movido a pedais! O KMX Karts Cobra é um triciclo recumbente fora-de-estrada, e é uma das máquinas mais divertidas que alguma vez conduzirei. É com facilidade que se fazem truques como slides, éguas, mini-burnouts, todo o tipo de derrapagens, e até andar em duas rodas. Imaginem uma mistura entre kart de pista, BMX e carrinho telecomandado, com diversão extra injectada à pressão.

Este não é um bicho barato mas é, sim, uma peça de qualidade que durará muitos anos. O importador Cenas a Pedal não só vende mas também aluga triciclos KMX, caso estejam interessados em experimentar. Sobretudo não se esqueçam que eu sou, aparentemente, muito radical. É essa a intenção desta posta, projectar a minha radicalidade extrema. Funcionou? Ó p'ra mim!

(Foto Luís Lopes)

14.1.09

Rica mistura

Hoje vim do escritório (quase) até casa com o ar aberto... Ooops.

[Humor: ultimamente tenho curtido o Lonely Astronaut]

15.10.08

Blog Action Day 08

Hoje é 15 de Outubro, o Blog Action Day 08. Neste dia, todos os "manda-postas" da net se unem para falar num único assunto, e trazê-lo à atenção do público. Dessa maneira, espera-se melhorar um pouco este mundo onde vivemos. O ano passado teve como tema o ambiente, e este ano debruça-se sobre a pobreza.

Não é necessário um grande investimento em esforço ou tempo para fazer algo que combata a pobreza. Dêem uma vista de olhos a esta lista com 88 sugestões, desde as minúsculas às envolvidas.



Eu vi este painel de azulejos na praça principal da aldeia (?) de Cesar, não longe do Porto. Fiquei impressionado pela ideia duma localidade tomar responsabilidade pelos seus cidadãos desfavorecidos, e anunciar isso de maneira proeminente. Porque é que mais cidades não fazem o mesmo? Não seria um motivo de orgulho e reconhecimento muito maior do que ter uma marginal nova ou um segundo centro de congressos? Se houve dinheiro e vontade e emoção para se realizar um campeonato de futebol em 2004, porque é que não há uma fracção desses para se lidar com um problema muito mais grave que uma competição desportiva?

São poucos os problemas mundiais que não tenham sido criados pelo Homem, e são ainda menos os que não podem ser solucionados pelo Homem.

6.9.08

Master Blaster does it again

Que posso dizer? Os ianques curtem os flame-jobs. Depois de ter side destacado pela Make:, o Master Blaster foi mencionado agora no Toolmonger, "the web's first tool blog". O site em si é muito americano-cêntrico, mas de vez em quando lá aparece alguma coisa interessante, como os limpadores de velas.




23.7.08

Like the sign says, speed's just a question of money. How fast can you go?

"I am the Nightrider. I'm a fuel injected suicide machine. I am the rocker, I am the roller, I am the out-of-controller!"

"That scag and his floozie, they're gonna die!"

"I don't know, man, I just got here meself."



Ai Mel, eras tão jovem e inocente... Também existe este vídeo musical de homenagem, com algum interesse.

[Finalmente acabei de ler O Processo do Kafka, que tinha ficado a meio. É assim que acaba?! Que deprimente. Ainda bem que o Pedro me emprestou a série completa do Hitchhiker's Guide to the Galaxy, para levantar o moral.]

16.5.08

Vai5

Tive o prazer de descobrir o blog Vai5 que, desde Março, nos presenteia com um fluxo constante de "fotos de motorizadas marafadas" e respectivos comentários.

Não estamos a falar dum blog pretensioso, com longos textos arrogantes e fotos todas pipis como este, não senhor. É uma página à homem, com a barba por fazer e cheiro a sovaco. Os comentários chegam a roçar o asiático com a sua acutilante filosofia proletária e simplicidade melodiosa de haiku. As fotos são agrestes e ásperas, autênticos disparos em movimento apoiados na anca. Imagens da estrada, sem estratagemas, sem adornos, sem falsidades. Bob gostar.



18.4.08

A prostituição de Bob

Já não bastava a devassidão, agora também me vendo. Qualquer pedaço de plástico colorido é suficiente para transformar a Horta de farol de rectidão em bordel sórdido. Pois deram-me isto na orgia recente de plástico chinês e, com tal feito, conseguiram uma posta na Horta. Conseguirei eu descer ainda mais?...


A Boxit é uma capa de protecção impermeável para telemóvel, ideal para quem está sempre a apanhar com água, neve, areia, terra e pancadas, e quer ter o telemóvel à mão. É um produto de qualidade, feito em Portugal, e aceita montes de modelos. O telemóvel pode ser utilizado sem dificuldade dentro da caixa, que possui uma membrana Gore áudio que permite a transmissão do som, sem passagem de água.

Existem vários acessórios, como o suporte de cinto já incorporado, e o suporte para guiador em separado (na foto). O Boxit custa 24€90, e o suporte de guiador 7€15. É mais barato que comprar um telemóvel novo! E flutua e tudo. Encontram-se vários produtos semelhantes no mercado, mas geralmente são imitações rascas. Por exemplo, basta deixar essas capas ao Sol para ficarem cheias de condensação. Segundo me disseram, tal não acontece no Boxit. Visitem o site aqui.

13.4.08

MotoCzysz C1

Aparentemente, este fim de semana houve o MotoGP de Portugal. Acho que ganhou um gajo qualquer, não prestei atenção. É razão suficiente para eu resgatar esta posta do directório dos rascunhos (eu não digo pasta, digo directório- sou do tempo do MS-DOS) e completá-la despendendo o mínimo de esforço possível. Ora o que se passa é que eu sempre pensei que não gostava de motas grandes. Simplesmente não me atraíam, não me diziam nada. Safavam-se a ocasional Ducati ou BMW, mas nunca houve uma mota grande de design moderno que tenha tido em mim o efeito "Wow". Até há algumas semanas atrás.

Apanhei o documentário "Birth of a Racer" do Discovery Channel (Alerta! Locução brasileira no Youtube!) e fiquei maravilhado. Um arquitecto americano, piloto de corridas amador, pegou no seu dinheiro e construiu uma mota de competição a partir do zero, com o intuito de correr no MotoGP. Conseguem imaginar uma pequena equipa, criada por um tipo, a competir com a Honda e companhia? Ainda mais impressionante- se tal for possível- é a mota em si.


Primeiro, o design. O Sr. Czysz é arquitecto e dá uns toques com o lápis e papel. A C1 é verdadeiramente linda, agressiva e elegante simultaneamente, com uma classe fora de série. Já estava enjoado de ver todas as motas parvas que os fabricantes grandes lançam ano após ano, sempre com aquelas linhas marcadas e ângulos afiados, numa orgia de exagero visual. Parecem todas crânios extra-terrestres, ou naves espaciais, ou desenhos animados. Façam alguma coisa diferente, raios! (Invariavelmente, parece que são todas conduzidas por tipos com capacetes réplica Rossi... É sempre um espectáculo triste de carneirismo e mau gosto...)

Em segundo lugar, a engenharia. Muitos teriam construído apenas o chassis, e comprado forqueta e motor a outras empresas. Seria a opção segura e rápida. Pois estes tipos construíram tudo, a partir duma folha de papel em branco. Chassis, motor, forqueta e restantes tralhas. E não se limitaram a copiar os mesmos desenhos cansados que são reciclados constantemente com mais 5 cavalos ou autocolantes diferentes, não!, fizeram coisas novas e emocionantes. O quadro é em fibra de carbono e serve de caixa de ar. O motor tem duas meias cambotas rodando em sentidos opostos para eliminar efeitos giroscópicos; esses efeitos são a razão porque todos montam os motores transversalmente, enquanto a C1 pode ter uma montagem longitudinal, tornando a mota invulgarmente estreita. A admissão é super-directa, e pode-se ver o topo do pistão olhando directamente por cima do carburador, mesmo apesar de todas as árvores de cames e cenas que ficam no meio. Ambas as suspensões quebram totalmente com as convenções e superam os desenhos tradicionais.

Eu adoro a inovação. Depois de estar feito parece sempre lógico e natural, mas fazê-lo pela primeira vez é tão difícil quanto fascinante. Aturem-me só mais um pouco enquanto vos falo do Sr. Britten, com uma história muito paralela a esta, e injustamente desconhecida. Um homem de grande talento a construir peças como rodas de carbono e carters de motor na sua garagem, e a criar motas de competição de desenho revolucionário que foram para a pista e deram porrada nas equipas "grandes", mantendo-se em muitos aspectos insuperadas ainda hoje, quinze anos depois.

Resumindo, eu estava errado ao pensar que não gostava de motas grandes. Eu não gosto é de motas feias, e as motas grandes são quase todas feias. Mais ninguém nota! É autenticamente uma situação de "o Rei vai nú", e a MotoCzysz, finalmente e para gáudio meu, prova-o. Acho que as regras do MotoGP mudaram- a cilindrada foi reduzida- e por isso a C1 não pode lá correr na sua configuração actual. Mesmo assim, já têm aqui um fã. Rice rockets suck.

29.3.08

DaMotoClassica





Da mesma organização que nos trouxe a revista DaMoto, eis que surge a DaMotoClassica, a "primeira revista portuguesa da motocicleta antiga" ou a "revista portuguesa de motos clássicas", segundo a capa ou o site. O grande Pedro Pinto é o seu director, o que augura um desejável futuro risonho a esta publicação mensal. O site respectivo já parece estar a funcionar.

Três euros e meio é algo excessivo para 30 páginas e o grafismo não me conquistou, mas os artigos principais são muito interessantes e conto que o próximo número ainda seja melhor. Como vocês irão provavelmente passar o fim de semana enfiados dentro dum centro comercial, aproveitem para comprar o número 1 de Abril. A Horta recomenda. Não, a Horta ordena!

Estou de partida para a Resistência, até Segunda!

28.3.08

Flickr de novo

Se ainda não acreditam na pinta que é o Flickr, dêem um pulo às fotos do culturesponge; à sua hipnótica colecção de manuais vintage; ao seu delicioso ajuntamento de fotos de GS150; ao seu impressionante projecto "Gran Sport Veloce"; às intermináveis fotos de época, brochuras publicitárias, e ilustrações variadas de Lambrettas, GSs e SSs. Soberbo!

19.3.08

I <3 Flickr

O que é o Flickr? É um dos sites de partilha de fotos mais populares, e algo bastante viciante. Para qualquer pessoa que goste de fotografia, ou que tenha interesse em ver fotos sobre algum passatempo/ local /actividade, o Flickr é incontornável. É como o Youtube das fotos, mas com um sentimento muito maior de comunidade.

Basta irem lá e procurarem por Vespa, por exemplo, ou por uma etiqueta popular. Cliquem numa foto de que gostem e vejam as outras fotos dessa pessoa. Vejam as fotos que essa pessoa marcou como favoritas, vejam as fotos dos "contactos" (amigos) e os favoritos deles! Vejam as mais interessantes! As possibilidades de interacção e pesquisa são inúmeras. Existem grupos subordinados a um tema, como por exemplo o grupo "Vespista" ou o grupo "Scooters em Portugal". Comecem a clicar e a explorar à vontade!

Podem criar uma conta gratuita, muito popular para armazenar fotos para blogues, por exemplo. A grande desvantagem é que só são visíveis as últimas 200 fotos carregadas. Por um preço módico, podemos adquirir uma conta "pro" sem limitações. Para mim, acabaram-se os backups em CDs, vai tudo para o Flickr! Podem ver as minhas fotos aqui, ou espreitar na barra de miniaturas que aparece na coluna esquerda.


18.3.08

w00t!

O MasterBlaster foi um dos meus projectos mais bem sucedidos. Teve a dificuldade certa para ser um desafio grande, mas sem dar dores de cabeça. A sensação de realização que provém da construção com as nossas próprias mãos duma máquina que resolve eficazmente um problema é difícil de explicar a quem não seja adepto da bricolage, e esteja habituado a comprar tudo.

Assim sendo, fiquei todo contente quando a revista Make: deu o destaque do dia ao MasterBlaster. Foi uma recompensa inesperada à minha iniciativa e trabalho árduo. É que eu consigo ser extremamente preguiçoso e procrastinador, às vezes... Mas não ficou por aqui! Saíram ontem os resultados do concurso Flickr pool da Make: e o MasterBlaster foi um dos finalistas! Ganhei uma conta "pro" de 6 meses do Flickr! w00t! A partir de hoje, vou pôr flame jobs em tudo!



(amanhã falamos sobre o Flickr...)