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14.4.10

Novo portal Mota Clássica

"Já foi lançado o mais recente portal online dedicado às motos clássicas. Chama-se MOTA CLÁSSICA e promete ser um espaço de compartilha de informação. Se é um apaixonado pelas motas antigas, aproveite e compartilhe as suas ideias, fotografias, videos [sic], eventos, entre outros artigos que considere interessantes – o registo é GRÁTIS !"


É verdade, acabou de aparecer um site novo que parece querer juntar fotos, vídeos, classificados grátis e artigos submetidos pelos utilizadores. Como o terreno das motas clássicas é extremamente fértil, não duvido que este portal vá ter um mínimo de sucesso. Por outro lado, o conteúdo inicial parece ser bastante aleatório e consistir em material "emprestado" da internet. Se estiverem a contar apenas com material submetido pelos utilizadores, temo que a qualidade não vá subir.

Não consigo deixar de pensar que este site é apenas uma estratégia desta empresa para publicitar os veículos do tipo chinês que importam (scooters, quads, buggys, mini-motas...) mas não há nada de errado nisso se a comunidade das motas clássicas obtiver um recurso interessante e funcional. Dou-lhes o benefício da dúvida e desejo-lhes sorte.

22.3.10

A Horta "spoofa" anúncio da BMW

Em primeiro lugar, deverão certificar-se que já viram este vídeo.

Em segundo lugar, podem ver este. Na churrascada de aniversário do Paulo pegámos em 15 minutos entre a sobremesa e o café e pusemos o Brinquedo Amarelo ao serviço da comédia.



15.10.09

A day at the races

O título reutilizado deverá ser uma pista para o conteúdo desta posta, corridas. A última prova da categoria de Clássicas do Campeonato Nacional de Velocidade (?), mais especificamente. O evento teve lugar na pista/ kartódromo/ aeródromo de Braga, onde pude ouvir, tocar e cheirar deliciosas máquinas vintage possuidoras de distintivos emocionantes como Ducati, Moto Guzzi, Norton, Triumph, Bultaco e muitos mais. Para quem gostasse de balas de canhão japonesas revestidas a plástico, também havia disso.

Já tinha ido às corridas em Braga antes mas desta vez houve muita actividade no aeródromo: helicópteros, avionetas e pára-quedistas, todos evoluíram por cima da pista enquanto as velhas senhoras se exercitavam ao longo do seu perímetro. E esteve um dia lindo. Mais fotos no sítio do costume.


Uma Ducati com publicidade alemã??!!

Dentes partidos...


Dá-lhe quantidades imensuráveis de gás!

16.4.09

Cinquentinhas para os lados de Barcelos

Já me esquecia!... No âmbito do Projecto Monopólio do Café visitei a 1ª Concentração de Motorizadas de 50cc da Associação Cultural MotoCavaquinhos, que possui não um, não dois mas três sites diferentes. Os interessados neste tipo de veículos poderão não considerar o seu tempo como totalmente desperdiçado ao visualizarem as restantes fotos aqui, ou aqui em magnífico slideshow. [Edit:links do Flickr estão mortos]




24.3.09

Poser

Tenho recebido muitos pedidos dos leitores da Horta para explicar o que significa ser um poser. Bem, isso não é exactamente verdade, ninguém me pediu nada disso; no entanto é uma bonita maneira de começar uma posta. A veracidade dos factos não me é importante porque eu faço tudo por uma piada barata (o meu capacete cheira a chulé) e, além disso, a Horta é só fumo e espelhos. Fumo, espelhos e uma procura insaciável por protagonismo oco.

Voltando ao não-assunto em questão, este é o aspecto dum poser. Pode ser geralmente observado em cima duma mota alemã com pneus de asfalto e metade do catálogo da Touratech. O seu olhar de surpresa deve-se ao facto de ainda não ter caçado uma única garina apesar de estar em cima duma mota alemã com metade do catálogo da Touratech.

Desculpa lá LTB, tudo por uma piada barata.



19.2.09

Coisas estranhas se passam na Horta


Como se pode observar na fotografia, a Horta foi penetrada (au!) por uma máquina infernal de rodas grandes de origem nipónica. Como entidade super-humana que é, o Ranger Bob não pode evitar ter um irmão gémeo maléfico. Este mano malvado pode ser identificado facilmente pelo seu bigode de vilão, e é sobre ele que recaem as suspeitas de tão triste profanação da cultura de rodas pequenas da Horta.

A minha pobre PX lutou com todas as forças contra esta situação deplorável. Na viagem destinada à inspecção do motão decandente, sofri um furo em plena auto-estrada; fiquei sem gasolina a 300 metros do destino final; e, finalmente, parti o cabo do travão dianteiro ao recolher a PX à garagem, no fim do dia. Eu não estou a inventar isto: sofri três avarias graves no dia em que fui comprar a minha primeira mota grande. É o karma a dizer-me algo ou quê!? E na viagem de recolha o carro alemão de alta cilindrada requisitado para o efeito, depois de vários anos de serviços exemplares sem qualquer problema mecânico, decidiu começar a apitar por causa do nível da água. Há forças muito potentes envolvidas nesta situação, digo-vos eu...

(por acaso o furo na auto-estrada teve interesse. Primeiro não caí, o que é algo que me interessa bastante. Segundo, estava eu na berma com a PX deitada, balons fora, ferramentas espalhadas, rodas por todo o lado, a pensar "isto vai dar uma foto mesmo fixe" quando chega o homem da Brisa. Prontos, lá se foi a foto. Quando ele viu que eu estava quase desenrascado, limitou-se a meter as mãos nos bolsos e a ficar a olhar.)

Eis-me, portanto, sob a influência do irmão gémeo malvado do Ranger Bob. Peço-vos que mantenham intacta a vossa fé na minha dedicação scooterista, pois só ela me poderá salvar dum inferno de coletes de couro e lenços vermelhos amarrados à traseira. De qualquer maneira, face a estes extraordinários desenvolvimentos, julgo que não tenho outra escolha a não ser a actualização da minha tatuagem indicadora de status para algo mais apropriado.

30.1.09

ExpoMoto? ExpoCócó!

Ontem à noite colei-me ao Patu e fui de boleia fazer uma visita relâmpago à ExpoMoto, na Batalha. Tentei manter-me despercebido mas fui topado pelo LTB. F*ck you, poser! :-) Sim, cortarei o cabelo a curto prazo.

Que magnífica colecção de charutos plásticos e cromados prontos a debelarem crises de meia-idade do macho típico! Não vi lá nada que se aproveitasse excepto, para benefício da minha integridade física futura, as BMW. Todos gostam das BMW, as BMW é que é, com uma BMW vais à Patagónia, podes comprar acções da Touratech, blá blá blá. Yeah yeah, whatever. O único veículo que eu quis trazer para casa (e trouxe!) era este:



15.1.09

Bob fere os sentimentos de motard

No parque de estacionamento subterrâneo do shopping encontrei a zona reservada aos motociclos completamente ocupada. No entanto, existia um espaço morto por trás da coluna que parecia feito à medida para a PX. Estacionei-a numa manobra fluida e elegante.

Três motas ao lado encontrava-se um motard junto à sua CBVFGSRXXX FireNinjaBladeExtreme que mete conversa comigo. Algo do estilo:

- Isso cabe em qualquer lado, hã?!...
- É verdade, nunca falha.

Concentrei-me no inventário do conteúdo do porta-luvas, convicto que a conversa tinha terminado. O falador motard, no entanto, era de opinião contrária:

- Quer trocar a minha pela sua? (risinho)
- O quê, esta por essa?
- Sim.
- Não, nem pensar.

O pobre motard não estava a contar com a minha recusa categórica em trocar a minha velhinha scooter pelo seu fenómeno de tecnologia Japonesa, por isso ficou calado a olhar para mim, algo chocado e magoado pela minha resposta negativa. Depois de alguns momentos de silêncio embaraçoso decidi acabar com o sofrimento do homem dirigindo-lhe um "boa tarde" e desaparecendo pelas escadas acima.

A última vez que o vi ainda estava ele paralisado com uma expressão confusa, a olhar na direcção duma PX badalhoca, tentando compreender algo que é tão complicado e, ao mesmo tempo, tão simples.

16.9.08

Antigas em Matosinhos

O Emanuel envia-nos a seguinte informação duma concentração de antigas em Matosinhos. Pessoal do Puârto e arredores, buga! Obrigado pelo aviso, Emanuel.
Concentração de MOTOS ANTIGAS e de ÉPOCA
PARTICIPAÇÃO LIVRE, (inscrições GRÁTIS no local)
Concentração a realizar na Junta de Freguesia de Matosinhos
Sábado 4 de Outubro de 2008 às 14,30 horas
ABERTO A TODOS OS ENTUSIASTAS DESTE TIPO DE VEíCULOS. E PÚBLICO EM GERAL
Atribuição de prémios ás [sic] 3 motos representativas das diversas categorias a concurso.
Organização, da JUNTA de FREGUESIA de MATOSINHOS

14.8.08

Outra corrida de motorizadas

Amanhã vai ter lugar o "Grande Prémio de Motociclismo Sra. da Aparecida 2008", nas categorias de 50 e 80cc, no vale do Sousa (Lousada/ Felgueiras). Aqui o je foi cravado para lá ir fazer a reportagem.

Deverá ser um acontecimento verdadeiramente fenomenal, já que possui uma entidade teológica no nome. A PX está sempre pronta para esticar as pernas, mas eu preciso de alguma preparação; nada de tão profundo como ir rezar de capacete à la o palhaço do Ghost Rider, mas algo como uma musiquinha dos anos 60 para dar ânimo. Take it away, Bob:

20.6.08

Para venda

A Horta faz aqui um favor a um amigo e anuncia-lhe estas motorizadas clássicas que se encontram para venda, uma Zundapp K S 50 de 1962 4 vel. de pé e uma Kreidler Florett de 1960 3 vel. de mão completamente restaurada.

Não são minhas, escusam de me fazer perguntas. Telefonem ao Sr. João pelo 917246827 e digam que fui eu que vos mandei. As máquinas encontram-se no Cartaxo.

"Esta Motorizada é na totalidade de origem Alemã. Faz parte do grupo das Zundapps de origem, conjuntamente com os modelos Falconete e Combinete. O cilindro do motor é picotado no seu interior para melhor lubrificação do êmbolo e segmentos, ao contrário do motor Zundapp fabricado em Portugal. Estas motorizadas tinham a sua zona no nosso país, a partir de Coruche e ao longo do Alentejo principalmente."

"Motorizada dos anos 60, usada normalmente por aquelas pessoas que faziam grandes viagens, e que teriam uma vida melhor. Era das motorizadas mais caras na época, e quem tinha dinheiro para as comprar era precisamente o pessoal que vivia bem. A este modelo sucederam outros com melhores performances até à Kreidler Florett mod. RS, com um motor sem turbina e com a cabeça do motor em grande que estabeleceu, montado num chassis da mesma marca, um recorde de 210 km/h. A partir daqui, todos os modelos traziam no guarda-lamas traseiro um autocolante que referenciava esse recorde, escrito em língua Alemã e com a inscrição de 210 km/h."
P.S.: Caríssima Portugália-PGA Airlines, quatro cubos de melão e uma raspa de ananás não constituem uma salada de frutas!

4.6.08

Chaços no Marão

Domingo foi um dia de 300 quilómetros. A pacata Vila de Fontes foi invadida por um exército de chaços, e pelos pilotos respectivos com elevado nível médio de jaguncice. Eu estive lá para registar o facto.

Os motores castigados ecoaram pela serra num rugido colectivo de dor, adicionando uma agreste dimensão sonora ao espectáculo surreal. Pelas apertadas e serpenteantes ruelas da vila lançaram-se os pilotos, novos e velhos, profissionais e inconscientes, impressionantemente rápidos e dolorosamente lentos, lutando contra a morte e contra o tédio numa arena de velocidade revestida a paralelo irregular.


À primeira vista poderia parecer que eu teria sido o patrocinador principal dum dos chaços presentes, mas não. Se a estibordo os dizeres "Bob" estavam pintados em laranja néon sobre fundo branco, a bombordo encontraríamos os dizeres "Marley" em branco sobre fundo laranja néon. Este chaço em particular merecia a designação, estando num estado original atacado apenas pela garrida decoração efectuada com tinta de casa, e pela ausência de vários acessórios supérfluos que, mais que retirados propositadamente, devem ter caído de maduros. O velocímetro esventrado era o receptáculo ideal para armazenar o maço de tabaco.


Famel, Zundapp, Casal, Sis-Sachs, V5 Lotus, todos os grandes estavam presentes. Até algumas Japonesas e aceleras lá andavam. Uma Honda Vision 50 era pilotada por uma senhora. Um triciclo com pneus de moto-ceifeira, sofá e máquina de costura também participou, tendo conseguido realizar algumas voltas à pista sempre com um número variável de passageiros. Do ponto de vista do scooterismo clássico, a máquina mais interessante era o Vespino GL número 3 pilotado alegremente pelo Vasco e pelo Machado, que faziam bom uso dos pedais nas secções íngremes. As más línguas poderão dizer que ganhavam um cavalo de potência, eheh.



Eu ainda consegui ver um puto numa Famel acertar numa pilha de 4 pneus mesmo em cheio, o que me fez ganhar o dia (ele não se magoou). O espectáculo foi interessante da mesma maneira que uma trip de LSD durante um terramoto é interessante. Pelo menos deu para curtir as estradinhas do Marão (soberbas!!!) e treinar a fotografia de acção que bem precisa. A coisa deve correr um bocadinho melhor para a próxima agora que descobri como se dá mais pujança no flash. Olha as fotos aqui.

21.5.08

Venham a mim os chaços

A Horta vai à corrida dos Chaços! É já no primeiro dia de Junho, em Vila de Fontes ao pé de Santa Marta de Penaguião- sim, tive que ir ver ao mapa. Segundo o PR que eu recebi via CapsLockMail... :
FALTAM POUCOS DIAS, (1 JUNHO) - PARA QUE AS 'MELGAS' DOS OUTROS TEMPOS RODEM NAS RUELAS DA SIMPÁTICA VILA DE FONTES NO CONSELHO DE SANTA MARTA DE PENAGUIÃO.
SERÃO 3 HORAS SEM PARAR ONDE AS VELHAS GLÓRIAS DA INDUSTRIA PORTUGUESA MOTOCICLISTICA, (ZUNDAPP, CASAL, MACAL, FUNDADOR, SIS SACHS ETC ETC...) VÃO FUMEGAR DEIXANDO NO AR AQUELE CHEIRINHO DE OLEO DOS VELHOS TEMPOS...
A FESTA VAI SER GRANDE, COMEÇANDO LOGO NO SÁBADO COM O CRUZEIRUSBAR APRESENTARMOS O MENU CHAÇOS /'FRANCISINHA+BEBIDA+CAFÉ' JUNTAMENTE COM BAILE DOS CHAÇOS E KARAOK... VAI SER FORTE!!!
NO DOMINGO DEPOIS DAS CORRIDAS NÃO PODIA FALTAR UM GRANDE ESPECTÁCULO COM A ACTUAÇÃO DE GEORGES CANÁRIO (MUSIC) ACOMPANHADOS COM UM BELO PORCO NO ESPETO E ONDE NÃO PODIA FALTAR O FAMOSO VINHO DOS FAMOSOS VINHATEIROS DA REGIÃO... E QUE REGIÃO!!!
E MAIS SUPRESAS ASSIM VIRÃO...
POR ISSO O ESPECTÁCULO ESTA GARANTIDO, E PARA QUE ELE SEJA INDA MAIOR APAREÇA E CONVIVI... A VIDA É SÓ DOIS DIAS!!!
CONTO CONVOSCO...
ATENÇÃO: TODA A RECEITA CONVERTE PARA A COMISSÃO DE FESTAS DO VISO 2008.
COMPRIMENTOS
"Comprimentos" para ti também, colega. Não sou grande entusiasta das motorizadas nacionais, mas uma corrida é uma corrida. E com vinho e porco no espeto, então nem se fala. E o concerto de Georges Canário?! Ui, TOU LÁ, CARAGO! E vocês? Por apenas 15 euros é uma oportunidade fantástica para ficarem em tracção durante 3 meses. Toca a "pedir emprestado à meia noite" o chaço do velhote ao fundo da rua, atestá-lo de 98 octanas e bolas de naftalina, e ir açapar para Vila de Fontes. Gááááááááááááás!


16.5.08

Vai5

Tive o prazer de descobrir o blog Vai5 que, desde Março, nos presenteia com um fluxo constante de "fotos de motorizadas marafadas" e respectivos comentários.

Não estamos a falar dum blog pretensioso, com longos textos arrogantes e fotos todas pipis como este, não senhor. É uma página à homem, com a barba por fazer e cheiro a sovaco. Os comentários chegam a roçar o asiático com a sua acutilante filosofia proletária e simplicidade melodiosa de haiku. As fotos são agrestes e ásperas, autênticos disparos em movimento apoiados na anca. Imagens da estrada, sem estratagemas, sem adornos, sem falsidades. Bob gostar.



19.4.08

Edifício para - hhggggg!!- motociclistas

O Filipe enviou-me este link. (Porque é que eu não recebo mais colaborações? Uns links, umas fotos, umas notícias... Custa muito? Cambada de preguiçosos que nem deixam comentários. Tenho que ser eu a fazer o trabalho todo?! Mas isto é um público ou uma pintura a óleo?... Hhhhhrrr...)


Eu sempre sonhei viver numa casa tipo americana, com uma porta que desse acesso directo à garagem a partir do corredor. Pois os Japonenses (quem haveria de ser?) levaram esse conceito ao extremo e criaram um bloco de apartamentos para motociclistas, onde se pode pilotar a máquina desde a rua até dentro de casa! Os apartamentos são muito giros, lembrando uma estação espacial futurista- cliquem no link acima para verem as fotos.

Imaginem o prédio todo ocupado por Vespistas da velha guarda... Grandes churrascadas ao Domingo e manchas de óleo por todo o lado... Carago, isso é que era.

17.4.08

A devassidão de Bob

Aparentemente, escrever artigos para revistas com a expressão "convívio entre os participantes" repetida cinco vezes por parágrafo tem alguns benefícios. Recebi ontem um SMS que dizia algo do estilo "Vamos à Maia tirar fotos a umas scooters, queres vir?". A minha resposta: "Sim, mas é Gaia, e não Maia". Lisboetas... [encolher de ombros]

Chegado ao stander, a minha PX suja destoava no meio de todo o plástico chinês reluzente como... bem, como... uma scooter italiana com mudanças no meio dum stander de aceleras, quads e motas chinesas. A sessão de fotos decorreu mesmo ali na rua, e tanto a vasta gama de máquinas fotografadas como a actividade subjacente não eram totalmente desprovidas de interesse.


"Ok, agora fotos em andamento. Tu aí, anda cá!". Alguém me pôs nas mãos um casaco Bering, umas luvas Alpinestars e um penico CMS. O casaco estava muito curto, mas ninguém pareceu notar. "Pega naquela scooter, vai até ao cimo da rua e desce." - "O quê, esta scooter???!!!"


A minha "companheira", idêntica à da foto mas em cor de champanhe, era duma marca Ching Chong chinesa genérica. Um autocolante grande no guiador com avisos importantes estava escrito em Indonésio, ou alguma outra língua incompreensível. Não tinha mudanças. Não tinha mudanças!!! Depois de 34 anos de pureza e castidade totais, eu montei em cima da minha Ching Chong 150 a 4 tempos, torci o acelerador, e fiz-me à estrada sem nenhuma acção por parte da mão esquerda. Estava alegre e entusiasmado por estar a experimentar algo diferente, mas ao mesmo tempo sentia-me sujo por trair as minhas crenças, com um tipo de sujidade que não sai nem com duas horas de desinfectante hospitalar e uma grande pedra-pomes.

Subi um pouco, e desci até ao fim da rua. Subitamente, o motor parou sozinho e todos os botões deixaram de funcionar. A minha scooter morreu no meio do cruzamento, mesmo em frente ao café. Depois de alguns segundos a experimentar os botões pouco familiares, decidi empurrá-la rua acima, vestindo um blusão Bering resplandecente mas apertado, e umas luvas Alpinestars a condizer com protecções de carbono. Eu mereci...

Enquanto a Ching Chong 150 estava a levar um fusível novo, deram-me para as mãos (ou será "para o rabo"?) uma motorizada tipo Honda CG125 mas do mesmo fabricante oriental, porque "combina com o teu casaco". Boa! O karma acabou de me castigar há dois minutos atrás por andar numa acelera, e agora vou pegar numa coisa com mudanças de pé e rodas grandes! Suspiro... Realizei um esforço hercúleo para me lembrar das minhas aulas de condução, que ocuparam uns 90 minutos da minha vida há uma década atrás, e recordar-me que a primeira era para baixo. Arranquei com pouca elegância e, após alguns pregos, ganhei o mínimo de confiança para sair da rua... E perder-me nos dormitórios de Gaia! Enquanto me aproximava perigosamente perto do centro de Gaia, preso numa rede inexorável de sentidos obrigatórios e proibidos, dois pensamentos assaltaram-me: "Acho que esta mota não tem matrícula!" e "Acho que esta mota só tem um fundinho de gasolina!"- o karma de novo mostrava o seu desagrado pelas minhas escolhas erradas.

Logo regressei à base, onde constatei que afinal sempre tinha gasolina e matrícula. Servi de modelo para mais umas fotos dum acessório interessante, e regressei à minha velha amiga cor de champanhe, que "morreu" de novo mal me sentei em cima dela. Hhhhmmmmm... Talvez tenha sido melhor assim, pois o fluido de travões a escorrer pelo guiador abaixo não inspirava confiança. Depois do almoço fomos para Valongo experimentar as moto-4 e os ATVs, mas eu fiquei só a tirar fotos. Dois veículos do demo são suficientes para um dia. Três seria mesmo abusar.


13.4.08

MotoCzysz C1

Aparentemente, este fim de semana houve o MotoGP de Portugal. Acho que ganhou um gajo qualquer, não prestei atenção. É razão suficiente para eu resgatar esta posta do directório dos rascunhos (eu não digo pasta, digo directório- sou do tempo do MS-DOS) e completá-la despendendo o mínimo de esforço possível. Ora o que se passa é que eu sempre pensei que não gostava de motas grandes. Simplesmente não me atraíam, não me diziam nada. Safavam-se a ocasional Ducati ou BMW, mas nunca houve uma mota grande de design moderno que tenha tido em mim o efeito "Wow". Até há algumas semanas atrás.

Apanhei o documentário "Birth of a Racer" do Discovery Channel (Alerta! Locução brasileira no Youtube!) e fiquei maravilhado. Um arquitecto americano, piloto de corridas amador, pegou no seu dinheiro e construiu uma mota de competição a partir do zero, com o intuito de correr no MotoGP. Conseguem imaginar uma pequena equipa, criada por um tipo, a competir com a Honda e companhia? Ainda mais impressionante- se tal for possível- é a mota em si.


Primeiro, o design. O Sr. Czysz é arquitecto e dá uns toques com o lápis e papel. A C1 é verdadeiramente linda, agressiva e elegante simultaneamente, com uma classe fora de série. Já estava enjoado de ver todas as motas parvas que os fabricantes grandes lançam ano após ano, sempre com aquelas linhas marcadas e ângulos afiados, numa orgia de exagero visual. Parecem todas crânios extra-terrestres, ou naves espaciais, ou desenhos animados. Façam alguma coisa diferente, raios! (Invariavelmente, parece que são todas conduzidas por tipos com capacetes réplica Rossi... É sempre um espectáculo triste de carneirismo e mau gosto...)

Em segundo lugar, a engenharia. Muitos teriam construído apenas o chassis, e comprado forqueta e motor a outras empresas. Seria a opção segura e rápida. Pois estes tipos construíram tudo, a partir duma folha de papel em branco. Chassis, motor, forqueta e restantes tralhas. E não se limitaram a copiar os mesmos desenhos cansados que são reciclados constantemente com mais 5 cavalos ou autocolantes diferentes, não!, fizeram coisas novas e emocionantes. O quadro é em fibra de carbono e serve de caixa de ar. O motor tem duas meias cambotas rodando em sentidos opostos para eliminar efeitos giroscópicos; esses efeitos são a razão porque todos montam os motores transversalmente, enquanto a C1 pode ter uma montagem longitudinal, tornando a mota invulgarmente estreita. A admissão é super-directa, e pode-se ver o topo do pistão olhando directamente por cima do carburador, mesmo apesar de todas as árvores de cames e cenas que ficam no meio. Ambas as suspensões quebram totalmente com as convenções e superam os desenhos tradicionais.

Eu adoro a inovação. Depois de estar feito parece sempre lógico e natural, mas fazê-lo pela primeira vez é tão difícil quanto fascinante. Aturem-me só mais um pouco enquanto vos falo do Sr. Britten, com uma história muito paralela a esta, e injustamente desconhecida. Um homem de grande talento a construir peças como rodas de carbono e carters de motor na sua garagem, e a criar motas de competição de desenho revolucionário que foram para a pista e deram porrada nas equipas "grandes", mantendo-se em muitos aspectos insuperadas ainda hoje, quinze anos depois.

Resumindo, eu estava errado ao pensar que não gostava de motas grandes. Eu não gosto é de motas feias, e as motas grandes são quase todas feias. Mais ninguém nota! É autenticamente uma situação de "o Rei vai nú", e a MotoCzysz, finalmente e para gáudio meu, prova-o. Acho que as regras do MotoGP mudaram- a cilindrada foi reduzida- e por isso a C1 não pode lá correr na sua configuração actual. Mesmo assim, já têm aqui um fã. Rice rockets suck.

29.3.08

DaMotoClassica





Da mesma organização que nos trouxe a revista DaMoto, eis que surge a DaMotoClassica, a "primeira revista portuguesa da motocicleta antiga" ou a "revista portuguesa de motos clássicas", segundo a capa ou o site. O grande Pedro Pinto é o seu director, o que augura um desejável futuro risonho a esta publicação mensal. O site respectivo já parece estar a funcionar.

Três euros e meio é algo excessivo para 30 páginas e o grafismo não me conquistou, mas os artigos principais são muito interessantes e conto que o próximo número ainda seja melhor. Como vocês irão provavelmente passar o fim de semana enfiados dentro dum centro comercial, aproveitem para comprar o número 1 de Abril. A Horta recomenda. Não, a Horta ordena!

Estou de partida para a Resistência, até Segunda!

2.2.08

Confusão tipográfica

Outra rapidinha. Recortei este anúncio da primeira página do jornal Ocasião há montes de anos atrás. Alguém fez burrada. Não, não é uma scooter.

24.1.08

Steve McQueen não era um poser

As estrelas do cinema mudaram muito. Antigamente é que era! Sem pensarem duas vezes, o Errol Flynn lançava-se pendurado de um candeeiro, enquanto o Burt Lancaster saltava para um comboio em movimento. Hoje em dia só temos um Tom Cruise todo avariado da cabeça à frente de um ecrã azul.

Um dos grandes foi o Steve McQueen. Quando vi esta foto dele, fiquei maravilhado. Qual Missão Impossível, qual quê! Eis aqui o Steve a participar no International Six Day Trial de 1964 , com a sua Triumph 650. Para quem não conhece, esta era e ainda deve ser a mais completa e dura prova de sempre para qualquer piloto e máquina. Os seus contratos cinematográficos impediam-no de correr com motas, mas ele fazia-o na mesma sob um pseudónimo e com excelentes resultados. A sua carreira na competição automóvel também se tornou invejável, com resultados de topo em provas de nível mundial.

No filme "The Great Escape", um dos mais fabulásticos de sempre, a personagem de Steve realiza o salto de mota mais famoso de toda a história cinematográfica no culminar da emblemática perseguição final. Na realidade, não foi o Steve que realizou o salto por imperativos do estúdio, mas ele fez quase tudo o resto e até mais. Devido à falta de duplos qualificados, o dotado McQueen pilotou em muitas cenas com motas, inclusivé vestido de guarda alemão em perseguição da sua própria personagem. Não existiam motas de cross, na altura. Pegava-se numa pesada mota inglesa, punham-se-lhe uns pneus de taco e uns escapes levantados, e já estava. Era preciso um homem a sério para andar fora de estrada com aquelas máquinas.

Infelizmente, Steve McQueen morreu de cancro no pulmão com 50 anos de idade. A sua imagem perdurará como sendo o "King of Cool", algo impossível de imitar ou comprar, o oposto diametral de um poser.